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Arquivos de Neuro-Psiquiatria

Print version ISSN 0004-282X

Arq. Neuro-Psiquiatr. vol.28 no.3 São Paulo Sept. 1970

https://doi.org/10.1590/S0004-282X1970000300008 

Cintilografia dos espaços liquoricos com soroalbumina radioiodada (SARI)

 

The scintilography of the CSF-spaces by means of RIHSA

 

Scientigraphie der Liquorräume mit radioaktiver menschlicher Serumalbumin (SARI)

 

 

Valter SeixasI; Rolando TenutoII; Annelise Fischer-ThomIII; Oswaldo GneccoIII; Julio KieferIV

IChefe de Neurocirurgia da Faculdade de Medicina do Triângulo Mineiro
IIChefe da Secção de Neurocirurgia da FMUSP
IIIPesquisadores do Instituto de Energia Atômica e do Laboratório de Radioisótopos
IVChefe de Pesquisa do IEA, responsável pelo Laboratório de Radioisótopos da 1.ª CM (Hospital das Clínicas)

 

 


RESUMO

Os espaços liquóricos foram estudados com SARI (soroalbumina radioiodada) em 25 pacientes. Para cada um foram realizados 3 mapeamentos num total de 75. Esses mapeamentos foram feitos 2, 6 e 24 horas após a injeção da SARI. Esta foi injetada no ventrículo lateral em 5 pacientes nos quais havia necessidade de estudar o sistema ventricular; na cisterna magna em 2, para estudo do espaço subaracnóideo intracraniano e intra-raqueano; nos outros 18 foi injetada por via lombar com a finalidade de estudar todo o canal raqueano. Os resultados obtidos pela cintilografia, comparados com aqueles fornecidos pelos exames neuroradiológicos, mostraram alto índice de positividade, tendo mesmo oferecido melhores informações em alguns deles. Isto se verifica principalmente nas aracnoidites. Nos processos expansivos do canal raqueano pode-se, com apenas uma injeção de SARI localizar o processo e determinar seus limites. Não se observou qualquer complicação grave. Em um caso verificou-se, no LCR, uma pleocitose sem sinais clínicos e em outro, um extravazamento da substância para o espaço peridural através do orifício de punção. Trata-se, pois, de método que oferece boa segurança para o diagnóstico neurológico, não provocando complicações temíveis.


SUMMARY

The ventricular system and subarachnoid spaces were studied with RIHSA (radioiodinated serum albumine) in 25 patients. A total of 75 scans were drawn; 3 on each patient. These scans were drawn 2, 6 and 24 hours after having administered RIHSA. The RIHSA was introduced into the lateral ventricle of 5 patients intended for the study of the ventricular system; into the cisterna magna of two patients, in order to study the intracranial and intraspinal subarachnoid spaces; in the other 18 patients it was injected by lumbar route for the study of the spinal canal.
When the results obtained by the scintilography were compared with those shown by the orthodox neuroradiological methods the first ones showed high positivity, and even offered better information in some cases. This was especially true for the cases of arachnoiditis. It is possible to locate total or subtotal blocks of spinal canal as well as dmonstrate exactely its limits with only one intrathecal or cisternal introduction of RIHSA. No serious complications were observed. In one case o CSF pleocytosis developped without clinical symptoms; in another one, there was a leak of the substance through the puncture into the peridural space. This method offers high reliability in neurological diagnosis and does not produce serious complications.


SUSAMMENFASSUNG

Die Liquorräume wurden mit SARI bein 25 Patienten studiert. Bei jedem Patienten wurden 2, 6 und 24 Stunden nach der Isotopeninjektion Scintigramme angefärtigt. Die SARI wurde bei 5 Patienten in den Seitenventrikel, bei 2 in die Cisterna magna und bei 18 in den lombalen Kanal injeziert. Es wurde festgestellt, dass die Scintigraphie, besonders bei Arachnoiditiden und Tumoren, gute und positive diagnostische Möglichkeiten bieten. Diese Untersuchungsmethode ermöglicht mit einer einziger Isotopeninjektion, einen raumfordernden Prozess lokalizieren und begrenzen. Auch intrakranielle Behinderungen der Liquorpassage sind bei dieser Method nachweisbar. Ernste komplikationen sind bei unseren Patienten nicht aufgetretten.


 

 

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Clínica Neurológica — Faculdade de Medicina — Universidade de São Paulo — Caixa Postal 3461 São Paulo, SP — Brasil.
Trabalho realizado no Departamento de Neurologia e no Laboratório de Radioisótopos da 1.ª CM (Hospital das Clínicas) da Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo

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