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Acta Botanica Brasilica

Print version ISSN 0102-3306On-line version ISSN 1677-941X

Acta Bot. Bras. vol.21 no.2 São Paulo Apr./June 2007

https://doi.org/10.1590/S0102-33062007000200016 

Coscinodiscophyceae, Fragilariophyceae e Bacillariophyceae (Achnanthales) dos rios Ivaí, São João e dos Patos, bacia hidrográfica do rio Ivaí, município de Prudentópolis, PR, Brasil

 

Coscinodiscophyceae, Fragilariophyceae and Bacillariophyceae (Achnanthales) of the Ivaí, São João and Patos rivers in the Ivaí basin, Prudentópolis, Paraná State, Brazil

 

 

Fernanda Ferrari1; Thelma Alvim Veiga Ludwig

Universidade Federal do Paraná, Departamento de Botânica, Centro Politécnico, Setor de Ciências Biológicas, C. Postal 19031, 81530-970 Curitiba, PR, Brasil

 

 


RESUMO

Realizou-se o levantamento florístico das Coscinodiscophyceae, Fragilariophyceae e Bacillariophyceae (Achnanthales) dos rios Ivaí, São João e dos Patos, pertencentes à bacia hidrográfica do rio Ivaí, município de Prudentópolis, Paraná. Quarenta e uma amostras foram coletadas em março, junho e julho/2002 e janeiro/2003, e analisadas. As coletas fitoplanctônicas foram feitas através de arrasto superficial com rede de plâncton (25 µm) e as perifíticas através da coleta de porções submersas de macrófitas aquáticas, rochas, cascalho, sedimento ou substrato arenoso. Foram identificados, nove táxons pertencentes à classe Coscinodiscophyceae, oito à classe Fragilariophyceae e quinze à ordem Achnanthales (Bacillariophyceae). Thalassiosira weissflogii (Grunow) Fryxell & Hasle, Achnanthidium sp., Planothidium biporomum (Hohn & Hellerman) Lange-Bertalot e Cocconeis placentula var. pseudolineata Geitler consistiram em novas citações para o estado do Paraná.

Palavras-chave: Diatomáceas, algas, ecossistemas lóticos, taxonomia, Bacillariophyta


ABSTRACT

A floristic study of Coscinodiscophyceae, Fragilariophyceae and Bacillariophyceae (Achnanthales) in the Ivaí, São João and Patos rivers from the upper Ivaí river basin, located at Prudentópolis, Paraná State, Brazil is presented. Forty-one samples were collected in March, June and July/2002 and January/2003, and analysed. Phytoplankton samples were collected with a plankton net (25 µm mesh); periphyton was collected by removing the attached material from submerged portions of aquatic macrophytes, rocks, sediment or the sandy substratum. Nine species of the class Coscinodiscophyceae, eight of the class Fragilariophyceae and fourteen of the order Achnanthales were identified. Thalassiosira weissflogii (Grunow) Fryxell & Hasle, Achnanthidium sp., Planothidium biporomum (Hohn & Hellerman) Lange-Bertalot and Cocconeis placentula var. pseudolineata Geitler were new diatom records for Paraná State.

Key words: Diatoms, algae, taxonomy, lotic ecosystems, Bacillariophyta


 

 

Introdução

As diatomáceas constituem um grupo bastante representativo em ecossistemas de águas doces, salobras e marinhas, tanto em termos de riqueza de espécies de algas como em abundância, principalmente, na flora bentônica de rios (Hoek et al. 1995). Em países onde a diatomoflora encontra-se inventariada, este grupo de algas é bastante utilizado como bioindicador ambiental em ambientes reófilos, pois respondem prontamente às alterações físicas, químicas e biológicas que ocorrem na água (Stevenson & Pan 1999).

Diante da extensa rede hidrográfica brasileira, pouco se conhece sobre a diatomoflora do país. Estudos taxonômicos têm sido realizados por núcleos de especialistas instalados no estado do Paraná, Rio Grande do Sul, Santa Catarina e São Paulo. Nas demais regiões brasileiras os estudos são incipientes.

No Paraná, levantamentos florísticos em ambientes lóticos incluindo as diatomáceas das classes Coscinodiscophyceae, Fragilariophyceae e Bacillariophyceae foram realizados por Contin (1990), Ludwig & Flôres (1995; 1997), Brassac et al. (1999), Brassac & Ludwig (2003) na bacia do Iguaçu, Bittencourt-Oliveira (2002) no rio Tibagi e Landucci & Ludwig (2005) em rios da bacia Litorânea do Paraná, além de existirem dados ainda não publicados resultantes de dissertações de mestrado que fazem parte de um projeto maior que visa a caracterização da flora paranaense de diatomáceas.

Levantamentos florísticos envolvendo diatomáceas são inexistentes na bacia hidrográfica do rio Ivaí. Neste sentido, objetivou-se realizar o inventário das diatomáceas do local, ampliando o conhecimento sobre a diatomoflora paranaense e fornecendo subsídios para futuros estudos sobre a comunidade algal de rios.

 

Material e métodos

Os rios dos Patos e São João são tributários do curso superior do rio Ivaí, sendo importantes para o abastecimento público, para a agricultura e para o turismo regional. A bacia do rio Ivaí, na região do curso superior dos rios mencionados, localiza-se no segundo planalto do Paraná, em região de floresta ombrófila mista adaptada a condições de clima úmido de altitude (Veloso et al. 1991), do tipo Cf, de acordo com Köeppen (Troppmair 1990). As três estações de coleta foram estabelecidas no município de Prudentópolis, centro-sul do Paraná, como segue: estação 1 - rio dos Patos (25º12'16"S e 50º56'34"W; 754 m de altitude), estação 2 - rio São João (25º10'02"S e 51º00'50"W; 755 m de altitude) e estação 3 - rio Ivaí (24º57'46"S e 51º01'27"W; 515 m de altitude).

As amostras do fitoplâncton foram obtidas através de arrasto superficial com rede de plâncton (25 µm de malha) e as do perifíton através da transferência de partes submersas de macrófitas aquáticas, pequenas rochas, seixos ou cascalho, sedimentos ou substrato arenoso de margem (película superficial), diretamente para frascos contendo água destilada. As amostras foram acondicionadas em frascos de vidro ou plástico e fixadas com formalina, na proporção de 4% v/v. Em laboratório, a remoção do material perifítico aderido às macrófitas foi realizado por raspagem da superfície do substrato com auxílio de lâminas cortantes, sendo que pequenas porções de tecidos superficiais da planta também fizeram parte da amostra em preparação. Procedeu-se também à raspagem dos demais substratos através de escovas com cerdas macias e jatos de água destilada. Amostras com substrato arenoso foram colocadas em tubos de ensaio com água destilada, e após agitação manual, preparadas para montagem do laminário.

As lâminas permanentes para o estudo qualitativo foram confeccionadas com amostras não oxidadas e submetidas à oxidação, conforme Moreira Filho & Valente-Moreira (1981). O meio de inclusão utilizado foi Naphrax® (I.R.=1,74).

As ilustrações fotográficas foram obtidas através do fotomicroscópio Olympus BX-40, acoplado ao sistema fotográfico PM-20, utilizando-se o filme Kodak Imagelink HQ.

As amostras líquidas e as lâminas contendo o material analisado foram tombadas no Herbário da Universidade Federal do Paraná (UPCB47451 a UPCB47492).

O enquadramento taxonômico utilizado foi o proposto por Round et al. (1990). Alguns gêneros foram propostos em obras mais recentes, segundo o que segue: Planothidium (Round & Bukhtiyarova 1996), Lemnicola (Round & Basson 1997), Ulnaria (Compère 2001) e Discostella (Houk & Klee 2004).

 

Resultados e discussão

Classe Coscinodiscophyceae

Subclasse Thalassiosirophycidae

Ordem Thalassiosirales

Família Thalassiosiraceae

Thalassiosira Cleve

1. Thalassiosira weissflogii (Grunow) Fryxell & Hasle, Nova Hedwigia 54: 67-98, pl. 1, fig. 1-10; pl. 2, fig. 11-15. 1977.

Fig. 1-2

Valvas circulares; superfície valvar plana; estrias inconspícuas; diâmetro: 11,3-15,8 µm; fultoportulae em 10 µm: 6-10 em anel central, 10-16 marginais em 10 µm.

O gênero Thalassiosira Cleve, embora seja representado por espécies predominantemente marinhas, inclui algumas de água doce e salobra (Cassie & Dempsey 1980), entre as quais Thalassiosira weissflogii (Grunow) Fryxell & Hasle (Round et al. 1990). Segundo Fryxell & Hasle (1977), o número e disposição das fultoportulae são características que permitem diferenciar T. weissflogii de espécies morfologicamente semelhantes, porém marinhas. Em T. hasleae Fryxell & Hasle e T. rudolfii (Bachmann) Hasle, os processos encontram-se posicionados entre a área central e o manto valvar, ocorrendo isoladamente ou em grupos de dois ou três, respectivamente (Cassie & Dempsey 1980). Talassiosira endoseriata Hasle & Fryxell diferenciase de T. weissflogii pelo maior diâmetro valvar (entre 20 a 60 µm) e por apresentar cinco a seis fultoportulae marginais (Fryxell & Hasle 1977).

Thalassiosira weissflogii caracteriza-se pelo número e disposição das fultoportulae no anel central (Fryxell & Hasle 1977). Há espécies morfologicamente semelhantes, entretanto marinhas. De acordo com Hasle (1962) e Fryxell & Hasle (1977), T. weissflogii é uma espécie cosmopolita, podendo ser encontrada em águas doces e salobras, com elevada concentração de matéria orgânica. O registro de ocorrência de espécies de Thalassiosira é escasso em ambientes continentais paranaenses.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB 47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); rio dos Patos, epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47464); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491).

Família Stephanodiscaceae

Cyclotella Kützing ex Brébisson

2. Cyclotella meneghiniana Kützing, Bacillaria p. 50, pl. 30, fig. 68. 1844.

Fig. 12

Valvas circulares; superfície valvar levemente ondulada; estrias marginais radiadas, robustas, triangulares; área central hialina ou levemente granulada, com fultoportulae. Diâmetro: 8,1-9,8 µm; 8-14 estrias em 10 µm; 1-3 fultoportulae na área central.

Cyclotella meneghiniana é similar à Cyclotella gamma Sovereign. As duas espécies apresentam área central tangencialmente ondulada, área marginal estriada, fultoportulae na superfície valvar e no manto e pelo menos uma rimopórtula. Contudo, o diâmetro valvar, o número de estrias em 10 µm e o número de fultoportulae podem variar e sobrepor valores. As estrias marginais alargam-se em direção à margem valvar em C. meneghiniana, sendo mais retas em C. gamma. As demais estruturas morfológicas que diferenciam as duas espécies são visíveis somente sob microscopia eletrônica. C. meneghiniana apresenta espinhos de ligação entre a superfície valvar e o manto, com alvéolos não ocluídos internamente, enquanto em C. gamma os alvéolos são parcialmente ocluídos (Meyer et al. 2001). A estrutura das estrias foi fundamental na determinação do presente táxon. Cyclotella meneghiniana é freqüentemente citada para ambientes lóticos paranaenses, tendo sido encontrada em rios da bacia hidrográfica do Iguaçu, onde apresentou maior variabilidade métrica: 6,4 a 20,0 µm de diâmetro e 6 a 16 estrias em 10 µm (Brassac et al. 1999).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton, (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton, (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton, (UPCB47478); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton, (UPCB47481); epilíton, (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton, (UPCB47485); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton, (UPCB47490).

Discostella Houk & Klee

3. Discostella stelligera (Cleve & Grunow) Houk & Klee, Diatom Research 19(2): 208. 2004.

Fig. 13-14

Valvas circulares; superfície valvar com estrias marginais radiadas, separadas da área central por espaço hialino; área central projetada em relação à superfície valvar, contendo alvéolo central arredondado, circundado por alvéolos radiadas de tamanho irregular. Diâmetro valvar: 4,8-7,3 µm; 16-18 estrias em 10 µm.

Klee & Houk (2004) propõem o gênero Discostella para espécies de Cyclotella que apresentam uma rimopórtula e um anel de fultoportulae marginais entre as costelas, estando ausentes aréolas e fultoportulae na área central. Cyclotella stelligera foi uma das espécies transferidas para este gênero. Discostella stelligera diferencia-se de D. pseudostelligera (Hustedt) Houk & Klee pela estrutura das fultoportulae marginais (Collins & Kallinsky 1977). Segundo Lowe (1975), as duas espécies possuem fultoportulae na região do manto valvar. Porém, em D. pseudostelligera, estas estruturas são externamente estendidas em tubos relativamente longos e às vezes bifurcados, o que facilita sua visualização em microscopia óptica. Além disso, D. pseudostelligera apresenta valvas menos silicificadas e menor diâmetro valvar, 4 a 10 µm, enquanto D. stelligera mede 5 a 40 µm (Haworth & Hurley 1986). Em espécimes diminutos, pode ser difícil a visualização da ornamentação da área central (Fig. 13), a não ser que se utilize contraste de fase.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epilíton, (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton, (UPCB47460); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton, (UPCB47478); rio dos Patos, epifíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47481); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton, (UPCB 47490); epilíton, (UPCB47491).

Subclasse Coscinodiscophycidae

Ordem Melosirales

Família Melosiraceae

Melosira Agardh

4. Melosira varians Agardh, Botanische Zeitung, p. 628, 1827.

Fig. 4

Frústulas cilíndricas em vista lateral, unidas em cadeias retilíneas por espinhos marginais inconspícuos; superfície e manto valvares ornamentados por aréolas delicadas a inconspícuas. Altura: 16,2-25,1 µm; diâmetro: 8,1-18,6 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton, (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton, (UPCB47457); epilíton, (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton, (UPCB47460); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton, (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton, (UPCB47466); epilíton, (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton, (UPCB47469); rio dos Patos, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon, (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton, (UPCB47474); epilíton, (UPCB47475); epipélon, (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton, (UPCB47478); epilíton, (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton, (UPCB47481); epilíton, (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton, (UPCB47485); epilíton, (UPCB47486); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton, (UPCB47490); epilíton, (UPCB47491); epipélon, (UPCB47492).

Ordem Aulacoseirales

Família Aulacoseiraceae

Aulacoseira Thwaites

Chave para as espécies de Aulacoseira

1.

Sulco profundo, em forma de "U" ..........................5. A. ambigua var. ambigua

1.

Sulco pouco profundo, em forma de "V" ...............6. A. granulata var. granulata

5. Aulacoseira ambigua (Grunow) Simonsen var. ambigua, Bacillaria p. 56. 1979.

Fig. 15

Frústulas cilíndricas, unidas em cadeias retilíneas por espinhos de ligação curtos; estrias do manto valvar obliquas ao eixo pervalvar, aréolas delicadas; sulco profundo em forma de "U"; pseudo-sulco distinto. Altura: 14,6-21,8 µm; diâmetro: 3,2-8,0 µm; 14-20 estrias em 10 µm; 10-30 aréolas em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); rio dos Patos, epilíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); rio dos Patos, epipélon, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489).

6. Aulacoseira granulata (Ehrenberg) Simonsen var. granulata, Bacillaria 2: 58. 1979.

Fig. 11

Frústulas cilíndricas, unidas em cadeias retilíneas por um espinho de ligação longo e vários curtos; manto valvar contendo estrias paralelas ou levemente oblíquas em relação ao eixo pervalvar, com areolação grosseira; sulco e pseudo-sulco distintos, em forma de "V". Altura: 13,7-32, 4 µm; diâmetro: 2,4-5,6 µm; 10- 8 estrias em 10 µm; 10-16 aréolas em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); fitoplâncton (UPCB47459); epipsâmon (UPCB47461); fitoplâncton (UPCB47465); fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epipélon (UPCB47487); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490).

Ordem Orthoseirales

Família Orthoseiraceae

Orthoseira Thwaites

7. Orthoseira roeseana (Rabenhorst) O'Meara var. roeseana, Proceedings of the Royal Irish Academy 2: 255. 1876.

Fig. 5-8

Superfície valvar circular, plana ou levemente ondulada nas margens; estrias marginais retas, radiadas; areolação conspícua; área central irregularmente circular contendo três carinopórtulas. Diâmetro valvar: 6,3-18,6 µm; 12-24 estrias em 10 µm; 18-20 aréolas em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); rio dos Patos, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epilíton (UPCB47491).

Subclasse Biddulphiophycidae

Ordem Triceratiales

Família Triceratiaceae

Pleurosira (Meneghini) Trevisan

8. Pleurosira laevis (Ehrenberg) Compère, Bacillaria 5: 117-178, fig. 1-17, 20, 39. 1982.

Fig. 3

Superfície valvar circular, plana, ornamentada por dois ocelos marginais opostos; duas rimopórtulas ocorrendo em pequenas áreas claras, na região lva; estrias conspícuas, ocorrendo em fileiras unisseriadas na região periférica da valva, desordenadamente arranjadas na região central; aréolas conspícuas. Diâmetro valvar: 50,7-73,3 µm; 14-15 estrias em 10 µm; 14-15 aréolas em 10 µm.

Espécie comum em águas salobras, Pleurosira laevis tem sido registrada em amostras de vários rios paranaenses, pertencentes à bacia hidrográfica do Iguaçu (Brassac et al. 1999).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); rio Ivaí, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47478); fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491).

Ordem Biddulphiales

Família Biddulphiaceae

Hydrosera Wallich

9. Hydrosera whampöensis (Schwartz) Deby, Journal de Micrographie, p. 232-240, pl. 15. 1891.

Fig. 9-10

Valvas triangulares ou retangulares, margens fortemente onduladas; ondulações marginais arredondadas apresentando ou não pseudo-ocelos; aréolas conspícuas, robustas, dispostas irregularmente por toda a superfície valvar; pseudo-septos isolando as áreas angulosas com pseudo-ocelo, da área central da valva. Compr.: 60,8-72,9 µm; larg.: 51,8-63,9 µm; 9–16 aréolas em 10 µm.

Hydrosera whampöensis diferencia-se de H. triquetra Wallich por apresentar apêndices valvares largamente arredondados, mais largos do que longos em relação aos da segunda espécie, que são cônicos e mais longos do que largos, com ângulos valvares mais fortemente protraídos em direção ao exterior, o que lhe confere uma forma mais triangular (Deby 1891). Frenguelli (1953) e Vanlandingham (1967-1979) também reconheceram estes táxons como espécies diferentes. No entanto, alguns autores como Hustedt, em 1939 (apud Frenguelli 1953) e De Toni (1894) afirmaram que estas espécies são morfologicamente idênticas devendo ser tratadas como sinônimos. Esta confusão, contudo, remete da publicação de Schmidt (1874-1959), que reproduziu sob o nome de H. triquetra, três frústulas muito parecidas com Triceratium whampöensis Schwarz, basônimo de H. whampöensis.

Algumas formas anômalas (Fig. 10), ainda não observadas em literatura especializada, foram visualizadas nas amostras deste trabalho.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); rio São João, epifíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47460); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio São João, epilíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47475); rio Ivaí, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47478); rio dos Patos, epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47482); rio São João, epifíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47485); epilíton (UPCB47486); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491).

Classe Fragilariophyceae

Subclasse Fragilariophycidae

Ordem Fragilariales

Família Fragilariaceae

Fragilaria Lyngbye

Chave para as espécies e variedades de Fragilaria

1.

Esterno inconspícuo ...........................................................13. F. javanica

1.

Esterno conspícuo

 

2. Valvas contendo área central hialina unilateral e levemente intumescida     ...........................................................12. F. capucina var. vaucheriae

 

2. Valvas contendo área central hialina bilateral

 

    3. Valvas constritas na região mediana, bilateralmente intumescidas         ....................................................10. F. capucina var. fragilarioides

 

    3. Valvas não constritas na região mediana, sem intumescimento lateral         .............................................................11. F. capucina var. gracilis

10. Fragilaria capucina var. fragilarioides (Grunow) Ludwig & Flôres, Hoehnea 1(24): 55-65. 1997.

Fig. 22-23

Valvas linear-lanceoladas; extremidades rostradas a subcapitadas; estrias paralelas, área central, retangular ou quadrangular em indivíduos menores, intumescida; esterno estreito, linear. Compr.: 11,3–59,9 µm; larg.: 2,4-5,5 µm; 16-20 estrias em 10 µm.

Ludwig & Flôres (1997) comentam sobre a dificuldade na circunscrição das variedades de Fcapucina, propondo critérios baseados em densidade de estrias, intumescimento das margens valvares na região central e contorno valvar para diferenciá-las. Estes critérios nortearam a distinção varietal neste estudo. Hürlimann & Straub (1991) e Krammer & Lange-Bertalot (1991b) distinguiram até 10 morfotipos (Sippen) do complexo Fragilaria capucina, baseados nos mesmos critérios. Entretanto, os autores não propuseram formalmente as sinonimizações e não resolveram a problemática taxonômica existente. Portanto, incluíram-se na variedade fragilarioides exemplares com menor número de estrias em 10 µm, padrão de estriação mais grosseiro e pela área central limitada por constrições e distintamente intumescida bilateralmente (Ludwig & Flores 1997).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epilíton (UPCB47475); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); epilíton (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); rio Ivaí, epifíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

11. Fragilaria capucina var. gracilis (Oestrup) Hustedt, Archiv für Hydrobiologie 46(2), pl. 36, fig. 31. 1950.

Fig. 24-25

Valvas lineares a levemente linear-lanceoladas; extremidades rostradas a subcapitadas; estrias delicadas, paralelas; área central retangular; esterno estreito, linear. Compr.: 13,3-49,4 µm; larg.: 2,3-3,1 µm; 15-20 estrias em 10 µm.

Incluíram-se na variedade gracilis exemplares com maior número de estrias em 10 µm, padrão de estriação mais delicado e pela área central sem constrições, distinta ou indistintamente intumescida bilateralmente (Ludwig & Flores 1997).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47452); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482).

12. Fragilaria capucina var. vaucheriae (Kützing) Lange-Bertalot, Hedwigia 33: 747, pl. 1, fig. 26-38; pl. 4, fig. 82-94, 97-102; pl. 11, fig. 216, 224; pl. 12, fig. 225, 233. 1980.

Fig. 26-27

Valvas linear-lanceoladas a lanceoladas; extremidades rostradas a subcapitadas; estrias paralelas; área central quadrangular ou aproximadamente retangular, intumescida unilateralmente; esterno estreito, lanceolado ou linear. Compr.: 12,1–34,7 µm; larg.: 3,1-4,1 µm; 12-18 estrias em 10 µm.

A variedade caracteriza-se pela área central assimétrica, intumescida unilateralmente (Ludwig & Flores 1997).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epilíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47455); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47482); epifíton (UPCB47490).

13. Fragilaria javanica Hustedt, Archiv für Hydrobiologie 6(11), fig. 59-60. 1938.

Fig. 18

Valvas lineares; porção mediana das margens levemente constritas; extremidades valvares capitadas; estrias paralelas; aréolas inconspícuas; área central ausente, esterno inconspícuo. Compr.: 48,6-57,1 µm; larg.: 4,1-5,0 µm; 18-20 estrias em 10 µm.

Segundo Williams & Round (1987) a identidade desta espécie, de origem africana, é confusa e relacionada à Fragilariforma strangulata (Zanon) Williams & Round e Fragilaria telum Carter & Denny. As diferenças morfológicas restringem-se à presença ou à ausência de espinhos marginais e esterno nas superfícies valvares. Estudos mais abrangentes são necessários para estabelecer as co-especificidades existentes.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47474); epipélon, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47487).

Staurosirella Williams & Round

14. Staurosirella leptostauron (Ehrenberg) Williams & Round, Diatom Research 2(2): 267-288. 1987.

Fig. 17

Valvas lineares, amplamente intumescidas na região mediana; extremidades arredondadas; estrias robustas, paralelas, alternadas; aréolas inconspícuas; área central elíptica, esterno lanceolado. Compr.: 12,9–2,9 µm; larg.: 5,6-6,3 µm; 5-10 estrias em 10 µm.

Staurosirella diferencia-se de Staurosira pela morfologia das estrias, formadas por fileiras de aréolas alongadas e ocluídas, pela estrutura dos espinhos (bifurcados ou ramificados) e pela aparência granulosa da valvocópula (Williams & Round 1987). Sob microscopia óptica, espécies dos gêneros não são facilmente diferenciados entre si. Porém, como observado por Round (1991), as costelas espessas separando as aréolas conferem um padrão de estriação valvar mais grosseiro no gênero Staurosirella, em relação aos demais. Patrick & Reimer (1966) confirmaram esta observação ao compararem Fragilaria leptostauron (=Staurosirella leptostauron) à Fragilaria construens (Ehr.) Grunow (= Staurosira construens). De acordo com estes autores, apesar do contorno valvar semelhante, em Fragilaria leptostauron a estrutura das estrias é mais robusta.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); epifíton (UPCB47466).

Martyana Round

15. Martyana martyi (Héribaud) Round var. martyi, In Round et al., The diatoms p. 673. 1990.

Fig. 16

Valvas lanceoladas; extremidades valvares atenuado-arredondadas; estrias robustas, paralelas; aréolas inconspícuas; esterno linear a lanceolado. Compr.: 10,5-42,9 µm; larg.: 4,0-8,1 µm; 5-10 estrias em 10 µm.

Martyana Round é um gênero de água doce, que pode estar associado a grãos de areia. A ausência de rimopórtula e de espinhos marginais neste gênero justificou a sua separação de Opephora (gênero marinho), que contém rimopórtula em uma das extremidades valvares. (Round et al. 1990).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epilíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47458); fitoplâncton (UPCB47459); epipsâmon (UPCB47461); epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); epilíton (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

Synedra Ehrenberg

16. Synedra goulardii Brébisson, In Cleve & Grunow, Kongliga Svenska Vetenskaps-Akademiens Handlingar 17(2): 117, pl. 6, fig. 119. 1880.

Fig. 19-20

Valvas linear-lanceoladas a lanceoladas; margens fortemente constritas na região mediana da valva; extremidades rostradas, subcapitadas ou capitadas; estrias paralelas; área central arredondada, delimitada por estrias menores; esterno linear. Compr.: 24,4–74,5 µm; larg.: 3,9-10,5 µm; 12-16 estrias em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epilíton, 30/III2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47455); epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47466); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); fitoplâncton, 7-X-2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

Ulnaria (Kützing) Compère

17. Ulnaria ulna (Nitzsch) Compère, in Jahn et al. Studies on Diatoms p. 100. 2001.

Fig. 21

Valvas lineares a linear-lanceoladas; margens paralelas; extremidades rostradas a subcapitadas; estrias paralelas; área central quadrangular, delimitada por estrias menores; esterno linear. Compr.: 15,4–309,3 µm; larg.: 4,1-8,6 µm; 10-22 estrias em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); rio dos Patos, epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47464); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio Ivaí, fitoplâncton, 1/8I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491).

Classe Bacillariophyceae

Subclasse Bacillariophycidae

Ordem Achnanthales

Família Achnanthaceae

Achnanthes Bory

Chave para as espécies de Achnanthes

1.

Margens valvares com forte intumescência na região mediana .........18. A. inflata

1.

Margens valvares sem intumescência na região mediana .........19. A. rupestoides

18. Achnanthes inflata (Kützing) Grunow, in Reise Novara, Botan. 1: 7. 1870.

Fig. 28-29

Valvas lineares, com intumescimento central, bilateral; extremidades amplamente arredondadas; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; areolação grosseira. Valva com rafe: área central retangular, alcançando as margens; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: área central e esterno ausentes; área hialina longitudinal, unilateral, submarginal, interrompendo as estrias. Compr.: 25,9–46,1 µm; larg.: 9,7-13,7 µm; 14-18 estrias e 16-20 aréolas em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47466); rio Ivaí, epilíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47469); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); epipélon (UPCB47487); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490).

19. Achnanthes rupestoides Hohn, Transactions of the American Microscopical Society 80(2): 154, pl. 1, fig. 3-4. 1961.

Fig. 34-35

Valvas elípticas; extremidades arredondadas. Valva com rafe: estrias radiadas, mais encurtadas na região mediana da valva; área central circular, expandida transversalmente, não alcançando as margens; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: áreas central e axial formando área hialina lanceolada. Compr.: 8,9–11,3 µm; larg.: 4,1-4,8 µm; 16-20 estrias em 10 µm.

Os exemplares de A. rupestoides observados na área estudada enquadram-se na circunscrição da espécie apresentada por Krammer & Lange-Bertalot (1991a), exceto pelas maiores dimensões de comprimento e largura dos exemplares europeus (compr. 11-17 µm e larg. 5-7 µm). Apesar desta espécie parecer apresentar características (Round & Bukhtiyarova 1996) que suportem sua transferência para o gênero Achnanthidium (Kützing), proposição formal ainda não foi realizada, preferindo-se utilizar a nomenclatura tradicional.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); rio dos Patos, epipélon, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47472); epifíton (UPCB47474); rio São João, epipélon, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47476); rio Ivaí, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47478); fitoplâncton (UPCB47477); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482); epifíton (UPCB47485).

Família Achnanthidiaceae

Lemnicola Round & Basson

20. Lemnicola hungarica (Grunow) Round & Basson, Diatom Research 12(1): 71-81. 1997.

Fig. 47-49, 51-53

Valvas linear-lanceoladas a elíptico-lanceoladas; extremidades atenuado-arredondadas a sub-rostradas; margens geralmente paralelas; estrias delicadas, paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas inconspícuas. Valva com rafe: área central expandida bilateralmente, mais espaçada em um dos lados; esterno da rafe linear, estreito. Valva sem rafe: área central expandida unilateralmente, alcançando a margem valvar; esterno linear, estreito. Compr.: 11,3–30,8 µm; larg.: 4,8-7,9 µm; 12-30 estrias em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); epifíton (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epilíton (UPCB47475); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epilíton (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

Planothidium Round & Bukhtiyarova

Chave para as espécies de Planothidium

1.

Extremidades valvares largamente atenuado-arredondadas a cuneadas

 

2. Esterno da rafe linear na valva com rafe ........................23. P. lanceolatum

 

2. Esterno da rafe expandido em forma de "H" na valva com rafe

24. P. salvadorianum

1. Extremidades valvares sub-rostradas, rostradas a rostrado-subcapitadas

3. Mais de 14 estrias em 10 µm 22. P. dubium

3. Menos de 14 estrias em 10 µm

21. P. biporomum

21. Planothidium biporomum (Hohn & Hellerman) Lange-Bertalot, Iconographia Diatomologica 6: 281. 1999.

Fig. 41

Valvas elíptico-lanceoladas, extremidades valvares alongadas, rostrado-subcapitadas; estrias paralelas no centro da valva, radiadas nas extremidades. Valva com rafe: área central circular; esterno linear. Valva sem rafe: áreas central e esterno lanceolados; presença de área em ferradura em um dos lados da valva. Compr.: 15,3-17,8 µm; larg.: 6,6-7,8 µm; 11-12 estrias em 10 µm.

Planothidium biporomum assemelha-se morfologicamente à P. dubium (Grunow) Round & Bukhtyiarova e à P. rostratum (Östrup) Round & Bukhtyiarova. Entretanto, P. biporomum var. biporomum apresenta extremidades valvares rostrado-capitadas, comparadas às rostradas de P. dubium e P. rostratum. Além disso, o esterno na valva sem rafe de P. biporomum é mais fortemente lanceolado, sendo linear-lanceolado nas demais espécies citadas.

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epipsâmon, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47461); rio Ivaí, epilíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47469); epifíton, 18-I-2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47490).

22. Planothidium dubium (Grunow) Round & Bukhtiyarova, Diatom Research 11(2):352. 1996.

Fig. 39-40

Valvas elíptico-lanceoladas a lanceoladas, extremidades valvares sub-rostradas a rostradas; estrias paralelas no centro da valva, radiadas nas extremidades. Valva com rafe: área central circular; esterno da rafe linear, estreito. Valva sem rafe: área central e esterno linear-lanceolados e estreitos; presença de área em ferradura em um dos lados da valva. Compr.: 15,0-22,1 µm; larg.: 4,1-7,1 µm; 14-18 estrias em 10 µm.

Segundo Patrick & Reimer (1966) Planothidium dubium diferencia-se de P. lanceolatum (Brébisson) Round & Bukhtiyarova pelas extremidades valvares atenuado-arredondadas a arredondadas na segunda espécie. Os autores enfatizaram que exemplares de Achnanthes lanceolata var. dubia Grunow (= P. dubium) foram muitas vezes identificados como A. lanceolata var. rostrata (Östrup) Hustedt. A. lanceolata var. rostrata, contudo, constitui-se num sinônimo heterotípico de A. lanceolata var. dubia, já que esta combinação é a mais antiga e legítima de acordo com o Código Internacional de Nomenclatura Botânica, sendo, portanto, prioritária.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB 47452); rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); epifíton (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); epifíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); fitoplâncton (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos, epifíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47485); epilíton (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

23. Planothidium lanceolatum (Brébisson) Round & Buhktiyarova, Diatom Research 11(2): 345-361. 1996.

Fig. 42-43

Valvas elípticas a elíptico-lanceoladas, extremidades largamente atenuado-arredondadas; estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades. Valva com rafe: área central transversalmente elíptica; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: área central e esterno lineares; presença de área em ferradura em um dos lados da valva. Compr.: 8,1-24,3 µm; larg.: 4,1-8,7 µm; 10-18 estrias em 10 µm.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47452); rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); epifíton (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epilíton (UPCB47475); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); epipélon (UPCB47483); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

De acordo com Patrick & Reimer (1966) e Hustedt (1931-1959), Achnanthes lanceolata (Brébisson) Grunow é uma espécie muito comum e polimórfica, o que levou estes autores e outros como Krammer & Lange-Bertalot (1991a), a reconhecerem subespécies e variedades para este grupo. Estas variedades e subespécies também foram elevadas ao nível de espécie e transferidas para o gênero Planothidium, pois se enquadram na circunscrição deste novo gênero. De acordo com Round & Buktiyarova (1996), exemplares do complexo "A. lanceolata" preferem águas alcalinas, sendo de hábito epifítico ou epilítico.

24. Planothidium salvadorianum (Hustedt) Lange-Bertalot, Iconographia Diatomologica 6: 285. 1999.

Fig. 37-38

Valvas elíptico-lanceoladas, extremidades cuneadas. Valva com rafe: estrias delicadas, radiadas, areolação delicada; área central expandida, em forma de "H"; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: estrias grosseiras, paralelas a radiadas em direção às extremidades; área central e esterno formando área lanceolada contendo granulações grosseiras; ornamentação unilateral em forma de ferradura. Compr.: 20,2-22,6 µm; larg.: 10,5-12,1 µm; 9-24 estrias em 10 µm; 16-20 aréolas em 10 µm.

Achnanthes salvadoriana Hustedt foi transferido para o gênero Planothidium Round & Bukhtiyarova por apresentar área hialina lateral em forma de ferradura, uma das características comuns entre as espécies deste gênero (Round & Bukhtiyarova 1996).

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, epilíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47466); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epipélon (UPCB47476); rio dos Patos, epifíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47481); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio Ivaí, epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

Achnanthidium Kützing

Chave para as espécies de Achnanthidium

1.

Margens valvares paralelas ou com constrição mediana 2 .................A. exiguum

1.

Margens valvares nunca paralelas ou com constrição mediana

 

2. Estrias conspícuas, 12-16 estrias em 10 µm .............27. Achnanthidium sp.

 

2. Estrias de difícil resolução

26. A. minutissimum

25. Achnanthidium exiguum (Grunow) Czarnecki, In J. P. Kociolek, Memoirs of the California Academy of Science 17: 157. 1994.

Fig. 31, 33

Valvas lineares; margens paralelas ou com constrição mediana; extremidades rostradas a sub-capitadas; estrias radiadas. Valva com rafe: área central expandida, alcançando as margens; esterno da rafe linear, estreito. Valva sem rafe: área central uni ou bilateralmente expandida, alcançando ou não as margens; esterno estreito, lanceolado. Compr.: 12,3–20,5 µm; larg.; 5,8-8,8 µm; 16-18 estrias em 10 µm.

Segundo Schoemann & Archibald (1976), A. exigua é uma espécie morfologicamente variável e devido a existência de formas intermediárias entre A. exigua var. constricta (Grun.) Hustedt e A. exigua var. heterovalva Krasske, consideraram-nas expressões morfológicas da variedade típica. Krammer & Lange-Bertalot (1991a), também incluíram as variedades mencionadas na sinonímia de A. exigua. Diante destas afirmações e da variação morfológica registrada nos exemplares paranaenses, concordou-se com a sinonimização das duas variedades com a típica da espécie.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47453); epifíton (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton, (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

26. Achnanthidium minutissimum (Kützing) Czarnecki, In J. P. Kociolek, Memoirs of the California Academy of Science 17: 155-173. 1990.

Fig. 30, 32

Valvas lanceoladas; extremidades sub-rostradas, rostradas ou largamente atenuado-arredondadas; estrias delicadas, às vezes inconspícuas, mais espaçadas entre si na região mediana. Valva com rafe: área central reduzida; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: área central ausente; esterno estreito, lanceolado a linear. Compr.: 8,8-16,4 µm; larg.: 2,3–3,5 µm; estrias de difícil resolução para contagem.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio Ivaí, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47468); epilíton (UPCB47469); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epilíton (UPCB47475); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490); epilíton (UPCB47491); epipélon. (UPCB47492).

27. Achnanthidium sp.

Fig. 36

Valvas elíptico-lanceoladas; extremidades sub-rostradas; estrias paralelas na região mediana da valva, radiadas nas extremidades. Valva sem rafe: área central ausente; esterno linear. Valva com rafe: não visualizada. Compr.: 8,1-10,2 µm; larg.: 2,4-4,1 µm; 1216 estrias em 10 µm.

Achnanthidium sp. assemelha-se morfologicamente a Achnanthes delicatula Kützing e à A. laterostrata Hustedt. Entretanto, as dimensões são geralmente superiores às do material da área (Krammer & Lange-Bertalot 1991a; Hustedt 19311959; Germain 1981).

As valvas com rafe de Achnanthidium sp. não puderam ser observadas, o que dificultou a identificação deste táxon em nível infragenérico. Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, epifíton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47457); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epipélon, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47472).

Família Cocconeidaceae

Cocconeis Ehrenberg

Chave para as espécies e variedades de Cocconeis

1.

Extremidades valvares arredondadas, aréolas arredondado-alongadas que se tornam menores próximo do centro da valva sem rafe ................28. C. fluviatilis

1.

Extremidades valvares levemente cuneadas a fortemente cuneadas, aréolas alongadas a arredondado-alongadas, de tamanho homogêneo ao longo das estrias na valva sem rafe

 

2. Até cinco linhas hialinas longitudinais em 10 µm entre as aréolas alongadas na valva sem rafe ................................................29. C. placentula var. acuta

 

2. Sete ou mais linhas hialinas longitudinais em 10 µm entre as aréolas alongadas ou alongado-arredondadas na valva sem rafe

 

    3. Estriação valvar delicada, 1014 aréolas em 10 µm na valva sem rafe         ...............................................30. Cocconeis placentula var. lineata

 

    3. Estriação valvar grosseira, 7 aréolas em 10 na valva sem rafe

31. Cocconeis placentula var. pseudolineata

28. Cocconeis fluviatilis Wallace, Notulae Naturae 331:2, pl.1, fig. 2a-b. 1960.

Fig. 54

Valvas elípticas; extremidades valvares arredondadas. Valva sem rafe: estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; aréolas arredondado-alongadas, que se tornam menores próximo do centro da valva; esterno linear, estreito. Valva com rafe: não observada. Compr.: 16,2-24,4 µm; larg.: 10,5-15,8 µm; 12-22 estrias em 10 µm; 8-12 aréolas em 10 µm.

Assemelha-se morfologicamente à Cocconeis scutellum Ehrenb., que apresenta estrias com aréolas menos espaçadas entre si e com formato quadrangular, com padrão regular de disposição (Krammer & Lange-Bertalot 1991a, pl. 58, Fig. 1-13). Segundo Patrick & Reimer (1966), Cocconeis fluviatilis é uma espécie freqüentemente encontrada em ambientes de água doce, sendo tolerante à elevação da concentração salina.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); epifíton (UPCB47452); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); epilíton (UPCB47458); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, epifíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47466); epilíton (UPCB47467); rio dos Patos, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); rio São João, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47474); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487).

29. Cocconeis placentula var. acuta Meister, Berichte der Schweizerischen Botanischen Gesellschaft 47: 99, fig. 60. 1934.

Fig. 45-46

Valvas elípticas; extremidades valvares obtusas, cuneadas. Valva com rafe: estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades; estriação interrompida por linhas hialinas longitudinais; aréolas punctiformes, delicadas; área central circular; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades, interrompidas por linhas hialinas longitudinais irregulares; aréolas alongadas; área central ausente; esterno linear, estreito. Compr.: 30,8-36,5 µm; larg.: 15,8-17,8 µm; 16-22 estrias em 10 µm; 4-6 aréolas em 10 µm, 4-5 linhas longitudinais em 10 µm.

De acordo com Frenguelli (1953), C. placentula var. acuta caracteriza-se por apresentar valvas robustas, com aréolas alongadas e de fácil visualização, na valva sem rafe, o que confere um aspecto grosseiro à mesma. Diferencia-se da variedade típica da espécie e da variedade euglypta (Ehrenberg) Cleve pelas extremidades valvares mais obtusas, cuneadas, facilmente evidenciadas nos indivíduos com maior tamanho e pelas linhas hialinas longitudinais fortemente onduladas.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, epilíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47467); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epipélon, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47472); rio São João, epilíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47475); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47478); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); epipsâmon (UPCB47488); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epifíton (UPCB47490).

30. Cocconeis placentula var. lineata (Ehrenberg) Van Heurck, Synopsis des Diatomées de Belgique, p. 133. 1885.

Fig. 50

Valvas elípticas; extremidades valvares arredondadas ou levemente obtusas. Valva com rafe: estrias delicadas, estrias paralelas a radiadas em direção às extremidades, interrompidas por uma linha hialina submarginal; aréolas punctiformes, delicadas; área central reduzida; esterno linear, estreito. Valva sem rafe: estrias delicadas, paralelas na região mediana, curvo-radiadas nas extremidades; aréolas alongadas, delicadas, interrompidas por linhas hialinas longitudinais irregulares; área central ausente; esterno estreitamente linear-lanceolado. Compr.: 12,9-33,1 µm; 8,1-17,1 µm; 14-32 estrias em 10 µm; 10-14 aréolas em 10 µm; 9-11 linhas hialinas longitudinais em 10 µm.

Segundo Patrick & Reimer (1966), C. placentula var. lineata (Ehrenberg) Van Heurck diferencia-se da variedade euglypta (Ehrenberg) Cleve pelo menor número de linhas hialinas longitudinais entre as aréolas (9 a 14 em 10 µm na var. lineata e 4 a 7 em 10 µm na var. euglypta). De acordo com Patrick & Reimer (1966) C. placentula var. lineata é uma espécie perifítica, freqüentemente associada a macrófitas aquáticas ou a outros substratos.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); epilíton (UPCB47455); rio dos Patos, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47456); epifíton (UPCB47457); rio São João, fitoplâncton, 1/VI/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47459); epifíton (UPCB47460); epipsâmon (UPCB47461); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); epifíton (UPCB47464); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); epifíton (UPCB47466); rio Ivaí, epilíton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47469); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47470); epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); epipélon (UPCB47472); rio São João, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47473); epifíton (UPCB47474); epilíton (UPCB47475); epipélon (UPCB47476); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); epifíton (UPCB47478); epilíton (UPCB47479); rio dos Patos, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47480); epifíton (UPCB47481); epilíton (UPCB47482); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); epifíton (UPCB47485); rio dos Patos; epilíton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47486); epipélon (UPCB47487); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489); epilíton (UPCB47491); epipélon (UPCB47492).

31. Cocconeis placentula var. pseudolineata Geitler, Archiv für Prostistenkunde 59: 515, fig. 2e-f, pl.12, fig. 15. 1927.

Fig. 44

Valvas elípticas; extremidades obtusas. Valva sem rafe: estrias grosseiras, paralelas na região mediana, radiadas nas extremidades; aréolas arredondado-alongadas, interrompidas por linhas hialinas longitudinais irregulares; área central ausente; esterno linear, estreito. Compr.: 37,8-41,4 µm; larg.: 19,2-2,1 µm; 15 estrias em 10 µm; 7 aréolas em 10 µm; 7 linhas hialinas longitudinais em 10 µm. Valva com rafe: não observada.

Cocconeis placentula var. pseudolineata assemelha-se morfologicamente à C. placentula var. acuta Meister, no que se refere ao contorno valvar. Diferencia-se desta variedade, porém, por apresentar estrias formadas por aréolas mais arredondadas e justapostas, conseqüentemente, maior número de linhas hialinas longitudinais (9 em 10 µm). Os exemplares observados neste trabalho também se encontram dentro da variação morfológica desta espécie, ilustrada em Krammer & Lange-Bertalot (1991a).

Primeira citação de ocorrência da espécie para o Estado.

Material examinado: BRASIL. Paraná: Prudentópolis, rio dos Patos, fitoplâncton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47451); rio São João, epifíton, 30/III/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47454); rio dos Patos, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47463); rio São João, fitoplâncton, 23/VII/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47465); rio dos Patos, epifíton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47471); rio Ivaí, fitoplâncton, 7/X/2002, F. Ferrari s.n. (UPCB47477); rio São João, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47484); rio dos Patos, epipélon, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47487); rio Ivaí, fitoplâncton, 18/I/2003, F. Ferrari s.n. (UPCB47489).

 

Agradecimentos

À CAPES, pela concessão de bolsa de mestrado à primeira autora; ao Departamento de Genética da UFPR, pela permissão para a utilização do laboratório fotográfico.

 

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Recebido em 26/09/2005. Aceito em 27/10/2006

 

 

1 Autor para correspondência: fer290180@yahoo.com.br

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