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Revista da Escola de Enfermagem da USP

Print version ISSN 0080-6234

Rev. esc. enferm. USP vol.47 no.5 São Paulo Oct. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0080-623420130000500024 

Artigo Original

Estresse no trabalho segundo o Modelo Demanda-Controle e distúrbios psíquicos menores em trabalhadores de enfermagem*

Janete de Souza Urbanetto1 

Maria Cristina Cademartori Magalhães2 

Vanessa Oreda Maciel3 

Viviane Massena Sant’Anna4 

Andréia da Silva Gustavo5 

Carlos Eduardo Poli-de-Figueiredo6 

Tânia Solange Bosi de Souza Magnago7 

1Enfermeira. Doutora em Ciências da Saúde. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil. jurbanetto@pucrs.br

2Psicóloga. Graduanda do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil.

3Graduanda do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil.

4Graduanda do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil.

5Enfermeira. Doutora em Epidemiologia. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil.

6Médico. Doutor em Fisiologia. Professor Titular da Faculdade de Medicina da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul. Porto Alegre, RS, Brasil.

7Enfermeira. Doutora em Enfermagem. Professora Adjunta do Curso de Enfermagem da Universidade Federal de Santa Maria. Santa Maria, RS, Brasil.


RESUMO

Estudo transversal cujo objetivo foi avaliar a associação entre o estresse no trabalho, segundo o Modelo Demanda-Controle, e a ocorrência de Distúrbio Psíquico Menor (DPM) nos trabalhadores de enfermagem. Participaram 335 profissionais, sendo 245 técnicos de enfermagem, com idade predominante entre 20 e 40 anos. Os dados foram coletados utilizando-se a Job Stress Scale e o Self-Reporting Questionnaire-20. A análise foi realizada utilizando-se estatística descritiva e analítica. A prevalência de suspeição para DPM encontrada foi de 20,6%. Os trabalhadores nos quadrantes trabalho ativo e alto desgaste, do Modelo Demanda-Controle, apresentaram chances de desenvolver DPM, quando comparados com os situados no quadrante baixo desgaste. Conclui-se que o estresse afeta a saúde mental dos trabalhadores e que os aspectos relacionados a alta demanda psicológica e alto controle ainda necessitam de maiores aprofundamentos para que se entenda sua influência nos processos de adoecimento dos trabalhadores de enfermagem.

Palavras-Chave: Enfermagem; Estresse psicológico; Esgotamento profissional; Saúde do trabalhador; Transtornos mentais

ABSTRACT

This was a cross-sectional study that aimed to assess the association between work-related stress according to the Demand-Control Model, and the occurrence of Minor Psychic Disorder (MPD) in nursing workers. The participants were 335 professionals, out of which 245 were nursing technicians, aged predominantly between 20 and 40 years. Data were collected using the Job Stress Scale and the Self-Reporting Questionnaire-20. The analysis was performed using descriptive and analytical statistics. The prevalence of suspected MPD was 20.6%. Workers classified in the quadrants active job and high strain of the Demand-Control Model presented higher potential for developing MPD compared with those classified in the quadrant low strain. In conclusion, stress affects the mental health of workers and the aspects related to high psychological demands and high control still require further insight in order to understand their influence on the disease processes of nursing workers.

Key words: Nursing; Stress, psychological; Burnout, professional; Occupational health; Mental disorders;

RESUMEN

Estudio transversal cuyo objetivo fue evaluar la asociación entre el estrés laboral, según el Modelo Demanda-Control, y la aparición de Trastorno Psíquico Menor (TPM) en los trabajadores de enfermería. Participaron 335 profesionales, siendo 245 técnicos de enfermería, con edad predominante entre 20 y 40 años. Los datos fueron recolectados utilizándose la Job Stress Scale y el Self-Reporting Questionnaire-20. El análisis se realizó mediante estadística descriptiva y analítica. La prevalencia de probable TPM encontrada fue del 20,6%. Los trabajadores en los cuadrantes trabajo activo y alto desgaste, del modelo demanda-control, presentan probabilidades de desarrollar TPM, en comparación con los situados en el cuadrante bajo desgaste. Se concluye que el estrés afecta la salud mental de los trabajadores y que los aspectos relacionados con la alta demanda psicológica y alto control todavía necesitan de mayores conocimientos para comprender su influencia en los procesos de enfermedad de los trabajadores de enfermería.

Palabras-clave: Enfermería; Estrés psicológico; Agotamiento profesional; Salud laboral; Trastornos mentales

Introdução

O trabalho em saúde, por suas características específicas, como o convívio rotineiro com situações de sofrimento do paciente e seus familiares e as altas e urgentes exigências de cuidados, pode levar o trabalhador a situações desgastantes. Segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT), os fatores psicossociais são reconhecidos mundialmente como associados a alterações de saúde e podem afetar trabalhadores de diversas áreas(1). O aumento da flexibilidade e da precariedade do emprego, a intensificação do trabalho e os problemas de relações no meio de trabalho são alguns dos fatores que estão na origem de um aumento do estresse relacionado com o trabalho(1).

No entanto, a associação entre estresse e alterações de saúde nem sempre é facilmente encontrada, em função de que sua abordagem deve ser vista sob os aspectos não somente biológicos, mas considerar as especificidade individuais e os condicionantes do processo saúde/doença(2).

Nos anos de 1970, Robert Karasek foi pioneiro na pesquisa do estresse nas relações de trabalho e seu efeito na saúde do trabalhador(3). Para avaliar esses aspectos, propôs um modelo bidimensional, denominado Modelo Demanda-Controle (MDC), que relaciona duas variáveis, a demanda psicológica e o controle sobre o trabalho, ao risco de adoecimento(3). Qualificou a demanda como pressões psicológicas no trabalho, tanto de ordem quantitativa (relacionada a tempo e velocidade na realização do trabalho) como qualitativa (conflitos e demandas contraditórias), e controle, como o uso de habilidades e a autonomia no trabalho. A Job Sress Scale (JSS), versão resumida do instrumento de coleta do MDC, já foi validada para o português(3).

Os cruzamentos de níveis altos e baixos dessas duas dimensões resultam em quatro quadrantes, denominados quadrantes do MDC. O de alto desgaste é formado por alta demanda psicológica e baixo controle sobre o trabalho e é considerado o quadrante de maior risco para a saúde, pois pode ter efeitos nocivos como fadiga, depressão e ansiedade. O quadrante trabalho passivo, de baixa demanda psicológica e baixo controle sobre o trabalho, pode produzir perda de habilidade e desinteresse no trabalho e é considerado o segundo quadrante mais relacionado aos agravos à saúde. O quadrante trabalho ativo, com alta demanda psicológica e alto controle sobre o trabalho, gera efeitos menos danosos, pois o trabalho visto como um desafio. E, finalmente, o quadrante baixo desgaste, com baixa demanda psicológica e alto controle no trabalho, é considerado a situação ideal, na qual o trabalhador encontra-se em uma zona de conforto para realizar seu trabalho(3).

Dentre os agravos que acometem a saúde dos trabalhadores encontram-se os Distúrbios Psíquicos Menores (DPM), descritos como sintomas não psicóticos, como: insônia, fadiga, irritabilidade, esquecimento, dificuldade de concentração e queixas somáticas(4).

A Organização Mundial da Saúde (OMS), norteada pela preocupação com o impacto dos agravos de saúde mental em países desenvolvidos, compôs o Self-Reporting Questionnaire (SRQ 20)(5) para avaliar os DPM. Divide-se em quatro grupos de sintomas prevalentes: o do humor depressivo-ansioso, que avalia questões como tensão, preocupação e tristeza; o dos sintomas somáticos, que avalia qualidade de sono, presença do desconforto estomacal, problemas digestivos e inapetência; o de decréscimo de energia vital, que avalia cansaço, insatisfação, dificuldade em tomar decisões, sofrimento em realizar o trabalho e dificuldade em pensar claramente; e o dos pensamentos depressivos, que avalia desinteresse, sentimento em não se sentir útil e pensamentos de por fim à vida(5-6).

Segundo estimativa da OMS, os DPM acometem cerca de 30% dos trabalhadores(7). Estudos populacionais realizados na cidade de Pelotas (1999-2000) avaliaram a prevalência de DPM em 28,5%(8). Em investigação realizada em áreas periféricas do município de São Paulo para rastreamento de DPM, a prevalência encontrada foi de 24,95%(9). Dados do Centro Estadual de Vigilância em Saúde do Rio Grande do Sul evidenciam que os trabalhadores da saúde compõem a terceira categoria de maior notificação de agravos em geral (12,2%) e que os transtornos mentais são a segunda causa de maior adoecimento (9,3%)(10).

No caso da Enfermagem, as características do trabalho estão baseadas em ações interdependentes de outros processos de trabalho em saúde, fortemente alicerçadas em relações interpessoais com outros trabalhadores e usuários do serviço e geralmente desenvolvidas sob alta pressão (ações devem ser desenvolvidas com rapidez) e demanda de trabalho (grande volume de trabalho).

Levando em consideração esses aspectos e o elevado percentual de DPM em trabalhadores evidenciado pela OMS, faz-se importante investigar a relação entre estresse laboral e DPM no trabalho da enfermagem, já que "os níveis de atenção e concentração exigidos para a realização das tarefas, combinados com o nível de pressão exercido pela organização do trabalho podem gerar tensão, fadiga e esgotamento profissional ou burn-out"(7)

As repercussões dos agravos à saúde mental do trabalhador trazem consequências importantes aos trabalhadores, às organizações, à sociedade e ao Estado, afetando a plena capacidade de trabalho do indivíduo e sua participação social(11).

A partir dessas considerações delineou-se como questão norteadora deste estudo: - Existe associação entre estresse laboral e a ocorrência de DPM em trabalhadores de enfermagem? Para respondê-la, este estudo teve por objetivo avaliar a associação entre o estresse laboral, segundo o MDC, e a ocorrência de DPM em trabalhadores de enfermagem.

Método

Estudo transversal realizado em um hospital de Porto Alegre com aproximadamente 600 leitos. A população foi composta por 660 trabalhadores da área de enfermagem, alocados em unidades de emergência, intensivismo e internação da referida instituição. Foram excluídos 294 (44,5%) profissionais com menos de um ano de admissão, gestantes, gestores, profissionais em licença (de saúde ou outra) e em férias no último mês de coleta (devido à necessidade de estar desenvolvendo atividades laborais nos últimos 30 dias (SRQ-20)(5), restando 366 trabalhadores elegíveis. Desses, 335 profissionais de enfermagem aceitaram participar do estudo (55 enfermeiros, 245 técnicos e 35 auxiliares de enfermagem). As perdas (8,5%) resultaram de recusas.

A coleta dos dados realizou-se no período de outubro de 2010 a abril de 2011. Os trabalhadores foram entrevistados no local e horário de trabalho, por meio de aplicação de um questionário contendo variáveis sociodemográficas (sexo, idade, estado civil e grau de instrução), laborais (cargo, turno, carga horária, outro emprego e tempo no cargo), as questões relativas ao estresse laboral oriundas da JSS(3), versão resumida do instrumento de coleta do MDC de Karasek e as questões relativas aos DPM, contidas no SRQ 20(5-6).

A Job Stress Scale contém cinco questões referentes à demanda psicológica e seis, ao controle sobre o trabalho(3). Após verificação de distribuição normal das pontuações relacionadas a cada dimensão, utilizou-se a média da pontuação de todos os participantes como ponto de corte, conforme o referencial teórico metodológico adotado(3). Para a demanda psicológica a média foi de 15,22 (±2,43) pontos e, para o controle, de 17,51 (±2,0) pontos. Escores ≤ 15 foram considerados como baixa demanda psicológica; os escores ≥ 16, como alta demanda; valores ≤ 17, como baixo controle e valores ≥ 18 como alto controle.

Os quadrantes do MDC de Karasek foram estabelecidos a partir da associação das dimensões alta e baixa demanda e alto e baixo controle e classificados em: trabalho ativo (alta demanda e alto controle), trabalho passivo (baixa demanda e baixo controle), baixo desgaste (baixa demanda e alto controle) e alto desgaste (alta demanda e baixo controle)(3).

Para identificação de DPM, foi utilizado o SRQ-20, que contém 20 questões que dizem respeito a sintomas e dificuldades emocionais relacionados ao trabalho e à vida em geral, no espaço de tempo dos últimos 30 dias(5 - 6). A partir das respostas "sim" ou "não" nas 20 questões do SQR-20, foi considerado como suspeição de DPM o escore de seis ou mais respostas positivas para homens e oito ou mais para mulheres(5-6).

Na análise dos dados, utilizou-se a estatística descritiva para caracterização dos trabalhadores. As variáveis contínuas foram descritas por medidas de tendência central e dispersão (média e desvio-padrão) e as variáveis categóricas em frequência absoluta (n) e relativa (%). Para a associação da exposição com o desfecho foi utilizado o teste de Qui-quadrado com simulação de Monte Carlo, por se tratar de variáveis categóricas. Para a seleção das possíveis variáveis de confusão, adotou-se o critério de p<0,25 para serem incluídas na análise multivariada.

Na busca por identificar os fatores relacionados de forma relevante à presença de DPM, foi utilizado o modelo de regressão logística binária. Trabalhadores com atividades classificadas como de alto desgaste, trabalho passivo e trabalho ativo foram comparados com aqueles alocados na categoria de baixo desgaste. A medida de associação utilizada foi a odds ratio (OR) e seus respectivos intervalos de confiança (IC 95%). Para a regressão logística ajustada, consideraram-se todas as variáveis com nível mínimo de significância inferior a 0, 250 na regressão logística bruta.

O programa utilizado para armazenamento dos dados foi o Microsoft Excel e, na análise estatística, o SPSS (Statistical Package for the Social Sciences, SPSS Inc, Chicago) versão 17.1 para Windows. O projeto de pesquisa obteve aprovação pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (OF. CEP. 1132/09) e o Termo de Consentimento Livre Esclarecido foi assinado por todos os participantes. A aplicação do questionário respeitou a dinâmica de trabalho das unidades de internação para que não houvesse interferência na atuação dos profissionais.

Resultados

Os trabalhadores deste estudo (n=335) foram avaliados inicialmente quanto a aspectos sociodemográficos e laborais (Tabela 1), prevalecendo o sexo feminino, a idade entre 20 e 40 anos (média 33,64 ± 8,72; mediana 31 anos, com mínima de 20 e máxima de 69 anos), o estado civil de casados e o ensino médio completo.

Quanto às características laborais, as unidades de internação foram as que mais concentraram trabalhadores (45,7%), dos quais 83,6% eram técnicos/auxiliares de enfermagem, 70,2% trabalhavam até sete anos no cargo (média 6,7 ± 5,7 anos), 54,3% desenvolviam seu trabalho no turno da noite e 78,2% não possuíam outro emprego (Tabela 1).

Tabela 1 - Aspectos sociodemográficos e laborais dos trabalhadores de enfermagem - Porto Alegre, RS, out. 2010 a abr. 2011  

Variáveis n (%)
Sexo
Masculino 106 (31,6)
Feminino 229 (68,4)
Idade
20 a 40 anos 266 (79,4)
41 anos ou mais 69 (20,6)
Estado civil
Casado(a) ou vive em união 198 (59,1)
Separado(a) ou divorciado (a) 40 (11,9)
Viúvo(a) 5 (1,5)
Solteiro(a) (nunca casou ou viveu em união) 92 (27,5)
Instrução
Ensino Fundamental completo 4 (1,2)
Ensino Médio incompleto/ completo 260 (77,6)
Graduação 38 (11,3)
Pós graduação lato sensu 30 (9,0)
Pós graduação scrito sensu 3 (0,9)
Setor
Unidades de Emergência 61 (18,2)
Unidades de Intensivismo 121 (36,1)
Unidades de Internação 153 (45,7)
Cargo
Enfermeiro 55 (16,4)
Técnico de Enfermagem 245 (73,1)
Auxiliar de Enfermagem 35 (10,5)
Tempo no cargo
Até 7 anos 235 (70,2)
De 8 a 14 anos 57 (17,0)
15 ou mais 43 (12,8)
Turno categorizado
Diurno 153 (45,7)
Noturno 182 (54,3)
Outro emprego
Não 262 (78,2)
Sim 73 (21,8)

Na Tabela 2 observam-se percentuais semelhantes entre os trabalhadores com alta e baixa demanda psicológica e alto e baixo controle sobre o trabalho. Em relação aos quadrantes, houve leve predomínio do trabalho ativo (30,4%), enquanto para os demais a distribuição foi próxima, entre 21 e 25%, aproximadamente.

Tabela 2 - Frequência nas dimensões e nos quadrantes Demanda-Controle da Job Stress Scale - Porto Alegre, RS, out. 2010 a abr. 2011  

Variáveis n (%)
Demanda Psicológica
Alta 175 (52,2)
Baixa 160 (47,8)
Controle Sobre o Trabalho
Alto 178 (53,1)
Baixo 157 (46,9)
Quadrantes Demanda-Controle
Baixo Desgaste 76 (22,7)
Trabalho Passivo 84 (25,1)
Trabalho Ativo 102 (30,4)
Alto Desgaste 73 (21,8)

A Tabela 3 apresenta o panorama das respostas quanto ao SRQ 20, sendo identificada prevalência de suspeição de DPM em 20,6% dos trabalhadores. Na análise individual de cada questão, houve predomínio de repostas afirmativas na questão sente-se nervoso, tenso ou preocupado, relacionada ao humor depressivo-ansioso, seguida das questões dorme mal e tem dores de cabeça frequentemente, relacionadas a sintomas somáticos.

Tabela 3 - Frequência das respostas às questões do SQR20 dos trabalhadores de enfermagem - Porto Alegre, RS, out. 2010 a abr. 2011  

Fatores do SRQ20 NÃO SIM
Diminuição de energia
Você se cansa com facilidade 252 (75,2) 83 (24,8)
Tem dificuldade para tomar decisões 299 (89,3) 36 (10,7)
Sente-se cansado o tempo todo 242 (72,2) 93 (27,8)
Encontra dificuldade de realizar, com satisfação, suas tarefas diárias 243 (72,5) 92 (27,5)
Tem dificuldade de pensar com clareza 287 (85,7) 48 (14,3)
Seu trabalho diário lhe causa sofrimento 298 (89,0) 37 (11,0)
Sintomas somáticos
Tem sensações desagradáveis no estômago 226 (67,5) 109(35,5)
Tem dores de cabeça frequentemente 183 (54,6) 152(46,4)
Dorme mal 174 (51,9) 161(48,1)
Tem má digestão 245 (73,1) 90 (26,9)
Tem tremores nas mãos 291 (86,9) 44 (13,1)
Tem falta de apetite 317 (94,6) 18 (5,4)
Humor depressivo/ansioso
Sente-se nervoso, tenso ou preocupado 150 (44,8) 185(55,2)
Assusta-se com facilidade 283 (84,5) 52 (15,5)
Tem se sentido triste ultimamente 235 (70,1) 100(29,9)
Tem chorado mais do que de costume 290 (86,6) 45 (13,4)
Pensamentos depressivos
Tem perdido o interesse pelas coisas 276 (82,4) 59 (17,6)
É incapaz de desempenhar um papel útil em sua vida 325 (97,0) 10 (3,0)
Você se sente pessoa inútil em sua vida 331 (98,8) 4 (1,2)
Tem tido ideia de acabar com a vida 319 (95,2) 16 (4,8)
Presença de DPM 266 (79,4) 69 (20,6)

As variáveis sociodemográficas não se associaram à ocorrência de DPM. Quanto às variáveis laborais, o setor de trabalho apresentou associação com DPM, evidenciando diferença significativa entre os grupos avaliados(p=0,006 e p=0,003, respectivamente). Quando analisados os quadrantes demanda-controle, os trabalhadores classificados no alto desgaste e no trabalho ativo, observou-se associação com DPM (p <0,001) (Tabela 4).

Tabela 4 - Associação das variáveis sociodemográficas, laborais e dos Quadrantes Demanda-Controle, com os DPM - Porto Alegre, RS, out. 2010 a abr. 2011 

Variáveis Sem DPM Com DPM P
Sexo
Masculino 85 (80,2) 21 (19,8) 0,740*
Feminino 180 (78,6) 49 (21,4)
Idade
20 a 40 anos 209 (78,6) 57 (21,4) 0,638*
41 anos ou mais 56 (81,2) 13 (18,8)
Instrução
Sem graduação 208 (78,8) 56(21,2) 0,783*
Com graduação/ Pós-Graduação 57 (80,3) 14 (19,7)
Setor
Unidades de Emergência 49 (80,3) 12 (19,7) 0,006*
Unidades de Intensivismo 106 (87,6) 15 (12,4)
Unidades de Internação 110 (71,9) 43 (28,1)
Cargo
Enfermeiro 45 (81,8) 10 (18,2) 0,588*
Técnico/Auxiliar de Enfermagem 220 (78,6) 60 (21,4)
Tempo no cargo
Até 7 anos 180 (76,6) 55 (23,4) 0,215*
De 8 a 14 anos 49 (86,0) 8 (14,0)
15 ou mais 36 (83,7) 7 (16,3)
Turno categorizado
Diurno 117 (76,5) 36 (23,5) 0,277*
Noturno 148 (81,3) 34 (18,7)
Outro emprego
Não 208 (79,4) 54 (20,6) 0,808*
Sim 57 (78,1) 16 (21,9)
Quadrantes Demanda-Controle
Baixo Desgaste 69 (90,8) 7 (9,2) 0,000*
Trabalho Passivo 76 (90,5) 8 (9,5)
Trabalho Ativo 74 (72,5) 28 (27,5)
Alto Desgaste 46 (63,0) 27 (37,0)

Na Tabela 5 apresentam-se os resultados da análise ajustada entre os quadrantes do MDC e DPM. Verificou-se que os trabalhadores alocados nos quadrantes trabalho ativo e alto desgaste apresentaram respectivamente chances 3,5 e 4,7 vezes maiores para o desenvolvimento de DPM, quando comparados aos classificados no quadrante baixo desgaste, mesmo após ajustes pelos potenciais fatores de confundimento (setor de trabalho e tempo na função).

Tabela 5 - Análise multivariada dos quadrantes demanda-controle e DPM - Porto Alegre, RS, out. 2010 a abr. 2011 

Variáveis de estudo DPM
OR IC – 95% p
Quadrantes D-C
Baixo Desgaste* 1,0 .........
Trabalho Passivo 1,020 0,345 – 3,017 0,972
Trabalho Ativo 3,528 1,431 - 8,697 0,006
Alto Desgaste 4,778 1,888 - 12,091 0,001
Setor de trabalho
Unidade de Emergência* 1,0 .........
Unidade de Intensivismo 0,704 0,296 - 1,674 0,427
Unidade de Internação 1,641 0,770 - 3,497 0,200
Tempo no Cargo
Até 7 anos* 1,0 .......
De 8 a 14 anos 0,647 0,276 - 1,513 0,315
15 ou mais 0,740 0,292 - 1,877 0,526

Discussão

Os resultados deste estudo evidenciaram prevalência de 20,6% de DPM nos trabalhadores de enfermagem estudados e associação positiva entre DPM (SRQ20) e estresse laboral (MDC).

Em estudo realizado com trabalhadores da rede básica de saúde de Botucatu, a prevalência de DPM foi de 42,6%(12). Foi ainda maior em uma investigação realizada com professores da rede municipal na Bahia (55,9%)(13). Outras pesquisas com trabalhadores de enfermagem, uma no Rio Grande do Sul e outra na Bahia, encontraram prevalências de DPM de 18,7%(14) e 33,3%(15), respectivamente.

Quanto às questões do SRQ 20, a categoria de humor depressivo-ansioso (principalmente "sente-se nervoso, tenso ou preocupado") e sintomas somáticos (dorme mal e tem dores de cabeça frequentemente) foram as mais prevalentes na opção "sim". Já as questões relacionadas a pensamentos depressivos foram as de menor prevalência. Outro estudo também encontrou resultados semelhantes(13).

No grupamento diminuição de energia, os percentuais relacionados a cada questão não extrapolaram 27% e a questão específica relacionada ao sofrimento no trabalho situou-se entre os percentuais mais baixos do SRQ 20. Em estudo realizado com trabalhadores de enfermagem, constatou-se que as estratégias de enfrentamento criadas pela coletividade trabalhadora caracterizam a relação de sobrevivência do indivíduo em situações desfavoráveis do trabalho, representando importante fator de proteção à saúde dos profissionais de enfermagem inseridos no contexto de trabalho estudado(16).

O aspecto acima, neste e naquele estudo, pode estar retratando uma versatilidade do trabalhador em busca de estratégias de enfrentamento de possíveis situações de sofrimento/estresse(17) como "sofrimento criativo", reforçando o foco em cuidar de pacientes e seus familiares, o que pode contribuir para a maior prevalência em quase todas as questões do grupamento de sintomas somáticos.

No entanto, aspectos prevalentes neste estudo, como os sinalizados nas categorias de humor depressivo-ansioso e sintomas somáticos, devem ser problematizados e discutidas suas consequências no processo de trabalho diário dos profissionais. Dor de cabeça e falta de sono podem comprometer a atenção exigida no processo de cuidar e contribuir para a ocorrência de incidentes que comprometam a segurança do paciente e do trabalhador. Além disso, em função do caráter relacional do trabalho em enfermagem, podem produzir irritabilidade e gerar conflitos e dificuldades interpessoais com os demais membros da equipe, gestores e com o usuário e sua família. Esses aspectos são pouco valorizados no cotidiano e nas avaliações de eventos adversos que ocorrem frequentemente no cuidado em enfermagem.

Quanto ao estresse laboral, os trabalhadores de enfermagem encontram-se prevalentemente no trabalho ativo e no trabalho passivo. Em outros dois estudos com trabalhadores de enfermagem esse aspecto também foi avaliado. No primeiro(14), houve prevalência no quadrante trabalho passivo (29,9%), seguido pelo trabalho ativo (28,5%), e menor prevalência no alto desgaste (21,2%). No segundo estudo(18), foi encontrada maior prevalência de trabalhadores no trabalho passivo (35,6%), seguido pelo baixo desgaste (26,5%), e também prevalência do quadrante alto desgaste em torno de 21%.

Na busca de associação da ocorrência de DPM com as variáveis estudadas nesta pesquisa, foi encontrada associação do setor de trabalho (principalmente as unidades de internação) e dos quadrantes demanda-controle (principalmente do trabalho ativo) na avaliação estatística inicial. No entanto, quando a análise estatística foi aprimorada com o uso da regressão logística, apenas os quadrantes demanda-controle permaneceram associados, demonstrando que as chances de ocorrência de DPM são maiores no quadrante alto desgaste, o que reforça as indicações dos autores do modelo MDC quanto a este quadrante ser o de maior risco para a saúde(3).

Outros estudos também buscaram realizar esta análise. Em estudo com trabalhadores da rede de saúde, houve associação dos quadrantes com a ocorrência de DPM, sendo que, dos trabalhadores que estavam no quadrante alto desgaste, 64,4% apresentaram DPM e, dos que estavam no quadrante trabalho ativo, 43,2% apresentaram DPM(12).

Outro estudo realizado com professores da rede municipal em Santa Vitória da Conquista (Bahia) demonstrou maior prevalência de DPM em professores classificados no quadrante alto desgaste (77,8%), seguidos daqueles classificados no de trabalho ativo (62,4%) e no de trabalho passivo (51,8%). Também foram evidenciadas chances quase duas vezes maiores de desenvolvimento de DPM nos professores alocados nesses quadrantes, quando comparados aos do quadrante baixo desgaste(13).

Corroborando os dados desta pesquisa, um estudo com trabalhadores de enfermagem que buscou elucidar os aspectos acima encontrou associação (p<0,05) dos quadrantes alto desgaste (OR=4,6; IC= 2,45-8,82) e trabalho ativo (OR=2,78; IC=1,40-5,51) com os DPM(15). Outra investigação com a mesma população revelou, após regressão logística, que os trabalhadores no quadrante alto desgaste também tiveram chances aumentadas de desenvolvimento de DPM em 2,76 vezes (IC95%=1,21-6,27), quando comparados aos que estavam no quadrante baixo desgaste(14).

O trabalho ativo é considerado pelos autores do MDC como um quadrante com pouca associação com agravos à saúde do trabalhador(3). Entretanto, esse achado merece reflexão, pois, dadas as demandas da área da saúde e o grande comprometimento com as ações de cuidado, os trabalhadores alocados neste quadrante apresentam desgaste psicológico, apesar de considerarem que têm oportunidades de aprendizado, tomada de decisão e autonomia, entre outros aspectos, característicos da dimensão alto controle sobre o trabalho.

Tal fato foi analisado na combinação de dois modelos de estresse no trabalho (demanda-controle e desequilíbrio esforço-recompensa) e a saúde autorreferida por trabalhadores da enfermagem. Obteve-se maiores chances para a situação de saúde autorreferida como ruim quando o trabalhador possuía excesso de comprometimento com o trabalho, independente da idade, escolaridade, tipo de contrato de trabalho e número de empregos(19).

Há de se considerar ainda que as atividades dos profissionais de saúde são fortes geradoras de tensão, devido a jornadas de trabalho prolongadas, número limitado de profissionais e desgaste psicoemocional nas tarefas realizadas em ambiente hospitalar. Esse desgaste pode "se aproximar do sofrimento psíquico, pela potencialização da exposição à carga psíquica e não pelo convívio com o objeto de trabalho (...), mas sim pelas condições de trabalho em que estão inseridos esses trabalhadores de enfermagem"(20).

A associação do quadrante trabalho ativo com os DPM precisa ser analisada, uma vez que nele os trabalhadores percebem-se com alta demanda, mas também com alto controle sobre o trabalho. Os achados deste estudo evidenciam que o alto controle não foi efetivo na redução dos efeitos da alta demanda psicológica nos trabalhadores. Este aspecto também foi apontado em outro estudo(15).

Os achados deste estudo, que também são reforçados em publicações semelhantes, trazem subsídios relevantes para que discussões e reflexões possam ser realizadas no intuito de vislumbrar estratégias para minimizar a ocorrência de agravos à saúde dos trabalhadores em geral e, mais especificamente, dos trabalhadores de enfermagem. Existe a necessidade de implementação de programas de assistência à saúde do trabalhador, com o intuito de minimizar os efeitos do estresse no estado de saúde dos enfermeiros a partir da identificação de sinais e sintomas(21). A exposição às cargas psíquicas impacta a saúde psíquica e emocional das pessoas, prejudicando sua racionalidade e bem-estar social e físico(22), entre outros.

Conclusão

Considera-se que, dentro das limitações intrínsecas ao estudo transversal, no qual não é possível concluir a respeito de relações causais, os resultados observados contribuem para reforçar alguns achados de outros estudos, consolidando o referencial teórico adotado.

Evidenciou-se que 20,6% dos trabalhadores de enfermagem pesquisados possuíam suspeição para DPM e que isso está associado ao estresse no trabalho. A pesquisa revelou que os trabalhadores alocados nos quadrantes alto desgaste e trabalho ativo têm mais chances de desenvolver DPM, quando comparados aos do quadrante baixo desgaste.

Destaca-se que o trabalho ativo é um quadrante considerado de ampla autonomia profissional e com efeitos psicológicos benéficos. Este achado necessita de investigações mais amplas no sentido de entender outros aspectos que podem estar interferindo ou reforçando os efeitos da demanda psicológica e do controle dos trabalhadores sobre o trabalho, como, por exemplo, gravidade/dependência dos pacientes, dimensionamento de pessoal, estilos de liderança, relações conflituosas, entre outros, ampliando a discussão para aspectos intrínsecos do trabalho em enfermagem que podem contribuir para o estabelecimento de agravos à saúde mental dos trabalhadores de enfermagem.

Com base nos resultados alcançados, embora focados em um grupo de trabalhadores de uma única instituição, o percentual de DPM e sua relação com o estresse laboral devem ser analisados pelos profissionais e gestores institucionais, a fim de conhecer, refletir e identificar as implicações desses resultados no desempenho e na satisfação no trabalho, na preservação da segurança do paciente e do trabalhador.

REFERÊNCIAS

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* Extraído do trabalho de conclusão de curso “Estresse no trabalho e distúrbios psíquicos menores em trabalhadores de enfermagem em um hospital universitário”, Faculdade de Enfermagem, Nutrição e Fisioterapia da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, 2011.

Recebido: 16 de Maio de 2012; Aceito: 17 de Junho de 2013

Correspondência: Janete de Souza Urbanetto, Av. Ipiranga, 6681, Prédio 12, 8º andar - Bairro Partenon, CEP 90619-900 - Porto Alegre, RS, Brasil