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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736XOn-line version ISSN 1678-5150

Pesq. Vet. Bras. vol.29 no.12 Rio de Janeiro Dec. 2009

http://dx.doi.org/10.1590/S0100-736X2009001200009 

Goniometria dos membros pélvicos de pacas (Cuniculus paca) criadas em cativeiro

 

Goniometry of the hind limbs of pacas (Cuniculus paca) raised in captivity

 

 

Fábio André Pinheiro de AraújoI,*; Sheila Canevese RahalII; Márcia Rita F. MachadoIII; Carlos Roberto TeixeiraII; Silvia Elaine R. de Sá LorenaII; Luciano BarbosaIV

IDoutorando, Departamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ), Universidade Estadual Paulista (Unesp), Campus de Botucatu, Cx. Postal 560, Distrito de Rubião Junior s/n, Botucatu, SP 18650-000, Brasil. Bolsista do CNPq
IIDepartamento de Cirurgia e Anestesiologia Veterinária, FMVZ, Unesp-Botucatu, SP
IIIDepartamento de Morfologia e Fisiologia Animal, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Unesp, Campus de Jaboticabal, Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane s/n, Jaboticabal, SP 14884-900, Brasil
IVDepartamento de Bioestatística, Instituto de Biociências, Unesp-Botucatu, SP

 

 


RESUMO

O trabalho teve por objetivo avaliar por meio de estudos goniométricos os membros pélvicos de pacas criadas em cativeiro. Foram utilizadas oito pacas (Cuniculus paca), sendo três fêmeas e cinco machos, com peso entre 6,0 kg e 8,2 kg, nos quais foi aferido o movimento de extensão e flexão das articulações coxofemoral, joelho e tarsocrural utilizando-se um goniômetro de plástico. Foram realizadas duas aferições para cada membro pelo mesmo avaliador, com intervalo de uma semana entre cada aferição, com os animais sob anestesia dissociativa. Não houve diferença estatística nas aferições dos ângulos entres os momentos. As variações entre as medidas de flexão e extensão, efetuadas em cada momento pelo mesmo avaliador, foi entre 1º e 5º para cada membro. Os valores goniométricos médios foram: flexão de 43,96º±7,62 e extensão de 118,31º±9,79 para a articulação coxofemoral; flexão de 54,25º±10,24 e extensão 131,53º±7,89 para o joelho; flexão de 45,94º±7,16 e extensão de 145,03º±5,06 para a articulação tarsocrural. Sendo assim, observou-se que a amplitude de movimento das pacas é maior na articulação tarsocrural, seguida respectivamente do joelho e da articulação coxofemoral.

Termos de indexação: Amplitude de movimento, roedores, flexão, extensão, animais silvestres.


ABSTRACT

The aim of this study was to evaluate by goniometry the hind limbs of pacas raised in captivity. Eight mature pacas (Cuniculus paca), three females and five males, weighing 6.0-8.2 kg, were used. The quantity of joint flexion and extension motion of the hip joint, stifle joint and tarsocrural joint was measured using a plastic standard goniometer. Under dissociative anesthesia, two measures were made for each member in each animal by the same observer at an interval of one week. There were no statistical differences of the quantity of joint motion between the moments. The flexion and extension angles varied from 1º to 5º in each moment for the same observer. The mean values of the angles of flexion and extension were, respectively, 43.96º±7.62 and 118.31º±9.79 for hip joint, 54.25º±10.24 and 131.53º±7.89 for stifle joint, and 45.94º±7.16 and 145.03º±5.06 for tarsocrural joint. Thus, it was observed that the range of motion of the pacas is greater in the tarsocrural joint, followed respectively by stifle and hip joints.

Index terms: Range of motion, rodents, flexion, extension, wild animals.


 

 

INTRODUÇÃO

A goniometria é uma ferramenta de mensuração objetiva e deve fazer parte do exame ortopédico (Canapp 2007, Hesbach 2007). O instrumento mais utilizado é o goniômetro universal, de plástico ou metal, que é composto de um corpo semelhante a um transferidor e duas extensões denominadas de braços, sendo um estacionário e um que se move no momento da aferição (Norkin & White 1997). Diversos estudos, tanto em pacientes humanos como animais, comprovaram a confiabilidade, precisão e a validade desse método de aferição, porém alguns fatores podem influenciar nos resultados e devem ser considerados (Gajdosik & Bohannon 1987, Jaegger et al. 2002, Cleffken et al. 2007).

O método permite medir a máxima flexão e a máxima extensão de uma articulação, assim como a amplitude do movimento (Norkin & White 1997, Millis 2004, Knap et al. 2007). Além disso, a goniometria possibilita avaliar a evolução após procedimentos cirúrgicos ortopédicos e de reabilitação (Alievi et al 2004, Souza et al. 2006), porém requer o estabelecimento de padrões de normalidade para a caracterização das articulações.

O baixo custo de manutenção e um curto período de gestação qualificam os roedores como animais adequados para pesquisa (Björkman et al. 1989, Andersen et al. 2004). Nesse contexto, Hamelett & Rasweiler IV (1993) salientaram a importância da busca de novas espécies a serem utilizadas como modelos experimentais, colaborando com o desenvolvimento de investigações vitais ao homem e aos próprios animais.

Depois da capivara (Hydrochoerus hydrochaeris), a paca (Cuniculus paca) é considerada o segundo maior mamífero roedor da região neotropical (Silva 1984, Deutsch & Puglia 1988, Queirolo et al. 2008). Com tempo médio de sobrevida de 16 anos, essa espécie está presente em grande parte do território brasileiro, além de estar distribuída geograficamente desde o sudeste do México até o sul do Paraguai e norte da Argentina, em altitudes de até 3.000 metros (Eisenberg & Redford 1999, Sainsbury 2003, Lange & Schmidt 2007, Queirolo et al. 2008). O animal tem sido utilizado para o consumo humano e o Brasil constitui um dos países com diversos criatórios autorizados para este fim (Fiedler 1990, Mockrin et al. 2005).

Ressalta-se ainda que o membro pélvico das pacas, assim como nas espécies domésticas, consiste de quatro segmentos: cíngulo pélvico (ossos coxais, sacro e as 3 primeiras ou mais vértebras caudais), coxa (fêmur, patela e sesamóides), perna (tíbia e fíbula) e pé (tarso, metatarso e dedos), porém a estrutura óssea apresenta uma maior similaridade com o porquinho-da-índia (Oliveira et al. 2007, Schaller & Constatinescu 2007, Araújo 2009).

Visto a escassez de informações referentes aos membros dessa espécie de roedor (Oliveira et al. 2007), o presente trabalho teve por objetivo avaliar por meio de estudos goniométricos os membros pélvicos de pacas criadas em cativeiro.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A metodologia adotada durante o desenvolvimento do presente trabalho foi aprovada pela Comissão de Ética no Uso de Animais (CEUA) da FMVZ, Unesp-Botucatu, e teve autorização do Sistema de Autorização e Informação em Biodiversidade (Sisbio).

Foram utilizadas oito pacas hígidas (Cuniculus paca), idade superior a um ano, sendo três fêmeas e cinco machos, com peso variando entre 6,0 kg e 8,2 kg (média de 6,98 kg), provenientes do criatório da FCAV, Unesp-Jaboticabal. Essas foram alojadas em recintos cobertos (12m2) providos de solário (30m2), distribuídas em número máximo de dois animais por recinto, onde receberam ração para roedores6, frutas, vegetais e água ad libitum, uma vez ao dia, sempre no fim da tarde. Após término da coleta de dados, os animais retornaram ao criatório original.

Para efetuar os exames goniométricos, as pacas foram mantidas em jejum hídrico e alimentar de 12 horas e submetidas à anestesia dissociativa à base de tiletamina-zolazepam (20 mg/kg)7 e xilazina8 (1mg/kg), administrada pela via intramuscular. Quando necessário, fez-se suplementação com metade da dose inicial. Um goniômetro universal de plástico transparente foi utilizado para aferir a máxima flexão e a máxima extensão das articulações coxofemoral, do joelho e tarsocrural, de ambos os membros pélvicos, com os animais posicionados em decúbito lateral, baseando-se no descrito por Jaegger et al. (2002). As medidas foram realizadas pelo mesmo avaliador em dois momentos distintos com intervalo mínimo de uma semana.

Na articulação coxofemoral o ponto de referência para centralização do eixo do goniômetro foi o trocânter maior, sendo que o braço proximal do instrumento foi posicionado paralelo a uma linha traçada entre a tuberosidade isquiática e a tuberosidade sacral e o braço distal alinhado por uma linha reta que unia o trocânter maior ao epicôndilo femoral lateral. Para o joelho o ponto de referência para a centralização do eixo do goniômetro foi o epicôndilo lateral do fêmur, sendo o braço proximal do instrumento direcionado para o trocânter maior e o braço distal para o maléolo lateral da tíbia, em consonância com o eixo longo da tíbia. Na articulação tarsocrural o ponto de referência para centralização do eixo do goniômetro foi o maléolo lateral da tíbia, sendo o braço proximal do instrumento posicionado em consonância com o eixo longo da tíbia e o braço distal com o eixo longo dos ossos metatarsianos.

Os dados foram analisados pelo programa de computador Minitab® 159, versão 15.1.0.0, determinando-se média, desvio padrão, mediana e intervalo de confiança (IC 95%) para cada categoria. Diferenças foram consideradas estatisticamente significantes para pd"0,05. Foi empregado o teste t de Student para amostras pareadas e populações dependentes. Foram feitas quatro análises de quatro grupos, utilizando-se duas variáveis, ou seja, os dois momentos de tomada de medidas pelo mesmo observador e a comparação entre os membros pélvicos direito e esquerdo, em extensão e flexão. Além disso, avaliou-se a amplitude de movimento em flexo-extensão pelo teste t de Student.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Para a contenção de animais selvagens, faz-se necessário o uso de fármacos que produzam rápida indução, analgesia adequada e bom relaxamento muscular, porém com pouca depressão cardiorrespiratória (Cruz et al. 1998, Lange & Schmidt 2007). Os roedores de porte maior (capivara, pacas e cutias) podem ser seguramente contidos pela administração intramuscular de cetamina associada a agonistas alfa-2 adrenérgicos (xilazina, medetomidina, ou romifidina) ou benzodiazepínicos (midazolam) (Cruz et al. 1998, Pachaly & Werner 1998). A associação de um agente sedativo ou tranquilizante com agentes dissociativos visa prevenir ou minimizar efeitos colaterais, tais como excitação, hipertensão e hipertonicidade muscular (Hall et al. 2001). No presente estudo, a combinação de um agonista de receptores alfa-2 adrenérgicos (xilazina) a um agente dissociativo/benzodiazepínico (tiletamina/zolazepam) permitiu a contenção física dos animais por até 60 minutos, tempo suficiente para o procedimento de goniometria. Adicionalmente, o retorno total da anestesia ocorreu em até uma hora após o início da deambulação e não houve sinais de excitação ou outros efeitos colaterais.

Em estudo efetuado em capivaras comparando as associações de cetamina com a xilazina, a romifidina ou ao midazolam, observou-se que a associação com os agonistas alfa-2 proporcionaram miorrelaxamento superior ao do benzodiazepínico (Cruz et al. 1998). Em pacas submetidas à hemi-ovariossalpingohisterectomia a associação de cetamina (20mg/kg) com xilazina (1,5mg/kg) proporcionou bom miorrelaxamento transcirúrgico (Oliveira et al. 2003). No presente estudo, foi também constatado miorrelaxamento adequado, para o procedimento proposto, com as doses utilizadas.

Existem vários modelos de goniômetro (Norkin & White 1997), porém optou-se pelo uso de goniômetro plástico, por ser facilmente manipulado e de baixo custo. Adicionalmente, em estudo realizado em cães das raças pastor alemão e labrador, verificou-se que as medidas obtidas com o goniômetro universal de plástico apresentaram menor variação em relação às aferidas com o eletrogoniômetro (Thomas et al. 2006).

A reprodutibilidade das medidas é um pré-requisito para avaliação articular na prática clínica, bem como para a interpretação dos resultados de um estudo (Gajdosik & Bohannon, 1987). Entretanto, muitos fatores podem interferir, tais como a região do corpo, se o movimento é ativo ou passivo, ou se a medida é efetuada por um avaliador ou diversos avaliadores, e a diferença entre pacientes (Gajdosik & Bohannon 1987, Norkin & White 1997). Vale citar que os pontos anatômicos utilizados para o posicionamento do goniômetro nas pacas do presente estudo foram similares aos padronizados para cães (Jaegger et al. 2002).

Não foi observada diferença estatística para os ângulos de flexão e extensão das articulações coxofemoral e tarsocrural obtidos entre os dois momentos de aferição, tanto para o membro pélvico direito como para o esquerdo, bem como entre os membros em cada momento. Por sua vez, embora todas as medidas tenham sido realizadas pelo mesmo avaliador e sempre com o mesmo instrumental, na avaliação goniométrica do joelho notou-se diferença entre os momentos na análise dos ângulos de flexão do membro direito (t=2,47; p=0,043). Apesar disso, não houve diferença entre os membros direito e esquerdo na flexão (t=-0,650; p=0,521) e extensão (t=-0,780; p=0,442) para os dois momentos (Quadros 1, 2 e 3). Em geral, nas articulações com movimentos mais complexos, como o joelho, a reprodutibilidade das medidas é mais difícil do que naquelas com simples movimento de dobradiça (Gajdosik & Bohannon 1987, Norkin & White 1997).

 

 

 

 

 

 

As variações entre as médias dos ângulos de flexão e extensão nos dois momentos, efetuadas pelo mesmo examinador, foram de 1º a 5º para cada articulação em cada membro (Quadros 1 e 2). Vale referir que em estudo comparativo entre aferições goniométricas e radiográficas dos membros torácicos e pélvicos de cães da raça labrador, os autores constataram que não ocorriam diferenças nas medidas feitas por indivíduos diferentes, porém variações de 1º a 6º poderiam surgir após múltiplas mensurações pelo mesmo investigador no exame goniométrico (Jaegger et al. 2002).

Nas pacas os valores goniométricos médios foram: flexão de 43,96º±7,62 e extensão de 118,31º±9,79 para a articulação coxofemoral, flexão de 54,25º±10,24 e extensão 131,53º±7,89 para o joelho, flexão de 45,94º±7,16 e extensão de 145,03º±5,06 para a articulação tarsocrural. Por sua vez, em cães são citados como valores de normalidade: flexão de 55º e extensão de 160-165º para a articulação coxofemoral; flexão de 45º e extensão de 160-170º para o joelho; flexão de 40º e extensão de 170º para a articulação tarsocrural (Millis et al. 2004b).

A amplitude de movimento passivo da articulação coxofemoral apresentou diferença entre os membros direito e esquerdo no momento 2 (t=4,12; p=0,004), porém não houve diferença entre os membros no momento 1 (t=1,80; p=0,115) (Quadros 4). Por sua vez, a amplitude de movimento passivo das articulações do joelho e tarsocrural não apresentaram diferença entre os membros direito e esquerdo em ambos os momentos (Quadros 5). Dessa forma, o valor médio da amplitude de movimento para articulação do joelho foi de 77,34º ±13,48, com IC 95% (72,48º; 82,20º), e o valor médio da amplitude de movimento para articulação tarsocrural foi de 99,09º±8,42, com IC 95% (96,06º; 102,13º). A amplitude de movimento das articulações do joelho e tarsocrural foram inferiores aos valores reportados para cães, que foram respectivamente de 120º e 125º (Jaegger et al. 2002). Por sua vez, a amplitude de movimento para a articulação coxofemoral direita e esquerda foi, respectivamente, 77,31º±10,84 e 67,38º±9,06 e, mesmo com valores distintos para cada membro, apresentou-se inferior a de cães (112º) (Jaegger et al. 2002). Isso indica que as pacas possuem uma amplitude de movimento menor que os cães, especialmente na extensão. Provavelmente, isso esteja relacionado com as diferenças de postura em estação entre as espécies. A paca como roedor caviomorfo é classificada como escavador ocasional, e a conformação dos membros está num aspecto transitório entre os hábitos cursores e escavadores, possuindo membros pélvicos robustos para compensar uma perda de velocidade (Elissamburu & Vizcaíno 2004, Hildebrand & Goslow Jr 2006). Adicionalmente, as pacas estão associadas mais a ações furtivas ou de natação do que as de velocidade, com membros pélvicos gerando maior impulso propulsor em relação aos torácicos (Biknevicius 1993).

 

 

 

 

CONCLUSÕES

Baseado nos resultados obtidos conclui-se que nas pacas a amplitude de movimento é maior na articulação tarsocrural, seguida pelo joelho e articulação coxofemoral.

Agradecimentos.- Ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) pela bolsa de Mestrado. Os autores também agradecem ao técnico em Tomografia Computadorizada Heraldo André Catalan e à anestesista Flávia Augusta de Oliveira. Fábio André Araújo agradece ainda a Professora Doutora Maria Cristina da Silva, Universidade Estadual do Ceará(UECE), pelo incentivo e apoio pessoal.

 

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Recebido em 25 de julho de 2009.
Aceito para publicação em 16 de dezembro de 2009.

 

 

* Autor para correspondência: fabioandre@fmvz.unesp.br

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