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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53 no.4 Belo Horizonte Aug. 2001

https://doi.org/10.1590/S0102-09352001000400013 

Taxas de gestação de novilhas receptoras submetidas à administração de rbST, GnRH ou hCG no quinto dia do ciclo estral

[Pregnancy rates of recipient heifers submitted to administration of rbST, GnRH or hCG on day five of the estrous cycle]

 

J.F. Fonseca1, J.M. Silva Filho*1, A. Pinto Neto1, M.S. Palhares1, J.R.M. Ruas2

1Escola de Veterinária da Universidade Federal de Minas Gerais
Caixa Postal 567
30123-970 – Belo Horizonte, MG
2
Empresa Mineira de Pesquisa Agropecuária (EPAMIG)

 

Recebido para publicação em 22 de março de 2000.
Recebido para publicação, após modificações, em 5 de abril de 2001.
Colaboradores: M.T.T. Alvin, H. Belisário, W.P. Saliba
Centro de Assessoria Técnica e Transferência de Embriões (CENATTE - Pedro Leopoldo – MG)
*Autor para correspondência
E-mail:
monteiro@vet.ufmg.br

 

 

RESUMO

Estudou-se a habilidade de diferentes hormônios administrados no quinto dia do ciclo estral em elevar a taxa de gestação em 196 novilhas receptoras, mestiças Holandês-Zebu, aleatoriamente distribuídas em quatro tratamentos: T1-controle (n=50), T2-administração subcutânea de 500mg de rbST (n=44), T3-administração intramuscular de 100m g de GnRH (gonadorelina; n=46) e T4-administração de 3000UI de hCG (1000UI endovenosa e 2000UI intramuscular; n=56). Embriões coletados aos sete dias foram eqüitativamente distribuídos (estádio e qualidade) e transferidos para as receptoras no sétimo dia do ciclo estral. As taxas de gestação detectadas por palpação transretal 53 dias após a transferência dos embriões não diferiram entre os tratamentos, sendo: 15/24 em T1 (62,5%), 15/25 em T2 (60,0%), 13/29 em T3 (44,8%) e 22/31 em T4 (71,0%). Estes resultados demonstraram que a administração de rbST, GnRH ou hCG no quinto dia do ciclo estral não foi capaz de elevar as taxas de gestação.

Palavras-chave: Bovino, Nelore, embrião, rbST, GnRH, hCG.

 

ABSTRACT

The ability of different hormones administered on day five of the estrous cycle to increase pregnancy rates was studied in 196 recipient crossbred Holstein-Zebu heifers, randomly assigned to four treatments: T1-control (n=50), T2- subcutaneous administration of 500mg of rbST (n=44), T3- intramuscular administration of 100m g of GnRH (gonadorelin; n=46) and T4-administration of 3000IU of hCG (1000IU endovenous and 2000IU intramuscular; n=56). Seven-day embryos were equally distributed (stage and quality) and transferred to recipient heifers on day seven of the estrous cycle. Pregnancy rates detected on day 53 after embryo transfer did no differ among treatments, being: 15/24 in T1 (62.5%), 15/25 in T2 (60.0%), 13/29 in T3 (44.8%) e 22/31 in T4 (71.0%). The results showed that administration of rbST, or GnRH or hCG on day five of the estrous cycle was not capable to increase pregnancy rates.

Keywords: Cattle, Nelore, embryo, rbST, GnRH, hCG.

 

 

INTRODUÇÃO

As taxas de gestação obtidas a partir da transferência de embriões frescos variam muito apresentando valores entre 50 e 60%. A elevação desses índices tem sido campo de intensa investigação, tanto por parte das entidades de pesquisa, quanto de equipes envolvidas com a transferência de embriões.

A superovulação interfere na fisiologia animal por meio da administração de hormônios que aumentam em várias vezes sua concentração fisiológica. Com isso, além do maior número, obtêm-se embriões de vários estádios de desenvolvimento e qualidade, o que pode contribuir para a morte embrionária, principal obstáculo a ser transposto quando se deseja elevar as taxas de gestação. Já em 1956, Wiltbank e colaboradores propuseram que tal fenômeno poderia ocorrer em função de uma deficiência de progesterona, como resultado da função lútea reduzida ou regressão do corpo lúteo (CL). Posteriormente, propôs-se que o estabelecimento e a manutenção da gestação em bovinos estavam relacionados com a capacidade do CL em produzir progesterona (Staples & Hansel, 1961), isto é, animais que não ficaram gestantes apresentavam menor concentração plasmática entre o 10º e 16º dia do ciclo estral (Dizerega & Hodgen, 1981; Lamming et al., 1981) do que aqueles que se tornaram gestantes. Desde então, estratégias têm sido desenvolvidas para corrigir a inadequada função lútea, como o uso de progesterona suplementar de várias fontes exógenas (Northey et al., 1985; Robinson et al., 1989) ou de GnRH (Nakao et al., 1983; Lewis et al., 1990), administrados em vários tempos após o acasalamento, mas os resultados sobre as taxas de gestação permanecem inconsistentes. A administração de hormônios gonadotróficos como LH (Donaldson & Hansel, 1965) ou hCG (Wagner et al., 1973; Bruel et al., 1990; Sianangama & Rajamahendran, 1992) em vários tempos após o acasalamento também tem sido utilizada com tal propósito. O uso de hCG em bovinos elevou as taxas de gestação em alguns estudos (Wiltbank et al., 1961; Holness et al., 1982; Sianangama & Rajamahendran, 1992), mas não em outros (Wagner et al., 1973; de los Santos Valdez et al., 1982; McDermot et al., 1985).

O hormônio do crescimento (GH) ou somatotropina (ST) também é capaz de alterar a função lútea. Foi demonstrado que o GH potencializa a diferenciação de células da granulosa (cultivadas in vitro) estimuladas pelo FSH e aumenta a secreção in vivo de IGF-1 (Herrler et al., 1994) e de progesterona em novilhas (Lucy et al., 1994a,b). A ST bovina recombinante (rbST) elevou o peso e a esteroidogênese do CL, o que pode ter ocorrido em função de mudanças celulares induzidas por esse hormônio durante fases iniciais de desenvolvimento do CL (antes do nono dia), por efeito direto da rbST sobre o CL maduro (após o nono dia), ou ainda por uma combinação destes efeitos durante os dois períodos. Notavelmente, a rbST aumentou a freqüência de pulsos de LH e a produção de progesterona em vacas lactantes 10 dias após o parto, mostrando mais uma via pela qual pode haver aumento de função lútea (Schemm et al., 1990).

Segundo Thatcher et al. (1994), qualquer tratamento que retarde a regressão do CL pode permitir ao embrião tempo adicional para se desenvolver e ter alta probabilidade de exercer efeito anti-luteolítico ou luteotrófico. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da administração de rbST, de GnRH e de hCG no quinto dia do ciclo estral de receptoras de embriões bovinos sobre a taxa de gestação.

 

MATERIAL E MÉTODOS

O estudo foi realizado de outubro de 1998 a fevereiro de 1999, utilizando-se 196 novilhas mestiças Holandês-Zebu selecionadas e mantidas em pasto. Após avaliação dos ovários e do trato reprodutivo por palpação transretal e vaginoscopia, para a confirmação da presença de corpo lúteo e eliminação de qualquer animal com problemas reprodutivos, as receptoras que estavam entre o 7º e 14º dia do ciclo estral (estro = dia 0) tiveram o ciclo estral estrategicamente sincronizados com as doadoras, por meio da administração subcutânea (SC, sob a vulva) de 0,25 miligrama de um análogo de PGF2a (Cloprostenol, Ciosinâ , Coopers do Brasil). Elas foram observadas para detecção de estro duas vezes por dia (6h às 7h e 18h às 19h), e entraram em estro entre 24 e 72h após a administração de PGF2a . Após a caracterização do estro, os animais foram distribuídos aleatoriamente em quatro tratamentos com administração hormonal no quinto dia do ciclo estral: T1-controle sem hormônio (n=50), T2-500mg de rbST (Sometribove Zinco, Lactotropinâ , Elanco Saúde Animal) por via SC na base da cauda (n=44), T3-100mg de GnRH (Gonadorelina, Cystorelin ®, Merial Saúde Animal) por via IM (n=46) e T4 = 2000UI (unidades internacionais) IM e 1000UI endovenosa de hCG (Gonadotrofina Coriônica Humana, Vetecorâ , Serono Veterinária) (n=56).

Vinte e três doadoras das raças Nelore Padrão (n=11), Nelore Mocho (n=3), Gir (n=4), Guzerá (n=1), Brahman (n=2), Canchin (n=1) e Charolês (n=1), alojadas no Centro de Assessoria Técnica e Transferência de Embriões (CENATTE, Pedro Leopoldo, MG), após seleção e controle do ciclo estral com detecção do estro base (dia-0 ou dia do estro), foram superovuladas entre os dias 8 e12 (10º dia em média) do ciclo estral com FSH (Plusat ®, Serono Veterinária) na dosagem de 350UI, fracionada em oito doses decrescentes, administradas a cada 12 horas, por via IM, durante quatro dias. As doadoras receberam duas doses IM de 1,0mg de PGF2a cada após 60 e 72h do início da superovulação para indução do estro. Cada doadora foi submetida a três inseminações artificiais (IA). A primeira foi realizada 14 horas após o início do estro e as demais a intervalos de oito horas.

Os embriões foram coletados não cirurgicamente no sétimo dia (7± 0,5d) após o estro em meio PBS (tampão salina fosfato) de Dulbecco & Vogt, modificado por Whittingham (1971), sendo em seguida avaliados ao microscópio estereoscópio segundo a qualidade (Kennedy et al., 1983) e estádio de desenvolvimento embrionário (Lindner & Wright, 1983). Mórulas e blastocistos, classificados como viáveis (transferíveis), foram eqüitativamente distribuídos e transferidos cirurgicamente no sétimo dia do ciclo estral das receptoras, nas seguintes proporções: T1=24, T2=25, T3=29 e T4=31. Decorridos 53 dias da transferência de embriões, as receptoras foram avaliadas por palpação transretal para verificação da taxa de gestação segundo os tratamentos, as quais foram analisadas pelo teste de dispersão de freqüências do qui-quadrado (Sampaio, 1998).

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

O número total de animais utilizados para a transferência de embriões, 109 receptoras ou 55,6% (109/196), mostra uma das grandes dificuldades na realização de estudos envolvendo a transferência de embriões a qual, devido à imprevisibilidade do número de embriões recuperados por doadora por coleta, requer número elevado de receptoras (Tab. 1).

 

 

Cento e três embriões (94,5%) pertenciam às raças zebuínas, sendo 77 (70,6%) das raças Nelore Mocho e Nelore Padrão (Tab. 2).

 

 

As taxas de gestação que não diferiram entre si segundo os tratamentos (c 2 = 3,43548; GL=3; P>0,05) são apresentadas na Fig. 1.

 

 

A média de 4,74 embriões viáveis por doadora obtida neste estudo foi semelhante aos resultados apresentados por equipes de transferência de embriões e apontados por estudo anterior (Callesen et al., 1995), que relatam média de quatro a cinco embriões por doadora. A taxa de gestação total de 59,6 % foi superior aos resultados relatados por Callesen et al. (1995) que obtiveram 43,6 % (623/1429) de animais gestantes, ao trabalharem com embriões de raças de origem européia.

A taxa de gestação de T2 (60 %) não confirmou os resultados obtidos por Stanisiewski et al. (1992) e Esteban et al. (1994), que observaram elevação significativa das taxas de gestação associada à administração de rbST. Esses autores trabalharam com vacas em lactação, cuja fertilidade estava reduzida. Tzeng et al. (1993) verificaram aumento da taxa de implantação embrionária no ser humano, ao trabalharem com mulheres que apresentavam fertilidade reduzida. Apesar de a rbST já estar sendo usada com relativa freqüência na superovulação em bovinos (Lucy et al., 1994a; Izadyar et al., 1996; Pavlok et al., 1996), não existem dados disponíveis na literatura com relação ao seu uso em receptoras de embriões, permanecendo essa área como objeto de estudo.

A administração de GnRH não aumentou a taxa de gestação, o que está de acordo com os resultados de Pratt et al. (1982) e Lewis et al. (1990). Entretanto, os resultados de Nakao et al. (1983) mostraram aumento na taxa de gestação em rebanho de fertilidade reduzida. Os resultados ficaram aquém das expectativas (44,8%), uma vez que esse hormônio possui reconhecida capacidade de promover a formação de CLa e elevar a concentração plasmática de progesterona (Schmitt et al., 1996). Com relação ao hCG, que apresenta habilidade semelhante ao GnRH (Schmitt et al., 1996), não se obteve aumento significativo na taxa de gestação. Estes resultados estão de acordo com Bruel et al. (1990) e Walton et al. (1990). No entanto, Sianangama & Rajamahendran (1992) e Fricke et al. (1992) obtiveram aumento significativo nas taxas de gestação, o que mostra o conflito de resultados entre autores. Consideração importante foi apresentada por Staples & Hansel (1961) segundo os quais, para que haja desenvolvimento embrionário normal, a concentração de progesterona deveria estar em patamares limiares ou adequados, ou seja, em concentração abaixo da qual a gestação não se estabeleceria. Ainda, uma vez alcançada a concentração adequada, novos aumentos poderiam não ter efeito aditivo na taxa de gestação. Ao utilizarem o mesmo protocolo de administração hormonal, Fonseca et al. (2001) encontraram elevação significativa da concentração plasmática de progesterona no 13ºdia do ciclo estral. Isso significa que em rebanhos de fertilidade normal, caso de receptoras de embriões, desde que as concentrações de progesterona atinjam tais patamares, incrementos na concentração desse hormônio podem não ter efeito significativo sobre as taxas de gestação.

Os resultados do presente estudo demonstraram a ineficiência da administração hormonal no quinto dia do ciclo estral de novilhas receptoras em elevar a taxa de gestação.

 

AGRADECIMENTOS

Ao CENATTE – Centro de Assessoria Técnica e Transferência de Embriões por ceder os animais, estrutura física e humana, imprescindíveis à realização deste estudo. À Serono Divisão Veterinária pela doação do medicamento VetecorÒ (Gonadotrofina Coriônica Humana). À Merial Saúde Animal pela doação do medicamento CystorelinÒ (GnRH).

 

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