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Revista Brasileira de Ciência do Solo

On-line version ISSN 1806-9657

Rev. Bras. Ciênc. Solo vol.24 no.3 Viçosa July/Sept. 2000

https://doi.org/10.1590/S0100-06832000000300018 

NOTA

 

Tolerância de perda de solo por erosão para os principais solos do estado de Santa Catarina(1)

 

Soil loss tolerance by erosion for Santa Catarina state soils

 

 

I. BertolI; J. A. AlmeidaII

IEngenheiro-Agrônomo, Professor do Departamento de Solos da Universidade do Estado de Santa Catarina - CAV/UDESC, Caixa Postal 281, CEP 88520-000 Lages (SC). Bolsista do CNPq. E-mail a2ib@cav.udesc.br
IIEngenheiro-Agrônomo, Professor do Departamento de Solos, CAV/UDESC. Bolsista do CNPq. E-mail a2jaa@cav.udesc.br

 

 


RESUMO

A tolerância de perda de solo por erosão refere-se a um limite de perda que ainda mantenha alto nível de produtividade das culturas, econômica e indefinidamente, podendo ser utilizada na Equação Universal de Perda de Solo, além da forma usual, como um critério para definir a distância entre terraços numa lavoura. Este trabalho foi desenvolvido no Centro de Ciências Agroveterinárias de Lages (SC), em 1998, com o objetivo de estabelecer a tolerância de perda de solo por erosão hídrica para 73 perfis de solo do estado de Santa Catarina, agrupados em 19 classes, utilizando três métodos. O Método I, baseado na profundidade efetiva do solo e na relação textural entre os horizontes B e A; o Método II, para o qual se incluiu no Método I o teor de argila no horizonte A, e o Método III, para o qual se incluiu no Método II o teor de matéria orgânica na camada de 0-20 cm e o grau de permeabilidade do solo. Os valores de tolerância de perda de solo variaram de 0,15 a 1,16 mm ano-1 (equivalente a 1,88 a 14,50 Mg ha ano-1, respectivamente) para os solos estudados, dependendo do tipo de solo e do método utilizado na estimativa. Os Latossolos (com exceção do Bruno/Roxo), Podzólicos, Terras Brunas Estruturadas, Cambissolos e Areias Quartzozas apresentaram menor tolerância de perda de solo pelo Método III, enquanto os Litólicos, Brunizém Avermelhado, Terras Vermelha/Brunada e Roxa Estruturadas e Latossolo Bruno/Roxo apresentaram a mesma tolerância de perda de solo em todos os métodos estudados, razão por que, para estes solos, pode ser usado qualquer um dos métodos para estimar sua tolerância.

Termos de indexação: Equação Universal de Perda de Solo, profundidade efetiva, relação textural, taxa de erosão.


SUMMARY

Soil loss tolerance refers to the maximum rate of annual soil loss that will permit crop productivity to be obtained economically and indefinitely. Besides the usual form, it can also be used in the Universal Soil Loss Equation as a criteria to better define terrace spacing on croplands. This research work was developed during 1998, at the Agroveterinary Center/UDESC, in Lages, Santa Catarina, Brazil, to establish soil loss tolerance values by water erosion for 73 soil profiles of Santa Catarina, grouped within 19 taxonomic classes, and using three methods: (a) Method I, based on both rooting depth and textural ratio between B and A horizons; (b) Method II, similar to Method I, plus the clay content in the A horizon; and (c) Method III, similar to Method II, plus the organic matter content in the 0-20 cm soil depth and the soil permeability of the soil profile. Tolerance values for the studied soils varied from 0.15 to 1.16 mm year-1, depending on both soil type and estimation method. Latosols (except for the brown/reddish), Podzolic soils, brown structured earth, Cambisols, and Quartz sands showed lower values of soil loss tolerance by method III - which is suggested for estimating T-values for these soils - than methods I and II. Litolic soils, brunizens, red and brown/reddish structured earth, and brown/reddish Latosols showed similar soil loss tolerance values, regardless of the method used. Therefore, for these soils, any of the three methods studied can be used for estimating soil loss tolerance values.

Index terms: Universal Soil Loss Equation, soil loss tolerance, effective soil depth, textural relation, erosion rate.


 

 

Texto completo disponível apenas em PDF.

Full text available only in PDF format.

 

 

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Recebido para publicação em fevereiro de 1999
Aprovado em maio de 2000

 

 

(1) Trabalho desenvolvido com recursos parciais do CAV/UDESC. Apresentado na II Reunião Sul Brasileira de Ciência do Solo, Santa Maria (RS), 1998.

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