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Revista de Administração de Empresas

Print version ISSN 0034-7590

Rev. adm. empres. vol.33 no.1 São Paulo Jan./Feb. 1993

https://doi.org/10.1590/S0034-75901993000100005 

ARTIGO

 

Maquiavel funcionário - produtividade e poder nas organizações

 

 

Hermano Roberto Thiry-Cherques

Coordenador Geral dos Cursos de Administração de Empresas e Professor do Curso de Mestrado da Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas

 

 


RESUMO

Neste artigo são examinadas, de início, as principais variáveis inerentes à luta política nas organizações a partir de uma interpretação das teorias de Maquiavel. Em seguida, a análise é completada com a aplicação dos sistemas de manutenção do poder propostos por Pareto. Por último, são examinados os impactos do jogo e da manipulação política sobre as organizações, em especial sobre a eficiência e a busca da produtividade.

Palavras-chave: Produtividade, poder, organizações, gerência, Maquiavel, Pareto.


ABSTRACT

The author analyses the main issues related to political feuds within organizaiions, from the poini of view of his interpretation of Macchiavelli's theories. Pareto's power maintenance systems are used for complementing the analysis. At least, the impact of political manipulation in organizations is examined, specially when having effects on both the efficiency and the search of productivity.

Key words: Productivity, power, organizations, management, Maquiavel, Pareto.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

Artigo recebido pela Redação da RAE em novembro192, aprovado para publicação em dezembro/92.

 

 

1. Para uma síntese sobre a dicotomia razão/intuição, ver: MOTIA, Paulo Roberto. Gestão contemporânea: a ciência e a arte de ser dirigente. Rio de Janeiro, Record, 1991, pp. 49-55.         [ Links ]
2. MACHIAVELLI. Nicolò. The Prince. Encyclopaedia Britannica, Inc., Londres, 1952, p. 25+.         [ Links ]
3. Sobre o maquiavelismo destas posições, GRAMSCI, Antonio (Maquiavel a política e o Estado moderno. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968, p. 183) parece concordar com Schopenhauer,         [ Links ] que comparava a lição de ciência política de Maquiavel à lição do mestre de esgrima que ensina a matar, não a ser assassino.
4. PARETO, Vilfredo. Traítê de sociologie générale. Paris, Payot, 1932.         [ Links ]
5. Difere, portanto, do raciocínio constante no capo XII do Traitê (p. 1306+) embora ali Pareto se baseie em Maquiavel para, mais adiante, fundamentar a teoria da circulação das elites.
6. A descrição das derivações consta do parágrafo 1398 e seguintes do Traité (p. 787).
7. Ver FRAILE, Guillermo. Historia de la filosofia. Madrid, Biblioteca de Autores Cristianos, 1975, p. 534.         [ Links ]
8. GALBRAITH, John Kenneth. o novo Estado industrial. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira, 1968, p. 163+.         [ Links ]
9. Segundo uma idéia que deveria ter desaparecido no século passado, adaptação e aptidão se confundem. Só existe uma lógica, a da elite e só uma razão, a da força.
10. Na verdade, as elites, na concepção de Pareto, não circulam propriamente; as elites degeneram. Conforme BORKENOU, Franz. Pareto. Mexico, Fondo de Cultura Econômica, 1941, p.102.         [ Links ]
11. Principalmente porque o funcionário quando "compreende que se pretende transformálo em um gorila domesticado, tende a um curso de pensamentos pouco conformista". GRAMSCI, Antonio. Op.cit., p. 404.

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