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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.24 no.1 São Paulo Mar. 1966

https://doi.org/10.1590/S0004-282X1966000100009 

Análises de livros

 

 

THE SYNDROME OF STUTTERING. Gavin Andrews e Mary Harris. Monografia (17,5X24,5) com 191 páginas, 16 figuras e 104 tabelas; número 17 da série Clinics in Developmental Medicine. Editado pela The Spastics Society Medical Education and Information Unit. William Heinemann Medical Books Ltd., London, 1964.

Várias teorias têm sido aventadas para explicar a gagueira; entretanto, nenhuma delas se ajusta a todos os casos nem explica suficientemente as variações sintomatológicas que ocorrem durante a evolução dêsse distúrbio da palavra. Das teorias que a atribuíam a uma alteração neurológica, genèticamente constituída ou adquirida, e que tiveram grande voga com as idéias de Travis (1930) explicando a gagueira pela falta de nítida dominância cerebral, pouco ou nada resta, uma vez que estudos bem conduzidos, comparando grupos de indivíduos gagos com grupos de indivíduos normais equiparáveis com absoluto paralelismo -quanto à idade, sexo, inteligência, meio social e cultura -mostraram não haver diferenças essenciais entre êsses agrupamentos e, mesmo, que a incidência de gagueira é idêntica em grupos comparáveis de indivíduos destros, sinistros ou ambidestros. Também já estão até certo ponto ultrapassadas as teorias que consideravam a gagueira como simples manifestação de psiconeuroses, sendo o distúrbio a exteriorização de ansiedade devida a conflito neurótico, pois já foi amplamente demonstrado que nos gagos não há anormalidade fundamental da personalidade, mas sim um modo de ação que os torna introvertidos e angustiados em face da dificuldade para a manutenção de perfeitas comunicações interpessoais pela palavra.

Estudos mais recentes vieram alterar fundamentalmente a conceituação da gagueira. Wischner (1950) mostrou que os fenômenos de adaptação e de antecipação que caracterizam a gagueira são os responsáveis pelo mêdo para a pronúncia de certas palavras e pela ansiedade do gago diante de certas situações (importância da conversa a ser mantida, vulto e importância da audiência, obrigatoriedade de falar por telefone, por microfone ou diante de sistema de televisão). Por outro lado, Johnson (1955), pelo estudo da evolução da palavra, concluiu que as não-fluências, comuns em tôdas as crianças de 3 a 4 anos de idade, podem evoluir para a gagueira quando a atitude materna -por demais perfeicionista e rígida -em lugar de coibir, contribui para agravar o distúrbio que, normalmente, é autocorrigível.

Com estas bases vem sendo adotada, atualmente, nova teoria que considera a gagueira como uma modalidade de resposta aprendida mediante condicionamento audiovisual facilitado por circunstâncias sociais e familiares desfavoráveis. Sendo a severidade da gagueira proporcional à ansiedade em relação à pronúncia de certas palavras e à ansiedade correlata com determinadas situações, é admissível que, em indivíduos que tiveram dificuldades ou atraso na aquisição da fluência normal da palavra e que foram alvo de reprimendas inadequadas e castigos descabidos, se instale, por condicionamento progressivo, um hábito que, por si mesmo, gera ansiedade, estabelecendo-se, assim, um círculo vicioso que só pode ser rompido mediante reeducação, baseada essencialmente na articulação ritmada de letras, sílabas e palavras, e, depois, completada por demorados e persistentes exercícios de leitura compassada, tudo acompanhado de amplas explicações e, eventualmente, de psicoterapia.

Embora seja muito rica a literatura médica no que diz respeito à gagueira, os trabalhos publicados focalizam, em geral, apenas aspectos parciais -clínicos, psicológicos, neurológicos ou terapêuticos -sendo os dados fornecidos pelo estudo de casos isolados ou de grupos de pacientes escolhidos mediante critérios pessoais e unilaterais. São raros os estudos abrangendo grupos populacionais extensos e feitos com metodologia isenta de críticas. Por isso, o livro que estamos analisando constitui contribuição de alto valor para a conceituação atual da gagueira, facilitando a compreensão do mecanismo do distúrbio, a avaliação de sua intensidade, a determinação de suas causas remotas, a análise dos motivos de seus agravamentos e de sua persistência, e, também, a terapêutica racional e a profilaxia. Dêle constam dados sôbre a gagueira extraídos de um inquérito multidimensional que, supervisionado por Donald Curt e Martin Roth, catedráticos, respectivamente, de Pediatria e de Psicologia da Universidade de New Castle upon Tyne (Inglaterra), foi feito, desde 1947 até 1962, para estudar a evolução fisiológica e patológica de tôdas as crianças nascidas nessa cidade durante os meses de maio e junho de 1947. Das 1.142 crianças registradas inicialmente, 750 foram observadas até atingirem os 15 anos de idade, por uma equipe de estudiosos (pediatras, clínicos gerais, neurologistas, psicologistas, psiquiatras, logopedistas, geneticistas) que estudaram, minuciosa e sistematicamente, as condições do desenvolvimento psicomotor e as ocorrências patológicas. Uma parte dos investigadores dedicou-se exclusivamente ao estudo do desenvolvimento dos distúrbios da palavra, registrando seus achados nos 9 capítulos dêste precioso livro, assim rotulados: 1 -Diagnóstico da gagueira; 2 -Conhecimentos atuais sôbre a síndrome; 3 -História natural da gagueira; 4 -Métodos para estudo da gagueira em escolares; 5 -Diferenças entre grupos de escolares gagos e não gagos; 6 -Análise estatística das características psico-sócio-culturais dos gagos; 7 -Genética da gagueira; 8 -Inibição da gagueira pela fala compassada; 9 -Etiopatogênese, evolução e tratamento. Em apêndices são expostos os dados fornecidos pela análise estatística das diferenças entre grupos de indivíduos gagos e não-gagos e pela análise fatorial dos indivíduos gagos, assim como os resultados obtidos com a reeducação pela palavra ritmada. Bem organizado índice remissivo completa esta monografia cuja leitura é recomendada a todos -clínicos, neurologistas, psiquiatras, psicólogos, familiares e, mesmo, os gagos adultos -que desejem atualizar seus conhecimentos a propósito dessa sindrome e utilizar terapêutica racional.

O. Lange

 

STUDIES IN PHYSIOLOGY. D. R. Curtis e A. K. McIntyre, editores. Um volume (16X25) com 276 páginas, 76 figuras e 4 tabelas. Springer Verlag, Berlin-Heidelberg-New York, 1965.

O presente volume constitui uma homenagem a J. C Eccles, agraciado com o Prêmio Nobel em 1963; Curtis é antigo colaborador de Eccles e com êle participou no desenvolvimento de alguns dos trabalhos fundamentais sôbre os mecanismos de transmissão sináptica nos motoneurônios espinais, graças aos quais Eccles recebeu prêmio. A apresentação gráfica do livro dispensa comentários, pois segue a tradicional linha de qualidade das edições da Springer Verlag, agora operando amplamente com obras editadas em inglês. Embora chame a atenção, a mescla de papel fosco com brilhante não compromete o alto nível gráfico do livro.

A maioria dos 45 artigos reunidos pelos editores focaliza vários aspectos da transmissão em diversos sistemas neurais; alguns, porém, são de natureza muito diferente, como por exemplo o trabalho de Liley sôbre a transfusão intra-uterina de sangue (já no último trimestre da gestação), em fetos portadores de doença hemolítica, ou o de Macfarlane sôbre metabolismo hídrico de ruminantes que vivem em desertos. Uma característica pouco comum dos artigos publicados é a de serem curtos, embora em geral muito claros. Importante é o trabalho de Brooks e Koizumi sôbre a atividade elétrica do sistema hipotálamo-hipofisário e que relata, aparentemente pela primeira vez, o registro (em plena haste hipofisária) de potenciais em fibras do trato supra-óptico-hipofisário, desencadeados por estimulação elétrica do núcleo supra-óptico. Experiências de Iggo sôbre a condução de impulsos por fibras aferentes somáticas cutâneas oferecem mais uma prova em favor da antiga teoria de von Frey, segundo a qual a identificação das informações sensorials cutâneas transmitidas ao sistema nervoso central depende da ativação de receptores específicos para cada modalidade sensorial; em contraposição, Weddell sustenta a opinião de que os estímulos cutâneos ativam receptores inespecíficos e sua identificação depende de uma distribuição têmporo-espacial dos potenciais aferentes que é característica para cada modalidade. A hipótese da liberação de acetilcolina em quantidades descontínuas ao nível da placa motora é discutida por Katz e Miledi à luz da descoberta de De Robertis e outros eletromicroscopistas de que a acetilcolina é acondicionada em minúsculas vesículas de 500 angströms de diâmetro, localizadas nas terminações pré-sinápticas. Evidentemente, essa descoberta vem reforçar a idéia de Katz; embora não se tenha podido ainda determinar o número de moléculas de acetilcolina de cada quantum, o tamanho das vesículas é compatível com o mínimo considerado necessário para a ativação da membrana da placa motora.

Encerrando o livro, J. Z. Young esquematiza as propriedades fundamentais dos sistemas de aprendizagem, ao discutir experiências feitas com polvos. Estudando minuciosamente a estrutura e a hodologia do sistema nervoso do polvo e passando ulteriormente a analisar os mecanismos de seu comportamento, Young e seus colaboradores puderam dissecar funcionalmente o conjunto, localizando, de maneira engenhosa, os circuitos responsáveis pela memória próxima, memória remota, ataque e fuga, relacionados com estímulos tácteis, químicos e visuais. Segundo Young, tudo indica que os sistemas de aprendizagem emergiram de uma modificação evolucionária de centros reflexos e, por isso, dispõem dos mecanismos de tais centros, como sejam inibição, necessidade de receberem informações aferentes sôbre os resultados das ações eferentes e composição de aferências de múltiplas origens para organizar as descargas eferentes. Insinuante é a hipótese de que o mecanismo do aprendizado resulta, em última análise, da dilatação do período de inibição das alternativas para determinada resposta reflexa. Young admite que, num sistema de aprendizagem, a uma entrada (aferência) corresponde mais de uma saída (eferência) possível, mas só uma eferência se concretiza porque as demais são inibidas; quando essa inibição pode ser prolongada, temporária ou permanentemente, então aquela saída positiva passa a ser a resposta usual para a entrada aplicada. Embora representem grande simplificação, êsses conceitos derivam da precisão do traçamento dos circuitos envolvidos nos mecanismos do aprendizado e memória do polvo, permitindo ao autor especular sôbre bases bastante sólidas.

Pelo seu conteúdo, êste livro é leitura obrigatória para os neurofisiologistas e de grande interêsse para todos os estudiosos do sistema nervoso.

Cesar Timo-Iaria

 

TEST DE RORSCHACH: EVOLUCIÓN Y ESTADO ACTUAL. Julio Endara. Um volume (15X21) com 323 páginas. Casa de la Cultura Ecuatoriana, Quito, 1964.

Endara, que é catedrático de Neurologia e Psiquiatria na Faculdade de Ciências Médicas, em Quito, e de provas de personalidade no Instituto de Psicologia, já brindara as letras especializadas latino-americanas com um compacto volume sôbre "Psicodiagnóstico de Rorschach" em 1954. Apresenta agora extensa revisão da evolução e dos conhecimentos atuais no domínio dêsse método incomparável para estudo da mente humana. E a tanto o autoriza a experiência de quase 30 anos de aplicação nos três campos principais de Rorschach: a psicologia normal, a psiquiatria, a pesquisa psiquiátrico-legal. Segundo referia no prefácio de 1954, dedicou-se a estudar a prova em 1935 e a aplicou sistemàticamente aos penitenciários desde 1936, quando nomeado Diretor do Instituto de Criminologia; estendeu-a depois aos estudantes do curso médico e do curso de psicologia, a partir de 1940. Neste livro apresenta, nos dois primeiros capítulos, um apanhado da "projeção" psicológica e dos fundamentos perceptuais do Rorschach e, no terceiro, a aplicação e as principais causas de malôgro. A tópicos especiais -área, apreensão dos estímulos, seqüência das modalidades, fatôres determinantes -dedica os capítulos de IV a VII. Nos três seguintes discute os tipos psicológicos de Rorschach, os chamados "choques" psicológicos e fenômenos particulares, respectivamente. Seguem-se estudo exaustivo do conteúdo das respostas (XI), discussão das respostas "vulgares" e "originais" (XII) e, como encerramento, no capítulo XIII, "passos e orientações da interpretação". Em apêndice traz a aferição do valor elaborativo das respostas, segundo os critérios de Beck e de Hertz. As referências bibliográficas são feitas de capítulo em capítulo. Em páginas não numeradas vem a relação alfabética dos temas principais, que precede o índice geral.

O autor aprecia adequadamente o alcance do método: "As respostas provocadas pelas manchas de tinta descobrem diversas particularidades dos constituintes genéticos e estruturais; e não só nos dão dados valiosos sôbre os processos associativos, como trazem à luz muitos distintivos da organização intelectual e afetiva, bem como sôbre o comportamento, naquilo que têm de mais recôndito -tendências, aspirações, formas de pensar, possibilidades, capacidade para elaborar projetos -tudo o que ajuda a fazer idéia da configuração total da personalidade, da natureza de certos conflitos, a determinar-lhe os níveis de desenvolvimento, o grau, a coerência, a possibilidade de domínio". Ao tratar das modalidades, traz em quadro comparativo as próprias abreviaturas, as de Rorschach e as de 8 autores outros; e, como apenso ao capítulo V, o confronto -prancha por prancha -entre as classificações de Small, de Salas, de Bohm e de Piotrowski. Outra relação comparada oferece os determinantes de Rorschach, os próprios e os de mais seis autores.

Em nosso meio, onde já se pratica largamente a prova de Rorschach, esta nova e oportuna publicação do ilustre psiquiatra equatoriano encontrará, certamente, a acolhida a que faz jus.

Aníbal Silveira

 

MULTIPLE SCLEROSIS: A REAPPRAISAL. D. MCAlpine, Ch. E. Lumsden e E. D. Acheson. Um volume (16X25) com 424 páginas, 45 tabelas e 28 figuras. E. S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1965.

Os autores efetuam uma reavaliação do problema da esclerose múltipla (EM), encarando-o sob os mais variados aspectos. Acreditamos que este livro merece atenta consideração da parte dos neurologistas brasileiros, não obstante seja do consenso unânime a raridade da afecção em nosso meio. Releva, porém, notar que não existem estudos epidemiológicos sérios sôbre o assunto, de modo que, como Acheson salienta, "a incidência da EM na América do Sul ainda é um enigma".

Na parte 1, Acheson discorre sôbre a questão da epidemiologia, discute a influência de diversos fatôres sôbre a freqüência da EM e termina por dividir o mundo em zonas de alto e de baixo risco. Na parte 2, McAlpine discute o significado da incidência familiar, o discutido papel do trauma, a associação de periflebite e uveíte à EM, a neurite retrobulbar, as formas cerebrais da moléstia. Estuda também os elementos clínicos que orientam o prognóstico. Em relação ao tratamento é salientado o valor da corticotropina e dos processos de combate à espasticidade, sendo ressaltado o valor das injeções intra-raqueanas de fenol. Lumsden, na parte 3, aprofunda-se nos aspectos laboratoriais da moléstia, particularmente no estudo das proteínas do líquido cefalorraqueano (LCR) e suas frações. Salienta que as elevadas concentrações de globulina gama são, em grande parte, dependentes de imunoglobulinas de origen local. Segundo o autor, a pesquisa de um teste laboratorial específico para a EM, correlacionado com a gravidade do processo patológico, só poderá ser realizado no campo da bioquímica dos lípides do LCR, pois, qualquer que seja a causa da moléstia, sua expressão morfológica reside na degradação seletiva primária da mielina e secundária do axônio. Lumsden revê os conhecimentos sôbre os aminácidos, carboidratos e enzimas do LCR na EM. No último capítulo, a EM é analisada como um distúrbio imunológico, e Lumsden termina por afirmar que "há razões para uma comedida esperança de que as novas tendências da imunologia clínica da esclerose múltipla levarão finalmente à compreensão de sua patogenia".

Extensa lista de referências bibliográficas encerra cada uma das três partes do livro.

H. Canelas

 

ENFERMEDADES POR AUTOINMUNIDAD. I. R. mackay e F. M. burnet. Um volume (16X21) com 373 páginas e 31 figuras. Tradução para o castelhano da 1ª edição em inglês. Ed. Noguer S.A., Barcelona, 1965.

O presente volume constitui uma súmula dos conhecimentos atuais sôbre as doenças ligadas a fenômenos de auto-imunidade. Os têrmos de uso mais comum em imunologia são conceituados no primeiro capítulo. Depois são revistas os caracteres gerais das enfermidades por auto-imunidade, seguindo-se a análise das teorias imunológicas modernas e as suas implicações quanto às enfermidades por auto-imunidade. Nos capítulos seguintes são considerados os fenômenos de auto-imunidade relacionados com as doenças da tireóide, com o lupus eritematoso sistematizado, com a enfermidade hemocitolítica auto-imunitária, com a poliartrite crônica, com a periarterlte nodosa, esclerodermia e dermatomiosite, com certas afecções do sistema nervoso, com a glomerulonefrite, com certas doenças hepáticas, com afecções crônicas de caráter inflamatório sistematizado. No capítulo XIII são discutidos aspectos do tratamento das doenças por auto-imunidade, e no último capitulo, são apresentadas conclusões.

Analisando os problemas das correlações entre a auto-imunidade e o sistema nervoso, os autores salientam o fato de não ter sido possível até agora demonstrar que a auto-imunidade desempenhe papel nas enfermidades nervosas humanas. Após enumerar argumentos que favorecem a hipótese da aceitação de uma etiologia auto-imunitária para certas afecções do sistema nervoso, passam a analisar dados quanto a algumas dessas afecções. Assim, relacionam dados referentes à encefalite alérgica experimental, à encefalite humana pós-vacinação antirrábica, às enfermidades desmielinizantes humanas, aos processos agudos monofásicos e aos processos polifásicos subagudos e crônicos, às polirradiculites. Em relação aos processos agudos monofásicos, analisam os caracteres da leucoencefalomielite hemorrágica necrosante agúda e da encefalomielite pós-infecciosa: entre os processos polifásicos subagudos e crônicos destacam a esclerose múltipla, a enfermidade de Schilder e a neuromielite óptica. O papel da auto-imunidade na patogenia da esclerose múltipla e das demais enfermidades desmielinizantes é estudado frente a aspectos da epidemiologia e da investigação da presença de auto-anticorpos, da histopatologia, do efeito dos corticosteróides e das semelhanças entre a desmielinização experimental, pós-vacinação antirrábica e a espontânea. Salientam os autores que, embora a etiologia auto-imune seja compatível com o que conhecemos sôbre as doenças desmielinizantes, não há provas de que ela seja realmente a responsável por essas doenças. Os dados mais significativos estão relacionados com as formas desmielinizantes da encefalomielite pós-vacinação antirrábica iso-imune porque ela constitui um elo entre as enfermidades imunogênicas experimentais e as afecções desmielinizantes auto-ímunes de ocorrência espontânea. A hipótese de uma explicação unicista que esta idéia pode trazer, encontra certas restrições em dados experimentais. Estas restrições não impedem, entretanto, que a melhor hipótese de trabalho seja representada pela aceitação de uma origem auto-imunitária tanto para certas encefalomielites como para a poliradiculoneurite; não é possível, até que se conte com dados mais sólidos, admitir de modo definitivo o papel da auto-imunidade em relação à esclerose múltipla e a outras doenças recorrentes e crônicas do sistema nervoso.

A. Spina-França

 

IMMUNO-ELECTROPHORECTIC ANALYSIS. APPLICATIONS TO HUMAN BIOLOGICAL FLUIDS. P. Grabar e P. Burtin, editores. Um volume (15X22) com 302 páginas, 99 figuras e 21 tabelas. Edição em inglês atualizada, da 1ª edição em francês. Elsevier Publ. Co., Amsterdam, 1964.

Grabar e Burtin coordenaram o esfôrço de vários especialistas no sentido de oferecer guia seguro sôbre o emprêgo da imuneletroforese no estudo de materiais biológicos de procedência humana. Grabar, Uriel e Burtin redigiram os quatro capítulos que constituem a primeira parte (metodologia). Os 14 capítulos seguintes versam sôbre a análise das proteínas plasmáticas em condições normais (Burtin), do sangue do cordão umbilical e de crianças na primeira infância (Hitzig), seu fracionamento (Schultze e Schwick), suas alterações principais (Burtin), na agama-globulinemia (Gitlin), no mieloma (Burtin), na doença de Waldenstrom (Hassig, Gugler e Seheidegger), nas crioglobulinemias (Burtin), nas doenças hepáticas (Burtin), em pacientes reumáticos (Hartmann), em casos de leucemias e de sarcomas (Seligmann e Burtin), no lupus eritematoso sistematizado (Seligmann) e em outras doenças (Burtin). A terceira parte do livro é dedicada aos resultados obtidos no estudo de outros materiais; depois de um capítulo geral (Burtin), seguem-se outros sôbre o estudo das proteínas urinárias (Vaux St. Cyr e Patte), do líquido cefalorraqueano (Burtin), do líquido perilinfático (Chevance, Galli, Jeanmarie e Gérard), do líquido sinovial (Schmid), do leite humano e do colostro (Muralt, Gugler e Roulet), do líquido seminal (Hermann) e de alguns dos elementos figurados no sangue (Seligmann). No capítulo sôbre as proteínas do líquido cefalorraqueano (LCR) são apresentados detalhes técnicos, aspectos relacionados ao LCR normal e às alterações principais. No LCR normal são encontradas proteínas do sôro cujo pêso molecular não excede de 160.000, mas em percentagens nem sempre semelhantes. Na hiperproteinorraquia as variações do diagrama imuneletroforético das proteínas têm como limite superior o diagrama das proteínas do sôro, excluindo as macroglobulinas e certas lipoproteínas. Dois são os tipos fundamentais de diagramas imuneletroforéticos na hiperproteinorraquia: aquêle encontrado no LCR normal, que se acompanha de variações quanto à concentração de cada uma das frações e aquêle em que ocorrem alterações qualitativas e quantitativas, identificando-se quase tôdas as proteínas do sôro (com exceção da macroglobulina alfa2, da macroglobulina beta2 e de lipoproteína de migração lenta), ao lado de considerável aumento de globulinas gama; neste tipo ocorrem, portanto, alterações qualitativas e quantitativas. Entre um e outro ocorrem tipos intermediários. O primeiro tipo tem sido descrito em casos de compressão medular e em afecções desmielinlzantes e, o segundo, em doenças inflamatórias. Concluindo, Burtin assinala que vários problemas ainda não estão resolvidos em relação ao diagrama imuneletroforético das proteínas do LCR, analisando, entre outros, aspectos referentes à globulina'beta e à origem das proteínas do LCR.

A. Spina-França

 

AGAR ELECTROPHORESIS IN NEUROLOGY. A. Lowenthal. Um volume (15X23) com 204 páginas, 69 figuras e 57 tabelas. Elsevier Publ. Co., Amsterdam, 1964.

O autor é o encarregado do Laboratório de Neuroquímica do Instituto Bunge (Antuérpia, Bélgica), do qual têm saído algumas das mais importantes contribuições sôbre o assunto. O presente volume permite ao leitor pôr-se em dia com os principais dados relacionados com a eletroforese aplicada ao estudo das proteínas do sôro sangüíneo e do liquido cefalorraqueano (LCR). Após a introdução são apresentados, em capítulos sucessivos, os caracteres das técnicas empregadas em eletroforese, as técnicas para eletroforese em gel de ágar e as aplicações em Neurologia, os aspectos da aplicação da eletroforese ao estudo das proteínas do LCR, das proteínas do tecido cerebral, de enzimas do LCR, a imuneletroforese das proteínas do LCR. Em suas conclusões finais o autor salienta que o emprêgo da eletroforese no estudo das proteínas do LCR, embora constitua contribuição importante, ainda não fornece subsídios definitivos por não estarem resolvidos vários problemas, entre os quais o das alterações protêicas de amostras de LCR consideradas normais por outros métodos de análise e o das alterações do teor de globulina gama. Êste último problema tornou necessário procurar método que permita melhor estudo dessa globulina, acreditando Lowenthal que o que mais se presta para isso é o da eletroforese em gel de ágar que permite decompor as proteínas do LCR em cêrca de 20 frações. Destas, algumas existem em tôdas as amostras, outras são encontradas freqüentemente em condições normais e patológicas e outras são encontradas apenas em condições patológicas. O autor expressa a sua confiança no método, considerando grande o progresso que resulta de sua aplicação ao estudo das proteínas do LCR, apontando alguns dos rumos em cujo sentido devem ser dirigidas novas pesquisas.

A. Spina-França

 

THE CLINICAL EXAMINATION OF THE NERVOUS SYSTEM. G. H. Monradkrohn e S. Refsum. 12ª edição. Um volume com 474 páginas e 172 figuras. H. K. Lewis & Co. Ltd., Londres, 1964.

Trata-se da 12ª edição de um livro clássico de Monrad-Krohn, da qual participa, como co-autor, Sigvald Refsum. Mais de meio século decorreu entre a primeira e a atual edição dêste compêndio, considerado como uma das bases da Neurologia. Isto se deve a que foi êle um dos marcos iniciais para a interpretação dos dados fornecidos pelo exame neurológico visando o diagnóstico topográfico e etiológico. Com o passar dos anos, nas sucessivas edições, a idéia fundamental não foi modificada, sendo mantida a mesma orientação. A essa parte principal seguem-se capítulos dedicados aos exames complementares e um apêndice sôbre métodos de indagação especiais empregados em Neurologia. Êste apêndice contém, sucessivamente, dados para a avaliação da inteligência, para o exame de pacientes afásicos, a semiologia da diplopia, testes para exame do aparelho vestibular, diagramas anatômicos (cartas do sensório e do aparelho motor), testes farmacológicos para avaliação do funcionamento do sistema nervoso vegetativo, normas para a interpretação do craniograma, da ventriculografia, da pneumencefalografia, da angiografia cerebral, da eletrencefalografia e da eletromiografia, a conduta do exame neurológico do paciente inconsciente, além de aspectos ligados à simulação e ao exagêro dos sintomas.

O apêndice relativo ao exame do paciente afásico é extenso mas orientado em sentido eminentemente prático. Inicialmente analisam os autores as possibilidades diagnósticas dos dados levantados durante o interrogatório inicial do paciente e da observação da sua conduta frente às ordens dadas durante o exame geral. Com êsses elementos é possível orientar o diagnóstico, quer no sentido de uma afasia sensitiva, quer no de uma afasia motora. No entanto, o exame não deve restringir-se a êstes aspectos iniciais, sendo necessária uma avaliação das condições psicossensoriais e psicomotoras tanto para garantir uma documentação do caso, como para orientar a reabilitação da linguagem. Para isto os autores propõem uma rotina de testes aplicáveis sucessivamente. A exploração das funções psicossensoriais compreende o exame da percepção auditiva (percepção de palavras, de sons inarticulados, de impressões musicais), da percepção visual (na ausência de perda global da função, o exame da percepção de palavras, de desenhos e de objetos), da percepção táctil, da olfativa e da gustativa. O exame das funções psicomotoras é feito pela exploração da expressão dos pensamentos através da palavra falada, da palavra escrita e da mímica. O modo prático pelo qual os dois grupos de funções (psicossensoriais e psicomotoras) se interrelacionam é apresentado num quadro, a partir do qual são apresentados testes suficientes para orientar o exame do paciente afásico. É através das funções psicomotoras que fazem a avaliação das funções psicossensoriais delineadas. A elaboração minuciosa dêsse apêndice, permitindo uma idéia quanto ao cuidado com que os autores se dedicaram à estruturação do livro, explica a larga difusão que tem tido êste compêndio que mantém sua atualidade.

A. Spina-França

 

CLINICAL NEUROLOGY. Lord Brain. 2ª edição. Um volume (16X24) com 400 paginas e 69 figuras. Oxford University Press, London-New York-Toronto, 1964.

Russel Brain, ao apresentar em 1960 a 1ª edição dêste livro, salientou que êle se destinava a médicos e estudantes que necessitavam conhecer os fundamentos da Neurologia; a aceitação que teve seu trabalho demonstrou o êxito da missão a que se propôs e, assim, 4 anos depois aparece esta 2ª edição. O livro é dividido em cinco partes: na primeira são analisados alguns dos principais sintomas e sinais; nas demais são revistas peculiaridades de diversos tipos de afecções do sistema nervoso. Após um capítulo de considerações gerais sôbre o exame do paciente, seguem-se outros sôbre a semiologia dos nervos cranianos, dos membros e do tronco, da linguagem e das suas alterações principais, sôbre os meios auxiliares de investigação diagnóstica, sôbre os problemas relativos aos estados de consciência e inconsciência, sõbre epilepsias e sôbre as cefaléias e enxaquecas. Sob o título de desordens de regiões anatômicas são reunidos, na segunda parte do livro, estudos sôbre tumores intracranianos, hidrocefalia, abscessos intracranianos, traumatismos do crânio, desordens da circulação cerebral, diplegia e hemiplegia na infância, síndromes extrapiramidais, disfunções do hipotálamo, alterações da medula espinal, dos nervos periféricos e dos músculos. O estudo das encefalomielites, da poliomielite, das meningites e da neurossífilis é feito em capítulos versando sôbre as infecções do sistema nervoso. Na quarta parte são estudadas afecções difusas e sistêmicas (doenças carenciais, ataxias hereditárias e afecções correlatas, esclerose múltipla, certas doenças do neurônio motor periférico). Na última parte são analisados aspectos psicológicos relacionados com a Neurologia. A essas cinco partes seguem-se pranchas sôbre a inervação segmentar dos músculos das extremidades e do tronco, um glossário e um índice remissivo No final de cada capítulo são apresentadas indicações bibliográficas que possibilitam estudo mais apurado do assunto tratado.

No capítulo incluindo as ataxias hereditárias, a atrofia muscular peroneira e a neurofibromatose, o autor considera que a expressão "ataxias hereditárias" é conveniente para agrupar uma série de afecções relacionadas entre si, usualmente hereditárias ou familiares e que se caracterizam, do ponto de vista anátomo-patológico, pela degeneração de uma ou de tôdas as seguintes partes do sistema nervoso: nervos ópticos, cerebelo, olivas bulbares e tratos longos da medula espinal. O aparecimento da doença pode ocorrer desde a infância até a meia idade e a evolução é lenta e progressiva. Do ponto de vista genético, tais afecções se caracterizam quer por um caráter dominante recessivo, quer por um caráter afetando pessoas de ambos os sexos. Após essa conceituação genérica, Russell Brain passa a analisar a ataxia de Friedreich, a mais conhecida do grupo. Depois de discorrer sôbre a degeneração cerebelar progressiva e a paraplegia espástica hereditária, analisa os critérios a serem adotados para o diagnóstico das ataxias hereditárias. Nesse sentido chama a atenção para a idade do início da doença, para a ocorrência da doença em vários membros da mesma família, para a presença da escoliose e de pés cavos, para a ausência de reflexos profundos dos membros inferiores, insistindo no diagnóstico diferencial com a tabes, com a esclerose múltipla e, no caso da degeneração cerebelar progressiva, com tumores da fossa posterior. Em relação à neuro-fibromatose, o autor chama a atenção para o fato de que, embora seja doença de caráter genèticamente dominante, a severidade varia muito entre os diversos membros da mesma família. Quanto à natureza dos tumores, refere que sua origem se faz a partir dos fibroblastos perineurais, fato que utiliza como critério para diferençá-los dos 'tumores do nervo acústico (schwannomas) que se derivariam das células do neurilema. Depois de apontar alguns dos caracteres das tumorações encontradas e das alterações da pigmentação cutânea, o autor chama a atenção para a ocorrência de cifoscoliose em muitos casos e para o fato de a doença não assumir caráter grave, a não ser quando haja crescimento de tumores dentro da cavidade craniana ou do canal raqueano, ou ainda quando um neurofibroma se torna sarcomatoso.

A. Spina-França

 

CLINICAL NEUROLOGY. F. A. Elliot. Um volume (18X26) com 688 páginas e 171 figuras. W. B. Saunders Co., Philadelphia, 1964.

Êste livro constitui uma introdução ao estudo da Neurologia para estudantes e residentes, sendo a matéria distribuída de forma a permitir uma visão de conjunto dcs principais dados anátomo-fisiológicos, semióticos e clínico-patológicos. Os 8 primeiros capítulos versam sôbre anátomo-fisiologia e semiologia (distúrbios da sensibilidade, desordens motoras, desordens da linguagem e da fala, desordens mentais em processos orgânicos, desordens devidas a disfunções do hipotálamo e do sistema nervoso autônomo, lesões dos nervos cranianos, epilepsias, narcolepsia e cataplexia, cefaléia, algias da face e dos membros). A seguir, são analisadas algumas das principais afecções que atingem o sistema nervoso central e periférico (afecções congênitas, doenças heredo-familiais, processos infecciosos, afecções vasculares do encéfalo e medula, tumores do sistema nervoso central, afecções de origem nutricicnal, traumatismos do crânio e da medula espinal, traumatismos do sistema nervoso periférico, afecções musculares, principais afecções dos nervos periféricos, intoxicações exógenas). No capítulo 21 são estudadas afecções devidas a agentes físicos e, no capítulo 20, doenças de natureza desconhecida ou pouco conhecida. Neste capítulo estão reunidos alguns dos aspectos ligados a afecções desmielinizantes e dismielinizantes, à doença de Parkinson, à esclerose lateral amiotrófica, à pseudoesclerose e às diferentes formas de demência, bem como a aspectos neurológicos da macroglobulinemia de Waldenstrom. No capítulo destinado às infecções do sistema nervoso central são tratadas, em itens especiais, as doenças produzidas por protozoários e por helmintos. Entre as primeiras o autor faz referências à amebíase, estuda alguns dos aspectos que podem ser encontrados no comprometimento do sistema nervoso central no impaludismo, analisa aspectos do comprometimento do sistema nervoso na toxoplasmose, na doença do sono e na tripanosomíase sul-americana. Em relação a esta refere que grande número de pequenos granulomas pode ser encontrado no cérebro, que se apresenta edemaciado e congesto; as lesões têm distribuição perivascular e leishmânias podem ser encontradas no interior das células; refere ainda que, na fase aguda, podem ser encontradas leishmânias no sôro e no líquido cefalorraqueano. Do ponto de vista clinico cita como manifestações: convulsões, paralisias de nervos cranianos, sintomas motores e afasias. Refere que a morte pode ocorrer na fase aguda, que a cura espontânea não é incomum e que, em certos casos, podem ocorrer períodos de regressão da sintomatologia com recaídas ulteriores. Entre os meios de diagnóstico, salienta o valor da pesquisa do parasito no líquido cefalorraqueano e no sangue, assim como da inoculação. Entre as doenças causadas por helmintos a primeira a ser tratada é a cisticercose. Na opinião do autor, o principal exame auxiliar é a radiografia do crânio, quando mostra a presença de calcificações. Refere que o liquor é freqüentemente normal especialmente nas formas convulsivas, mas que, nas formas difusas com infestação das leptomeninges, ocorre pleocitose linfomononuclear com presença de eosinófilos, hiperproteinorraquia e queda do teor de glicose; nesses casos a reação de fixação de complemento costuma ser positiva no liquor. Além da cisticercose são analisados aspectos da paragonimíase, da esquistossomose, da triquinose e da hidatidose.

A. Spina-França

 

COLOR ATLAS OF PATHOLOGY: CENTRAL NERVOUS SYSTEM. Charles F. Geshickter e Albert Cannon. Um volume (18X25) com 384 páginas, 1119 figuras coloridas e 3 tabelas. Pitman Medical Publishing Co. Ltd., London-Philadelphia, 1963.

Èste volume do Color Atlas of Pathology, dedicado ao sistema nervoso central, apresenta o mesmo padrão que os anteriores, todos com a finalidade de apresentar, de maneira objetiva, os elementos morfológicos que constituem a base da interpretação anátomo-clínica das entidades estudadas. O livro é dividido em seis capítulos que tratam, respectivamente, da anatomia normal e anomalias congênitas; das doenças vasculares e edema; das lesões traumáticas; das infecções; das neoplasias; das doenças degenerativas. Cada capítulo é iniciado por curto texto que define as condições que vão ser discutidas e por uma parte de documentação, que inclui dados de macro e microscopia de casos clínicos cujos sumários são apresentados; a documentação anátomo-patológica é complementada com pranchas demonstrativas e ocasionais radiografias. O capítulo inicial contém demonstrações da anatomia do sistema nervoso, vias nervosas, distribuição vascular, compartimentos liquóricos, assim como de histologia normal. Contém ainda abundante documentação relativa às malformações do sistema nervoso central, cobrindo a quase totalidade das entidades. O segundo capítulo versa sôbre edema cerebral e doenças vasculares, demonstrando vários aspectos lesionais, inclusive em seus aspectos evolutivos. Da mesma maneira, o capítulo III onde são estudadas as lesões traumáticas, demonstra tais processos em sua evolução, cobrindo a totalidade das condições em que agentes físicos determinam processos neuropatológicos. Os mecanismos de instalação de lesões nervosas de origem traumática são gràficamente demonstrados. As lesões acarretadas por fenômenos embólicos são também incluídas neste capítulo. No IV capítulo são consideradas as infecções do sistema nervoso central por bactérias, vírus, protozoários, helmintos e fungos. Èste capitulo é excepcionalmente rico não apenas quanto ao número de entidades nosológicas apresentadas, como também no que se refere às formas evolutivas dessas entidades. O V capítulo, apresentando moléstias neoplásicas, cobre também, de maneira completa, a totalidade das entidades, com múltiplos exemplos dos tumores, em suas várias localizações. Da mesma forma é completo o VI capítulo, cuidando das moléstias degenerativas.

A qualidade gráfica é das melhores, dentro do que era de se esperar, sendo êste livro seqüência de duas publicações anteriores de alto padrão. A documentação é do mais alto nível, devendo êste livro fazer parte de bibliotecas especializadas, para rápida referência dos profissionais da Neurologia e de Anatomia Patológica às bases anatômicas dos processos patológicos.

L. C. Mattosinho França

 

ATLAS OF NEUROPATHOLOGY. W. blackwood, T. C. Dodds e J. C. sommerville. 2ª edição. Um volume (19X25) com 246 páginas e 388 figuras. E. & S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1964.

Segundo a diretriz dos autores, êste livro tem por finalidade demonstrar a estudantes, clínicos e patologistas as bases anatômicas das entidades neuropatológicas. Seu texto é preciso e propositadamente pouco extenso, sendo referidas outras publicações que possam dar ao estudioso detalhes amplos das condições demonstradas. O capítulo inicial trata da patologia das células nervosas, da glia e das bainhas mielínicas, utilizando microscopia comum com colorações histológicas variadas e microscopia eletrônica. No capítulo seguinte, sôbre alterações vasculares, há ampla discussão dos processos vasculares encéfalo-medulares, com documentação excelente, incluindo exemplos de alterações patológicas das artérias carótidas internas e vertebrais extracranianas, assim como demonstrações da micro-angioarquitetura venosa. O terceiro capítulo, tratando de infecções por microorganismos, apresenta boa documentação referente às infecções bacterianas e às moléstias produzidas por vírus, faltando totalmente demonstração de processos inflamatórios secundários à ação de protozoários. Não há igualmente referências a lesões causadas por metazoários e, em especial, por cestódios. O capítulo IV trata de moléstias desmielinizantes, leucodistrofias e neurolipidoses, com exemplos demonstrativos dessas condições. O capítulo V é bastante demonstrativo quanto às alterações produzidas por intoxicação e por processos carenciais. O mesmo ocorre com o capítulo seguinte, tratando das doenças degenerativas; aqui foi incluída útil sistematização das vias ascendentes e descendentes do bulbo e da medula espinal, comparada com documentos demonstrando focos lesionais nessas regiões. Além disso, são estudadas as alterações musculares secundárias a lesões de neurônios motores. O capítulo VII, tratando de traumatismos mecânicos, inclui exemplos e diagramas referentes a lesões do estojo ósseo e do conteúdo cerobrospinal, bem como de lesões traumáticas de nervos periféricos. A documentação é precisa porém pouco extensa, o mesmo sendo notado no capítulo VIII, sôbre doenças musculares. O capítulo IX, tratando de hidrocefalias e de deslocamentos cerebrais devidos a processos expansivos, é sôbremaneira claro e feliz em sua apresentação, documentando amplamente o problema das hérnias intracranianas. O capítulo X, sôbre tumores do sistema nervoso central e periférico, inclui tumores da região selar. O capítulo XI, sôbre malformações, apresenta documentação abundante, demonstrativa das condições apresentadas.

O padrão gráfico é excelente, bem como a reprodução das fotografias, as quais certamente foram preparadas por profissionais com alto discernimento na demonstração de lesões neuropatológicas. Êste Atlas, publicado em 1949 e republicado em 1964 com numerosos adendos, é ótimo como elemento complementar na formação inicial dos estudiosos de Neurologia, cumprindo, assim, a finalidade proposta pelos seus autores.

L. C. Mattosinho França

 

ILLUSTRATED MANUAL OF NEUROLOGIC DIAGNOSIS. R. Douglas Collins. Um volume (16X24) com 177 páginas e 97 pranchas em côres. Pitman Medical Publishing Co., London-Philadelphia, 1964.

Trata-se de livro essencialmente prático e resumido que procura mostrar apenas o perfil das lesões do sistema nervoso abrangendo o aspecto anátomo-fisiopatológico, sendo de grande utilidade para o médico não especializado, pois não tem profundidade científica. O autor apresenta breve relato dos principais elementos anátomo-fisiológicos e os aplica aos problemas de neurologia clínica. Em cada um dos perfis neuropatológicos que examina, inclui o diagnóstico diferencial, procurando, assim, o embricamento dos vários aspectos fisiopatológicos em Neurologia. Como o idealizou seu autor, trata-se de um manual que procura situar, sem esgotar, os vários problemas neuropatológicos e que, portanto, não substitui os tratados. Inicialmente são apresentados e interpretados os sinais neurológicos, sendo salientado seu valor para o diagnóstico topográfico das lesões do sistema nervoso. Na segunda parte, referente aos perfis anatômicos das moléstias neurológicas, foram associados breves resumos clínicos de cada moléstia com diagramas bidimensionais, sendo apresentados os diagnósticos diferenciais. São assim apresentadas 79 das principais moléstias neurológicas, amplamente ilustradas com excelentes desenhos em cores. Quadros de diagnóstico diferencial, exames subsidiários e terapêutica clinico-cirúrgica são incluídos no início do livro. Resguardando as limitações feitas pelo próprio autor, êste livro é de grande valor para médicos práticos e estudantes de Medicina, pois apresenta, de forma simples e cativante, os problemas de Neurologia clínico-cirúrgica.

O. Ricciardi-Cruz

 

DISORDERS OF VOLUNTARY MUSCLES. John N. Walton, editor. Um volume (16X24) com 628 páginas e 143 figuras. J. & A. Churchill Ltd., London, 1964.

Êste livro reune trabalhos de 26 especialistas, como sejam R. D. Adams (neuro-patologista), K. L. Blaxter (nutricionista), A. J. Buller (fisiopatologista), A. W. Downe (neurologista), V. Dubowitz (pediatra), C. J. Earl (neurologista), J. Gergely (bioquímico), J. W. Harman (patologista), R. A. Henson (neurologista), R. J. Jonhs (clinico), H. W. Kloepfer (geneticista), J. A. R. Lenman (neurologista), L. A. Liversedge (neurologista), B. McArdle (patologista), G. W. Pearce (neuropatologista), A. G. E. Pearse (histoquímico), C. M. Pearson (clínico), R. J. T. Pennington (neuro-químico), A. T. Richardson (fisioterapeuta), J. A. Simpson (neurologista), H. A. Sissons (anatomista), J. P. M. Tizard (pediatra), J. N. Walton (neurologista), A. L. Woolf (patologista), C. B. Wynn Parry (fisioterapeuta), E. Zaimis (farmacologista). Nos cinco primeiros capítulos são estudados a anatomia e a fisiologia da unidade motora, a ultra-estrutura da célula muscular, a fisiologia e farmacologia da transmissão neuromuscular e os aspectos bioquímicos da estrutura e função musculares, sobressaindo, pela minúcia e clareza, assim como pela importância e atualidade, as partes referentes à microscopia eletrônica, à transmissão neuromuscular e aos aspectos bioquímicos. Os cinco capítulos seguintes tratam da patologia e bioquímica musculares, com excelente documentação fotográfica dos aspectos histoquímicos e da cultura de tecidos; na parte reservada ã bioquímica é dada ênfase ao problema das alterações enzimáticas verificadas nas miopatias. A seguir, em vários capítulos, são estudadas as moléstias musculares do ponto de vista clínico, incluindo as amiotrofias espinais, as polineuropatias e as miopatias dos animais, de grande interêsse para o estudo experimental. Os últimos capítulos versam sôbre o exame elétrico, a medida da velocidade de condução nervosa, a eletromiografia e as medidas dos potenciais da célula muscular. A excelente orientação dada, assim como a forma clara e didática dos capítulos, fazem com que Êste livro possa ser considerado de consulta obrigatória, não apenas para aquêles que se interessam pelas moléstias musculares, mas para os neurologistas em geral.

José A. Levy

 

NEUROMETABOLIC DISORDERS IN CHILDHOOD. K. S. Holt & J. MILNER, editores. Um volume (14X21) com 111 páginas, 37 figuras e 20 tabelas, contendo trabalhos de 15 colaboradores. E. & S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1964.

Enfeixando em um pequeno volume os trabalhos apresentados em simpósio sôbre alterações neurometabólicas da infância, realizado em Sheffield (Inglaterra), em maio de 1963, os editores cumprem perfeitamente a finalidade proposta pela publicação, isto é, de reunir informações sôbre as alterações neurometabólicas e apresentá-las aos clínicos como guia, no estado atual dos conhecimentos. Esta atualização é realmente de grande utilidade prática, pois resume os conhecimentos atuais sôbre a clínica, a bioquímica e a patologia das alterações neurometabólicas mais conhecidas, dá orientação terapêutica nos casos de galactosemia e fenilcetonúria e sugere algumas pesquisas em relação às alterações neurometabólicas ainda não bem esclarecidas. Destacam-se neste simpósio -pela contribuição pessoal -o trabalho de Allan & Moss com o seguimento detalhado e prolongado de 4 casos de fenilcetonúria, e o do neuropatologista Cramer que, evidenciando grande experiência sôbre o assunto, analisa os aspectos histopatológicos de diversas alterações neurometabólicas em crianças. Dessa análise resulta o conceito de que "uma via anormal comum poderia ser trilhada por muitas causas metabólicas". Baseado no aspecto histopatológico de seus casos, o autor divide o material que apresenta em três grupos: doenças com alterações bioquímicas já caracterizadas; doenças consideradas como enzimopatias, nas quais ainda não se identificou a enzima responsável; doenças entre as quais algumas devem ser causadas por enzimopatias congênitas. Se bem que esta sistematização não nos pareça cientificamente defensável, pois se baseia em impressões e não em verificações, ela é atraente pelas sugestões implícitas.

Maria Irmina Valente

 

AN INTRODUCTION TO NEUROSURGERY. W. Bryan Jennett. Um volume (14X24) com 326 páginas e 64 figuras. William Heinemann Medical Books Ltd., London, 1964.

Neste livro são estudadas, de maneira sucinta, diversas afecções neurocirúrgicas. Os primeiros capítulos são dedicados aos tumores intracranianos, sendo considerados os aspectos patológicos, a sintomatologia geral e focai, o diagnóstico diferencial, a sintomatologia secundária devida a sofrimento cerebral por herniacões transtentoriais ou por engasgamento de amídalas cerebelares. Dois capítulos são dedicados aos exames complementares (radiografias, punção raqueana, eletrencefalograma, ecoencefalograma, radioisotopometria, arteriografia, pneumencefalografia, pneumoventriculografia e iodoventriculografia). Nos capítulos seguintes são considerados o tratamento cirúrgico e os cuidados pós-operatórios. As intervenções cirúrgicas podem ser paliativas, utilizando técnicas descompressivas e derivações para aliviar a hipertensão intracraniana, ou de ataque direto ao tumor, nas quais podem ser usadas soluções hipertônicas, respiração controlada, hipotermia e hipotensão, com a finalidade de reduzir a tensão cerebral e facilitar o ato cirúrgico. Êste capítulo é complementado pelas indicações, métodos e complicações devidas ao emprêgo da radioterapia e das drogas citotóxicas. A seguir, são revistos, com maiores detalhes, os tratamentos de tumores mais freqüentes. Os capítulos seguintes são dedicados a diversas afecções neurocirúrgicas. Três referem-se aos traumatismos crânio-encefálicos e suas complicações que, por sua freqüência, têm grande importância na prática neurocirúrgica diária. Depois são revistas as possibilidades de tratamento cirúrgico dos aneurismas, dos angiomas, das hemorragias primárias e das doenças cérebro-vasculares oclusivas. Um capítulo é dedicado às infecções (abscessos intracranianos, meningites, osteomielites do crânio e infecções específicas). Entre as afecções da coluna vertebral, objeto do capítulo seguinte, são consideradas as compressões medulares, traumatismos e hérnias de discos intervertebrais. Os problemas do hidrocéfalo, apresentados tanto na forma infantil como na juvenil e do adulto, são completados com o estudo da espinha bifida, seus tipos e sua relação com o hidrocéfalo. Os dois últimos capítulos, escritos por Robert Tym, versam sôbre o tratamento cirúrgico da dor e sôbre a cirurgia estereotáxica. No primeiro, são abordados os problemas do tratamento da dor nos casos de câncer inoperável e das neuralgias da face; no segundo, são apresentados o instrumental e a técnica empregados, sendo indicados os critérios para a seleção dos pacientes para a cirurgia estereotáxica.

Darcy F. Vellutini

 

NEUROLOGICAL EXAMINATION IN CLINICAL PRACTICE. E. BICKERSTAFF. Um volume (15X23) com 357 páginas e 84 figuras. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1963.

Trata-se de livro redigido com o propósito evidentemente prático de orientar a realização do exame neurológico para o pós-graduado, assim como outros médicos de especialidades correlatas. O autor não pretendeu apresentar um livro de texto. Não há referências bibliográficas durante a exposição, mas no final de vários capítulos algumas obras são citadas. Há boas ilustrações nos capítulos de pesquisa da fôrça muscular e dos reflexos profundos. Destacamos dois capítulos de especial interêsse. Em um dêles, com o título de "Exames de particular dificuldade", o autor descreve o roteiro do exame do doente inconsciente, das desordens da fala, das apraxias, das agnosias e desordens do esquema corporal, do recém-nascido e, finalmente, do sistema nervoso autônomo. Em outro capítulo o autor discute a indicação e contra-indicação dos exames auxiliares: eletrencefalografia, eletrodiagnóstico e neurorradiologia, além da biopsia, exames de liquido cefalorraqueano, de sangue, urina e fezes. Recomenda completa investigação em algumas desordens neurológicas, tais como cefaléia, enxaqueca, epilepsia, icto, hemorragia meningea, ciática, parkinsonismo, herpes zoster, surdez e déficits de visão. No final de cada capítulo relacionado ao exame neurológico, o autor cita as principais causas etiológicas das lesões descritas. Trata-se de livro oportuno, principalmente para o aprendizado da sistematização do exame neurológico, tendo como características a concisão e a boa exposição didática.

Nélio Garcia de Barros

 

PRACTICAL NEUROLOGY. W. B. Matthews. Um volume (14X23) com 256 páginas. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1963.

O autor procurou apresentar um trabalho essencialmente prático, capaz de auxiliar efetivamente o médico na solução dos problemas diários da Clínica Neurológica. Por isso, na discussão de cada assunto, evitou a orientação formal dos tratados, abordando apenas aspectos de interêsse prático. Êsse cuidado é percebido no critério de destinar capítulos apenas para os sintomas mais habituais na prática diária. Assim, após um capítulo introdutório, o autor discorre, nos 15 capítulos seguintes sôbre cefaléias, perdas de consciência, epilepsia, vertigens, neuralgias da face, paralisias faciais, infecções agudas, neuropatologia ocular, hipercinesias, dificuldades na marcha por lesões espásticas, ataxias e lesões periféricas. O último capítulo versa sôbre os cuidados dos pacientes incuráveis. Pela leitura total do livro, aliás bastante agradável, verifica-se que o autor conseguiu dar ao ieitor um texto utilíssimo dentro do desiderato a que se propôs. Pormenor interessante e que vale a pena ser comentado é o fato de cada capítulo conter relatos de casos clínicos com a finalidade de enriquecer o tema e salientar dados peculiares ou dificuldades decorrentes de determinada patologia. Parte de muito interêsse é a referente ao tratamento, onde o autor discute as condutas possíveis em cada doença, expondo sua experiência pessoal. Especial atenção é dada ao problema do diagnóstico diferencial que é judiciosamente discutido em tôdas as oportunidades. Frise-se também a preocupação constante com as relações entre a Neurologia e a Clínica Médica, pois não raro doenças sistêmicas se acompanham de alterações neurológicas; dai a necessidade, como salienta o autor, de bons conhecimentos de clínica geral por parte daqueles que se interessam pela Neurologia.

Carlos Eduardo Leite

 

LIVROS RECEBIDOS

Nota da Redação - A notificação dos livros recentemente recebidos não implica em compromisso da Redação da Revista quanto à publicação ulterior de uma apreciação. Todos os livros recebidos são arquivados na biblioteca do Serviço de Neurologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

TEST DE RORSCHACH: EVOLUCIÓN Y ESTADO ACTUAL. Julio Endara. Um volume (15,5X21) com 323 páginas. Casa de la Cultura Ecuatoriana, Quito, 1984.

CLINICAL NEUROLOGY. Lord Brain. Um volume (16X24) com 400 páginas e 69 figuras. Segunda edição. Oxford University Press, London-New York-Toronto, 1964.

ATLAS OF NEUROPATHOLOGY. W. Blackwood, T. C. Dodds e J. C. Sommerville. Um volume (19x25) com 246 páginas e 388 figuras. Segunda edição. E. & S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1964.

NEUROMETABOLIC DISORDERS IN CHILDHOOD. K. S. Holt & J. Milner, editores. Um volume (14X21) com 111 páginas, 37 figuras e 20 tabelas, contendo trabalhos de 15 colaboradores. E. & S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1964.

AN INTRODUCTION TO NEUROSURGERY. W. Bryan Jennett. Um volume (14X24) com 326 páginas e 64 figuras. William Heinemann Medical Books Ltd., London, 1964.

NEUROLOGICAL EXAMINATION IN CLINICAL PRACTICE. Edwin R. Bickerstaff. Um volume (15X23) com 357 páginas e 84 figuras. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1963.

WILSON'S DISEASE. John M. Walshe & John N. Cumings, editores. Um volume (14X22,5) com 292 páginas, 98 figuras e 58 tabelas. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1961.

PRACTICAL NEUROLOGY. W. B. Matthews. Um volume (14,5X23) com 256 páginas. Blackwell Scientific Publications, Oxford, 1963.

THE CLINICAL EXAMINATION OF THE NERVOUS SYSTEM. G. H. Monrad-Krohn e S. Refsum. Um volume (14X22) com 474 páginas e 172 figuras. 12ª edição. H. K. Lewis & Co. Ltd., London, 1964.

ILLUSTRATED MANUAL OF NEUROLOGIC DIAGNOSIS. R. Douglas Collins. Um volume (16X24) com 177 páginas, 97 figuras e 10 tabelas. Pitman Medical Publishing Co. Ltd., London-Philadelphia, 1962.

COLOR ATLAS OF PATHOLOGY. Charles F. Geschickter e Albert Cannon. Um volume (18X25) com 384 páginas, 1119 figuras e 3 tabelas. Pitman Medical Publishing Co. Ltd., London-Philadelphia, 1963.

MULTIPLE SCLEROSIS. Douglas McAlpine, Charles E. Lumsden & E. D. Acheson. Um volume (16X25) com 415 páginas, 28 figuras e 45 tabelas. E. & S. Livingstone Ltd., Edinburgh-London, 1965.

DISORDERS OF VOLUNTARY MUSCLES. John N. Walton, editor. Um volume (16X24) com 628 páginas e 143 figuras, contendo trabalhos de 26 colaboradores. J. & A. Churchill Ltd., London, 1964.

CUESTIONES PSICOLOGICAS A UN NUEVO NÍVEL CIENTIFICO. Adolfo C. Lertora. Um volume (14X20) com 205 páginas. Editado pelo autor, La Plata (Argentina), 1965.

ON RELATION BETWEEN CLINICAL FACTORS AND EFFICACY OF E.C.T. IN DEPRESSION. Sune Nyström. Suplemento 181 do volume 40, 1964 da Acta Psychiatrica Scandinavica, 1964. Um volume (16X24) com 140 páginas e 29 tabelas. Traduzido por L. James Brown. Elanders Boktryckeri Aktiebolag, Göteborg 1965.

A STUDY OF MALE JUVENILE DELINQUENTS. Hans Hartelius. Suplemento 182 do volume 40, 1964, da Acta Psychiatrica Scandinavica, 1964. Um volume (16X24) com 138 páginas. International Booksellers and Publisher, Ltd., E. Munksgaard (Copenhagen), 1965.

INDIVIDUAL AND ENVIRONMENT. Niels Juel-Nielsen. Suplemento 183 do volume 40, 1964, da Acta Psychiatrica Scandinavica, 1964. Um volume (16X24) com 292 páginas. International Booksellers and Publishers, Ltd., E. Munksgaard (Copenhagen), 1965.

STUDIES IN PHYSIOLOGY. D. R. Curtis e A. K. McIntyre, editores. Um volume (16,5X25), com 276 páginas, 76 figuras e 4 tabelas. Springer Verlag, Berlin-Heidelberg-New York, 1965.

REGIONAL CEREBRAL BLOOD FLOW. Um volume (16X24) com 197 páginas, 57 figuras e 36 tabelas, contendo relatórios a Simpósio Internacional, realizado na Universidade de Lund, em marco de 1965. Suplemento 14 de Acta Neurologica Scandinavica, E. Munksgaard, Copenhagen, 1965.

THE TOPOGRAPHY OF PLAQUES IN MULTIPLE SCLEROSIS WITH SPECIAL REFERENCE TO CEREBRAL PLAQUES. Monografia (16X24) com 161 páginas, 18 figuras e 1 tabela. Suplemento 15 do volume 41 de Acta Neurologica Scandinavica, E. Munksgaard, Copenhagen, 1965.

MULTIPLE SCLEROSIS IN VESTFOLD COUNTY. Monografia (16X24) com 61 páginas e 16 tabelas. Suplemento 16 do volume 41 de Acta Neurologica Scandinavica, E. Munksgaard, Copenhagen, 1965.

THE SYNDROME OF STUTTERING. Gavin Andrews e Mary Harris. Monografia (17,5X24,5) com 191 páginas, 16 figuras e 104 tabelas; número 17 da série Clinics in Developmental Medicine. Editado pela The Spastics Society Medical Education and Information Unit. William Heinemann Medical Books Ltd., Londres, 1964.

BEHAVIOR AGING AND THE NERVOUS SYSTEM. A. T. Welford e James E. Bir-ren, editores. Um volume (15.5X23) com 637 páginas. Charles C. Thomas, Springfield (Illinois), U.S.A., 1965.

AS FUNÇÕES COGNITIVAS NOS EPILÉPTICOS. Álvaro Rubin de Pinho. Monografia (16X23,5) com 110 páginas. Tese para concurso ã Cátedra. Edição própria. Salvador, BA, 1965.

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