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Cadernos de Saúde Pública

Print version ISSN 0102-311XOn-line version ISSN 1678-4464

Cad. Saúde Pública vol.20 no.4 Rio de Janeiro July/Aug. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0102-311X2004000400025 

ARTIGO ARTICLE

 

O papel de insetos (Blattodea, Diptera e Hymenoptera) como possíveis vetores mecânicos de helmintos em ambiente domiciliar e peridomiciliar

 

The role of insects (Blattodea, Diptera, and Hymenoptera) as possible mechanical vectors of helminths in the domiciliary and peridomiciliary environment

 

 

Patricia Jacqueline Thyssen; Thiago de Carvalho Moretti; Marlene Tiduko Ueta; Odair Benedito Ribeiro

Departamento de Parasitologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas, Campinas, Brasil

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Os helmintos podem ser transmitidos ao homem de várias maneiras, mas pouca ênfase é dada para a transmissão vetorial ou mecânica das formas infectantes por insetos. Neste estudo, procurou-se fazer um levantamento das espécies de helmintos presentes em três ordens de insetos que convivem próximo ao ambiente humano. Foram coletados e examinados, externa e individualmente, 700 exemplares sendo 54 pertencentes à ordem Blattodea, 275 à ordem Diptera e 371 à ordem Hymenoptera. Com relação à Blattodea, foi capturada apenas a espécie Periplaneta americanae, em 58,3% dos espécimes, as seguintes formas de helmintos foram encontradas: ovos de Oxyuridae (36,40%), ovos de Ascaridae (28,04%), larvas de Nematoda (4,80%), ovos de Cestoda (3,50%), Nematoda (0,08%) e ovos de Toxocaridae (0,08%). Nos exemplares das ordens Diptera e Hymenoptera, não foi observada qualquer forma de parasita. Este estudo possibilitou avaliar a importância e o papel de insetos como vetores de helmintos parasitas, correlacionando-o às condições ambientais e sociais, sugerindo a aplicação destes dados para medidas profiláticas.

Palavras-chave: Helmintos; Insetos; Transmissão de Doença


ABSTRACT

Helminths can be transmitted to human beings in several ways, but little attention has been given to vector or mechanical transmission of infective forms by insects. The present study surveys the helminth species present in three orders of insects that coexist in proximity with the human environment. A total of 700 insects (54 Blattodea, 275 Diptera, and 371 Hymenoptera) were collected and examined externally and individually. In the Blattodea order, only specimens of Periplaneta americana were collected, and 58.3% were carrying the following helminth forms: Oxyuridae eggs (36.4%), Ascaridae eggs (28.04%), Nematoda larvae (4.8%), Cestoda eggs (3.5%), other Nematoda (0.08%), and Toxocaridae eggs (0.08%). No Diptera and Hymenoptera were found to contain parasitic forms. This study evaluates the importance and role of insects as mechanical vectors of helminth parasites, correlated with social and environmental conditions, and suggests the use of these data for preventive purposes.

Key words: Helminths; Insects; Disease Transmission


 

 

Introdução

No Brasil, de modo geral, os helmintos são de ampla distribuição geográfica, sendo encontrados em zonas rurais ou urbanas. Com prevalência variável, segundo o ambiente e a espécie de parasita, apresentam, geralmente, altos níveis de prevalência onde são mais precárias as condições sócio-econômicas da população. Ganham ainda maior importância pela freqüência com que produzem deficits orgânicos, sendo um dos principais fatores debilitantes da população, comprometendo o desenvolvimento físico e intelectual, particularmente das faixas etárias mais jovens da população, causando mortalidade 1,2.

Os helmintos podem ser transmitidos ao homem de várias maneiras, mas pouca ênfase é dada para a transmissão vetorial ou mecânica das formas infectantes por insetos.

Os blatódeos sinantrópicos podem atuar como vetores e também como reservatórios de agentes patogênicos, determinando sua importância na saúde pública 3. Insetos da ordem Blattodea são cosmopolitas, com mais de quatro mil espécies conhecidas no mundo, sendo apenas 1% associada ao homem. Possuem hábito noturno, alimentação onívora e grande potencial reprodutivo 4. Em Periplaneta americana, com relação às condições de vetor e/ou reservatório de agentes patogênicos, já foram identificadas várias espécies de vírus 5, bactérias 6,7, fungos 8, protozoários e pelo menos 12 espécies de helmintos 5. Os helmintos representam um importante grupo de organismos patogênicos transmitidos pelos blatódeos aos vertebrados, sendo superados apenas pelas bactérias 9.

Uma das razões de insetos da ordem Diptera serem potenciais vetores mecânicos de patógenos reside no fato de terem contato muito próximo com o homem e seu ambiente. Esses hábitos, juntamente com o comportamento endofílico e uma grande capacidade de dispersão, conferem tal potencial a estes organismos 10. A incriminação das moscas como vetores é feita, principalmente, pelo isolamento de patógenos e pela relação dos picos sazonais da abundância de moscas e prevalência de determinadas enfermidades. Há uma longa lista de organismos patogênicos para o homem isolados em moscas, na qual se incluem bactérias, como Shigella sp. 11,12 e Vibrio cholerae 13, vírus entéricos 14, protozoários, como Giardia lamblia e Cryptosporidium parvum 15, além de alguns helmintos, entre os quais Ascaris sp., Toxascaris sp., Toxocara sp., Trichuris sp., Capillaria sp., oxiurídeos, tricostrongilídeos e Taenia solium 16,17,18.

O Brasil apresenta cerca de duas mil espécies de formigas descritas, estando apenas vinte a trinta destas associadas ao ambiente urbano. As formigas domésticas, de forma geral, são onívoras e percorrem grandes distâncias em busca de alimento, visitando latas de lixo, caixas de gordura, dejetos, saídas de esgoto e o ambiente domiciliar. Também constituem um perigo potencial à saúde pública, quando a infestação se dá em hospitais, por apresentarem a capacidade de transportar microrganismos patogênicos, atuando como vetores mecânicos 19. Chadee & Maitre 20 isolaram sete agentes bacterianos veiculados por formigas em hospitais infantis, dos quais quatro eram de importância médica: Klebisiella pneumoniae, Proteus mirabilis, Psedomonas sp. e Streptococcus (grupo enterococos). Zarzuela et al. 21, em levantamento conduzido em um hospital no Município de Sorocaba, São Paulo, revelaram dez espécies de formigas, dentre as quais Paratrechina longicornis, vinculada a infecções hospitalares por bactérias.

Tendo em vista a pouca especificidade e desatualização de pesquisas anteriores, especialmente em ambientes domiciliares, propôs-se a realização de um levantamento das espécies parasitas presentes em três ordens de insetos sinantrópicos. Tal estudo visa a obter dados necessários para avaliar a importância e o papel do inseto como vetor mecânico de helmintoses, correlacionando-o às condições ambientais e sociais encontradas em cada local de estudo.

 

Material e métodos

Exemplares de insetos das ordens Blattodea (baratas), Diptera (moscas) e Hymenoptera (formigas) foram coletados em dez residências (locais 1-10) e no campus da Universidade Estadual de Campinas ­ UNICAMP ­ (local 11), todos situados na área urbana dos municípios de Paulínia e Campinas, São Paulo. Somente os domicílios foram escolhidos por meio de sorteio sem nenhum critério específico, e todos os que foram avaliados são abastecidos por água corrente encanada, possuem rede de esgoto e coleta de lixo, que é realizada em dias alternados. Demais condições ambientais também foram observadas, como o grau de higiene e presença de animais domésticos, além de níveis de escolaridade e sócio-econômico dos moradores.

A coleta do material se deu na primeira e segunda quinzena do mês de março de 2003 por meio de iscas e armadilhas apropriadas para cada tipo de inseto. Em cada quinzena foram realizadas duas coletas em um período de 48 horas, sendo renovadas as iscas e retirado o material coletado a cada 24 horas. As amostras obtidas foram separadas de acordo com o local de coleta e a ordem do inseto. O material triado foi levado para o Departamento de Parasitologia da UNICAMP para posterior análise.

Os blatódeos foram coletados por meio de armadilha e isca em ralos ligados ao sistema de esgoto no interior das residências. Foram utilizados como isca pão umedecido com cerveja e pedaços de cebola. A armadilha consistia de garrafa plástica de refrigerante de capacidade de dois litros cortada no seu terço anterior e invertida esta parte para o interior do recipiente, onde foi acrescida vaselina para impossibilitar a fuga do inseto.

Os dípteros foram coletados com armadilhas descritas por Ferreira 22, as quais permaneceram expostas no interior das residências e varandas. Em cada armadilha, foram colocadas iscas como fígado bovino e peixe cru.

Para as formigas, foram utilizadas como iscas papéis filtro umedecidos com solução açucarada e pedaços de pão depositados no interior de frascos de vidro. As armadilhas foram colocadas debaixo da pia da cozinha, próximas ao fogão e ao refrigerador no interior das casas.

Em laboratório, cada exemplar de inseto coletado foi colocado individualmente em tubos de centrífuga para processar a análise. Nesses tubos foram adicionados 5ml de água destilada estéril e, em seguida, agitados fortemente para que as partículas aderidas à superfície do corpo se desprendessem. A solução obtida foi centrifugada a 2.500rpm durante dois minutos, eliminando-se o sobrenadante. O sedimento foi transferido para um recipiente de vidro, no qual foram adicionadas cinco gotas de formol a 5% para conservação e fixação do material a ser examinado posteriormente com auxílio de microscópio.

 

Resultados

Foram examinados, externa e individualmente, 700 exemplares de insetos de três ordens, sendo 54 pertencentes a Blattodea, 275 a Diptera e 371 a Hymenoptera. Em sete dos 11 locais (1-5, 8 e 11) selecionados, foram encontrados insetos veiculando parasitas. Nos demais locais (6, 7, 9 e 10) nenhum exemplar foi coletado para efetuar o exame.

Com relação à ordem Blattodea, apenas a espécie P. americana foi coletada e os parasitas encontrados, por número de exemplares onde foram observadas as respectivas freqüências parasitárias, estavam distribuídos da seguinte maneira: 54 ovos de Oxyuridae (36,40%) em vinte exemplares, 21 oocistos de Coccidea (14,30%) em 13 exemplares, 42 ovos de Ascaridae (28,04%) em 13 exemplares, sete larvas de Nematoda (4,80%) em seis exemplares, cinco ovos de Cestoda (3,50%) em quatro exemplares, um Nematoda (0,08%) em um exemplar e um ovo de Toxocaridae (0,08%) em um exemplar (Figura 1).

Ainda no que diz respeito a essa ordem, observamos que, em 35 (64,80%) exemplares examinados, foram encontradas formas parasitárias e que, na maioria das vezes, a relação parasita/espécime não apresentava grandes variações, ficando restrita a 3-5 parasitas/espécime.

Neste estudo, evidenciou-se que a intensidade parasitária entre os locais pesquisados esteve associada aos fatores ambientais e sociais. Os parasitas encontrados estavam distribuídos somente em locais (1-5, 8 e 11) que foram classificados como de baixo e médio nível de higiene, não tendo sido observado em locais com nível alto (7, 9 e 10). O nível sócio-econômico também parece exercer uma forte influência sobre as parasitoses, já que se pôde observar uma relação diretamente proporcional entre os casos assinalados como negativo e uma alta renda familiar. Já a presença ou não de animais domésticos não foi um fator determinante para o aumento ou diminuição da intensidade observada, embora a prevalência tenha sido maior nos domicílios que tinham animais (Tabela 1).

 

 

Diante da impossibilidade de identificar os parasitas de potencial importância médica encontrados nos insetos, em nível de espécie, todos devem ser considerados relevantes ao levar-se em conta medidas profiláticas. A favor disso foi o diagnóstico de Ascaris lumbricoides em um dos residentes do local 2.

Quanto à ordem Diptera, foram coletados e examinados exemplares das famílias Calliphoridae (Chrysomya albiceps, Chrysomya megacephala, Cochlyomyia macellaria e Lucilia eximia), Drosophilidae, Fanniidae, Muscidae (Musca domestica e outros), Sarcophagidae (Pattonella intermutans e outros) e Tachinidae. Nenhuma forma parasitária foi encontrada. O mesmo resultado foi observado em espécimes da família Formicidae na ordem Hymenoptera.

 

Discussão

Com base nos resultados obtidos neste estudo, observa-se que insetos têm a possibilidade de transmitir doenças parasitárias ao ser humano, especialmente quando se leva em conta a relação que esses organismos podem ter com o homem e com o ambiente. Sendo assim, o peridomicílio deve ser apontado como aspecto relevante na epidemiologia de helmintoses, na medida em que configura importante fonte de produção e manutenção destas. Esse aspecto foi assinalado em estudos realizados em residências no Estado do Rio de Janeiro, onde foi detectada a continuidade espacial de transmissão de ascaridíase por aproximadamente 150m do foco inicial de transmissão 23.

Como visto na Tabela 1, a condição ambiental, sobretudo as condições de higiene, pode ser fundamental na determinação e distribuição de parasitas veiculados por insetos, visto que locais que apresentaram altos níveis de higiene mostraram-se pouco propícios às expectativas de sobrevivência ou permanência de insetos, resultando na ausência de parasitas.

Quanto às diferentes ordens de insetos examinadas, observou-se que apenas a Blattodea albergava diversas formas e tipos parasitários na superfície externa do corpo. Tal fato vem reforçar a importância desse inseto no contexto da saúde pública como veiculador de patógenos. Além disso, seu comportamento sinantrópico agrava esse risco, principalmente se considerarmos que esses insetos vivem na maior parte do seu tempo no interior de ralos, bueiros e locais de escoadouro de dejetos de origem orgânica, que constituem fonte constante de contaminação. Em seu estudo, Pai et al. 24 indicam que o íntimo contato de P. americana com fezes contaminadas pode levar à contaminação por cistos de E. histolytica, presentes tanto na cutícula, quanto no trato intestinal do inseto, tornando-o uma importante fonte disseminadora.

Segundo Ramírez 9, os helmintos representam um importante grupo de organismos patogênicos veiculados pelos blatódeos. O presente estudo confirma tal observação tendo em vista que, em 64,80% dos exemplares examinados, foram encontrados parasitas, sendo 72,90% pertencentes ao grupo dos helmintos, o que demonstra que esse meio de transmissão é realmente importante.

No que se refere aos dípteros, há vários estudos relatando a presença de uma variedade de patógenos, incluindo parasitas como helmintos, associados a várias espécies. Contudo, nos espécimes examinados no presente trabalho, não foram encontradas formas parasitárias na superfície externa do corpo. Esse fato pode ter ocorrido em virtude do baixo número de exemplares coletados, uma vez que as residências amostradas não ficavam próximas a aterros sanitários, lixões ou criadouros de animais, ambientes muito atrativos e que propiciam grande proliferação pela disponibilidade de recurso alimentar.

Algumas inferências podem ser levantadas quanto ao hábito e comportamento dos dípteros. O contato destes com as fontes de contaminação é transitório, especialmente por causa do tipo de locomoção, que difere muito daquele dos blatódeos, os quais são mais sedentários e se locomovem de um local para outro em períodos específicos do dia, geralmente à noite. Monzón et al. 16 e Martínez et al. 17 também apontam a importância do tamanho, acesso e tempo de exposição às fontes de infecção como fatores para explicar a potencialidade de veiculação parasitária por dípteros. Em um levantamento para pesquisa de helmintos realizado no Jardim Zoológico, no Rio de Janeiro, foi observado que a grande quantidade de fezes e matéria orgânica em decomposição acumulada em lixeiras exalava um odor forte que atraía os dípteros e os mantinha freqüentemente expostos a todo tipo de contaminação 18. Já Martínez et al. 17 demonstraram que o acesso limitado à fonte de infecção também pode dificultar ou impedir que ocorra a transmissão.

Um fato que também parece ser relevante é o comportamento de agregação dos parasitas em relação aos seus vetores ou aos seus hospedeiros. Os resultados aqui obtidos não assinalam esse caminho para blatódeos, mas há trabalhos que observaram tal ocorrência em dípteros. Avancini & Ueta 25, por exemplo, mostraram, em seu estudo, um baixo número de espécimes de M. domestica parasitados, todavia estes apresentavam altas taxas de intensidade parasitária.

Com relação aos membros da família Formicidae, apesar de encontrarem-se amplamente distribuídos e serem vistos em vários locais intimamente associados ao ambiente urbano, no presente trabalho o papel desses insetos como vetores mecânicos de parasitas não foi relatado, assim como tem sido observado na literatura atual.

O papel de insetos como possíveis vetores mecânicos de helmintoses, e sua conseqüente implicação para saúde pública, ainda é pouco explorado, embora pareça ter grande relevância no que diz respeito às medidas de controle. Cohen et al. 11 e Levine et al. 12, por exemplo, descrevem uma redução de doenças diarréicas e disentéricas causadas por Shigella spp. adotando incipientes medidas de controle de moscas. Sugerimos, então, que outras doenças também podem ser controladas aplicando essa simples medida.

 

Colaboradores

P. J. Thyssen e T. C. Moretti participaram da elaboração do projeto/plano piloto de pesquisa, do delineamento experimental, da coleta, preparação e observação do material de pesquisa, da análise dos resultados obtidos e da redação do artigo. M. T. Ueta e O. B. Ribeiro tiveram participação na identificação/confirmação do diagnóstico das formas parasitárias e colaboraram na padronização e organização dos resultados obtidos e na discussão do trabalho.

 

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Endereço para correspondência
P. J. Thyssen
Departamento de Parasitologia, Instituto de Biologia, Universidade Estadual de Campinas
C. P. 6109, Cidade Universitária Zeferino Vaz, Campinas, SP 13083-970, Brasil
thyssenpj@yahoo.com.br  

Recebido em 02/Dez/2003
Versão final reapresentada em 16/Abr/2004
Aprovado em 29/Abr/2004

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