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Revista Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia

versão impressa ISSN 0100-7203versão On-line ISSN 1806-9339

Rev. Bras. Ginecol. Obstet. v.25 n.5 Rio de Janeiro jun. 2003

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-72032003000500013 

RESUMO DE TESE

 

Citologia oncológica, captura de híbridos II e inspeção visual no rastreamento de lesões pré-neoplásicas e neoplásicas cervicais em uma unidade básica de saúde de Campinas

 

 

Autor: Renata Clementino Gontijo
Orientadora: Profa.Dra Sophie Francoise Mauricette Derchain

Dissertação de Mestrado apresentada ao Departamento de Tocoginecologia da Universidade Estadual de Campinas, no dia 06 de junho de 2003

 

 

OBJETIVO: avaliar o desempenho da citologia oncológica (CO), captura híbrida II (CH II) e inspeção visual com ácido acético (IVA) na detecção de lesões cervicais.
MÉTODOS: Foram incluídas 684 mulheres que responderam a um questionário e foram submetidas a coleta do exames. Foram comparadas as mulheres com resultado de exame positivo e negativo e as características sociodemográficas e reprodutivas, utilizando-se a análise multivariada. Foram calculadas sensibilidade, especificidade, e valores preditivos positivo e negativo e seus respectivos IC a 95%, utilizando-se como padrão-ouro a colposcopia.
RESULTADOS: setenta e uma (10,4%) mulheres apresentaram CO alterada, a CH II foi positiva em 131 (19,2%), e em 55 (8%) a IVA foi anormal. Em 198 mulheres pelo menos um teste foi alterado; 48 faltaram ao retorno e não foram submetidas a colposcopia. Entre as 150 mulheres que fizeram colposcopia, 91 não apresentaram imagem suspeita. Das mulheres biopsiadas, 38 apresentaram cervicite, 10 NIC1, 10 NIC2/3 e um carcinoma. Observamos que iniciar a atividade sexual com menos de 18 anos e ter mais que um parceiro no último ano foram fatores associados com a presença de exames alterados. Apenas o fato de nunca ter realizado citologia esteve associado a presença de doença. A sensibilidade dos testes foi semelhante, a especificidade da IVA e da CO foi maior que a da CH II.
CONCLUSÃO: a detecção de doença foi baixa. Embora algumas características da população estiveram associadas com a positividade dos exames, apenas a realização de CO prévia associou-se com ausência de doença. Nos casos com CO negativo, a IVA apresentou melhor desempenho que a CH II.

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