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Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Print version ISSN 0004-2749On-line version ISSN 1678-2925

Arq. Bras. Oftalmol. vol.65 no.3 São Paulo June 2002

http://dx.doi.org/10.1590/S0004-27492002000300021 

CARTAS AO EDITOR

São Paulo, 27 de maio de 2002

 

Prof. Dr. Harley Bicas
Editor
Arquivos Brasileiros de Oftalmologia

Senhor Editor,

 

 

Apesar desta carta não tratar especificamente de assunto relacionado aos artigos publicados nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia, refere-se a assunto correlacionado e, acredito, igualmente importante àqueles que se dedicam à Pesquisa e ao Ensino. Esta é portanto, a razão de escrever ao Editor dos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia e discutir o assunto das ausências costumeiras de palestrantes nas programações científicas de congressos.

Infelizmente, grande número de oftalmologistas brasileiros, de maneira às vezes até irresponsável, aceita participar em congressos regionais, nacionais ou internacionais; aceitam ter seus nomes no programa e simplesmente não aparecem nos congressos ou nas sessões. Além de trazer, sem dúvida, prejuízo ao programa, também muitas vezes frustram aqueles que, baseados na reputação do oftalmologista e do assunto, desperdiçam seu tempo ao procurar por palestras que não são, afinal, proferidas. Em congressos internacionais esse problema é ainda mais complexo, uma vez que envolve a própria reputação da Oftalmologia brasileira. De fato, em vários congressos internacionais temos visto um número progressivo de brasileiros que aceitam o convite e não aparecem para dar as suas aulas. Recentemente, fomos obrigados a assistir em reunião internacional de preparo de congressos, afirmações de que "os brasileiros sempre dizem sim e freqüentemente faltam, não merecendo, portanto, ser convidados".

Claro que o assunto é de responsabilidade individual mas afeta a nós todos. Seria extremamente importante que todos nós realmente aceitássemos apenas os convites, obrigações científicas e educacionais, que pudéssemos honrar. Todos somos humanos, todos podemos ter eventuais problemas que nos obriguem a cancelar um compromisso anteriormente aceito. Mas, temos que tomar o cuidado, também, de não aceitar por aceitar, de não colocar a culpa nas Comissões de Organização e de não nos furtarmos a ter uma conduta cientificamente adequada. Acredito, talvez, que este assunto deva ser divulgado nos Arquivos Brasileiros de Oftalmologia.

Outro ponto que eu acredito ser importante, cabendo-lhe menção e discussão, é o uso indevido do título Ph.D., freqüentemente utilizado por oftalmologistas brasileiros. O Doutorado em Medicina é o Doutorado em Medicina. O título de Ph.D. é de Doutor em Ciências (Doutor em Filosofia) e, portanto, não é relacionado ao Doutorado em Medicina. O Doutorado em Ciências envolve Doutorado em áreas como Anatomia, Imunologia, Biologia Molecular, Saúde Pública, etc.. Aliás, o Doutorado se divide justamente em Doutorado em Medicina e Doutorado em Ciências.

Cordialmente,

 

Prof. Dr. Rubens Belfort Jr.
Prof. Titular de Oftalmologia
Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP)

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