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Arquivos Brasileiros de Endocrinologia & Metabologia

On-line version ISSN 1677-9487

Arq Bras Endocrinol Metab vol.54 no.1 São Paulo Feb. 2010

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27302010000100006 

ARTIGO ORIGINAL

 

Validação das equações que estimam a taxa metabólica de repouso em adolescentes meninas

 

Validation of the equations that estimate the resting metabolic rate in adolescent girls

 

 

Paulo Henrique Santos da FonsecaI; Maria de Fátima da Silva DuarteII; Pedro Alberto BarbettaII

IUniversidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Marechal Cândido Rondon, PR, Brasil
IIUniversidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Florianópolis, SC, Brasil

Correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVOS: O objetivo deste estudo é analisar a validade das equações de predição da taxa metabólica de repouso (TMR) propostas por Harris e Benedicti (1919), Schofield (1985), WHO/FAO/UNU (1985), Henry e Rees (1991), Molnár e cols. (1995), Tverskaya e cols. (1998) e Müller e cols. (2004) em adolescentes meninas.
SUJEITOS E MÉTODOS: Para tanto, avaliaram-se 51 meninas entre 10 e 17 anos, sendo mensuradas as seguintes variáveis: massa corporal, estatura, massa gorda (absoluta e percentual) e massa magra (absoluta e percentual), bem como os valores do consumo de VO2 e produção de VCO2 que foram substituídos na equação de Weir (1949) considerada, neste estudo, como método padrão da TMR. Realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: teste "t" pareado (p < 0,05); erro constante (EC) com diferença menor que 5% e análise gráfica de Bland e Altman (1986).
RESULTADOS: As equações propostas por Tverskaya e cols. (1998) e Müller e cols. (2004) foram as únicas que apresentaram diferenças significativas entre as médias. No entanto, somente as equações propostas por Henry e Rees (1991) e Molnár e cols. (1995) obtiveram erro constante inferior a 5%. Porém, as análises gráficas de Bland e Altman (1986) revelaram que, independentemente da equação, não há concordância entre as equações e o método padrão.
CONCLUSÕES: O estudo indicou que as equações não aprovaram nos critérios estipulados e que, portanto, não possuem validade no cálculo da TMR.

Descritores: Gasto energético; taxa metabólica de repouso; saúde; adolescentes


ABSTRACT

OBJECTIVES: The objective of the study is to analyze the validity of the prediction equations for the resting metabolic rate (RMR) proposed by Harris and Benedicti (1919), Schofield (1985), WHO/FAO/ UNU (1985), Henry and Rees (1991), Molnár and cols. (1995), Tverskaya and cols. (1998) and Müller and cols. (2004) in adolescent girls (51 girls between 10 and 17 years of age).
SUBJECTS AND METHODs: The following anthropometric variables were measured: body weight, stature, body fat mass (absolute and percentage), body lean mass (absolute and percentage) as well as the consumption ofVO2 and production ofVCO2 that were substituted in Weir's (1949) equation which was considered the RMR standard method in this study. The following statistical procedures were carried out: paired t-test (p < 0.05); constant error (CE) with a less than 5% difference and Bland and Altman's (1986) graphical analysis.
RESULTS:
The equations proposed by Tverskaya and cols. (1998) and Müller and cols. (2004) were the only equations that presented significant differences between the averages. However, only the equations proposed by Henry and Rees (1991) and Molnár and cols. (1995) produced a constant error of less than 5%. However, Bland and Altman's (1986) graphical analysis showed that independently of the equation there is no agreement between the equations and the standard method.
CONCLUSIONS: The study indicates that none of the equations meet all the stipulated criteria and that thus have no validity in the calculation of the RMR.

Keywords: Energy expenditure; resting metabolic rate; health; adolescents


 

 

INTRODUÇÃO

A intervenção para minimizar o surgimento de problemas de saúde contemporâneos, como doenças coronarianas, obesidade, hipertensão, osteoporose, entre outras, está associada à capacidade de se conhecer o gasto energético diário dos indivíduos.

Há um consenso na literatura (1,2) de que, nos seres humanos, a energia diária é gasta por meio de três maneiras: pela taxa metabólica de repouso (TMR), pelo efeito térmico dos alimentos e pela atividade física muscular. Na infância e na adolescência, sugere-se o acréscimo de mais um elemento: o anabolismo/crescimento (3).

Considera-se que a TMR é definida como a taxa mínima de energia consumida necessária para sustentar todas as funções celulares e que responde por 60% a 70% do total de gasto energético diário nos humanos (4). A TMR representa o principal componente do gasto energético total (5), especialmente quando se determina a necessidade diária de energia em pessoas sedentárias (6).

A TMR tem sido utilizada rotineiramente por clínicas para estimar as necessidades energéticas em pacientes, por agências governamentais e por organizações de saúde para definir as necessidades energéticas da população (4) e, também, no esporte, para a orientação energética em atletas (7).

Subestimar ou superestimar a TMR pode gerar um erro na medida do cálculo de energia para um indivíduo ou para populações. Dessa forma, a medida correta é importante para uma indicação mais precisa das necessidades energéticas (8), determinando com maior eficiência os planos de nutrição (9,10), motivo que justifica o fato de o uso contínuo de equações ser reexaminado (11).

Recentes pesquisas internacionais (12,13) e nacionais (14,15) estão sendo conduzidas para desenvolver e validar equações que estimam a TMR. No Brasil, estudos realizados apontam ser imperativo que equações apropriadas sejam desenvolvidas para a nossa população (5,14,16).

Dessa forma, o presente estudo tem como objetivo analisar a validade das equações de predição (Tabela 1) da TMR em adolescentes meninas.

 

SUJEITOS E MÉTODOS

A presente pesquisa e o termo de consentimento livre e esclarecido foram aprovados pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e estão registrados pelo número 091/06.

A amostra foi constituída de 51 meninas com idade entre 10 e 17 anos, segundo a faixa etária sugerida pela WHO (19), e classificada pelo índice de massa corporal (23) em baixo peso, peso adequado, sobrepeso e obeso, como ilustra a tabela 2. Os indivíduos que participaram da pesquisa foram escolhidos ao acaso, não havendo cálculo estatístico para determinação do número de participantes.

As avaliações ocorreram no Laboratório de Esforço Físico (LAEF) da UFSC sempre no período da manhã e foram no máximo quatro sujeitos avaliados por manhã.

No dia da avaliação, foram apresentados os termos de consentimento livre e esclarecido aos pais e adolescentes e o protocolo do Comitê de Ética em Pesquisa, que esclarece que o estudo não coloca em risco a integridade física e psicológica dos indivíduos estudados.

A avaliação do LAEF seguiu os seguintes passos: primeiramente, o sujeito respondeu a uma anamnese. As adolescentes que não conseguiram responder às questões receberam auxílio dos pais e pesquisadores. Depois, foram realizadas as avaliações da massa corporal (Balança Plenna Digital, modelo MEA-03140, USA), estatura (Balança Toledo, modelo 2096 PP, BR), além da medida da bioimpedância (Biodynamics, USA) utilizada somente no cálculo da massa corporal magra e da massa corporal gorda, na equação sugerida por Müller e cols. (13).

Em seguida, realizou-se o procedimento da análise de gases em repouso (Aerosport, TEEM - 100, USA). Registraram-se os valores de minuto em minuto do VO2 e VCO2, em litros por minuto, nos últimos 10 minutos após os 20 minutos de repouso, totalizando 30 minutos de teste. As medidas foram realizadas com o indivíduo em jejum de 6 horas, em posição supina e em repouso muscular (24). Após serem obtidos os valores de VO2 e VCO2, esses foram substituídos na equação de Weir (25), a qual tem sido considerada o método padrão (26):

No próximo passo, mediram-se as dobras cutâneas (27) para posterior fracionamento dos componentes corporais em massa corporal magra e em massa corporal gorda. Adotou-se a equação de Lohman (28), com as constantes sugeridas por Pires Neto e Petroski (29).

Quando as adolescentes obtiveram a soma dos valores de dobras cutâneas do tríceps e subescapular superiores a 35 mm, utilizou-se a seguinte equação (30):

Para transformar o valor de percentual de gordura em valor absoluto, utilizaram-se as seguintes equações:

Para analisar a validade cruzada das equações de predição (Tabela 1) com a medida padrão TMR, realizaram-se os seguintes procedimentos estatísticos: o teste "t" pareado, para medir a diferença dos valores médios das equações com o valor da TMR padrão, com nível de significância de p < 0,05; o erro constante (EC) da medida estimada pela equação com a da TMR mensurada pelo método padrão com critério para aceitar o erro constante uma diferença menor que 5% (9); e a análise de dispersão gráfica proposta por Bland e Altman (31). Os procedimentos estatísticos foram calculados pelo programa SPSS 11.0 for Windows.

 

RESULTADOS

Inicialmente, serão apresentados os resultados das características antropométricas do grupo e, posteriormente, o resultado dos critérios de validação das equações.

O grupo de meninas analisada constituiu-se de 51 adolescentes entre os 10 e 17 anos e suas características antropométricas estão descritas na tabela 3.

 

 

A tabela 4 ilustra os valores médios de consumo de O2 e a produção de CO2 medidos por meio da calorimetria indireta e, posteriormente, utilizados na equação proposta por Weir (25) para o cálculo da TMR.

 

 

A seguir, na tabela 5, estão demonstrados os valores dos critérios adotados para analisar-se a validade das equações femininas.

 

 

As figuras 1 a 8 ilustram a dispersão dos dados analisados pela proposta de Bland e Altman (31).

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO

As meninas analisadas neste estudo, quando comparadas com as dos grupos que constituíram o desenvolvimento das equações internacionais, apresentaram valores superiores para a massa corporal e estatura em relação ao grupo utilizado por Schofield (18) e WHO/ FAO/UNU (19) e valores inferiores quando comparadas com os grupos analisados por Molnár e cols. (21) e Müller e cols. (13).

Em relação à massa magra, as meninas apresentaram valores similares aos dos trabalhos de Molnár e cols. (21) e Müller e cols. (13).

O grupo analisado por Tverskaya e cols. (22), para todas as medidas, apresentou valores mais elevados do que as meninas deste estudo. Esses valores já eram esperados, pois no estudo foram utilizadas somente adolescentes obesas.

Como há uma forte relação entre os componentes corporais e os valores da TMR (13), diferenças antropométricas entre a população utilizada para o desenvolvimento das equações que estimam a TMR e a população de adolescentes brasileiras, pode-se justificar possíveis erros das equações.

Analisando-se os critérios adotados para a validação das equações, notou-se que a equação proposta por Tverskaya e cols. (22) e as equações sugeridas por Müller e cols. (13) foram as únicas que apresentaram diferenças significativas entre as médias.

No entanto, somente as equações propostas por Henry e Rees (20) e Molnár e cols. (21) obtiveram erros constantes inferiores a 5%. As demais equações, apesar de não terem diferenças estatisticamente, superestimaram os valores da TMR acima de 5%. Essa tendência já havia sido detectada para as equações de Harris e Benedict (4,22,32), Schofield (4,20,33), WHO/FAO/UNU (4,21) e Tverskaya e cols. (34).

O estudo revela que, em média, as equações de Harris e Benedict (17), Schofield (18), WHO/FAO/UNU (19), Henry e Rees (20) e Molnár e cols. (21) não se diferenciam do método padrão, porém essas equações não conseguem estimar os valores com igual coerência e magnitude. Isso foi demonstrado por meio da análise dos gráficos de dispersão de Bland e Altman (31). Os gráficos revelam que, independentemente da equação, não há concordância entre as equações e o método padrão.

Esse achado possui reflexo na estimativa da TMR, em ambiente clínico ou de pesquisa, pois os planos de intervenções nutricionais para manutenção, perda ou ganho de peso são estipulados individualmente.

Dessa forma, o estudo indica que nenhuma das equações analisadas alcançou os critérios estipulados, não possuindo, assim, validade nos cálculos da TMR em adolescentes com as características do grupo estudado.

Validação das equações da TMR para meninas

Assim, recomenda-se o desenvolvimento de equações específicas para a população de adolescentes femininas brasileiras.

Agradecimento: Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pelos recursos financeiros disponibilizados.

Declaração: os autores declaram não haver conflitos de interesse científico neste estudo.

 

REFERÊNCIAS

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Correspondência para:
Paulo Henrique Santos da Fonseca
Av. Medianeira, 1. 879, ap. 603
97060-003 - Santa Maria, RS, Brasil
paulo.phsf@gmail.com

Recebido em 8/Set/2008
Aceito em 20/Out/2009

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