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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

Print version ISSN 0100-7203On-line version ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. vol.21 no.9 Rio de Janeiro Oct. 1999

https://doi.org/10.1590/S0100-72031999000900013 

Resumos de Tese

Estudo Descritivo da Mini-Laparoscopia em Pacientes com Algia Pélvica

 

Autor: Waldir Pereira Modotte
Orientador: Prof. Dr. Rogério Dias

 

Dissertação de Mestrado, apresentada à Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP, em 28 de julho de 1999.

 

 

A algia pélvica constitui ainda nos dias de hoje um grande enigma para os clínicos. Pacientes com esse sintoma são submetidos a diferentes regimes de tratamento clínico e cirúrgico, sem sucesso. Elas geralmente são ansiosas, apresentam depressão associada e graves rupturas no campo ocupacional, social e marital. O estudo analisa variáveis como: duração do procedimento, tempo de permanência na recuperação, qualidade técnica de imagem, achados laparoscópicos, tolerância ao método anestésico sob sedação consciente, morbidade pós-operatória e aceitabilidade do procedimento cirúrgico. Foram analisadas prospectivamente 32 pacientes com algia pélvica, com idade média de 30 anos, submetidas a vídeo-minilaparoscopia. Para analisar a tolerância do método, foram aplicados dois questionários referentes ao desconforto observado durante o procedimento, um baseado nos critérios de Bordahl et al (1993) e outro segundo os critérios de Milki e Tazuke (1996). O tempo de duração médio da vídeo-minilaparoscopia foi de 19 minutos, o tempo de permanência na recuperação médio de 43 minutos, e a qualidade de imagem excelente e boa em 100% das pacientes selecionadas.

Foram encontrados os seguintes achados laparoscópicos: 36,7% de endometriose, 30% de aderências pélvicas, 13,3% de varizes pélvicas e de normalidade. Foi observada uma baixa freqüência de manifestação dolorosa durante a anestesia local (12,5%) e relativo desconforto (46,9%) na realização do pneumoperitônio. Observou-se que o método apresenta tolerância muito boa e boa em 96,9%, segundo os critérios de Milki e Tazuke (1996). A morbidade do método, 24 horas após o procedimento, segundo os critérios de Chung et al (1996) mostrou elevada freqüência de dor no local da incisão (59,4%) e sonolência (43,8%). Apenas 3,1% referiu dor durante o procedimento, mostrando boa aceitabilidade ao método.

Palavras-chave: Algia pélvica. Minilaparoscopia. Cirurgia ambulatorial. Laparoscopia.

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