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Trends in Psychiatry and Psychotherapy

Print version ISSN 2237-6089On-line version ISSN 2238-0019

Abstract

SALUM, Giovanni A. et al. Dados de levantamento com múltiplos informantes para a mensuração de maus-tratos na infância: uma análise fatorial confirmatória de segunda ordem. Trends Psychiatry Psychother. [online]. 2016, vol.38, n.1, pp.23-32.  Epub Mar 18, 2016. ISSN 2238-0019.  https://doi.org/10.1590/2237-6089-2015-0036.

Objetivo

Investigar a validade e confiabilidade de uma abordagem de múltiplos informantes para a mensuração de maus-tratos na infância, composta por sete questões avaliando maus-tratos na infância respondidas pelas crianças e seus pais em uma ampla amostra comunitária.

Métodos

A amostra foi composta por 2.512 crianças com idades entre 6 e 12 anos e seus pais. Maus-tratos na infância foram avaliados com três questões respondidas pelas crianças e quatro respondidas pelos seus pais, investigando violência física, negligência física, violência emocional e violência sexual. Análises fatoriais confirmatórias foram utilizadas para comparar os índices de ajuste de diferentes modelos. Validade convergente e divergente foi testada utilizando escores de relato parental e de relato dos professores no Strengths and Difficulties Questionnaire. Validade discriminante foi investigada utilizando a entrevista Development and Well-Being Assessment para dividir os participantes em cinco grupos diagnósticos: controles com desenvolvimento típico (n = 1.880), transtornos do medo (n = 108), transtornos do estresse (n = 76), transtorno de déficit de atenção-hiperatividade (n = 143) e transtorno opositivo-desafiador/conduta (n = 56).

Resultados

Um modelo de segunda ordem com um fator de segunda ordem (maus-tratos na infância) englobando dois fatores de primeira ordem (relato da criança e relato parental) demonstrou o melhor ajuste aos dados, e os resultados de confiabilidade desse modelo foram aceitáveis. Como esperado, maus-tratos na infância estiveram positivamente associados a medidas de psicopatologia e negativamente associados a medidas pró-sociais. Todos os grupos de categorias diagnósticas tiveram níveis mais altos de maus-tratos na infância do que as crianças com desenvolvimento típico.

Conclusões

Foram encontradas evidências de validade e confiabilidade dessa medida breve de maus-tratos na infância utilizando dados de um grande levantamento combinando o relato de pais e seus filhos.

Keywords : Maus-tratos; adversidade; crianças; coorte; estresse precoce.

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