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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.21 no.5 Rio de Janeiro June 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72031999000500013 

Resumo de Tese

Dopplervelocimetria das Artérias Uterinas, Arqueadas e Espiraladas no Prognóstico de Receptividade Endometrail de Mulheres em Ciclos Estimulados para Fertilização In Vitro

 

Autor: Daniella Spilborghs Castellotti
Orientador: Prof. Dr. Edmund Chada Baracat

 

Dissertação apresentada à Escola Paulista de Medicina ¾ Universidade Federal de São Paulo para obtenção do título de Mestre em Ginecologia, em 25/02/99.

 

 

Objetivo: Avaliar a perfusão sanguínea uterina de mulheres submetidas a fertilização in vitro, como parâmetro prognóstico da receptividade endometrial.
Pacientes e Métodos: Estudaram-se, prospectivamente, 20 mulheres com idade inferior a 38 anos, FSH < 15 mUI/ml e E2 < 60 pg/ml no 3o dia do ciclo menstrual, com cavidade uterina normal, não-fumantes e hígidas A indicação para FIV/ET foi fator masculino (45%), fator tubário (30%), idiopático (15%) e endometriose (10%). O mesmo protocolo de indução da ovulação foi utilizado em todos os ciclos. No dia da hCG, realizou-se ultra-sonografia transvaginal com dopplervelocimetria dos ramos ascendentes das artérias uterinas, das artérias arqueadas e das arteríolas espiraladas. Avaliou-se, também, o padrão subjetivo de fluxo intramiometrial. Apenas as pacientes que apresentavam eco endometrial com espessura >7mm e padrão trilaminar foram incluídas. Transferiram-se três ou quatro embriões de excelente qualidade avaliados pelo cumulative embryo score (CES). Dividiram-se as pacientes de acordo com a presença (grupo I) ou não de gravidez (grupo II).
Resultados: O IP e o IR das artérias uterinas foi significantemente menor no grupo I em relação ao grupo II. O IP e o IR das artérias arqueadas e espiraladas foram menores no grupo I em relação ao grupo II, entretanto, esta diferença não foi significante. Não observamos diferença no padrão subjetivo de fluxo entre os 2 grupos. Não ocorreu gravidez quando o IP das artérias uterinas foi maior que 3,00. A taxa de implantação foi de 20,2% e, a de gravidez, de 50%.
Conclusão: O fluxo sanguíneo uterino desempenha relevante papel no processo de implantação em ciclos induzidos de fertilização in vitro.

Palavras Chaves: Fertilização in vitro. Infertilidade. Endométrio. Dopplervelocimetria.

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