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Revista Brasileira de Fruticultura

Print version ISSN 0100-2945On-line version ISSN 1806-9967

Rev. Bras. Frutic. vol.29 no.2 Jaboticabal Aug. 2007

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-29452007000200001 

A espécie Theobroma cacao: novas perspectivas para a multiplicação de cacaueiro

 

 

O cacaueiro é uma planta originária da floresta tropical úmida americana. Embora sejam conhecidas 22 espécies pertencentes ao gênero Theobroma, algumas com potencial para fruta de mesa, como a Theobroma cacao, é quase a única economicamente explorada para produzir sementes que, após secas e beneficiadas, irão compor a base de chocolates e derivados. No que se refere à multiplicação de cacaueiro, durante as décadas de 70 e 80, foram implantados no Brasil mais de 200 mil hectares usando sementes. Essa opção foi resultado da facilidade de plantar e manejar plantas originárias de sementes e principalmente devido à boa produção dos híbridos e/ou das variedades cultivadas. A propagação vegetativa por estaquia, em cacaueiro, não é uma técnica nova, pois já vinha sendo usada na América Central desde o século passado, e a primeira experiência bem-sucedida foi realizada em Trinidad, em 1931. A partir do ano de 1997, foi intensificada a pesquisa e a produção de mudas clonais em larga escala, no Estado da Bahia, onde se destacam os seguintes resultados: (i) as condições ótimas para enraizamento são 90 a 100 % de umidade relativa, 15 a 20 % de luminosidade e temperaturas que não excedam 30 ºC; (ii) estaca semilenhosa apresenta maior percentual de enraizamento; (iii) a redução do tamanho das folhas na estaca é necessária; (iv) existem diferenças entre clones quanto à capacidade de enraizar; (v) o enraizamento aumenta com utilização de plantas-matrizes jovens; (vi) o uso do regulador de crescimento AIB, na dose de 6.000 mg, incrementa o enraizamento. Mais recentemente, verificou-se que a substituição de estacas de 16 cm (estaquia convencional), por miniestacas de 4 a 6 cm, aumenta o rendimento por planta matriz, e que a técnica de jardim clonal em viveiro pode reduzir em até 80% o espaço necessário para a manutenção das plantas-matrizes. A miniestaquia também melhora os protocolos de enraizamento que atualmente elevam custos de produção das mudas pela impossibilidade de reaproveitamento dos substratos. Dentre os novos desafios da produção e comercialização de mudas de cacaueiros, destacam-se as mudas originadas de ramos ortotrópicos e a comercialização de miniestacas em bandejas de isopor, com 50 dias de idade, para serem transplantadas para sacos de polietileno na propriedade rural.

 

GEORGE ANDRADE SODRÉ
Pesquisador Ceplac-Cepec & Professor Uesc-DCAA
sodre@cepec.gov.br

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