SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.38 número5O impacto na expressão agnors e apoptose na próstata do hamster-mesocricetus auratus (HMA) submetido à aplicação de finasteridaDivertículo de Zenker: tratamento endoscópico versus cirúrgico índice de autoresíndice de assuntospesquisa de artigos
Home Pagelista alfabética de periódicos  

Serviços Personalizados

Journal

Artigo

Indicadores

Links relacionados

Compartilhar


Revista do Colégio Brasileiro de Cirurgiões

versão impressa ISSN 0100-6991

Rev. Col. Bras. Cir. vol.38 no.5 Rio de Janeiro set./out. 2011

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-69912011000500010 

ARTIGOS ORIGINAIS

 

Estudo anatômico das duas bandas do ligamento cruzado anterior com o joelho em 90º de flexão

 

 

Edmar Stieven-FilhoI; Eduardo Tosta GarschagenII; Mario NambaIII; João Luiz Vieira da SilvaIII; Osvaldo Malafaia,ECBC-PRIV; Luiz Antônio Munhoz da CunhaV

IMedico Voluntário da UFPR -PR-BR
IIPós-Graduando de Traumatologia Esportiva da UFPR-PR-BR
IIIMédico da UFPR- PR-BR
IVProfessor Titular do Departamento de Cirurgia da UFPR
VProfessor Titular da Disciplina de Ortopedia da UFPR-PR-BR

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Avaliar anatomicamente a origem femoral e inserção tibial das bandas ântero-medial e póstero-lateral do ligamento cruzado anterior.
MÉTODOS: Estudados oito joelhos de cadáveres, foram feitas as seguintes medidas no fêmur: distância do centro da banda ântero-medial à cartilagem profunda e a ao teto. Ainda no fêmur, do centro da banda póstero-lateral à cartilagem profunda, a cartilagem inferior e à cartilagem superficial. Na tíbia, foi aferido do bordo ósseo tibial anterior à região anterior da banda ântero-medial, ao centro da banda ântero-medial e ao centro da banda póstero-lateral. Também foi medido o centro da banda póstero-lateral ao bordo ósseo posterior da tíbia e o comprimento ântero-posterior total da inserção tibial do ligamento cruzado anterior.
RESULTADOS: No fêmur, a distância do centro da banda ântero-medial à cartilagem profunda foi de 6,3 ±1,4mm e ao teto 11,2 ±2mm. Ainda no fêmur, a medida do centro da banda póstero-lateral à cartilagem profunda 9 ±4mm, à cartilagem superficial 7,6 ±1,8mm e a cartilagem inferior 4,2 ±0,9mm. Na tíbia, a distância do bordo ósseo tibial anterior à região anterior da banda ântero-medial foi de 11,9 ±2,8mm, ao centro da banda ântero-medial 18,8 ±2,6mm e ao centro da banda póstero-lateral 26,5 ±2,3mm. A medida do centro da banda póstero-lateral ao bordo ósseo posterior da tíbia foi 19,6 ±4mm e o comprimento ântero-posterior total da inserção tibial do ligamento cruzado anterior 19,4 ±1,8mm.
CONCLUSÃO: O centro da inserção tibial da banda ântero-medial encontra-se a aproximadamente 20mm da extremidade anterior da tíbia, enquanto o centro da póstero-lateral se encontra a 30mm. A distância entre o centro da origem da banda ântero-medial até a cartilagem profunda é 6mm e da póstero-lateral 10mm.

Descritores: Anatomia. Ligamento cruzado anterior. Articulação do joelho. Traumatismos dos tendões. Cadáver.


 

 

INTRODUÇÃO

A incidência de reconstruções do ligamento cruzado anterior (LCA) é de 100.000 casos por ano nos Estados Unidos da América1. A cada ano aumentam os casos de lesões devido ao crescente aumento de praticantes de atividades esportivas2-4.

As técnicas de reconstrução, com foco no reparo da banda ântero-medial, estão bem sedimentadas, apresentando bons resultados, inclusive no que diz respeito ao retorno às atividades físicas de alto rendimento5,6.

Apesar da reconstrução com banda única estar difundida, o LCA é formado por duas bandas: a ântero-medial (AM) e a póstero-lateral (PL). Os defensores da reconstrução de ambas as bandas alegam que na reconstrução convencional há instabilidade residual, que ocasiona alterações degenerativas7-12. Baseados no fato de que a reconstrução do LCA não é eficaz em impedir a evolução para artrose no joelho operado, questiona-se a capacidade da reconstrução convencional da banda AM ser competente para manter a articulação saudável, principalmente em mulheres13-15.

Um dos quesitos mais discutidos na técnica cirúrgica de reconstrução é o posicionamento dos túneis. Os trabalhos de anatomia descrevem LCA em posição anatômica16 (extensão) e a posição cirúrgica é em 90º de flexão17. Isso dificulta a interpretação da anatomia pelo cirurgião no momento da operação.

No estudo clássico de Girgis16 foi mostrado que existe alteração da relação anatômica do LCA com o movimento de flexão; porém ele foi analisado como uma estrutura única, sem levar em consideração as suas duas bandas. A nomenclatura tradicional proximal/distal e anterior/posterior não é de fácil aplicação com o joelho a 90º, para facilitar a descrição anatômica foi proposta uma nomenclatura específica para análise do joelho a 90º de flexão. A nova nomenclatura propõe que, quando o joelho estiver a 90º, as relações anatômicas devem ser denominadas superficial/profundo e superior/inferior 17.

Isso se aplica ao fêmur, já que no caso da tíbia não há alteração de relação anatômica nas duas situações.

O objetivo deste trabalho é avaliar as relações anatômicas macroscópicas das duas bandas do LCA na sua origem femoral em posição cirúrgica e na inserção tibial.

 

MÉTODOS

Este trabalho foi realizado no Setor de Ciências Biológicas da UFPR, no Departamento de Anatomia. Vinte joelhos de cadáveres diferentes foram dissecados com o intuito de se estudar a anatomia, em posição cirúrgica, de acordo com a nova nomenclatura17 (Figura 1 A e B), e realizar medições das estruturas e relações anatômicas do LCA na sua origem femoral e inserção tibial, .

 

 

Como critério de inclusão, usaram-se somente joelhos de cadáveres com os dois ligamentos cruzados (anterior e posterior) íntegros, sem artrotomia prévia. Oito joelhos preencheram os critérios. A dissecção foi por acesso anterior parapatelar medial até a exposição adequada dos ligamentos cruzados18. Todos os joelhos estavam conservados em formol (Figura 2).

 

 

Para aferição das medidas, foram utilizadas agulhas 40x12mm na marcação dos pontos específicos e paquímetro metálico. O estudo foi realizado com o joelho em flexão de 90º. graus para aferição dos dados femorais.

As seguintes medidas foram realizadas no fêmur (Figura 3): 1) centro da banda ântero-medial à cartilagem profunda (AM-CP); 2) centro da banda ântero-medial ao teto do intercôndilo (AM-teto); 3) centro da banda póstero-lateral à cartilagem profunda (PL-CP); 4) centro da banda póstero-lateral à cartilagem superficial (PL-CS); e 5) centro da banda póstero-lateral à cartilagem inferior (PL-CI).

 

 

As seguintes medidas foram realizadas na tíbia (Figura 4): 1) distância da região anterior à porção anterior da banda ântero-medial (AT-AM-A); 2) distância da região anterior ao centro da banda ântero-medial (AT-AM); 3) distância da região anterior ao centro de banda póstero-lateral (AT-PL); 4) distância da região posterior ao centro da banda póstero-lateral (PL-PT); e 5) diâmetro ântero-posterior (AP) do LCA.

 

 

RESULTADOS

As medidas, médias e desvios-padrão da origem femoral das duas bandas do LCA encontram-se na tabela 1 e da tíbia na tabela 2.

No fêmur as medidas foram: ântero-medial à cartilagem profunda 6,3 ±1,4mm; AM-teto 11,2 ±2mm; PL-CP 9 ±4mm; PL-CI 4,2 ±0,9mm; PL-CS 7,6 ±1,8mm. Na tíbia foram: AT-AM-A 11,9 ±2,8mm; AT-AM 18,8 ±2,6mm; AT-PL 26,5 ±2,3mm; PL-PT 19,6 ±4mm; AP 19,4 ±1,8mm.

 

DISCUSSÃO

O restabelecimento mais próximo da anatomia normal do joelho, com o posicionamento dos túneis na posição mais anatômica possível, é de fundamental importância para o sucesso da reconstrução do LCA19-23.

A maioria dos artigos estuda a anatomia do LCA como um todo, não analisando as bandas separadamente, constituindo assim um fator limitante no estudo do posicionamento dos túneis na reconstrução com dupla banda.

Não foi encontrada nenhuma descrição anatômica com o fêmur a 90º de flexão, que é a posição cirúrgica e não anatômica. Apesar da análise anatômica do joelho flexionado não ter influência direta nas medidas, ela facilita a interpretação cirúrgica dos dados.

A distância entre o centro da origem femoral da banda PL até a cartilagem inferior foi de 4,2 ±0,9mm. Petersen et al.24 encontrou o valor de 4 a 5mm. O que mostra que a origem da banda PL quase toca a cartilagem articular.

Em relação à medida da distância entre o centro da origem banda PL até a região da cartilagem profunda femoral obteve-se 9 ±4mm. Yasuda et al.25 relataram valores de 5 a 8mm para essa medida. Esses números ajudam a ter um parâmetro de localização da origem desta banda no joelho. Sabe-se que a banda PL é mais superficial que a AM, pois a distância da banda AM da cartilagem profunda foi de 6,3 ±1,4mm.

Outro parâmetro medido foi a distância da cartilagem superficial ao centro da banda PL e encontrou-se 7,6 ±1,8mm. Não há na literatura valores para comparar com a aferição desta medida. Em uma visão artroscópica esses números significam que a borda superficial do LCA tocaria uma linha imaginária que cortasse o côndilo ao meio.

A visualização anatômica do LCA na tíbia não sofre alteração da sua posição cirúrgica para a clássica posição anatômica; por isso que se diz que o nome das bandas do LCA se dá pela sua posição tibial. Porém, isso é apenas um meio de evitar confusão na interpretação da anatomia cirúrgica e não corresponde à realidade.

De acordo com Petersen et al.24, a inserção do LCA começa 10 a 14mm atrás da borda anterior da tíbia e o diâmetro no plano sagital do ligamento varia de 15 a 19mm. Esses números têm relevância clínica na reconstrução com dupla banda, pois na realização do duplo túnel tibial, é fundamental que o tamanho dos túneis seja adaptado ao tamanho do joelho. Joelhos pequenos exigem brocas de perfuração mais delicadas, para evitar comunicação entre os túneis, preservando uma ponte óssea entre eles. Neste trabalho a distância da região anterior da tíbia à porção anterior da banda AM foi de 11,9 ±3mm, semelhante ao encontrado por Petersen et al.24, enquanto que o diâmetro ântero-posterior foi de 19,4 ±2mm, maior que o encontrado pelo trabalho comparado.

A distância obtida do centro da banda AM à região anterior da tíbia é um dado importante, pois pode ser usado como parâmetro da reconstrução convencional do LCA; sabe-se que o erro desta posição para anterior pode trazer mal resultado para reconstrução do LCA26. Neste trabalho os valores desta medida foram 18,8 ±3mm, já Petersen et al 24 tiveram 13 a 17mm.

A distância do centro da banda PL à região anterior da tíbia serve para parâmetro para reconstruções de dupla banda. Obteve-se 26,5 ±2mm neste trabalho, Petersen et al 24 encontraram 20 a 25mm24.

É interessante observar que a inserção tibial é longa no sentido ântero-posterior (19,4 ±2mm), colocando o centro da banda PL mais próximo da região posterior da tíbia (19,6 ±4mm) que da região anterior (26,5 ±2mm).

Em conclusão, a medida do centro da origem da banda ântero-medial à cartilagem profunda do fêmur é de aproximadamente 6mm e da banda póstero-lateral de 10mm. O centro da inserção tibial da banda ântero-medial encontra-se a aproximadamente 20mm da extremidade anterior da tíbia e a banda póstero-lateral a 30mm. A distância entre o centro da origem da banda póstero-lateral à cartilagem inferior é de aproximadamente 5mm.

 

REFERÊNCIAS

1. Griffin LY, Agel J, Albohm MJ, Arendt EA, Dick RW, Garrett WE, et al. Noncontact anterior cruciate ligament injuries: risk factors and prevention strategies. J Am Acad Orthop Surg 2000; 8(3):141-50.         [ Links ]

2. Stern HP, Bradley RH, Prince MT, Stroh SE. Young children in recreational sports. Participation motivation. Clin Pediatr 1990; 29(2):89-94.         [ Links ]

3. Chen AL, Mears SC, Hawkins RJ. Orthopaedic care of the aging athlete. J Am Acad Orthop Surg 2005; 13(6):407-16.         [ Links ]

4. Filho ES, Sampaio EB, Namba M, Silva JL, Albano M, Rocha LE, et al. Is it possible tp predict the lenght of knee flexor tendons by anthropometry ? Rev Col Bras Cir 2010; 37(4):274-8.         [ Links ]

5. Cooley VJ, Deffner KT, Rosenberg TD. Quadrupled semitendinosus anterior cruciate ligament reconstruction: 5-year results in patients without meniscus loss. Arthroscopy 2001; 17(8):795-800.         [ Links ]

6. Freedman KB, D'Amato MJ, Nedeff DD, Kaz A, Bach BR Jr. Arthroscopic anterior cruciate ligament reconstruction: a metaanalysis comparing patellar tendon and hamstring tendon autografts. Am J Sports Med 2003; 31(1):2-11.         [ Links ]

7. Järvelä T, Paakkala T, Kannus P, Järvinen M. The incidence of patellofemoral osteoarthritis and associated findings 7 years after anterior cruciate ligament reconstruction with a bone-patellar tendon-bone autograft. Am J Sports Med 2001; 29(1):18-24.         [ Links ]

8. Ristanis S, Giakas G, Papageorgiou CD, Moraiti T, Stergiou N, Georgoulis AD. The effects of anterior cruciate ligament reconstruction on tibial rotation during pivoting after descending stairs. Knee Surg Sports Traumatol Arthrosc 2003; 11(6):360-5.         [ Links ]

9. Tashman S, Collon D, Anderson K, Kolowich P, Anderst W. Abnormal rotational knee motion during running after anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med 2004; 32(4):975-83.         [ Links ]

10. Ristanis S, Stergiou N, Patras K, Vasiliadis HS, Giakas G, Georgoulis AD. Excessive tibial rotation during high-demand activities is not restored by anterior cruciate ligament reconstruction. Arthroscopy 2005; 21(11):1323-9.         [ Links ]

11. Fithian DC, Paxton EW, Stone ML, Luetzow WF, Csintalan RP, Phelan D, et al. Prospective trial of a treatment algorithm for the management of the anterior cruciate ligament-injured knee. Am J Sports Med 2005; 33(3):335-46.         [ Links ]

12. Roe J, Pinczewski LA, Russell VJ, Salmon LJ, Kawamata T, Chew M. A 7-year follow-up of patellar tendon and hamstring tendon grafts for arthroscopic anterior cruciate ligament reconstruction: differences and similarities. Am J Sports Med 2005; 33(9):1337-45.         [ Links ]

13. Fithian DC, Paxton LW, Goltz DH. Fate of the anterior cruciate ligament-injured knee. Orthop Clin North Am 2002; 33(4):621-36.         [ Links ]

14. Fink C, Hoser C, Hackl W, Navarro RA, Benedetto KP. Long-term outcome of operative or nonoperative treatment of anterior cruciate ligament rupture-is sports activity a determining variable ? Int J Sports Med 2001; 22(4):304-9.         [ Links ]

15. Lohmander LS, Ostenberg A, Englund M, Roos H. High prevalence of knee osteoarthritis, pain, and functional limitations in female soccer players twelve years after anterior cruciate ligament injury. Arthritis Rheum 2004; 50(10):3145-52.         [ Links ]

16. Girgis FG, Marshall JL, Monajem A. The cruciate ligaments of the knee joint. Anatomical, functional and experimental analysis. Clin Orthop Relat Res 1975; (106):216-31.         [ Links ]

17. Zantop T, Petersen W, Fu FH. Anatomy of the anterior cruciate ligament. Operat Tech Orthop 2005; 15(1):20-8.         [ Links ]

18. Abbott LC, Carpenter WF. Surgical approaches to the knee joint. J Bone Joint Surg Am 1945; 27:277-310.         [ Links ]

19. Steiner ME, Battaglia TC, Heming JF, Rand JD, Festa A, Baria M. Independent drilling outperforms conventional transtibial drilling in anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med 2009; 37(10):1912-9.         [ Links ]

20. Buoncristiani AM, Tjoumakaris FP, Starman JS, Ferretti M, Fu FH. Anatomic double-bundle anterior cruciate ligament reconstruction. Arthroscopy 2006; 22(9):1000-6.         [ Links ]

21. Abebe ES, Moorman CT 3rd, Dziedzic TS, Spritzer CE, Cothran RL, Taylor DC, et al. Femoral tunnel placement during anterior cruciate ligament reconstruction: an in vivo imaging analysis comparing transtibial and 2-incision tibial tunnel-independent techniques. Am J Sports Med 2009; 37(10):1904-11.         [ Links ]

22. Scanlan SF, Blazek K, Chaudhari AM, Safran MR, Andriacchi TP. Graft orientation influences the knee flexion moment during walking in patients with anterior cruciate ligament reconstruction. Am J Sports Med 2009; 37(11):2173-8.         [ Links ]

23. Stieven Filho E, Malafaia O, Ribas-Filho JM, Diniz OE, Borges PC, Albano M, et al. Biomechanic analysis of the sewed tendons for the reconstruction of the anterior cruciate ligament. Rev Col Bras Cir 2010; 37(1):52-7.         [ Links ]

24. Petersen W, Zantop T. Anatomy of the anterior cruciate ligament with regard to its two bundles. Clin Orthop Relat Res 2007; 454:35-47.         [ Links ]

25. Yasuda K, Kondo E, Ichiyama H, Tanabe Y, Tohyama H. Surgical and biomechanical concepts of anatomic anterior cruciate ligament reconstruction Operat Tech Orthop 2005; 15(2):96-102.         [ Links ]

26. Jackson DW, Gasser SI. Tibial tunnel placement in ACL reconstruction. Arthroscopy 1994; 10(2):124-31.         [ Links ]

 

 

Endereço para correspondência:
Edmar Stieven-Filho
E-mail: filho2000@uol.com.br

Recebido em 30/09/2010
Aceito para publicação em 02/12/2010
Conflito de interesse: nenhum
Fonte de financiamento: nenhuma

 

 

Trabalho realizado no Departamento de Anatomia do Setor de Ciências Biológicas da Universidade Federal do Paraná - UFPR, Curitiba, PR, Brasil.

Creative Commons License Todo o conteúdo deste periódico, exceto onde está identificado, está licenciado sob uma Licença Creative Commons