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Revista Brasileira de Educação Médica

versão impressa ISSN 0100-5502

Rev. bras. educ. med. vol.37 no.3 Rio de Janeiro jul./set. 2013

https://doi.org/10.1590/S0100-55022013000300018 

RELATO DE EXPERIÊNCIA

 

A atenção primária na formação médica: a experiência de uma turma de medicina

 

Primary care in medical training: the experience of a medicine class

 

 

Clarissa França Tavares de Souza; Diandra Lourena Lopes de Oliveira; Gabriella da Silva Monteiro; Haiana Madeiro de Melo Barboza; Gustavo Piech Ricardo; Manuel Cavalcante de Lacerda Neto; Tereza Angélica Lopes de Assis; Alexandre Costa Moura

Universidade Federal de Alagoas, Maceió, AL, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

A partir da criação do Sistema Único de Saúde (SUS) e da implantação do Programa Saúde da Família (PSF), exige-se que os novos profissionais da saúde pública desenvolvam, desde os cursos de graduação, visão integral do paciente e olhar crítico para a realidade da comunidade e para sua própria atuação no PSF. Com esse objetivo, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Famed-Ufal), em 2005, introduziu modificações curriculares que permitem aos estudantes uma vivência mais ampla no contexto da Atenção Primária à Saúde (APS). Este relato discorre, por meio da análise qualitativa de diários de campo, sobre as experiências de 22 acadêmicos de Medicina do segundo período durante as aulas práticas em uma comunidade coberta pelo PSF. Oitenta e seis por cento dos alunos observaram algum tipo de dificuldade enfrentada pela Unidade de Saúde; 95% destacaram a correspondência entre aulas práticas e o processo de aprendizagem; e 59% apontaram a importância da relação médico-paciente. Desta forma, o contato inicial do estudante de Medicina com os serviços de APS deve ser vivenciado de forma ativa e crítica, com estímulos para que investigue aspectos desconhecidos para ele até então.

Palavras-chave: Atenção Primária à Saúde; Estudantes de Medicina; Estudos Interdisciplinares; Saúde Pública.


ABSTRACT

Since the creation of the Unified Health System (SUS) and the implementation of the Family Health Program (PSF), a requirement has emerged for new public health professionals to develop, since their undergraduate courses, the capacity to have a holistic understanding of the patient and a critical vision of the community and performance in the PSF. Thus, in 2005 the Federal University of Alagoas medical course introduced some curricular reforms to provide students broader experience in Primary Health Care settings. This article describes, through qualitative analysis of log-books, the experiences of 22 first year students during their practical classes in a community covered by the PSF. 86% of the students observed some degree of difficulty faced by the Health Unit; 95% stressed the correspondence between practical classes and the learning process; and 59% indicated the importance of the doctor-patient relationship. Thus, the medical student's initial contact with primary health care services should be experienced in an active and critical manner, with encouragement to investigate aspects previously unknown to him or her .

Keywords: Primary Health Care; Medical Students; Interdisciplinary Studies; Public Health.


 

 

INTRODUÇÃO

A criação do Sistema Único de Saúde (SUS), em 1988, impulsionou uma série de mudanças na educação médica, que já vinha ocupando lugar de destaque nas discussões sobre os modelos de saúde que compõem as atuais práticas médicas1. Além das proposições concernentes à transição do paradigma flexneriano - baseado no modelo do médico mecanicista, que valorizava apenas a produtividade em detrimento da relação profissional-paciente, focando instrumentos de diagnóstico e uso de drogas2 - para o modelo biopsicossocial, somava-se às discussões a necessidade de atender aos princípios do novo sistema de saúde vigente no País.

Estes princípios - incluindo a universalidade, equidade e integralidade - são os norteadores das Diretrizes Curriculares dos Cursos de Graduação em Medicina3 (Parecer CNE/CES nº 1.133/2001), homologadas como um passo decisivo para o processo de reformulação curricular centrado numa formação generalista, crítica, reflexiva e humanista4, bem como da Política Nacional de Educação Permanente em Saúde5, implementada pelo Ministério da Saúde pela Portaria MS/GM nº 1.996/2007.

Neste sentido, o impacto da criação do SUS e da implantação da Saúde da Família como projeto de reorientação e reorganização dos serviços e das práticas profissionais evidenciou o descompasso entre o ensino da Medicina e as necessidades da população brasileira6.

Desta forma, deu-se início a significativas reformas no plano curricular nos cursos de graduação em saúde, situação esta que repercutiu em escolas médicas por todo o País, incluindo a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Alagoas (Famed-Ufal).

Para tanto, é necessário traçar estratégias de ensino que possibilitem ao aluno vivenciar a Atenção Primária em seu contexto mais amplo: no contato direto com os usuários do sistema de saúde, com as equipes de Saúde da Família e nos ambientes onde esta prática se desenvolve.

Uma das formas de alcançar mudanças no campo da saúde foi aproximar a universidade dos serviços de saúde, introduzindo o aluno de Medicina nas unidades da rede, para conhecerem a realidade e as práticas de saúde também coletivamente, isto é, com pessoas que, juntas, refletissem sobre e vivenciassem experiências de trabalho em saúde7 (p. 173).

Foi com esta perspectiva que a Famed introduziu modificações curriculares em 2005, concebendo a existência do Eixo de Aproximação à Prática Médica e Comunidade. Este se inicia no primeiro período e vai até o oitavo, com atividades teóricas e práticas em comunidade que concentram o campo da Saúde Coletiva e ofertam as disciplinas de Ciências Sociais em Saúde, Epidemiologia Descritiva e Analítica, Bioestatística, Vigilância em Saúde, Gestão e Políticas Públicas de Saúde, Organização de Serviços e Modelos Assistenciais e Saúde do Trabalhador8. O novo currículo propõe ainda que o aluno se familiarize e interaja com seu futuro ambiente profissional e com o paciente, acelerando, portanto, o desenvolvimento de sua identidade médica.

O contato precoce dos alunos de Medicina com a clínica por períodos breves de alguns dias a várias semanas, no início do curso de Medicina, pode lançar as bases que permitem ao estudante de Medicina apreender o sentido de toda a formação médica, aprendendo sobre as pessoas no contexto dos seus problemas de saúde9 (p. 161).

Assim, o aluno de Medicina da Ufal é inserido em uma comunidade, na Unidade Básica de Saúde (UBS) da mesma, desde o início do curso médico, sob a responsabilidade dos docentes do eixo. A partir do nono período, ele permanece nesse ambiente de aprendizagem, porém passa a desenvolver as atividades próprias do internato, acompanhadas diretamente pelo médico-preceptor da equipe de Saúde da Família e supervisionadas pelo professor.

Tendo em vista essas recentes abordagens em educação médica, este trabalho visa descrever e discutir a experiência de um grupo de acadêmicos de Medicina na UBS e na comunidade durante as aulas práticas da disciplina de Saúde e Sociedade II (SSII).

 

METODOLOGIA

Foi realizado um estudo qualitativo - utilizando-se os diários de campo escritos por 22 estudantes de Medicina da Ufal - e descritivo - mediante observação participante, que consiste na inserção do pesquisador no grupo observado, tornando-se parte dele para interagir com os sujeitos e partilhar o seu cotidiano a fim de sentir o que significa estar naquela situação10. Os cenários de prática foram a Unidade Básica de Saúde (UBS) Village Campestre I e residências de usuários cadastrados nesta mesma UBS, visitados durante as aulas práticas de Saúde e Sociedade II, ocorridas no período de setembro a novembro de 2011.

A ferramenta de pesquisa utilizada foram os diários de campo preenchidos por estes estudantes. Tal instrumento é pessoal e intransferível, e sobre ele o pesquisador se debruça no intuito de construir detalhes cujo somatório vai congregar os diferentes momentos da pesquisa11.

Ao término de cada visita de campo, os alunos participavam de uma roda de discussões na qual eram estimulados a refletir e a expressar suas opiniões sobre as atividades do dia. Além disto, foram orientados a escrever sobre os seguintes aspectos em seus diários: visão geral da vivência naquele dia; relação das atividades com sua aprendizagem; pontos negativos da experiência.

Para garantir o anonimato dos alunos que consentiram com esta pesquisa, foi criada uma numeração aleatória de A1 a An (n máx. = 22). Em seguida, os diários foram submetidos a uma leitura detalhada e exaustiva, identificando-se as unidades de registro, que foram classificadas em categorias emergentes. Esta etapa exigiu dos pesquisadores um manejo de grande volume de informações e, para tanto, seguiu-se a orientação de Duarte12:

As muitas leituras do material de que se dispõe, cruzando informações aparentemente desconexas, interpretando respostas, notas e textos integrais que são codificados em "caixas simbólicas", categorias teóricas ou "nativas" ajudam a classificar, com um certo grau de objetividade, o que se depreende da leitura/interpretação daqueles diferentes textos. (p. 152)

Para analisar os registros dos alunos, foi utilizada a técnica de análise de conteúdo, como procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo de mensagens, além de temática e frequencial13. As demais atividades desenvolvidas pelos alunos durante a experiência na UBS e comunidade, bem como a elaboração do relatório final do eixo curricular pelas equipes, também foram descritas e discutidas.

Este projeto foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa e Ensino do Centro Universitário Cesmac (Coepe), com o número de registro 25000.196371/2011-70.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Percepção dos Estudantes durante as Aulas na Comunidade

Com base em repetidas leituras dos diários de campo, foram criadas sete categorias que contemplam as opiniões e relatos exprimidos pelos estudantes em relação às atividades desenvolvidas (Tabela 1). Dentre elas, as reflexões sobre aulas práticas e processo ensino-aprendizagem tiveram grande destaque, com um percentual de 95% de abordagem. Neste aspecto, Pereira et al.14 expõem que as aulas práticas fornecem aos alunos de graduação melhor compreensão dos assuntos abordados em sala de aula, gerando nos graduandos sinais de confiança quando saírem para o mercado de trabalho ou buscarem alternativas, como projetos de pesquisa.

 

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Além disso, verificou-se que 50% dos estudantes mencionaram a aquisição de habilidades médicas, que não se restringiram às técnicas clínicas, como aferição de pressão ou relação cintura/quadril, mas envolveram também o desenvolvimento de uma boa relação médico-paciente, que pode ser definida como um processo especial de interação humana, e que está na base da prática clínica em suas dimensões técnica, humanística, ética e estética15.

Nos relatos dos diários de campo foram frequentes as observações dos alunos em relação à falta de estrutura física da UBS e à ausência de materiais e equipamentos. Tais situações, quando somadas, conduzem a atrasos e menor eficiência dos atendimentos aos pacientes, gerando desconforto generalizado na Unidade de Saúde e dificultando o ensino. Para Trajmanetal16, as condições de infraestrutura precisam ser adequadas ao acolhimento do estudante, fato este relatado por 59% dos alunos (Tabela 2), que identificaram dificuldades de infraestrutura enfrentadas pela UBS Village I.

 

 

O contato com essa situação contribuiu para que os discentes pudessem analisar a realidade com que irão se deparar ao ingressarem no campo de trabalho como profissionais no SUS. A exemplo, foram citados a carência de recursos materiais e o esforço realizado pelos funcionários para garantir a continuidade dos procedimentos técnicos, como evidenciado na seguinte declaração:

"Pode-se citar a falta de infraestrutura da UBS, que se assemelha muito a uma casa. Acompanhando o atendimento tanto da médica como da dentista, ficou muito claro que as condições de trabalho não são adequadas, faltando instrumentos básicos de trabalho, como esfigmomanômetro, e muitas vezes os próprios profissionais acabam por comprar com dinheiro próprio materiais básicos necessários, como luvas, por exemplo." (A3)

Foi ressaltada também a importância do estabelecimento de vínculo entre os profissionais da UBS e a comunidade no que tange ao sucesso da adesão ao tratamento e das atividades de promoção e prevenção em saúde. Crevelim e Peduzzi17 acrescentam que um dos grandes desafios da equipe de saúde é construir possibilidades para que a população seja integrada ao processo de construção do trabalho em equipe. Essa questão é ratificada por um dos estudantes, segundo o qual a aula de campo permitiu:

"[...] ter um contato mais aprofundado com o pessoal da comunidade, estabelecendo um vínculo e relação com o paciente. Ver que a ação do médico na UBS, mesmo na consulta com o paciente, estende-se até os hábitos de família desse paciente e seu melhor tratamento." (A5)

Além disso, a possibilidade de aplicar na prática o que foi estudado na teoria em sala de aula foi motivo de satisfação pessoal para muitos alunos, como mostram estes depoimentos:

"[...] as entrevistas contribuíram para pôr em prática e treinar aferição de pressão, pulso, IMC e circunferência abdominal e de quadril. Desenvolvemos nossas habilidades." (A14)

"As atividades foram enriquecedoras. Pude ver na prática o que havia visto na teoria (tutoria). Isso aproximou a atividade das matérias de SSII com BMFII [Bases morfofisiológicas]." (A16)

Num estudo com 47 estudantes de Medicina da UFMG, Massote et al.18 identificaram uma percepção positiva do aluno sobre a inserção na APS, evidenciando a aprendizagem sobre o processo saúde-doença, o estabelecimento de vínculos com os pacientes e o conhecimento sobre o SUS.

Outro fator importante é o exercício do diálogo entre aluno e paciente. Na comunidade, o aluno está numa posição privilegiada para aprender as atividades preventivas, assim como a complexidade e a importância da relação médico-paciente e da longitudinalidade da atenção19. Isto foi expresso no depoimento a seguir:

"As atividades realizadas não são importantes só por visarem à prevenção, promoção, diagnóstico e acompanhamento, mas também por exercitarem a relação entre nós como futuros médicos e os usuários da UBS." (A3)

A experiência com a produção técnica e científica

Além das atividades em campo, os acadêmicos foram encarregados de elaborar um relatório qualitativo e quantitativo baseado nas entrevistas que fizeram com os usuários da UBS e nos diários de campo. Durante a confecção do documento, os alunos foram divididos em quatro equipes, cujas funções eram: (a) transcrição e análise dos diários de campo; (b) análise estatística das entrevistas; (c) redação e estruturação do relatório; (d) confecção de um mapa falante - recurso que representa uma localidade geograficamente e permite traçar o perfil epidemiológico da comunidade assistida por meio de marcadores móveis que determinam residências-alvo para a ação da Equipe de Saúde da Família (ESF).

A construção do relatório contribuiu para o desenvolvimento de habilidades de pesquisa, tais como: capacidade de trabalhar em grupo, organização, processamento de dados em programas gráficos e estatísticos (AutoCAD, Epi-Info e Microsoft Excel), elaboração de literatura científica e responsabilidade com prazos. Este tipo de estratégia pedagógica auxilia a prevenir a situação alertada por Maia20, na qual alunos que frequentam o último ano dos cursos de graduação, muitas vezes, não conhecem as mais elementares normas envolvidas na elaboração de textos científicos.

Cardoso et al.21 defendem maior participação docente e discente nas atividades de pesquisa científica em contraposição ao ensino exclusivamente voltado à assistência hospitalar e às aulas teóricas. Um estudo feito na escola médica da Universidade de Stanford constatou que quase todos os estudantes entrevistados, de um total de 70% do corpo discente dessa faculdade, viam aspectos positivos em seu envolvimento com a pesquisa acadêmica, entre eles a aquisição de habilidades de fazer perguntas, revisar a literatura criticamente e analisar dados22.

Incorporando a importância da relação entre o espaço e a saúde para o planejamento de ações em saúde23, foi confeccionado o mapa falante, como forma de retribuir a assistência da ESF para com os alunos, uma vez que o antigo mapa da UBS foi destruído durante o período de chuvas. Esse recurso pode ser utilizado como um instrumento de apoio durante as visitas domiciliares, permitindo maior agilidade, organização e planejamento das ações de saúde em favor da comunidade, o que está de acordo com o relato:

"Aprendemos muito mais do que em sala de aula com aulas teóricas. Foi muito bom ter visto o mapa temático da região e tomarmos consciência de que iremos facilitar o trabalho da equipe, fazendo um mapa novo." (A14)

Dessa forma, ressaltamos a necessidade de que o grupo de alunos - seja do curso de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia ou de qualquer outro da área de saúde - deixe uma marca positiva na comunidade e na unidade de saúde das quais participou durante sua formação acadêmica.

 

CONCLUSÕES

Com base nos depoimentos obtidos, identificamos temas de maior interesse dos alunos, tais como: infraestrutura e funcionamento da UBS, relação médico-paciente e aplicação prática dos conhecimentos teóricos.

Reconhecemos que o relato apresentado caracterizou um grupo restrito de alunos. No entanto, a vivência didático-pedagógica construída com esses estudantes representa os esforços de uma faculdade de Medicina para se adequar às recentes reformas curriculares que vêm ocorrendo em todo o País.

Dessa forma, ao lançar um olhar retrospectivo sobre esta experiência, percebemos a necessidade de desenvolver abordagens pedagógicas que possibilitem ao estudante das ciências médicas interagir com a comunidade e a unidade de saúde de forma sadia e produtiva. Ressaltamos ainda que, neste contato inicial com o SUS, o graduando deve ser estimulado a se familiarizar com o mesmo, porém de forma ativa e crítica, buscando investigar aspectos desconhecidos para ele até então.

 

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Endereço para correspondência:
Clarissa França Tavares de Souza
Conjunto Arvoredo - Rua 5B - 76
Barro Duro - Maceió
CEP 57.045-798 - AL
E-mail: clarissa.fts@gmail.com

Recebido em: 02/12/2012
Reencaminhado em: 11/04/2013
Aprovado em: 10/07/2013
CONFLITO DE INTERESSES: Declarou não haver.

 

 

CONTRIBUIÇÃO DOS AUTORES
Clarissa França Tavares de Souza contribuiu na elaboração do projeto de pesquisa, submissão ao comitê de ética, análise de conteúdo do material coletado, redação, revisão estatística e revisão geral. Diandra Lourena Lopes de Oliveira contribuiu na análise de conteúdo do material coletado, redação, revisão estatística, revisão geral e formatação. Gabriella da Silva Monteiro coleta dos diários de campo, digitação e análise de conteúdo do material coletado, redação e revisão estatística e geral. Haiana Madeiro de Melo Barboza contribuiu na coleta dos diários de campo, análise de conteúdo do material coletado, redação e revisão estatística e geral. Gustavo Piech Ricardo contribuiu na análise de conteúdo do material coletado, redação e revisão geral. Manuel Cavalcante de Lacerda Neto contribuiu na análise do conteúdo do material coletado, redação e revisão geral. Tereza Angélica Lopes de Assis contribuiu na coleta dos diários de campo, orientação do projeto de pesquisa e revisão geral. Alexandre Costa Moura contribuiu na coleta dos diários de campo, orientação do projeto de pesquisa e revisão geral.

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