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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.51 no.4 Belo Horizonte Aug. 1999

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09351999000400006 

Tipo e freqüência de alterações dentárias e periodontais em cães na região de Jaboticabal, SP

(Type and frequency of dental diseases and disorders in dogs in the region of Jaboticabal, SP)

 

L.M. Domingues1, A.C. Alessi2*, J.C. Canola2, M. Semprini3

1Médica Veterinária - MS, FCAV - UNESP
2Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP-Jaboticabal
Rod. Carlos Tonanni, Km 5
  14870-000 – Jaboticabal, SP 
3FORP – USP

 

Recebido para publicação, em 3 de novembro de 1998.
*Autor para correspondência

 

 

RESUMO

Realizou-se levantamento das alterações periodontais, dentárias e da oclusão dental espontâneas em 215 cães necropsiados ou que morreram por razões diversas, no Hospital Veterinário da Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da UNESP, Jaboticabal. As alterações periodontais, identificadas por exame clínico, foram tabuladas considerando raça, dieta, faixa etária e sexo. Os índices gengival e de placa foram aplicados a todos os animais e análise radiográfica foi realizada quando necessária. O levantamento epidemiológico revelou elevada freqüência de alterações relacionadas à presença de placa bacteriana e de alterações gengivais. Observou-se também agravamento das alterações com o avançar da idade, evidenciado radiograficamente. Os animais alimentados somente com ração apresentaram menor freqüência de alterações relacionadas aos índices gengival e de placa, em relação àqueles alimentados com dieta caseira. Não se observou diferença entre sexos quanto às alterações dentárias.

Palavras-chave: Cão, alteração dentária, alteração periodontal

 

ABSTRACT

The type and frequency of dental diseases and disorders in 215 dogs were studied. Periodontal disorders were identified through clinical investigation, microbiological and histopathological examination. Radiographs were taken in case of severe dental and periodontal disorders. Disorders were classified according to breed, diet, age and sex. Gingival and plaque indexes were estimated in all animals. The study showed a high frequency of disorders like dental plaque and gingival lesions. Disorders were more severe in older animals. Animals fed only with commercial rations showed a lower frequency of disorders related to gingival and plaque than animals fed with human waste food. No differences between male and female frequency of disorders were observed. The radiographic evaluation was an important and useful method for the diagnosis of periodontal disorders.

Keywords: Dog, dental disorder, periodontal disorder

 

 

INTRODUÇÃO

Lesões primárias de cavidade oral em cães são descritas por vários autores. Tholen & Hoyt (1990), Court et al. (1993), Gioso (1993) e Thomson (1998) relatam que dentre as alterações observadas na cavidade oral de cães e gatos, registram-se as gengivites, periodontites, zonas de necrose, neoplasias, granuloma periapical, cálculos dentárias, dentição decídua persistente, hipoplasia de esmalte, fratura dentária, desgaste e cárie dentária.

Para discutir alterações dentárias em cães, primariamente deve-se saber o que é considerado normal para a espécie quanto ao número de dentes e tipo de oclusão, persistência de dentição decídua, desgaste dentário, hipoplasia de esmalte, fratura dentária e retração ou hiperplasia gengival e ainda presença de placa bacteriana, cálculo dentário, gengivite e periodontite.

O número de dentes considerado normal para a espécie canina está relacionado com a fórmula dental específica para a espécie. Para Nickel et al. (1979), Kirk (1984) e Harvey & Emily (1993), a fórmula dental para cães difere quanto às dentições decídua e permanente. Assim, deve-se levar em consideração a idade do animal e o tempo de erupção dos dentes quando se avalia o número total de dentes.

A oclusão dental dos cães foi caracterizada, segundo Harvey & Emily (1993), em oclusão dental normal e anormal, embora haja variações aceitáveis conforme a raça.

Quanto à persistência de dentição decídua, autores relatam que até os sete meses de idade o cão deverá possuir a dentição permanente completa, e que a permanência de dentes decíduos após este período pode ser considerada anormal, sendo caracterizada como persistência (Harvey & Emily, 1993; Gioso, 1993).

Desgaste dentário, fratura dentária, hipoplasia de esmalte, retração ou hiperplasia gengival, entre outras, são alterações comumente observadas na cavidade bucal de cães e clinicamente diagnosticadas (Tholen & Hoyt, 1990; Court et al., 1993; Gioso 1993). No caso de retração ou hiperplasia gengival, que fazem parte do complexo lesão periodontal, pode-se utilizar de uma sonda periodontal milimetrada para a verificação da extensão da lesão (Gioso, 1993).

Com relação a placa bacteriana, cálculo dentário, gengivite e periodontite, a literatura estabelece índices gengival e de placa que facilitem a padronização dos dados (Löe, 1967)

O presente trabalho teve por objetivo realizar um levantamento das alterações dentárias, periodontais e da oclusão dentária espontânea de cães da região de Jaboticabal, SP.

 

MATERIAL E MÉTODOS

A população de estudo constituiu-se de cães que deram entrada ao serviço de atendimento de necropsia do Departamento de Patologia Veterinária (FCAV - Unesp - Campus de Jaboticabal) e de atendimento cirúrgico do Hospital Veterinário (HV) da mesma instituição, no período de 18 meses, totalizando 215 cães, machos e fêmeas, de diferentes raças ou sem raça definida, com diferentes faixas etárias. O estudo baseou-se no levantamento epidemiológico de lesões relacionadas ao dente e ao periodonto mais freqüentemente encontradas em cães, obtendo-se, dessa forma, um panorama geral das condições clínicas da cavidade bucal de cães da região.

Os critérios adotados para anotação do levantamento foram baseados em: número de dentes e tipo de oclusão segundo Harvey & Emily (1993), persistência de dentição decídua, desgaste dentário, hipoplasia de esmalte, fratura dentária e retração ou hiperplasia gengival segundo Tholen & Hoyt (1990), Court et al. (1993) e Gioso (1993), presença de placa bacteriana, cálculo dentário, gengivite e periodontite, e, ainda, índices gengival e de placa bacteriana segundo Löe (1967). As alterações que apresentaram suspeita de comprometimento pulpar do órgão dentário foram submetidas a avaliação radiográfica.

Os dados epidemiológicos relacionados ao dente e ao periodonto foram tabulados e distribuídos por idade, sexo, tipo de alimentação e raça, e procurou-se estabelecer a correlação desses dados com a dieta, o sexo, a faixa etária e a raça.

Além desses métodos clínicos de auxílio para identificação e padronização das alterações, utilizou-se também avaliação radiológica que muitas vezes se faz essencial para o diagnóstico (Goldstein,1990).

 

RESULTADOS

Observou-se predomínio dos cães sem raça definida (SRD) (45,6%) sobre os cães de raças definidas, e entre essas as mais observadas foram Cocker Spaniel (9,8%), Boxer (7,4%), Rottweiler (7,4%), Poodle (6,5%), Dachshund (6,1%), Pastor Alemão (5,6%) e Pinscher (5,1%).

Dos 215 cães estudados, notou-se maior concentração na faixa etária de um a seis anos de idade, com 65,6%, seguida pela faixa etária maior que seis anos, com 18,1% e pela faixa etária menor ou igual a um ano, com 16,3%. Com relação à dieta, a maioria, 60,5%, foi alimentada somente com ração, 32,6%, com alimentação caseira e 7,0%, com ração e comida caseira. O grupo de animais foi composto por 50,2% de machos e 49,8% de fêmeas.

As alterações dentárias e de oclusão observadas foram: anodontia (6,6%); desgaste dentário (15,3%); fratura dentária (2,4%); hiperplasia gengival (2,1%); maloclusão (8,4%); persistência de dente decíduo (1,2%); retração gengival (3,9%), dente supranumerário (0,6%). Os animais que apresentaram alterações relacionadas somente aos índices gengival (IG) e de placa (IP), como presença de placa bacteriana, cálculo dentário, gengivite e periodontite em seus diferentes graus, totalizaram 59,6%.

Observou-se maior concentração do índice gengival 0 (58,1%), ou seja, sem alterações. Conseqüentemente, o somatório dos índices 1, 2 e 3 totalizou 41,9%. Quanto ao IP, observou-se maior concentração de cães no índice 2 (46,5%) seguido pelo índice 3 (31,6%).

A distribuição das alterações dentárias e de oclusão dentária por faixa etária, por sexo e por dieta está expressa nas Fig. 1, 2 e 3, respectivamente. A distribuição dos índices gengival e de placa, por dieta, por sexo e por faixa etária nas Fig. 4, 5 e 6, respectivamente.

 

 

 

 

 

 

 

DISCUSSÃO E CONCLUSÕES

O estudo das alterações torna-se relevante pelo fato de ser inédito na região e, na forma em que foi realizado, inédito também no Brasil. Esse fato reveste-se de importância, pois a população canina brasileira difere bastante daquelas que foram objeto de estudo em outros países, principalmente no que diz respeito ao perfil das raças, tipo de alimentação e aspectos sanitários em geral. De fato, dos 215 cães objeto de estudo, 98, ou seja, (45,6%) eram sem raça definida (SRD). Esses animais foram incluídos no estudo ao acaso, a amostra é representativa da população de cães atendida no Departamento de Patologia Veterinária e no Hospital Veterinário da FCAV – Unesp, Jaboticabal. Nos estudos disponíveis na literatura, realizados em outros países, os cães eram, geralmente, de raças definidas.

A freqüência das alterações encontradas no presente estudo mostra que aquelas associadas à presença de placa e de alterações gengivais foram as mais freqüentes. Observou-se também nítido aumento da gravidade dessas alterações com o avançar da idade (Fig. 1), que pode ser bem avaliada com auxílio do exame radiológico e, assim, classificada em estádios de doença periodontal (Harvey & Emily, 1993), o que na prática facilita o prognóstico e o tratamento das alterações. Quanto a esse aspecto, Gad (1968) também verificou que cães com idade acima de três anos eram portadores de doença periodontal severa. Da mesma forma, Sorensen et al. (1980) mostraram que a incidência de doença periodontal é alta e progressiva com o avançar da idade. Na prática da clínica de pequenos animais a doença periodontal é considerada como a mais comumente encontrada entre as alterações dentárias e periodontais (Dillon, 1984), acometendo aproximadamente 80-85% dos cães acima de um ano (Bennet & Pollard, 1993). Sobre esse dado há divergências, pois, segundo outros autores, a doença periodontal seria comum em cães acima de dois, três, quatro, cinco e até seis anos (Beard, 1991; Harvey, 1993; Sarkiala et al., 1993). No presente trabalho a doença periodontal, em seus diversos graus, foi a mais freqüentemente observada em cães acima de um ano de idade, atingindo até 100% em algumas raças, concordando assim com o estudo de Bennet & Pollard (1993).

Muitos dos estudos que relatam alterações dentárias, não as correlacionam. Não se encontrou na literatura relato sobre raças predisponentes a determinadas alterações, com algumas exceções, por exemplo a raça Boxer, considerada como predisposta a hiperplasia gengival (Gioso, 1993).

O perfil da distribuição de alterações por idade (Fig. 1) também mostrou-se interessante. Nos cães da faixa etária menor que um ano de idade, alterações relacionadas aos IG e IP estavam presentes em 74,2% dos animais. Por outro lado ocorreram, com pequena freqüência desgaste, maloclusão, persistência de dentição decídua e hiperplasia gengival. Nos animais da faixa etária entre um a seis anos de idade, alterações relacionadas aos índices atingiram 95,7% dos cães. Observaram-se também outras alterações com menor freqüência, como, por exemplo, o desgaste dentário que atingiu 23,4%. Entre os cães com mais de seis anos de idade, houve 100% de acometimento pelas alterações relacionadas aos índices, o desgaste dentário por sua vez atingiu 43,6%.

Notou-se predomínio do IG igual a 0 para todas as faixas etárias (Fig. 6), mas deve-se observar que apesar desse predomínio, as faixas entre um e seis e maior que seis anos de idade tiveram presença importante do IG igual a 2 e 3, confirmando que com o avançar da idade as lesões tendem a se agravar. No caso do IP, notou-se predomínio para o índice 0 na faixa etária menor que um ano de idade, mas observou-se presença de IP igual a 1 e 2 em vários casos. Na faixa etária entre um e seis anos de idade, houve predomínio do índice 2 e nos cães maiores que seis anos de idade, do índice 3. Ainda não existe o hábito de profilaxia oral em animais, ou seja, escovação, sendo portanto esperado que o índice de placa se agravasse com o avançar da idade, visto que somente a escovação é eficaz no controle da placa bacteriana.

Quanto ao sexo, observou-se que não houve diferença marcante entre machos e fêmeas (Fig. 2 e 5), como já citado por Court et al. (1993) e Sarkiala et al. (1993), os quais não correlacionam nenhum fator importante para o ocorrido.

Como já foi mencionado, a dieta natural dos carnívoros selvagens tem um efeito antiplaca devido, principalmente, à consistência dos alimentos ingeridos. Miles & Grigsin (1990), estudando 1157 mandíbulas de espécimes selvagens, observaram sinais de doença periodontal em somente 2% dos animais. Com a domesticação desses animais, e na tentativa de melhorar a sua alimentação, muitas vezes os alimentos oferecidos favorecem o acúmulo de placa. Por outro lado, outros estudos têm mostrado que o formato do alimento é muito mais importante no controle da placa e da inflamação gengival em cães do que o conteúdo nutricional da dieta. (Lage et al., 1990; Watson, 1994). Comprovando ainda que a consistência dos alimentos possui um efeito antiplaca, Lage et al. (1990) realizaram um estudo sobre o efeito dos biscoitos na remoção de cálculo dentário em cães, onde observaram que a consistência dura, juntamente com a freqüência utilizada foi eficaz como antiplaca. No presente estudo, procurou-se estudar a relação da dieta dos cães com as alterações observadas na cavidade bucal. Pôde-se observar que houve alta incidência das alterações relacionadas ao IG e IP, mais de 85%, para os três tipos de dieta (Fig. 3). No entanto os cães com dieta caseira atingiram 100%, o que depõe favoravelmente à qualidade das rações industrializadas. Porém, não se pode simplesmente atribuir à consistência da ração esse tipo de "proteção" dos dentes, pois as rações certamente apresentam melhor balanceamento de nutrientes do que se conseguiria com alimentação caseira. A diferença do percentual entre as dietas, no entanto, não foi tão marcante e, a rigor, esperar-se-ia que o uso de ração resultasse em controle mais efetivo da placa bacteriana e, conseqüentemente, uma diferença mais acentuada. Merece ser questionado até que ponto as dietas comerciais oferecidas no mercado possuem formato e consistência eficazes no controle da placa bacteriana. Ao que tudo indica, esse controle ainda está longe de ser o ideal. Pesquisas do tipo da realizada por Watson (1994) ainda são necessárias, sua pesquisa mostrou que a dieta dura oferece certa prevenção ou retardamento da instituição da doença periodontal. Assim como a consistência dos alimentos pode favorecer ou prejudicar o acúmulo de placa bacteriana, também pode estar relacionada a outras alterações. Neste estudo observou-se desgaste dentário mais evidenciado em cães que se alimentavam somente de ração. As rações comerciais de consistência dura favorecem a eliminação da placa gengival por atrito, mas acredita-se que esse fator não seria suficiente para causar um desgaste dentário, sendo portanto necessário mais estudos sobre esse aspecto para a confirmação de um fato real ou apenas coincidente. A retração e hiperplasia gengivais foram mais evidenciadas em cães que se alimentavam de dieta caseira, devido provavelmente à inexistência de um fator físico que auxiliasse na remoção da placa bacteriana e também ao maior acúmulo de restos alimentares, favorecendo assim a instalação de doença periodontal e sua rápida evolução (Fig. 3).

A placa bacteriana é a principal causa da doença periodontal. Microrganismos presentes na placa na região do sulco gengival ou substâncias liberadas por eles podem levar ao processo inflamatório (McPhee & Cowley, 1981). Revestem-se então de importância os estudos sobre a microbiota presente nessas alterações, assim como mais estudos sobre os diversos fatores relacionados aos problemas da cavidade oral. A odontologia veterinária é uma área que ainda requer muitos estudos, sendo portanto um bom campo de atuação para o médico veterinário.

 

AGRADECIMENTOS

À FAPESP e à Capes pelo auxílio financeiro, e aos técnicos Narcizo B. Tel, Edgar Homem, Francisca A. Ardison, Maria I.Y. Campos, Paulo J. Furlan Marques e João Faccini Filho.

 

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