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Revista Brasileira de Ciências Sociais

versão impressa ISSN 0102-6909versão On-line ISSN 1806-9053

Rev. bras. Ci. Soc. v.21 n.61 São Paulo jun. 2006

https://doi.org/10.1590/S0102-69092006000200001 

A nossa Carmute

 

 

Desde fevereiro último que não contamos mais com Maria do Carmo Campello de Souza. Cientista política, Carmute, como era carinhosamente chamada, integrou o pioneiro grupo de pesquisadores da então Cadeira de Política da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da Universidade de São Paulo, coordenado por Paula Beiguelman. Fez carreira acadêmica em sua alma mater, pagou seu preço na oposição ao regime militar, fundou o Idesp e foi durante vários anos professora visitante na Columbia University. Seu talento, sua multifacetada personalidade, manifestou-se também como colaboradora nos últimos anos do programa Comunidade Solidária, dirigido por Ruth Cardoso, e com os projetos artísticos e sociais de Ivaldo Bertazzo. Mais de uma geração de pesquisadores refletiu sobre o Brasil sob sua influência, especialmente depois da publicação de Estado e partidos políticos no Brasil (1930-1964), um livro que já nasceu clássico, e de artigos inovadores sobre os processos político-partidários das várias repúblicas que o século XX brasileiro conheceu.

O difícil foi decidir que tipo de homenagem a Anpocs e a Revista Brasileira de Ciências Sociais prestariam a esta que foi uma das mais inteligentes, bem humoradas e queridas cientistas sociais brasileiras, especialmente depois da reconstituição de sua trajetória intelectual feita por Eduardo Kugelmas e publicada em Dados, e com vários belos e comoventes testemunhos pessoais escritos e apresentados em mesas redondas realizadas na USP (com Célia Galvão Quirino, Cícero Araújo, Fernando Limongi e Francisco C. Weffort) e no Institute of Latin American and Iberian Studies – Ilais, de Columbia (com Alfred Stepan, Douglas Chalmers, Paulo Sérgio Pinheiro e Ralph Della Cava). A solução nos chegou pelas mãos de Célia e de Eduardo, seus amigos e parceiros da antiga rua Maria Antônia, na forma de um longo ensaio da Carmute sobre os aspectos político-institucionais do federalismo no Brasil, ainda inédito. Como verão os leitores, a agudeza e a erudição da autora iluminam o controverso tema. Foi escrito no início dos anos de 1990 como parte de um amplo projeto de pesquisa patrocinado pela Fundação do Desenvolvimento Administrativo do Estado de São Paulo, a Fundap. Agradecemos também à Neide Hahn, diretora executiva da Fundap, que permitiu sua publicação.

 

O editor

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