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Arquivos Brasileiros de Cardiologia

Print version ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.101 no.6 São Paulo Dec. 2013  Epub Nov 12, 2013

https://doi.org/10.5935/abc.20130223 

O escore de risco de sangramento como preditor de mortalidade em pacientes com síndromes coronarianas agudas

 

 

José Carlos NicolauI; Humberto Graner MoreiraI; Luciano Moreira BaracioliI; Carlos Vicente Serrano JrI; Felipe Galego LimaI; Marcelo FrankenI; Roberto Rocha GiraldezI; Fernando GanemI; Roberto Kalil FilhoI; José Antônio Franchini RamiresI; Roxana MehranII

IInstituto do Coração (InCor) – Universidade de São Paulo, SP - Brasil
IIMount Sinai School of Medicine, New York, NY – USA

Correspondência

 

 


RESUMO

FUNDAMENTO: A ocorrência de sangramento aumenta a mortalidade intra-hospitalar em pacientes com síndromes coronarianas agudas (SCAs), e há uma boa correlação entre os escores de risco de sangramento e a incidência de eventos hemorrágicos. No entanto, o papel dos escores de risco de sangramento como fatores preditivos de mortalidade é pouco estudado.
OBJETIVO: Analisar o papel do escore de risco de sangramento como fator preditivo de mortalidade intra-hospitalar numa coorte de pacientes com SCA tratados num centro terciário de cardiologia.
MÉTODOS: Dos 1.655 pacientes com SCA (547 com SCA com supra de ST e 1.118 com SCA sem supra de ST), calculou-se o escore de risco de sangramento ACUITY/HORIZONS prospectivamente em 249 pacientes e retrospectivamente nos demais 1.416. Informações sobre mortalidade e complicações hemorrágicas também foram obtidas.
RESULTADOS: A idade média da população estudada foi 64,3 ± 12,6 anos e o escore de risco de sangramento médio foi 18 ± 7,7. A correlação entre sangramento e mortalidade foi altamente significativa (p < 0,001; OR = 5,29), assim como a correlação entre escore de sangramento e hemorragia intra-hospitalar (p < 0,001; OR = 1,058), e entre escore de sangramento e mortalidade intra-hospitalar (OR ajustado = 1,121, p < 0,001, área sob a curva ROC 0,753; p < 0,001). O OR ajustado e a área sob a curva ROC para a população com SCA com supra de ST foram 1,046 (p = 0,046) e 0,686 ± 0,040 (p < 0,001), respectivamente, e para SCA sem supra de ST foram 1,150 (p < 0,001) e 0,769 ± 0,036 (p < 0,001), respectivamente.
CONCLUSÃO: O escore de risco de sangramento é um fator preditivo muito útil e altamente confiável para mortalidade intra-hospitalar em uma grande variedade de pacientes com SCAs, especialmente aqueles com angina instável ou infarto agudo do miocárdio sem supra de ST.

Palavras-chave: Síndrome Coronariana Aguda/complicações; Hemorragia/mortalidade; Probabilidade.


 

 

Introdução

O tratamento antitrombótico intensivo e adequado, por minimizar as complicações hemorrágicas, representa um grande desafio para o gerenciamento eficaz das síndromes coronarianas agudas (SCAs). Na última década, as opções de tratamento antitrombótico aumentaram substancialmente, resultando em numerosas combinações únicas de medicamentos disponíveis. Antes, as complicações hemorrágicas eram consideradas um "efeito colateral" administrável da terapia antitrombótica. No entanto, o desenvolvimento de medicamentos cada vez mais potentes concomitantemente à utilização de terapias antitrombóticas chamou a atenção para o risco de sangramento, pois existe evidência de uma associação independente entre complicações hemorrágicas e outros desfechos adversos em pacientes com SCA, tais como maiores taxas de reinfarto, acidente vascular encefálico e morte1-5.

O desenvolvimento de ferramentas eficazes para a predição do risco de sangramento em pacientes pode ajudar na tomada de decisão terapêutica para maximizar os benefícios e minimizar o risco de sangramento associado com os antitrombóticos. Embora existam modelos bem estabelecidos para a estratificação do risco de complicações isquêmicas, tais como os escores TIMI, GRACE e PURSUIT, ferramentas para predição do risco de sangramento são menos comuns. Vários estudos identificaram os fatores de risco de sangramento, mas a maioria não os usou para desenvolver uma ferramenta de estratificação para prever sangramento6-8. A demonstração de que um regime antitrombótico mais intenso aumenta o sangramento, que, por sua vez, aumenta os eventos isquêmicos, levou os investigadores a concluir que o tratamento antitrombótico em pacientes com SCA deve ser personalizado9. A atualização pelo American College of Cardiology/American Heart Association de 2011 das diretrizes para o tratamento de pacientes com angina instável/infarto do miocárdio sem supradesnivelamento do segmento ST (IMSSST) recentemente publicada reitera a importância de balancear as estratégias antitrombóticas com o risco de sangramento10. A despeito do tratamento mais agressivo, as taxas de sangramento não aumentaram com o tempo, sugerindo que os clínicos estão se adequando melhor a terapia antitrombótica para cada paciente, reforçando a ideia de que escores de sangramento melhores e mais confiáveis seriam bem-vindos11. Por outro lado, as correlações entre sangramento e mortalidade intra-hospitalar, e entre escores de sangramento e incidência de sangramento foram bem demonstradas; no entanto, o valor preditivo do escore de risco de sangramento para mortalidade intra-hospitalar foi pouco estudado.

Avanços valiosos são obtidos pelo contínuo desenvolvimento de métodos de cálculo mais simples e melhorados. Recentemente, Mehran e cols.8 publicaram uma ferramenta de avaliação simples e fácil para a estratificação de risco de sangramento. Combinaram os dados dos estudos ACUITY e HORIZONS-AMI, ambos contemporâneos e complementares sobre SCAs, e propuseram um escore compreendendo seis fatores basais (sexo, idade, creatinina, leucócitos, anemia e tipo de SCA) e um parâmetro modificável baseado no regime antitrombótico (heparina + inibidor de GP IIb/IIIa ou bivalirudina)8. O principal objetivo do presente estudo foi avaliar o papel desse escore como preditor de mortalidade intra-hospitalar em uma coorte de pacientes com SCA tratados em um único centro terciário de cardiologia, comparando-se os valores em infarto do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCSST) e SCA sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST).

 

Métodos

O estudo incluiu 1.655 pacientes com SCA [547 com SCA com supradesnivelamento do segmento ST (SCACSST) e 1.118 com SCASSST]. O escore de sangramento foi calculado prospectivamente em 249 pacientes e retrospectivamente nos restantes 1.416. A idade média da população foi de 64,3 ± 12,6 anos, sendo 67% do sexo masculino. É importante notar que, como a bivaluridina não se acha disponível no Brasil, o componente do escore relacionado à terapia antitrombótica foi sempre igual a zero. Ainda que apenas 48,1% da população total tenha recebido inibidores GP IIb/IIIa, não houve diferenças significativas quanto ao papel do escore de sangramento como preditor de mortalidade ou sangramento entre os grupos com ou sem inibidores GP IIb/IIIa.

Análises estatísticas

As variáveis categóricas são descritas como números e percentagens, e as variáveis contínuas, como mediana (percentis 25 e 75) ou média ± DP.

O teste U de Mann-Whitney foi aplicado para a análise univariada relacionada à correlação entre o escore de sangramento e mortalidade ou sangramento intra-hospitalar. O teste do qui-quadrado foi aplicado para a comparação entre variáveis categóricas.

Modelos de regressão logística multivariada 'stepwise' com 0,05 para entrada e 0,10 para retirada foram aplicados para ajustar os resultados para os fatores de confusão. Mortalidade foi a variável dependente, e as variáveis basais e intra-hospitalares listadas na Tabela 1 foram incluídas como variáveis independentes (exceto idade e sexo, já incluídas no escore de sangramento). Diferentes modelos foram construídos para melhor analisar a influência do escore de sangramento na mortalidade. O primeiro cenário considerado foi a chegada do paciente ao hospital, onde os modelos incluíram variáveis basais para a população global e os escores de risco TIMI correspondentes12,13 nos subgrupos SCACSST ou SCASSST. Para analisar a influência das terapias invasivas intra-hospitalares nos resultados obtidos, um segundo conjunto de análises foi desenvolvido nos mesmos subgrupos, com a inclusão de angioplastia primária, angioplastia não primária e revascularização cirúrgica nos modelos.

 

 

Finalmente, o poder discriminatório do escore de sangramento e dos escores de risco TIMI como preditor de mortalidade intra-hospitalar foi analisado com curvas Receiver Operating Characteristic (ROC), com o método DeLong14 sendo aplicado para comparações estatísticas entre as curvas.

Todas as análises acima foram desenvolvidas separadamente para toda a população e também para SCACSST e SCASSST.

Os valores de p < 0,05 (bicaudal) foram considerados significativos. O programa estatístico MedCalc versão 11.4.2.0 (MedCalc Software, Marakerke, Bélgica) foi usado para comparar as curvas ROC, e o programa estatístico SPSS versão 19.0 (SPSS Inc., Chicago, EUA) foi usado para outras análises.

 

Resultados

A Tabela 1 apresenta as características da população estudada. A mediana do escore de sangramento foi 18. Da população analisada, 14,8% dos pacientes foram classificados como de baixo risco; 20,3%, como de risco médio; 24,3%, como de alto risco; e 40,8%, como de muito alto risco. Um terço dos pacientes tinha diabetes, outro terço tinha infarto do miocárdio prévio, 43,3% haviam sido submetidos previamente a revascularização cirúrgica ou por cateter, e 73% foram revascularizados durante a atual hospitalização. Nossa população foi constituída por pacientes comumente vistos em um centro terciário de cardiologia.

Correlação entre escore de sangramento e mortalidade intra-hospitalar

As análises univariadas mostraram correlações altamente significativas entre escore de sangramento e mortalidade. Como mostra a Figura 1, valores de p < 0,001 foram obtidos para a correlação entre as variáveis na população global e nos subgrupos SCACSST e SCASSST. Outras variáveis significativamente correlacionadas com mortalidade intra-hospitalar incluíram insuficiência cardíaca prévia (p = 0,005; OR = 2,033) ou acidente vascular encefálico prévio (p = 0,041; OR = 1,951), tabagismo atual (p = 0,006; OR = 0,465), familiares com doença arterial coronariana (p = 0,001; OR = 0,397) e localização do infarto na parede anterior (p = 0,047; p = 1,481). Como esperado, a correlação entre sangramento e mortalidade também apresentou significado estatístico (p<0,001; OR=5,296), assim como a correlação entre escore de sangramento e sangramento intra-hospitalar (p < 0,001; OR = 1,058). Por fim, para pacientes com SCACSST e aqueles com SCASSST, as correlações entre os respectivos escores de risco TIMI e mortalidade também foram significativas (p < 0,001; OR = 1,586 e p < 0,001, OR = 1,454, respectivamente).

As Tabelas 2, 3 e 4 mostram os principais resultados dos modelos ajustados. O escore de sangramento correlacionou-se significativa e independentemente com mortalidade em todos os modelos; entretanto, o escore de risco TIMI correlacionou-se mais fortemente com mortalidade do que o escore de sangramento para pacientes com SCACSST. Ao contrário, o escore de sangramento mostrou uma melhor correlação relativa com o escore de risco TIMI para pacientes com SCASSST. Importante notar que a inclusão de sangramento intra-hospitalar nos modelos finais não mudou os resultados para o escore de sangramento, em que p < 0,001 (OR = 1,123) para toda a população, e valores de P de 0,050 (OR = 1,045) e < 0,001 (OR = 1,146) foram obtidos para pacientes com SCACSST ou SCASSST, respectivamente. Tais achados foram mais avaliados nas análises de curva ROC (Figura 2).

Valor discriminatório do escore de sangramento e escores de risco TIMI para predição de mortalidade intra-hospitalar

A Figura 2 mostra a curva ROC para o escore de sangramento para toda a população. Como pode ser visto, esse escore é um bom preditor de mortalidade intra-hospitalar, apresentando área sob a curva (AUC) de 0,753. A Tabela 5 mostra a comparação da AUC para o escore de sangramento e o escore de risco TIMI nos subgrupos de SCACSST e SCASSST. Como sugerido pelas análises multivariadas, na comparação com os respectivos escores TIMI, o escore de sangramento mostrou-se melhor preditor de mortalidade intra-hospitalar para pacientes de SCASSST e, vice-versa, um pior preditor de mortalidade na população de SCACSST.

 

Discussão

Diferentes escores de sangramento foram propostos para melhor avaliar pacientes com SCAs, permitindo ao médico assistente otimizar o uso das terapias antitrombóticas disponíveis. Em comum, tais escores de sangramento apresentam excelente correlação com sangramento1,6,8. Há, no entanto, importantes diferenças entre eles no que se refere às suas complexidades e dificuldade de utilização. O escore proposto por Mehran e cols.8 e testado no presente estudo é um dos mais amigáveis para o usuário, tendo mostrado excelente correlação com sangramento nessa população proveniente de um centro terciário de cardiologia.

No nosso banco de dados, a definição de sangramento é abrangente e considera qualquer sangramento que requeira ação específica da equipe, tal como cirurgia para pseudoaneurisma, transfusão, ou que requeira a opinião de outro especialista – em geral um angiologista/cirurgião vascular, neurologista ou hematologista. Interessante notar que a incidência observada de sangramento intra-hospitalar na população estudada foi a mesma descrita por Mehran e cols.8 para 30 dias (4,3%)8 e próxima àquela descrita no GRACE Registry (3,9%) para sangramento intra-hospitalar1.

Por outro lado, ficou bem demonstrado que a presença de sangramento durante a hospitalização de pacientes com SCAs aumenta significativamente a incidência de eventos isquêmicos, incluindo mortalidade, nessa população4,5,15. Consequentemente, descobrimos uma significativa correlação entre a presença de sangramento e mortalidade, com uma razão de chance (OR) > 5.

Estudos demostraram correlações claras dos escores de risco TIMI nas SCACSST e SCASSST com mortalidade/eventos isquêmicos, que também puderam ser demonstradas na presente população12,13. O poder discriminatório do escore de risco TIMI de SCASSST para predizer eventos isquêmicos (mortalidade por todas as causas, infarto miocárdico, revascularização urgente) foi de 0,6513, sendo 0,62 na presente publicação que considerou apenas mortalidade por todas as causas. O escore de risco TIMI para SCACSST foi avaliado em uma grande população de pacientes incluídos no registro norte-americano de infarto do miocárdio (submetidos a fibrinólise, angioplastia primária ou sem reperfusão)16. No geral, seu poder discriminatório para mortalidade por todas as causas foi de 0,74, tendo sido 0,798 no presente estudo. Tal valor é próximo de 0,83 proposto por Diamond17 como o valor máximo para uma regra de predição perfeitamente calibrada; no entanto, aquele autor explica que valores mais altos são possíveis às custas de uma calibração deficiente.

Uma análise do escore de sangramento como fator de risco para mortalidade e sua relação com os escores de risco TIMI e sangramento intra-hospitalar ainda não tinham sido publicadas. Nossos principais achados foram: 1) o escore de risco de sangramento proposto por Mehran e cols.8 é um excelente preditor de mortalidade intra-hospitalar em pacientes com SCAs; e 2) com relação à mortalidade intra-hospitalar, ao se comparar os escores de risco TIMI com o escore de risco de sangramento, o segundo mostrou-se mais confiável para pacientes com SCASSST, mas apresentou pior desempenho como indicador em pacientes com SCACSST. No entanto, descobrimos que ambas as variáveis correlacionaram-se significativa e independentemente com mortalidade no amplo espectro de pacientes com SCAs analisado neste estudo. Interessante notar que, a despeito da excelente correlação entre o escore de risco de sangramento e o sangramento observado, ambas as variáveis correlacionaram-se de maneira significativa e independente com mortalidade intra-hospitalar. Tais achados sugerem que outras variáveis incluídas no escore de sangramento, como idade, poderiam influenciar a mortalidade intra-hospitalar independentemente do próprio sangramento.

Limitações do estudo

Como todo estudo originado de um banco de dados, é possível que fatores de confusão não incluídos nos modelos ajustados tenham influenciado os resultados no que concerne à correlação do escore de sangramento e mortalidade. A análise da curva ROC, que mostrou o excelente poder discriminatório do escore de sangramento para prever mortalidade, é útil para fornecer uma resposta mais confiável e completa para a hipótese proposta. A bivalirudina não está disponível no Brasil, o que pode ter afetado os resultados. No entanto, a não utilização da bivalirudina é comum mesmo em países onde o medicamento acha-se disponível. Só nos EUA, mais de um milhão de angioplastias são realizadas a cada ano (http://www.nhlbi.nih.gov/health/health-topics/topics/angioplasty). Estima-se que as vendas de bivalirudina no mundo (2010) atinjam cerca de $400 milhões de dólares por ano (http://prescriptions.blogs.nytimes.com/2010/10/05/angiomax-may-get-patent-extension), a um custo por paciente variando entre $824,0018 e $1.675,0019, o que resulta em 238.000 a 485.000 pacientes por ano em todo o mundo.

 

Conclusão

O escore de sangramento proposto por Mehran e cols.8 é um excelente preditor de mortalidade intra-hospitalar no amplo espectro de pacientes com SCAs, em especial aqueles com angina instável ou SCASSST.

 

Contribuição dos autores

Concepção e desenho da pesquisa: Nicolau JC. Obtenção de dados: Nicolau JC, Moreira HG. Análise e interpretação dos dados: Nicolau JC. Análise estatística: Nicolau JC. Redação do manuscrito: Nicolau JC, Mehran R. Revisão crítica do manuscrito quanto ao conteúdo intelectual: Nicolau JC, Moreira HG, Baracioli LM, Serrano Jr CV, Lima F, Franken M, Giraldez RR, Ganem F, Kalil Filho R, Ramires JAF, Mehran R.

Potencial Conflito de Interesses

Declaro não haver conflito de interesses pertinentes.

Fontes de Financiamento

O presente estudo não teve fontes de financiamento externas.

Vinculação Acadêmica

Não há vinculação deste estudo a programas de pós-graduação.

 

Referência

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Correspondência:
José Carlos NIcolau
Aureliano Coutinho 355, apt. 1401
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fax: +55-11-30883809
e-mail: corjnicolau@incor.usp.br

Artigo recebido em 15/08/13; revisado em 22/08/13; aceito em 22/08/13.

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