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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.60 no.6 São Paulo Dec. 1997

http://dx.doi.org/10.5935/0004-2749.19970013 

Artigos Originais

Laser de diodo versus crioterapia no tratamento da retinopatia da prematuridade: estudo comparativo

Diode laser versus cryotherapy for the treatment of the retinopathy of prematurity: a comparative study

Nilva Simeren Bueno de Moraes1 

Michel Eid Farah2 

Pedro Paulo Bonomo2 

Maria Fernanda Branco de Almeida3 

1Mestre em Oftalmologia, Chefe do PS de Oftalmologia do Hospital São Paulo e Responsável pelo Ambulatório de Prematuros do Setor de Retina e Vítreo da UNIFESP/EPM

2Professor Adjunto-Doutor e Orientador da Pós-graduação da UNIFESP/EPM

3Professor Adjunto-Doutor e Chefe da Disciplina de Pediatria Neonatal da UNIFESP/EPM


RESUMO

Examinamos prospectivamente 1677 recém-nascidos pré-termo com Maria Fernanda Branco de Almeida oftalmoscopia binocular indireta e depressão escleral na quarta, quinta, sétima, nona, 12ª e 24ª semanas de vida, no período de janeiro de 1988 a dezembro de 1995. Todas as crianças pesavam menos de 1250 gramas e tinham idade gestacional menor que 30 semanas. O tratamento foi indicado no estágio 3b com doença "plus", independentemente de estar na zona I, II ou III.

Do total de 467 crianças com retinopatia da prematuridade, 41 (9%) necessitaram de tratamento; 29 crianças foram submetidas a crioterapia trans-escleral, com a idade pós-conceptual média de 38 semanas e 12 crianças foram submetidas a laserterapia. Todas as crianças obtiveram a regressão completa da doença e foram acompanhadas por, no mínimo, cinco meses.

Como complicações do tratamento com crioterapia encontramos quemose, edema palpebral e turvação vítrea; já com o tratamento a laser, observamos dois casos com rotura da membrana de Bruch, um caso de hemorragia retinina e um caso de queimadura da íris. As complicações anestésicas incluíram hipoxemia transitória, bradicardia trans-operatória e apnéia pósoperatória.

Os resultados sugerem que a laserterapia é tão eficaz quanto a crio terapia no tratamento da retinopatia da prematuridade, apresentando, entretanto, menos complicações pós-operatórias.

Palavras-chaves: Retinopatia; Prematuridade; Fotocoagulação; Crioterapia; Laser indireto

SUMMARY

A total of 1677 premature infants were examined by indirect ophthalmoscopy in 4th, 5th, 7th, 9th 12th e 24th weeks of life, between January 1988 and December 1995. The weight of the infants was less than 1250 grams and gestacional age 30 weeks or less. Treatment was done in those with stage 3+ of retinopathy, zones I,II and III. Treatment was performed in 41 premature infants (9%), 29 (70%) with transescleral cryotherapy with 38 weeks of post conceptual age and 12 (30%) with laser photocoagulation with 39 weeks of post conceptual age. All infants were followed for at least five months.

Chemosis, palpebral edema and vitreous opacities were complications of cryotherapy; retinal hemorrhage, Bruch's rupture and iris burn were laser complications.

Complications of anesthesia included bradycardia, transient hypoxemia and temporary respiratory arrest.

The results suggested that laser therapy is as effective as cryoth erapy in the treatment of retinopathy of prematurity, wíth less complications.

Texto completo disponível apenas em PDF.

Trabalho realizado no Setor de Retina e Vítreo do Departamento de Oftalmologia e na UTI neonatal da Universidade Federal de São Paulo/Escola Paulista de Medicina.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

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Endereço para correspondência: Nilva S. B. Moraes - Rua Girassol, 554 - apto. 73 - São Paulo - SP - CEP 05433-001 - E-mail: orlando a@uol.com.br

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