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Pesquisa Veterinária Brasileira

Print version ISSN 0100-736X

Pesq. Vet. Bras. vol.32 no.9 Rio de Janeiro Sept. 2012

https://doi.org/10.1590/S0100-736X2012000900018 

ANIMAIS SELVAGENS

 

Caracterização da microbiota auricular de cutias (Dasyprocta aguti) criadas em cativeiro

 

Characterization of auricular natural microbiota from captive agoutis (Dasyprocta aguti)

 

 

Cristtyan G.V. de SouzaI; Roberio G. OlindaI, *; Raimundo N.L. AmorimI; Moacir F. OliveiraI; Nilza D. AlvesI; Sthenia S.A. AmóraII; Francisco S.B. BezerraI; Francisco M.C. FeijóI

ILaboratório de Microbiologia Veterinária, Departamento de Ciências Animais, Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), BR 110 Km 47, Bairro Presidente Costa e Silva, Mossoró, RN 59625-900, Brasil
IIDepartamento de Agrotecnologia e Ciências Sociais, UFERSA, Mossoró, RN

 

 


RESUMO

O presente trabalho teve por objetivo identificar as principais bactérias aeróbias que compõem a microbiota natural do pavilhão auricular de cutias hígidas. Para tanto, foram utilizadas 48 cutias, criadas em cativeiro sob as condições Semiáridas do Nordeste Brasileiro. Esses animais foram distribuídos nas categorias de adultos (N=32) e filhotes (N=16), e, em ambas, distribuídos igualmente entre machos e fêmeas. Através de um swab, em cada animal coletou-se de cada orelha a secreção presente na superfície do pavilhão auricular dos animais, totalizando 96 amostras. Este material foi refrigerado, e encaminhado ao laboratório para a realização das análises microbiológicas (macroscopia das colônias, citologia e provas bioquímicas), com o intuito de isolar e identificar os microrganismos. Os principais microrganismos isolados foram Staphylococcus spp. (47,26%), Streptococcus spp. (12,80%), Bacillus spp. (22,73%) e Corynebacterium spp. (17,30%). Verificou-se também que não houve diferença entre adultos e filhotes em relação aos microrganismos retrocitados. Assim, as bactérias residentes do pavilhão auricular de cutias hígidas são essencialmente cocos e bacilos gram-positivos, similarmente ao encontrado em pequenos animais domésticos.

Termos de indexação: Microbiota auricular, Dasyprocta aguti, sistema auditivo, bactérias aeróbias.


ABSTRACT

The aim of this study was to identify the aerobic bacteria of the auricular natural microbiota from healthy agoutis (Dasyprocta aguti Linnaeus, 1758). In the total, 48 agoutis were used in this experiment, being 32 adults and 16 puppies (both groups divided into equal parts between males and females). The animals were raised under captive conditions, in the Brazilian Semiarid. From each animal, a sample of auricular secretion was collected from each auricular pinna and processed for microbiological analyses. A total of 96 samples were collected and analyzed by colony macroscopic format, cytology and by biochemistry proofs with the objective of isolate and identify the microorganisms. The main bacteria found were Staphylococcus spp. (47.26%), Streptococcus spp. (12.80%), Bacillus spp. (22.73%) and Corynebacterium spp. (17.30%). As conclusion, the most frequent bacteria in auricular pinna of healthy agoutis are Gram-positive cocci and rods, similarly to found in some pets.

Index terms: Microflora, Dasyprocta aguti, auditory system, aerobic bacteria.


 

 

INTRODUÇÃO

A cutia (Dasyprocta sp.) é um roedor de médio porte e existente em todo o território nacional. Pertence à classe Mammalia, à ordem Rodentia, família Dasyproctidae e ao gênero Dasyprocta, estando na mesma ordem das pacas, do porquinho-da-índia, do ouriço, das chinchilas e dos preás (Hosken & Silveira 2001). A cutia é um animal bastante predado, e por isso, vem sofrendo significativa redução de suas populações, atribuída tanto à caça predatória como à destruição de seu habitat natural (Lopes et al. 2004).

Em contrapartida, a fauna silvestre representa importante fonte protéica para a alimentação humana, além de proporcionar produtos como pele, couro e pêlos, apresentando grande potencial de mercado e podendo resultar em vantagens econômicas e sociais (Lopes et al. 2004). Adicionalmente, a criação de animais silvestres em cativeiro desponta como forma indireta e importante para se conservar espécies ameaçadas de extinção. Diante destes fatos, cresce o interesse da sociedade em estudar tais espécies, pela possibilidade de aproveitá-las quer seja no aproveitamento direto desta fonte de alimento ou mesmo na geração de renda, através da comercialização de produtos que apresentam grande potencial de mercado (Mendonça et al. 2006).

Desta feita, muitos estudos têm sido conduzidos no intuito de conhecer os mais diferentes aspectos da espécie para melhorar a eficiência produtiva da cutia em cativeiro, ou mesmo de identificar as principais enfermidades que acometem a espécie e que interferem negativamente na produção e produtividade desses animais (Lopes et al. 2004, Mendonça et al. 2006, Reginatto et al. 2008, Filgueira et al. 2010).

Sabe-se que tanto em animais de produção quanto silvestres, a otite tem repercussões econômicas acentuadas, sobretudo no que se refere aos gastos com medicamentos, manejo, diminuição da produção de leite, perda do ganho de peso e até mesmo morte de animais (Vieira et al. 2001). Assim, para o diagnóstico e consequente estabelecimento da terapêutica para a otite é necessário primariamente o conhecimento da microbiota natural do pavilhão auricular.

A microbiota normal distribui-se pelas partes do corpo que estão ou não em contato com o meio externo, isto é, tegumento e mucosas. Entretanto, a microbiota não é uniforme, podendo-se observar diferenças quanto à quantidade e qualidade. Os diversos microambientes e microclimas existentes no organismo animal possuem equilíbrios refinados. A manutenção da população microbiana normal está sujeita a mudanças físicas, químicas, imunológicas, bem como a muitos fatores microbiológicos, ainda pouco compreendidos (Melville et al. 2004). Por outro lado, quando o número habitual de microorganismos residentes está muito reduzido, os invasores oportunistas podem, então, se estabelecer mais facilmente (Burton & Engelkirk 2005).

Diante do exposto, a caracterização da microbiota do pavilhão auricular de cutias (Dasyprocta aguti Linnaeus, 1758) poderia ser utilizada como ferramenta para o estabelecimento dos parâmetros de normalidade nesta espécie, caracterizando os microrganismos simbiontes. Assim, o médico veterinário de animais silvestres disporia de mais um dado para o diagnóstico de infecções auriculares em cutias. Nesse sentido, definimos os principais microrganismos componentes da microbiota auricular endógena de cutias hígidas em diferentes faixas etárias, criadas em cativeiro.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O experimento foi cadastrado na Pró-Reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa sob o número PI 0809A-19 e foi realizado no Centro de Multiplicação de Animais Silvestres (CEMAS) da Universidade Federal Rural do Semiárido (UFERSA), Mossoró-RN, que está registrado junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) como criadouro científico sob o número 1478912.

As cutias foram mantidas em recintos telados (2,5x2,5m), e separadas por categorias de acordo com o sexo e faixa etária, para a realização do adequado manejo reprodutivo e sanitário. Foram utilizadas 48 cutias, sendo 16 fêmeas adultas, 16 machos adultos e 16 filhotes (8 machos e 8 fêmeas). Todos os animais foram alimentados com milho em grão, frutas, vegetais verdes e ração comercial para coelhos, suplementada com complexo vitamínico e mineral na forma farelada e água ad libidum.

Para a colheita das amostras, os animais foram capturados e contidos fisicamente através de um puçá, e luvas de couro. Após a contenção, os animais foram submetidos ao exame físico e logo em seguida os ouvidos foram examinados por otoscopia direta. Somente foram utilizados animais que não apresentassem nos ouvidos lesões de epitélio, presença de secreção seropurulenta ou sanguinolenta, prurido, hiperemia, inflamação e com bom escore corporal. Constatada a ausência de alterações patológicas macroscópicas, amostras da secreção auricular foram colhidas por meio de swabs estéreis. No total, 96 amostras foram colhidas, sendo uma amostra para cada orelha. As amostras foram acondicionadas em tubos com meio de Stuart e imediatamente transferidas ao laboratório, dentro de caixas isotérmicas mantidas sob refrigeração. As amostras foram então semeadas em Ágar Sangue de carneiro desfibrinado a 5% e Ágar MacConkey, e incubadas à temperatura de 37°C em estufa bacteriológica por 24-48h sob condições de aerobiose (Olinda et al. 2010).

As colônias produzidas foram colhidas com alça de platina e inoculadas em tubos contendo caldo BHI (Brain and Heart Infusion Broth), para a identificação microbiana baseada nas características macroscópicas, morfotintoriais pela coloração do método de Gram e pela definição do perfil bioquímico (MacFaddin 2000, Murray et al. 2003).

Análise estatística foi realizada através do teste do Qui-quadrado, sendo considerada significativa uma diferença da ordem de 5% (p<0,05).

 

RESULTADOS

O cultivo bacteriológico das amostras colhidas do pavilhão auricular de cutias resultou na identificação de microrganismos mesófilos aeróbicos com aspecto morfológico de bastonetes, sendo os mesmos distribuídos entre diferentes espécies, como: Bacillus spp., Corynebacterium spp., e cocóides, Staphylococcus aureus, Staphylococcus coagulase-positivo, Staphylococcus coagulase-negativo e Streptococcus spp. Todos os microrganismos isolados demonstraram-se como bactérias Gram-positivas. Staphylococcus spp. foram as bactérias mais comumente isoladas, apresentando uma frequência de 47,26% do total de microrganismos isolados (Quadro 1).

 

 

Verificou-se diferença estatística (P<0,05) entre as frequências de isolamentos de bastonetes Gram positivos nas amostras (40,03%) em relação às amostras de cocos Gram positivos (59,97%). Foi ainda observada diferença (P<0,05) em relação às frequências de bactérias com aspecto morfológico cocóide quando as espécies foram comparadas entre si (Quadro 1).

Para os resultados das amostras colhidas das orelhas de filhotes (N=16), de fêmeas e machos adultos (N=32), não foram verificadas diferenças (P>0,05) entre as freqüências de isolamentos de bactérias Gram-positivas quando os grupos foram comparados em relação à faixa etária e ao sexo dos animais.

 

DISCUSSÃO

Frente ao crescente interesse na ecologia e conservação das espécies, a demanda por diagnósticos e tratamentos de desordens médicas em animais não domésticos mantidos em cativeiro tem sido solicitada aos médicos veterinários atuantes na área (Galera et al. 2002). Diante dessa demanda, torna-se interessante o conhecimento da microbiota bacteriana nestas espécies, pelo fato destes agentes interagirem profundamente com o hospedeiro para benefício e prejuízo. A microbiota pode manifestar efeitos patofisiológicos de acordo com a variação de parâmetros fisiológicos do hospedeiro. Desta forma, o estado nutricional do hospedeiro, uso de drogas, envelhecimento, incidência de neoplasias ou imunossupressão podem gerar infecções oportunistas. Em contrapartida, quando intacta esta microbiota atua na resistência contra infecções, através da inibição do estabelecimento de bactérias patogênicas, e ocupação dos sítios de fixação disponíveis (Huchzermeyer 2000, Hariharan et al. 2011).

No presente estudo observou-se que, sob condições de cativeiro, a microbiota auricular normal das cutias, apresentou composição e número variável, sendo estatisticamente diferente (P<0,05). Vale destacar que esses microrganismos comensais podem manifestar propriedades invasivas, mesmo que estejam em pequeno número no pavilhão auricular, caso ocorra alguma ruptura da homeostasia no estado de higidez. Essa situação está bem caracterizada nos pequenos animais domésticos (cães e gatos), tendo sido descritos casos frequentes de infecções otológicas e dermatológicas oriundas das bactérias Staphylococcus spp., Staphylococcus aureus, Streptococcus spp., Bacillus spp. e Corynebacterium spp. Apesar de estes microrganismos serem considerados comensais nestes sítios epidérmicos, os mesmos têm sido caracterizados também como patógenos oportunistas (Scott et al. 1996, Bonates 2003, Oliveira et al. 2005, 2008, Spinelli et al. 2010).

Nas cutias são escassos os relatos de enfermidades infecciosas por contaminações com tais agentes. No entanto em estudo conduzido por Filgueira et al. (2010) foi relatado um caso de piodermatite profunda em cutia, em que o agente etiológico apontado foi o cocobacilo Corynebacterium pseudotuberculosis. Torna-se importante salientar que o enquadramento de um microrganismo na microbiota endógena, geralmente considerada de pouca virulência, não o torna inócuo. Contrariamente, é possível que este microrganismo tenha grande importância clínica, particularmente em indivíduos de baixa imunidade. Falhas ao excluir a microbiota normal durante os procedimentos de análise da amostra clínica podem levar à necessidade de maior tempo para a análise, ou ao fornecimento de dados inacurados ao clínico (Souza & Scarcelli 2000).

Neste estudo observou-se que não houve diferença na comparação dos paramêtros idade e estato sexual, entre as cutias estudadas. Supõe-se que os habitantes de um nicho ecológico semelhante deve ter uma população de microorganismos semelhantes na superfície do ouvido externo. Observou-se ainda que o estabelecimento da microbiota do pavilhão auricular nos filhotes iniciou-se no período neonatal, em decorrência, provavelmente, do contato com as mucosas da progenitora e do ambiente externo. Casos similares foram registrados em pequenos animais domésticos, em que o estabelecimento da microbiota residente do ouvido externo, não apresentou variações na distribuição dos microrganismos quanto a idade e sexo, sendo formada basicamente por cocos Gram-positivos e bastonetes Gram-positivos (Langoni et al. 1991, Amaral et al. 1998, Bonates, 2003). Tal relação tem valor notório para os animais que vivem no ambiente natural, justamente pela diversidade de organismos e ambientes diferentes a qual os animais entram em contato.

 

CONCLUSÕES

Staphylococcus spp. foram os microorganismos isolados mais comumente no estrato epitelial do canal auditivo normal de cutias criadas em cativeiro, sendo Bacillus spp. os segundos mais prevalentes, seguidos por Corynebacterium spp.

Essa composição de microbiota demonstrou-se similar ao encontrado em isolados do ouvido externo de outras espécies de mamíferos domésticos e silvestres (Langoni et al. 1991, Amaral et al. 1998, Bonates, 2003, Hariharan et al. 2011, Lima et al. 2012).

Agradecimentos.- Ao CNPq e à UFERSA pela concessão de bolsa de iniciação científica ao primeiro autor desta pesquisa.

 

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Recebido em 28 de março de 2012.
Aceito para publicação em 26 de maio de 2012.

 

 

* Autor para correspondência: rgumes@hotmail.com

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