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Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

Print version ISSN 0100-6991On-line version ISSN 1809-4546

Rev. Col. Bras. Cir. vol.28 no.3 Rio de Janeiro May/June 2001

https://doi.org/10.1590/S0100-69912001000300003 

ARTIGO ORIGINAL

 

Estudo funcional tardio do auto-implante esplênico após trauma complexo do baço humano

 

Late functional study of human spleen autotransplantation after severe splenic injuries

 

 

Vivian Resende, ACBC-MGI; Andy Petroianu, TCBC-MGII

IProfessora Adjunta do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG
IIProfessor Titular do Departamento de Cirurgia da Faculdade de Medicina da UFMG. Docente Livre da Escola Paulista de Medicina. Docente Livre da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto – USP; Doutor em Fisiologia e Farmacologia – ICB/UFMG; Pesquisador I A do CNPq

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar as repercussões clínicas e laboratoriais em pacientes submetidos a auto-implantes esplênicos.
MÉTODOS: Foram estudados 29 pacientes com lesões graves do baço, 20 que receberam auto-implantes esplênicos (grupo I), nove a esplenectomia total sem preservação de tecido esplênico (grupo II) e 22 pacientes com baços íntegros constituíram o grupo controle (grupo III). Investigaram-se as complicações pós-operatórias imediatas e tardias. No pós-operatório tardio realizaram-se exames hematológicos (hematimetria, hemoglobina, hematócrito, plaquetas, leucócitos globais e segmentados, linfócitos e corpúsculos de Howell Jolly). Dosaram-se as imunoglobulinas (IgA, IgM e IgG) e linfócitos T totais (LTT), linfócitos T ativos (LTA) e linfócitos B. Realizou-se cintilografia esplênica com enxofre coloidal marcado com o 99mTc.
RESULTADOS: Em nenhum dos grupos verificou-se leucocitose ou trombocitose. Os corpúsculos de Howell-Jolly foram observados no grupo II e neste grupo a IgM esteve reduzida. A cintilografia mostrou tecido esplênico captante no grupo I.
CONCLUSÃO: O auto-implante é uma boa alternativa quando a esplenectomia total for necessária.

Descritores: Baço/lesões; Esplenenectomia; Transplante autólogo; Baço/fisiologia; Baço/imunologia


ABSTRACT

BACKGROUND: To evaluate clinical and laboratory variables in patients submitted to autotransplantation of the spleen.
METHOD:In the present investigation 29 patients were studied with severe trauma of the spleen and its pedicle were studied. Of these, 20 were submitted to autotransplantation (Group I) and 9 were submitted to total splenectomy without preservation of splenic tissue (Group II). Twenty-two additional subjects with an intact spleen were used as controls (Group III). Immediate and late postoperative complications were investigated. Laboratory exams were performed during the late postoperative period (red blood cells, hemoglobin, white blood cells, platelets, and Howell-Jolly bodies). To investigate the immunological profiles of patients we performed B- and T-lymphocyte counts and immunoglobulin A, G and M (IgA, IgG and IgM) levels were determined. All patients were submitted to splenic scintigraphy with technetium 99mTc sulfur colloid.
RESULTS: Group II presented increased Howell-Jolly bodies and low IgM levels. Splenic scintigraphy indicated the viability and filtering function of the splenic remnant in Group I.
CONCLUSION: Autotransplantation is a good alternative when total splenectomy is required.

Key words: Spleen/injuries; Splenectomy; Autotransplantation; Spleen/Physiology; Spleen/ immunology.


 

 

INTRODUÇÃO

O baço, como órgão do sistema mononuclear fagocitário, tem importante papel na defesa orgânica devido a seus mecanismos de filtração e fagocitose, além da produção de fatores do complemento e imunoglobulinas 1,2. A sua importância pode ser comprovada pela gravidade da sepse que atinge alguns indivíduos esplenectomizados, com maior destaque em crianças, que possuem o sistema imunitário ainda imaturo, e em pessoas imunodeprimidas.3

Nos serviços de emergência, observa-se que o baço é um dos órgãos intra-abdominais mais freqüentemente lesados, principalmente em crianças vítimas de traumatismos abdominais contusos. Muitas vezes, a gravidade do quadro ou a inexperiência do cirurgião leva à realização de esplenectomias totais. Entre as diversas complicações decorrentes desse procedimento, os fenômenos sépticos, como a pneumococcemia fulminante, são os mais indesejáveis2,4-6. Diante da gravidade da "síndrome pós-esplenectomia", a conduta conservadora tem sido cada vez mais adotada para tratar lesões menos graves do baço7-11. Todavia, quando há comprometimento do pedículo vascular, a literatura é unânime em propor a esplenectomia total.

Quando a esplenectomia total é inevitável o auto-implante de baço pode ser feito e o local receptor mais adequado é o omento maior12. Existem poucos estudos na literatura que documentam experiência clínica com auto-implantes esplênicos, apesar de estudos experimentais terem sido realizados desde o século passado13,14. A partir de 1990, Petroianu vem estudando experimental e clinicamente auto-implantes esplênicos em hipertensão porta, doenças de Gaucher, metaplasia mielóide conseqüente a mielofibrose e leucemia linfocítica crônica. Porém, no tratamento de lesões graves do baço esse procedimento ainda não havia sido realizado em nossa instituição.

Devido ao fato de o baço ser um dos órgãos intra-abdominais mais lesados nos traumatismos abdominais contusos e diante de sua importância na defesa do organismo foi proposto realizar o presente estudo. Seus objetivos fundamentais foram verificar a possibilidade de se realizar auto-implantes esplênicos em presença de lesões graves do baço por trauma ou que acometam o seu pedículo vascular principal. Avaliaram-se também as repercussões clínicas que essas operações podem trazer nos pós-operatórios imediato e tardio. Verificaram-se a viabilidade e a função de filtração do pólo superior do baço remanescente e do tecido esplênico auto-implantado. Por último, analisaram-se as repercussões hematológicas e imunológicas em pacientes submetidos a esses procedimentos.

 

MÉTODO

No período de janeiro de 1994 a janeiro de 1998, foram estudados 29 pacientes com lesões esplênicas graves que comprometiam os vasos hilares. Para se compararem as características imunológicas, foram utilizados outros 22 pacientes sadios e com baços íntegros. Os pacientes foram divididos nos seguintes grupos: grupo I (n = 20) - esplenectomia total e auto-implantes esplênicos, grupo II (n = 9) – controle – esplenectomia total, grupo III (n = 22) - controle-normal. As idades dos pacientes nos grupos I e II variaram de três a 48 anos. O grupo III foi composto por indivíduos sadios e suas idades variaram de 20 a 49 anos (34,4 ± 7,2 anos) sendo 12 homens e 10 mulheres.

Os índices de trauma calculados foram o RTS (Revised Trauma Score), ISS (Injury Severity Score) e o TRISS (Trauma Index Severity Scale). Investigou-se o mecanismo do trauma (Tabela 1).

 

 

A Tabela 2 mostra a distribuição dos pacientes quanto à idade, sexo, médias dos índices de trauma e métodos propedêuticos.

 

 

Auto-implantes esplênicos

Após realizar-se a esplenectomia total, o baço foi colocado em uma cuba com solução salina a 0,9% e somente ao término da cirurgia procedeu-se à realização dos auto-implantes. Retiraram-se várias fatias de baço com 1cm de espessura. Essas fatias foram seccionadas de modo a obterem-se 22 fragmentos menores medindo aproximadamente 1cmx1cmx1cm. Esses fragmentos foram fixados ao omento maior com um ponto simples, utilizando-se fio de categute simples 3-0. Em seguida, dobrou-se o omento maior sobre os auto-implantes.

Procedeu-se ao acompanhamento clínico e identificaram-se as complicações pós-operatórias imediatas. Determinou-se a permanência hospitalar. Após serem liberados do hospital, os pacientes foram controlados ambulatorialmente até estarem completamente recuperados.

Decorridos no mínimo três meses da cirurgia, os pacientes foram contatados por meio de cartas ou telefonemas, para fazerem o controle tardio da operação. Investigou-se história de infecções ou doenças concomitantes que pudessem interferir na interpretação dos exames laboratoriais hematológicos e imunológicos. Coletaram-se 2ml de sangue com anticoagulante (EDTA) de cada doente e realizou-se hemograma que quantificou as hemácias, hemoglobina, hematócrito, plaquetas, leucócito global, leucócito segmentado e linfócito. Os esfregaços de sangue obtidos dessas amostras de sangue foram corados pelo método de May-Grünwald-Giemsa para pesquisa de corpúsculos de Howell-Jolly. Coletaram-se 10ml de sangue em frasco contendo heparina e dosaram-se as imunoglobulinas e linfócitos. O método utilizado para a dosagem de imunoglobulinas foi imunodifusão em Agar.

Os linfócitos foram obtidos por centrifugação de amostras de sangue heparinizado com gradiente Ficoll/Hypaque. Linfócitos T ativos, linfócitos B e linfócitos T total foram quantificados pela incubação de volumes iguais de linfócitos e hemácias de carneiro (0,5%). A porcentagem de rosetas foi determinada utilizando-se microscopia de luz.

Realizou-se cintilografia esplênica com enxofre coloidal marcado com tecnécio-99 (99mTc). Os exames foram avaliados quanto à captação do radiofármaco pelo tecido esplênico nas incidências – anterior, posterior, oblíqua anterior esquerda, oblíqua posterior esquerda e lateral esquerda. Nos pacientes com esplenectomia total sem preservação de tecido esplênico procuraram-se focos de esplenose em toda a cavidade peritoneal.

As comparações quanto às variáveis do hemograma e do perfil imunológico entre os grupos foram feitas utilizando-se o teste de Kruskal-Wallis. Todos os resultados foram considerados significativos para valores de p < 0,05.

O presente trabalho seguiu rigorosamente os princípios da Declaração de Helsinque e foi aprovado por comissão de ética da UFMG.

 

RESULTADOS

O período de permanência hospitalar no grupo I variou de quatro a 60 dias (13,47 ± 18,19). Nos pacientes que permaneceram internados por longo tempo observou-se maior número de lesões associadas e complicações pós-operatórias não relacionadas ao implante esplênico.

O período de permanência hospitalar no grupo II variou de cinco a 35 dias (10,78 ± 9,56). Um paciente desenvolveu infecção de ferida no membro inferior e outro teve embolia pulmonar gordurosa. Esse último teve fratura exposta de úmero. Nos pacientes que permaneceram internados por longo tempo observou-se maior número de lesões associadas e complicações pós-operatórias não relacionadas à esplenectomia.

Na avaliação pós-operatória tardia em nenhum dos grupos foi relatado episódio de infecção grave. Nos pacientes submetidos a auto-implante esplênico não se observaram corpúsculos de Howell-Jolly nos esfregaços de sangue periférico, enquanto que nos pacientes com esplenectomia total a média foi de quatro corpúsculos por cinco campos de hemácias examinadas. Não se detectaram as inclusões nos pacientes auto-implantados.

Dos 15 pacientes submetidos a auto-implantes esplênicos, em 14 foram registradas áreas de captação nas regiões correspondentes aos auto-implantes (Figura 1) e em apenas um não se evidenciou tecido esplênico.

 

 

A Tabela 3 mostra que não existe diferença significativa entre os dois tipos de esplenectomia em relação às variáveis que avaliam o hemograma. A Tabela 4 mostra que existem diferenças significativas entre os três grupos em relação à IgM.

 

DISCUSSÃO

Os bons resultados citados na literatura, somados aos já conhecidos efeitos benéficos da esplenose, estimularam-nos a praticar os auto-implantes nos pacientes com trauma esplênico grave, nos quais a ligadura do pedículo foi inevitável e não foi possível se preservar sequer o pólo superior do baço15-22.

A imunoprofilaxia para pneumococo e hemófilo não era feita rotineiramente nos pacientes esplenectomizados em nossa instituição. Mais recentemente é que se passou a adotar essa conduta. Entretanto, todos pacientes deste trabalho foram orientados a nos procurar em qualquer situação que sugerisse quadro infeccioso.

Optou-se pela realização dos auto-implantes de tecido esplênico no omento maior tendo como subsídios estudos na literatura que mostram ser este o local mais adequado. Isto parece ser resultado do rico suplemento vascular do omento, com abundância em células inflamatórias, fatores de crescimento e citocinas, mas a razão precisa das melhores regeneração e função do auto-implante no omento ainda não é sabida12. Acredita-se que um aspecto fisiológico importante é que o sangue venoso do omento maior drena para a veia porta, tal como o trajeto do sangue proveniente do baço 23.

Os auto-implantes esplênicos foram realizados somente nos casos em que não se pôde preservar sequer o pólo superior do baço. O procedimento dos auto-implantes é muito fácil e não despende um tempo superior a 10 minutos entre a confecção dos fragmentos e sua sutura ao omento. A presença de lesões intra-abdominais associadas não foi contra-indicação para a realização dos auto-implantes esplênicos.

As complicações pós-operatórias, em sua maioria, não foram relacionadas ao trauma esplênico. Elas decorreram de lesões associadas intra ou extra-abdominais, como, por exemplo, fístula renal, fístula liquórica e osteomielite.

O tempo de permanência hospitalar foi variável, mas a maioria dos pacientes não teve complicações pós-operatórias e recebeu alta hospitalar entre três a sete dias.

No pós-operatório tardio não confirmamos a trombocitose persistente freqüentemente citada na literatura em pacientes esplenectomizados6. Na presente casuística a trombocitose ocorreu no pós-operatório imediato de alguns dos pacientes, alcançando picos nas duas a três semanas subseqüentes aos auto-implantes. Esse dado foi verificado apenas nos que permaneceram internados por um período prolongado, já que os demais não foram submetidos a exames complementares nessa fase pós-operatória.

Ainda hoje a função do tecido esplênico não pode ser adequadamente avaliada, pois não existem parâmetros que mostrem diretamente a função esplênica. A função de filtração tem sido demonstrada pelo número de corpúsculos de Howell-Jolly no interior das hemácias15,24,25. A ausência dos corpúsculos de Howell-Jolly nos esfregaços de sangue periférico dos pacientes submetidos a auto-implantes esplênicos foi indicativa de que o tecido esplênico manteve sua função de filtração. A maior certeza desse fato decorreu do encontro desses corpúsculos nos esfregaços sangüíneos dos pacientes com esplenectomia total. Não se detectaram as inclusões nos pacientes auto-implantados, talvez porque a quantidade de tecido esplênico em nossos pacientes tenha sido maior, sendo bem evidenciadas à cintilografia, o que possibilitou uma função mais adequada.

Na presente casuística, o fato de ter-se constatado que os pacientes do grupo I mantiveram níveis séricos normais da imunoglobulina M foi sugestivo de que o tecido esplênico remanescente representa um papel fundamental na síntese dessa imunoglobulina. O mesmo fato foi observado para a imunoglobulina A, porém sem significância estatística. Existem controvérsias na literatura no que se refere aos níveis séricos de imunoglobulinas em pacientes esplenectomizados26-30.

A cintilografia mostrou a função fagocitária dos auto-implantes esplênicos. A captação do enxofre coloidal marcado com 99mTc indica que a função fagocitária se manteve mesmo sem o pedículo vascular principal. O exame foi realizado após os três primeiros meses pós-operatórios, que é o período necessário para a regeneração do tecido esplênico. Nos 30 primeiros dias observa-se que existe uma redução na função fagocitária, provavelmente por isquemia e resposta inflamatória ocorrida neste período19.

Concluindo, o tecido esplênico auto-implantado mantém as funções de filtração, fagocitária e imunológica do baço.

 

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Endereço para correspondência:
Dra. Vivian Resende
Rua Sergipe, 67/2.401
30130-170 – Belo Horizonte-MG

Recebido em 6/11/2000
Aceito para publicação em 13/3/2001

 

 

Trabalho realizado na Universidade Federal de Minas Gerais -UFMG e Hospital João XXIII (Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais – FHEMIG), com o auxílio do CNPq e da FAPEMIG.

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