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Arquivo Brasileiro de Medicina Veterinária e Zootecnia

Print version ISSN 0102-0935On-line version ISSN 1678-4162

Arq. Bras. Med. Vet. Zootec. vol.53 no.4 Belo Horizonte Aug. 2001

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-09352001000400019 

Efeito da restrição alimentar inicial e da temperatura ambiente sobre o desenvolvimento de vísceras e ganho compensatório em frangos de corte

[Effect of early quantitative feed restriction and environmental temperature on viscera growth and compensatory gain of broiler chickens]

 

R.L. Furlan, N.C. Carvalho, E.B. Malheiros, M. Macari

Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias – UNESP
Via de acesso Paulo Donato Castelane, s/n
14870-000 - Jaboticabal, SP

 

Recebido para publicação em 3 de outubro de 2000
E-mail: rlfurlan@fcav.unesp.br

 

 

RESUMO

O presente trabalho teve como objetivo estudar o efeito da restrição alimentar quantitativa inicial e da temperatura ambiente sobre o desenvolvimento de vísceras e ganho compensatório em frangos de corte. Foram utilizados 540 frangos machos, em um delineamento inteiramente ao acaso, segundo esquema fatorial 2 x 3, com os fatores programa alimentar (ad libitum e restrito do 7° ao 14° dia de idade) e temperatura ambiente (quente, termoneutra e fria). A restrição alimentar não afetou o peso relativo do fígado e do coração, mas reduziu significativamente o peso e o comprimento dos intestinos ao final do período de restrição (14 dias de idade). Não foi observado efeito significativo da restrição alimentar sobre o desenvolvimento das vísceras estudadas aos 42 dias de idade. Peso vivo, ganho de peso e consumo de ração dos frangos com restrição alimentar foram significativamente menores aos 28 dias de idade, porém não foram observadas diferenças entre essas variáveis aos 42 dias de idade, demonstrando ganho compensatório durante o período de realimentação. O peso relativo das vísceras não foi afetado pela temperatura de criação aos 42 dias de idade, exceto o coração. Consumo de ração, ganho de peso e peso vivo aos 42 dias de idade foram significativamente menores nas aves mantidas em altas temperaturas.

Palavras-chave: Frango de corte, restrição alimentar, temperatura, vísceras, ganho compensatório

 

ABSTRACT

The aim of this investigation was to evaluate the effect of feed restriction and environmental temperature on viscera development and compensatory gain of broiler chickens. Five hundred and forty male chickens were used, in a completely randomized design in a factorial arrangement 2´3 (two feeding programs – ad libitum and feed restriction from 7 to 14 days) and three environmental temperatures - hot, thermoneutral and cold), Feed restriction did not affect the liver and heart relative weight, but significantly decreased intestine weight and length by the end of restriction period (14 days of age). No significant differences were observed between feeding program for viscera relative weight at 42 days of age. Broiler early restrictedly fed showed lower body weight, body weight gain and feed consumption at 28 days, but no differences were found among these variables at 42 days, as a consequence of the compensatory gain during the refeeding period. The viscera relative weights were not affected by environmental temperature at 42 days, except the heart. Birds growing in high environmental temperatures had lower feed consumption, body weight and body weight gain at 42 days of age.

Keywords: Broiler chicken, feed restriction, temperature, viscera, compensatory gain

 

 

INTRODUÇÃO

O crescimento e a manutenção do trato digestivo são fatores que contribuem para que as aves tenham aumento na eficiência dos processos digestivos. Cherry & Siegel (1978) mostraram que aves com trato digestivo mais pesado apresentavam menor trânsito gastrintestinal, o que permitia maior exposição dos nutrientes aos processos digestivos e absortivos. Lilja et al. (1985) observaram em codornas que o aumento no tamanho dos intestinos e da moela melhorava a capacidade de ingerir e digerir os alimentos. Susbilla et al. (1994) sugeriram que a taxa de crescimento das víscera após um período de restrição poderia contribuir na recuperação do peso (ganho compensatório) das aves.

Os nutrientes, bem como o programa nutricional, podem gerar mudanças no perfil de crescimento do trato digestivo. Pokniak & Cornejo (1982), ao trabalhar com restrição alimentar em frangos de corte, observaram que o peso absoluto do fígado e do trato digestivo foram maiores para o grupo-controle do que para o grupo com alimentação restrita aos 23 dias de idade. Essas diferenças desapareceram aos 56 dias. Katanbaf et al. (1989) verificaram aumento no comprimento e no peso relativo de segmentos do trato gastrintestinal em frangos alimentados após um período de restrição alimentar. Outra pesquisa indicou que durante a restrição de alimento os pesos dos órgãos digestivos (com base no peso corporal) foram geralmente maiores para frangos com alimentação restrita (Zubair & Leeson, 1994b).

Além do fator nutricional, o ambiente no qual o animal se encontra pode influenciar o seu desempenho. Altas temperaturas ambiente reduzem o consumo de alimento e o ganho de peso, conseqüentemente apresentam impacto negativo sobre a produção animal (Bootje & Harrison, 1985). Deaton et al. (1996) observaram redução no peso vivo e aumento na conversão alimentar em pintos alojados em baixas temperaturas. Além do efeito sobre a produção animal, a temperatura ambiente pode afetar o desenvolvimento das vísceras dos frangos (Macari et al., 1998). Nesse sentido, é essencial que o efeito, agudo ou crônico, da temperatura ambiental seja considerado.

Este trabalho teve como objetivo avaliar o desenvolvimento de vísceras e o ganho compensatório de frangos de corte submetidos à restrição alimentar inicial e mantidos em diferentes temperaturas ambiente.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Utilizaram-se 540 frangos de corte, machos, da linhagem comercial Ross, criados de 1 a 42 dias de idade. Os ovos foram obtidos a partir de matrizes de um mesmo lote (45 semanas) e incubados na mesma máquina em idênticas condições (37,8°C e 60% UR). Do primeiro ao quarto dia de idade todas as aves foram mantidas à temperatura ambiente de 35°C. A partir do quarto dia, as aves foram pesadas e alojadas em três câmaras climatizadas (8m de largura x 6m de comprimento) onde a temperatura interna era controlada, sendo uma acima da termoneutralidade (calor), outra abaixo da termoneutralidade (frio) e a terceira na temperatura termoneutra (zona de conforto térmico) de acordo com a idade dos frangos (Tab. 1). Em cada câmara os pintos foram distribuídos em seis boxes de 1,5m de largura x 2,0m de comprimento com densidade de 10 aves/m2. Cada divisão possuía cama de maravalha e estava equipada com bebedouros pendulares automáticos e comedouros tubulares.

 

 

Durante a primeira semana de vida os frangos foram alimentados com água e ração à vontade. Após a primeira semana as aves, dentro de cada temperatura ambiente, foram divididas em dois tratamentos: T1 - alimentação ad libitum durante todo o período experimental e T2- restrição alimentar quantitativa (40% da ingestão diária dos animais ad libitum) do 7° ao 14° dia e alimentadas ad libitum do 15° até o 42° dia de idade. As rações utilizadas (Tab. 2) foram formuladas para atender às exigências nutricionais requeridas pelos frangos de acordo com o National... (1994).

 

 

No 14°, 28° e 42° dias de idade foram retirados, ao acaso, nove frangos de cada tratamento, os quais foram submetidos a jejum alimentar de 1h, e posteriormente sacrificados por deslocamento cervical para remoção e separação das vísceras. A moela foi aberta e o conteúdo removido com papel toalha seco, obtendo-se seu peso após esse procedimento. O fígado e o coração foram removidos e pesados imediatamente. Para evitar efeito da ingesta, o conteúdo intestinal foi retirado por compressão dos intestinos com os dedos no início do duodeno e em direção à cloaca, obtendo-se seu peso após esse procedimento. Mediu-se o comprimento dos intestinos do início do duodeno até a cloaca. Para quantificação da gordura abdominal removeu-se apenas a gordura localizada ao redor da cloaca e músculos abdominais.

O delineamento experimental utilizado foi o inteiramente ao acaso, com nove repetições por tratamento, sendo cada parcela constituída por uma ave. As análises foram realizadas segundo um esquema fatorial 2 ´ 3, tendo como fatores o programa de alimentação (ad libitum e restrito) e a temperatura ambiente (quente, termoneutra e fria). A análise de variância foi feita utilizando-se o procedimento GLM do SASâ (1998), e a significância entre as médias dos tratamentos comparadas pelo teste de Tukey ao nível de 5% de probabilidade.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Não se verificou interação significativa (P>0,05) entre restrição alimentar e temperatura ambiente para nenhuma das variáveis estudadas, devendo-se discutir, portanto, as médias dos fatores principais.

A melhor utilização dos alimentos está diretamente relacionada com a estrutura do sistema digestório, em especial do intestino delgado, tendo em vista que parte dos processos digestivos, bem como a absorção dos nutrientes, ocorrem nos enterócitos. Os resultados apresentados na Tab. 3 mostram que o peso relativo e o comprimento dos intestinos foram (P<0,01) menores ao final do período de restrição alimentar. No entanto, aos 42 dias de idade não foram observadas diferenças significativas para essas variáveis entre os frangos submetidos à restrição alimentar inicial e os alimentados ad libitum, demonstrando rápido ganho de peso dos intestinos por parte dos animais com alimentação restrita. Estes resultados estão de acordo com os de Furlan (1996) que relatou rápido ganho de peso dos intestinos em aves após um período de restrição alimentar. Do ponto de vista nutricional, o tamanho dos intestinos poderia afetar a taxa de passagem do alimento pelo trato digestivo e com isso afetar a eficiência da digestão e absorção dos nutrientes da dieta. Cherry & Siegel (1978) verificaram que frangos com trato digestivo mais pesado apresentaram menor velocidade de esvaziamento gastrintestinal, permitindo assim maior exposição dos nutrientes às células absortivas com conseqüente influência na utilização dos alimentos. Zubair & Leeson (1994a) sugeriram que o aumento na taxa de crescimento das vísceras, após o período de restrição alimentar, seria pré-requisito para se obter melhor utilização dos alimentos em aves que sofreram restrição alimentar.

 

 

Os resultados da Tab. 3 mostram ainda que o peso relativo da moela dos animais que sofreram restrição alimentar foi significativamente maior ao final do período de restrição, porém não foram observadas diferenças entre os tratamentos durante o período de realimentação. Estes dados sugerem que frangos de corte submetidos a um período de restrição alimentar, após acesso à vontade ao alimento, direcionam nutrientes para o crescimento dos órgãos relacionados à digestão para melhor aproveitamento dos alimentos e crescimento futuro. Não foi verificado efeito significativo da temperatura ambiente sobre o peso relativo dos intestinos e da moela.

O peso relativo do fígado e do coração não foram afetados (P>0,05) pela restrição alimentar (Tab. 3). No entanto, o peso relativo do fígado foi reduzido (P<0,01) nas aves mantidas em temperatura acima da termoneutralidade quando comparado ao das aves criadas abaixo da zona termoneutra aos 14 e 28 dias de idade e maior do que o das aves mantidas na termoneutralidade aos 28 dias. O peso relativo do coração dos frangos criados em temperatura abaixo da termoneutralidade foi significativamente maior quando comparado ao das aves mantidas em temperaturas termoneutra e quente aos 14, 28 e 42 dias de idade. O aumento dessas vísceras nas aves mantidas em ambiente frio estaria relacionado à maior atividade cardíaca para atender à demanda de oxigênio (Wideman & Tackett, 2000) e aumento na taxa metabólica (Deaton et al., 1969) para manutenção da homeostase térmica e crescimento das aves.

Os dados referentes ao peso relativo da gordura abdominal, expresso como porcentagem do peso vivo, são apresentados na Tab. 3. Observou-se que o peso relativo da gordura abdominal das aves restritas foi significativamente reduzido quando comparado ao das aves alimentadas ad libitum aos 28 dias de idade. Entretanto, aos 42 dias de idade não houve diferenças (P>0,05) entre as aves submetidas a um período de restrição alimentar e as aves alimentadas ad libitum. Pesquisas têm sugerido alta atividade lipogênica em frangos após o período de restrição alimentar quando comparada com a de animais alimentados à vontade (Rosebrough & Mcmurtry, 1993). Donaldson (1990) observou que a atividade enzimática (ácido graxo sintetase) de células hepáticas de frangos após um período de restrição alimentar foi duas a três vezes maior do que a de frangos alimentados à vontade. Segundo Zubair & Leeson (1996), a hipertrofia dos adipócitos seria a responsável pelo aumento da gordura abdominal em frangos após a realimentação. Esses dados sugerem que após um período de restrição alimentar, os frangos repõem a energia utilizada durante a restrição alimentar, fazendo a partição dos nutrientes e aumentando a lipogênese e a deposição de gordura nos adipócitos.

A temperatura ambiente também pode afetar a deposição de gordura corporal. Nesse sentido, verificou-se que os frangos mantidos nas temperaturas ambientes quente e termoneutra apresentaram maiores quantidades de gordura abdominal quando comparadas às de aves mantidas na temperatura fria. Segundo Howlider & Rose (1987), frangos apresentam aumento de 0,81 % na gordura abdominal para cada grau centígrado de incremento na temperatura ambiente. Resultados semelhantes foram encontrados por Geraert et al. (1996) que observaram maior deposição de gordura em aves mantidas em condições de temperatura elevada (32°C).

Na Tab. 4 são apresentados os resultados do peso vivo, consumo de ração, ganho de peso e conversão alimentar dos diferentes tratamentos. Foram observadas diferenças significativas no peso vivo, no ganho de peso, no consumo de ração e na conversão alimentar de aves com alimentação restrita e aves alimentadas ad libitum aos 14 e 28 dias de idade mas não aos 42 dias de idade. Estes resultados indicam que as aves com alimentação restrita inicial (7-14 dias) apresentaram ganho compensatório após cessar a restrição alimentar, recuperando o peso aos 42 dias de idade. Estes dados confirmam os achados de outros experimentos (Plavnik & Hurwtiz, 1985; Zubair & Leeson, 1994a ), mas diferem dos resultados de Yu et al. (1990) e Palo et al. (1995) que não observaram crescimento compensatório em frangos com alimentação restrita. A variabilidade de resultados encontrados com restrição alimentar é devida a vários fatores, dentre eles severidade e duração da restrição alimentar, idade, sexo e linhagem, que influenciam as respostas dos frangos após um período de restrição de alimento. Segundo Gonzales et al. (1998), a restrição alimentar em frangos de corte deve ser seguida de pelo menos três semanas de realimentação, período necessário para que as aves apresentem peso vivo final semelhante ao de frangos com consumo à vontade.

 

 

Além do fator nutricional, o ambiente no qual o animal se encontra pode influenciar o seu desempenho. May & Lott (1992) verificaram menor consumo de ração e menor ganho de peso e peso vivo em frangos criados durante períodos de alta temperatura ambiente. Em outros experimentos foram observadas redução de 24% na ingestão de alimento (Geraert et al., 1996) e redução na eficiência alimentar (Plavnik & Yahav, 1998) em aves expostas ao calor. Os resultados deste experimento estão de acordo com os desses autores, uma vez que foram observadas reduções no peso vivo, no ganho de peso e no consumo de ração das aves criadas em ambiente quente quando comparadas aos resultados de aves mantidas em ambiente termoneutro e frio.

 

AGRADECIMENTO

Os autores agradecem a FAPESP (Fundação de Amparo a Pesquisa do Estado de São Paulo) pelo suporte financeiro Proc. n° (1997/3563-1).

 

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