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Radiologia Brasileira

versão On-line ISSN 1678-7099

Radiol Bras v.37 n.4 São Paulo jul./ago. 2004

https://doi.org/10.1590/S0100-39842004000400022 

RESUMO DE TESE

 

Estudo comparativo de diversas técnicas de ressonância magnética ponderadas em T2 na detecção de pequenos nódulos hepáticos

 

Autora: Gláucia Andrade e Silva Palácio.
Orientador: Giuseppe D'Ippolito. Co-orientador: Dario Ariel Tiferes.

Tese de Doutorado. Unifesp-EPM, 2004.

 

OBJETIVOS: Determinar a sensibilidade de detecção de nódulos hepáticos de até 3 cm de diâmetro em seis seqüências TSE ponderadas em T2; comparar a sensibilidade de detecção desses nódulos entre seqüências realizadas com sincronizador respiratório e em apnéia, com e sem supressão de gordura, e com bobina de corpo ou bobina de sinergia.
MÉTODOS: Foram incluídos na análise estatística 30 pacientes com 80 nódulos, que foram submetidos a exames de ressonância magnética do abdome, realizando seis seqüências TSE ponderadas em T2, com parâmetros técnicos semelhantes, diferindo quanto à utilização de sincronizador respiratório e apnéia, supressão de gordura e bobina de corpo ou de sinergia. Entre os 80 nódulos, 33 eram menores ou iguais a 1 cm, 32 maiores que 1 cm e menores ou iguais a 2 cm, e 15 maiores que 2 cm e menores ou iguais a 3 cm. Dois observadores (Observador 1 e Observador 2), de forma independente, analisaram cada seqüência separadamente. A concordância interobservador foi avaliada pelo teste de Wilcoxon. Foram calculados o valor preditivo positivo e a sensibilidade de cada técnica utilizada e o teste do qui-quadrado para estabelecer diferenças estatisticamente significantes (p 0,05).
RESULTADOS: A concordância interobservador foi considerada boa, pois, utilizando o teste de Wilcoxon, não houve diferença estatisticamente significante na maioria das comparações das análises dos dois observadores. As seqüências mais sensíveis na detecção de nódulos menores ou iguais a 3 cm foram as realizadas com sincronizador respiratório (Observador 1: 86,36%, 78,48%, 75,0%; Observador 2: 83,33%, 79,75%, 73,75%), e as menos sensíveis foram aquelas realizadas em apnéia (Observador 1: 67,53%, 63,75%, 58,22%; Observador 2: 64,93%, 56,25%, 58,22%). Comparando as duas técnicas de controle de artefato de respiração, as seqüências realizadas com sincronizador respiratório foram estatisticamente melhores do que aquelas realizadas em apnéia. Embora as seqüências com supressão de gordura tenham apresentado sensibilidade maior do que as realizadas sem supressão de gordura na detecção de todos os nódulos, não houve diferença estatisticamente significante. Porém, na detecção de nódulos menores ou iguais a 1 cm, as seqüências com supressão de gordura foram mais sensíveis e com diferença estatisticamente significante. A sensibilidade das seqüências realizadas com bobina de sinergia foi estatisticamente superior à da realizada com bobina de corpo para apenas um dos observadores.
CONCLUSÕES: As melhores seqüências na detecção de nódulos hepáticos de até 3 cm são as seqüências realizadas com sincronizador respiratório, independentemente da presença ou não de supressão de gordura e da bobina de radiofreqüência utilizada. Existe uma tendência das seqüências realizadas com supressão de gordura e das seqüências realizadas com bobina de sinergia serem mais sensíveis na detecção desses nódulos do que as seqüências sem supressão de gordura e com bobina de corpo.

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