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Revista Brasileira de Farmacognosia

Print version ISSN 0102-695XOn-line version ISSN 1981-528X

Rev. bras. farmacogn. vol.17 no.3 João Pessoa July/Sept. 2007

https://doi.org/10.1590/S0102-695X2007000300016 

ARTIGO

 

Estudo farmacobotânico comparativo de folhas de Turnera chamaedrifolia Cambess. e Turnera subulata Sm. (Turneraceae)

 

Comparative and pharmacobotanical study of the leaves of Turnera chamaedrifolia Cambess. and Turnera subulata Sm. (Turneraceae)

 

 

Danila de Araújo Barbosa; Kiriaki Nurit Silva; Maria de Fátima Agra*

Laboratório de Tecnologia Farmacêutica "Prof. Delby Fernandes Medeiros", Universidade Federal da Paraíba, 58051-970, João Pessoa, PB, Brasil

 

 


RESUMO

Neste trabalho realizou-se um estudo farmacobotânico comparativo entre as folhas de Turnera chamaedrifolia Cambess. e Turnera subulata Sm. (Turneraceae), espécies cujas folhas são usadas na medicina popular. As identificações botânicas e as morfodiagnoses macroscópicas foram realizadas após estudos morfológicos. Para as morfodiagnoses microscópicas realizaram-se secções paradérmicas e transversais de folhas (lâmina e pecíolo), que foram posteriormente clarificadas em hipoclorito (1%) e coradas com safranina hidroalcoólica e safrablue. As duas espécies compartilham o mesmo tipo de estômato, paracítico, entretanto, T. chamaedrifolia possui folhas com a epiderme hipoestomática, com células de paredes ondeadas; o mesofilo dorsiventral; e a vascularização do pecíolo com três feixes nas porções distal e mediana, e apenas um feixe na proximal. Em T. subulata a epiderme é anfi-hipoestomática, com paredes sinuosas; mesofilo isobilateral; e a vascularização do pecíolo possui um feixe na porção distal e três feixes nas porções mediana e proximal. A morfologia das estruturas vegetativas e reprodutivas associada à anatomia foliar são caracteres distintivos para estas espécies.

Unitermos: Turnera chamaedrifolia, Turnera subulata, Turneraceae, farmacobotânica, plantas medicinais.


ABSTRACT

This work is a comparative pharmacobotanical study between the leaves of Turnera chamaedrifolia Cambess. and Turnera subulata Sm. (Turneraceae), which are used in folk medicine. The botanical identifications and macroscopical morphodiagnosis were done after morphological studies. The microscopical morphodiagnosis was carried out by paradermic and transversal cuts of the leaves (blade and petiole), clarified and coloured with safranin and astrablue. The leaves of T. chamaedrifolia have hypostomatics epidermis, with wavy cells walls; the mesophyll is dorsiventral; and the vascular system of the peciole has three vascular bundles in the distal and medium portions, and only one, in the proximal portion. T. subulata has amphihypostomatic epidermis, with sinuous cells walls; the mesophyll is isobilateral; and the vascular system of the petiole has only one vascular bundle in the distal portion and three in the medium and proximal portions. The vegetative and reproductive morphologies associated to the leaf anatomy constitute a set of distinctive characters for these species.

Keywords: Turnera chamaedrifolia, Turnera subulata, Turneraceae, pharmacobotany, medicinal plants.


 

 

INTRODUÇÃO

A família Turneraceae possui 10 gêneros e cerca de 190 espécies com ampla distribuição nas regiões tropicais e subtropicais do mundo, tendo como principal centro de diversidade a América tropical (Arbo, 2004). De acordo com Stevens (2001), Turneraceae juntamente com Meleshebiaceae estão fortemente associadas à Passifloraceae, famílias com a qual compartilham vários caracteres, dentre os quais destacam-se: presença de glândulas foliares, coleteres, arilo e endosperma persistente, formando assim um grupo parafilético em Malpighiales.

O gênero Turnera L. é o mais representativo da família Turneraceae, com cerca de 120 espécies, distribuídas nas Américas e África (Arbo, 2005). O trabalho mais abrangente para a família foi realizado por Urban (1883) que foi o primeiro a propor uma divisão infragenérica para Turnera L., posicionando 54 espécies em nove séries: Salicifoliae, Stenodictyae, Anomalae, Leiocarpae, Annulares, Papilliferae, Microphyllae, Capitatae e Canaligerae. As séries propostas para Turnera por Urban (1883) ainda são empregadas nos sistemas atuais de classificação: Arbo (1997, 2000, 2005). Entretanto, a mudança mais evidente foi da série Canaligerae, que corresponde ao conceito atual da série Turnera, cuja mudança segue o Código Internacional de Nomenclatura Botânica.

Espécies de Turnera L. são reconhecidas pelo hábito herbáceo a arbustivo, folhas simples, com ou sem estípulas, com margem serreada e raro inteira, freqüentemente providas de glândulas nectaríferas e tricomas. As inflorescências são em racemos, cimeiras ou com flores solitárias, com pedicelo unido total ou parcialmente ao pecíolo. As flores apresentam corola com pétalas brancas, amarelas ou alaranjadas, maculadas na base ou não, com filetes estaminais presos à base do cálice. O fruto é uma cápsula loculicida, esférica, com sementes curvas, e arilo persistente (Arbo, 2000, 2005; González; Arbo, 2005).

Espécies de Turnera são conhecidas no Nordeste brasileiro pelo nome popular de "chanana", cujas raízes, comercializadas em feiras livres da região, são empregadas na medicina popular no tratamento de amenorréias, dismenorréias e como abortivo (Agra, comunicação pessoal). Outras espécies, como Turnera diffusa Willd. ex. Schult. e Turnera ulmifolia L., são utilizadas principalmente como afrodisíaco (Elisabetsky et al., 1992; Dominguez; Hinojosa, 1976), abortivo (Winkelman, 1989; Krag, 1976), expectorante (Fryer, 1965), no tratamento de úlceras gástricas (Sousa et al., 2002) e do diabetes (Winkelman, 1989; Barbosa-Filho et al., 2005). Turnera subulata é utilizada contra amenorréia na forma de chá (Agra et al., 2007; Morais et al., 2005).

Quimicamente, o gênero Turnera caracteriza-se pela presença de terpenóides do grupo dos sesquiterpenos e monoterpenos (Morais et al., 1994), como também de flavonóides (Piacente et al., 2002), benzenóides (Fryer, 1965), alcalóides (Diaz, 1977) e lipídios (Hosamani, 1993).

Estudos realizados com algumas espécies de Turnera têm revelado várias atividades biológicas, dentre as quais destacam-se as atividades: antimutagênica (Wall et al., 1988), antihiperglicêmica (Alarcon-Aguilara et al.,1998), afrodisíaca (Arletti et al., 1999), antiulcerativa (Gracioso et al., 2000), hipotensiva (Vieira et al., 1968), antiinflamatória (Antonio; Souza 1998), larvicida (Kalyanasudaram; Diaz 1985), antimalárica (Antoun et al., 2001), espasmogênica e também vasodilatadora (Feng et al., 1962).

Neste trabalho apresenta-se um estudo farmacobotânico comparativo de folhas de Turnera chamaedrifolia Cambess. e Turnera subulata Sm., espécies de uso na medicina popular e comumente confundidas pela população no Nordeste do Brasil, com o objetivo de elaborar morfodiagnoses macroscópicas e microscópicas, que forneçam subsídios ao seu reconhecimento. Este trabalho é parte do projeto de estudo farmacobotânico das plantas usadas na medicina popular do Nordeste brasileiro (Locatelli; Agra, 1995; Cabral; Agra, 1998, 1999; Freitas; Agra, 2002; Silva et al., 2002; Silva; Agra, 2005; Basílio et al., 2003, 2005; Leal; Agra, 2005; Coelho et al., 2006; Coutinho et al., 2006).

 

MATERIAL E MÉTODOS

Coletas, identificações botânicas e estudos nomenclaturais

Foram realizadas três expedições botânicas no período de setembro de 2005 a abril de 2006, aos municípios de Araruna, Maturéia, Patos, Picuí e Serra Banca, no Estado da Paraíba, para coletas e observações de campo. Parte do material coletado foi herborizada, seguindo as técnicas descritas por Forman e Bridson (1989). As exsicatas foram depositadas no Herbário Prof. Lauro Pires Xavier (JPB), com duplicatas na coleção de referência do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica "Prof. Delby Fernandes de Medeiros" (LTF). Folhas situadas entre o 3º e 7º nós foram fixadas em FAA 50 (Johansen, 1940), por 48 horas e, posteriormente, conservado em álcool etílico 70 %C, para estudos morfológicos e anatômicos posteriores.

Realizaram-se estudos morfológicos de partes vegetativas (folhas, caule, raiz) e reprodutivas (flores e frutos) para a descrição das morfodiagnoses macroscópicas. As ilustrações botânicas foram realizadas com auxílio de estereomicroscópio binocular e câmara-clara, Zeiss.

As identificações e estudos nomenclaturais foram realizados com auxílio da bibliografia (Urban, 1883; Arbo, 1997, 2000, 2005). As abreviaturas dos autores seguem Brummitt e Powell (1992).

Estudos anatômicos

Secções transversais foram realizadas em lâmina foliar e pecíolo de folhas jovens, entre o segundo e terceiro nós, e em adultas entre o sexto e sétimo nós, à mão livre, com lâmina cortante em suporte de medula de pecíolo de Cecropia sp. (imbaúba). Posteriormente, as secções foram clarificadas com hipoclorito de sódio a 1 %, neutralizados com água acética (1:500), lavados em água destilada, corados com mistura de safranina e azul de astra (Kraus; Arduin, 1997), montados entre lâmina e lamínula com glicerina a 50%.

Secções paradérmicas foram realizadas nas faces adaxiais e abaxiais de lâminas foliares, à mão livre, com auxílio de lâmina cortante, clarificadas seguindo-se a metodologia descrita em (Kraus; Arduin, 1997), e coradas com safranina hidroalcoólica e montada entre lâmina e lamínula, com glicerina a 50%. As estruturas foram observadas e fotomicrografadas ao microscópio óptico, Olympus modelo CX31, com câmara fotográfica Olympus PM -BP35.

Para análise dos tricomas foram efetuadas raspagens de folhas adultas, em ambas as faces e os tricomas retirados foram corados e montados entre lâmina e lamínula com glicerina a 50%.

A terminologia empregada para expressar as formas do indumento e tricomas baseou-se em González e Arbo (2004). A caracterização do mesofilo e das paredes epidérmicas foi feita segundo Fahn (1974), e a classificação dos estômatos seguiu Metcalfe e Chalk (1957).

Testes histoquímicos

Para os testes histoquímicos, secções transversais de folhas foram submetidas aos seguintes reagentes específicos: a) Sudan III (Jensen, 1962), para evidenciação de cutícula e camadas cutinizadas; b) floroglucinol acidificado (Johansen, 1940), para elementos lignificados e suberificados; c) solução de ácido clorídico, a 10 %, para confirmação da natureza do cristal de oxalato de cálcio (Jensen, 1962).

 

RESULTADOS

1. Turnera chamaedrifolia Cambess., Fl. Bras. Merid. 2: 221. 1830.

Nome vernacular: "chanana" (Agra et al. 6515) (Figura 1 A-G)

Descrição botânica: Erva a subarbusto, 60-80 cm de altura; toda planta pubescente com tricomas simples, glandulares, capitado-estipitados e tricomas eglandulares, unicelulares. Ramos eretos, cilíndricos, castanho-esverdeados com estrias longitudinais, pouco evidentes. Estípulas 1,5-2,0 mm, na base do pecíolo. Folhas simples, alternas; pecíolo alado, 0,5-1 cm compr., lâmina discolor, oval a oval-elíptica 2,1-3,1 x 1,3-1,5 cm, membranácea, levemente cuneada na base, aguda no ápice, margem serreada, 4-7 pares de nervuras secundárias. Brácteas-2, linear-lanceoladas, 1,0-1,3 x 0,2-0,5 cm, margem inteira. Pedicelo 4,0-5,0 mm compr., cilíndrico. Flores axilares, solitárias, monóclinas; cálice campanulado, tubo 1,5-3,0 mm compr., 5- lobado, lobos triangulares, agudos 6,0-7,0 mm compr., pilosos internamente, tricomas eglandulares esparsos; corola com 5 pétalas amarelas, livres, 0,5-1,0 cm compr., obovadas, cuspidadas no ápice. Estames-5, inclusos; filetes 3,5-4,0 mm compr., glabros, soldados ao tubo floral; anteras 1,0-1,5 x 0,2-0,6 mm, rimosas, angusto-ovadas, cuspidadas no ápice, basifixas. Ovário súpero, 2,0-2,7 mm compr., ovóide a elipsóide, pubescente, com tricomas eglandulares, unicelulares, unilocular, pluriovular, óvulo com placentação parietal; estiletes-3, 2,5-3,0 mm compr., filiformes, glabros, eretos, articulados no ápice, persistentes após a antese; estigma pauci-ramuloso. Cápsula loculicida, subesférica, 0,7-1,4 mm de diâmetro, epicarpo esverdeado, externamente piloso e verrucoso, internamente glabro e lustroso. Sementes numerosas, 0,7-1,0 mm de diâmetro, obovóides, glabras, com arilo de margem lobada.

Comentários: De acordo com Arbo (2000), Turnera chamaedrifolia é uma espécie com distribuição tropical, exclusiva da flora brasileira, encontrada no Nordeste e Centro Oeste do Brasil, ocorrendo desde o nível do mar até 1100m de altitude, em vegetação de semi-árido, na caatinga e campos rupestres, florescendo e frutificando durante todo o ano. Na Paraíba, a espécie foi encontrada na caatinga, vegetando em afloramentos rochosos e em altitudes acima de 500 m.

Descrição anatômica: A lâmina foliar de Turnera chamaedrifolia, em vista frontal, é hipoestomática, com estômatos do tipo paracítico, cuja epiderme possui células de paredes anticlinais ondeadas, em ambas as faces (Fig. 2 A-B). Em secção transversal, a epiderme é unisseriada, revestida por uma camada cuticular, nas paredes periclinais externas. Na face adaxial as células são maiores e as paredes mais espessadas que as da face abaxial. As células estomáticas estão ao nível ou ligeiramente proeminentes em relação às células epidérmicas. Em ambas as faces a epiderme possui, principalmente na face adaxial, tricomas simples, eglandulares unicelulares e glandulares, capitado-estipitados.

A lâmina foliar, em secção transversal, apresenta mesofilo dorsiventral (Fig. 2 C), com o parênquima paliçádico 1-2- seriado, dependendo da porção examinada, e o parênquima esponjoso 3-4- seriado, com pequenos feixes vasculares e idioblastos, contendo drusas que se distribuem ao longo do mesofilo.

O bordo foliar, em secção transversal (Fig. 2 D), apresenta-se levemente arredondado e voltado para a face abaxial. O parênquima clorofiliano apresenta modificações no tamanho das células, que diminuem à medida que se aproxima do bordo foliar (Fig. 2. D).

A nervura principal, em secção transversal (Fig. 3 A-B), exibe contorno biconvexo, sendo mais amplo e proeminente na face abaxial e sulcos longitudinais. A epiderme é unisseriada, com células de paredes periclinais revestidas por uma camada cuticular externamente. Adjacente à epiderme, evidencia-se o colênquima do tipo angular, 1-2- estratificado (Fig. 3 D) e esparsos idioblastos, contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa, no parênquima. O sistema vascular é colateral, formado por 1-2 feixes, em forma de semi-arco central, e o lateral de forma circular (Fig. 3 A-B). O floema se dispõe em grupos de 4-5- estratos celulares separados por raios de células parênquimáticas. O xilema é formado por 4-9 elementos xilemáticos disposto radialmente, separado também por células parenquimáticas (Fig. 3 C).

O pecíolo, em corte transversal (Fig. 4 A-B), apresenta contorno plano-convexo, alado na porção distal (Fig. 4 B) com tricomas semelhantes ao da lâmina foliar. A epiderme é unisseriada, com paredes periclinais revestidas por cutícula. Adjacente à epiderme, evidencia-se o colênquima do tipo angular, formado por 2-3 estratos de células (Fig. 4 D), contínuas nas porções mediana e proximal, seguido do parênquima, onde observa-se a presença de idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa, que circundam o sistema vascular (Fig. 4 A). O sistema vascular é do tipo colateral, constituído de 1-3 feixes (Fig. 4 A-B), sendo um feixe central em semi-arco na porção proximal, e três feixes nas porções mediana e distal, sendo um central em semi-arco e dois menores, circulares, laterais. O floema é formado por 5-7- estratos de células que se intercala com raios parenquimáticos. Em seqüência ao floema, evidenciam-se o câmbio vascular, 1-2- estratificado e o xilema, formado por séries de 3-8 elementos xilemáticos dispostos radialmente, separados por células parênquimáticas (Fig. 4 C).

Material examinado: BRASIL. Paraíba: Araruna, Parque Nacional da Pedra da Boca, 02/VIII/2005, fl., Agra et al. 6514 (JPB); ibid. id 03/VIII/2005, fl., Agra et al. 6515 (JPB); Fagundes, 03/V/2004, fl fr, Agra et al. 6102.

Etnomedicina: Suas folhas, em infusão, são usadas como expectorante, por exalarem um aroma mentolado, devido à secreção de seus tricomas glandulares (Arbo, 2005).

2.Turnera subulata Sm., Cycl. 36: 2. 1817.

=Turnera elegans Otto in Ness, H. phys. Berol.: 36. 1820.

=Turnera peruviana Willd. ex Roem. & Schult., Syst. Veg. 6:679. 1820.

=Turnera trioniflora Sims in Curtiss, Bot. Mag. 47: t. 2106. 1820.

=Turnera virgata Willd. ex Schultes, Syst. Veg. 16: 6: 678. 1820.

=Turnera mollis Kunth, Nov. Gen. Sp. (4o. ed.) 6: 126. 1823.

(Figura 5 A-H)

Nomes vernaculares: "chanana" e "flor-do-guarujá" (Souza; Lorenzi, 2005).

Descrição botânica: Erva a subarbusto, 0,3-1,0 m de altura; toda planta pubescente com tricomas simples, eglandulares, unicelulares e glandulares, microcapitados. Ramos eretos, cilíndricos, castanho-esverdeados com estrias longitudinais. Estípulas 2,0-4,0 mm compr., filiformes. Folhas simples, alternas; pecíolo canaletado, 0,4-1,9 cm compr.; lâmina discolor, oval a oval-elíptica, membranácea, 3,2-4,8 x 1,8-2,1 cm, cuneada a atenuada na base, aguda a obtusa no ápice, margem serreada, 4-5 pares de nervuras laterais. Nectários extraflorais-2 opostos, cupuliformes, 3,0-5,0 mm de diâmetro, situados na base da lâmina com a inserção do pecíolo. Brácteas-2, linear-lanceoladas, 1,0-1,3 x 0,2-0,5 cm, margem inteira. Pedicelo 3,0-4,0 mm compr., anguloso, adnato ao pecíolo. Flores axilares, solitárias, monóclinas; cálice campanulado, tubo 17-20 mm compr., 5- lobado, lobos triangulares, agudos, 10-13 mm compr.; corola com 5 pétalas branco-amareladas com máculas púrpuras, livres, 22-25 mm compr., obovadas, rotundas no ápice. Estames 5, inclusos; filetes 5,0-7,0 mm compr., glabros, soldados ao tubo floral; anteras 2,0-4,5 x 0,4-1,0 mm, rimosas, angusto-ovadas, recurvadas no ápice, dosifixas. Ovário súpero, 2,0- 2,7 mm compr., ovóide a elipsóide, pubescente, tricomas eglandulares unicelulares, unilocular, pluriovular, óvulo com placentação parietal; estiletes-3, 4,0-6,3 mm compr., filiformes inseridos no ápice do ovário, persistentes após antese, pilosos; estigma penicilado. Cápsula loculicida, ovóide, 2,0- 6,5 mm diâmetro, epicarpo esverdeado, externamente piloso e verrucoso, internamente glabro e lustroso. Sementes numerosas, 2,0-3,0 mm diâmetro, obovóides, glabras, com arilo fimbriado frontal.

Comentários: De acordo com Arbo (2005), é uma espécie neotropical, encontrada na América Central, Caribe e América do Sul. No Brasil é comum na região Nordeste, ocorrendo desde o nível do mar até 1400 m de altitude, florescendo e frutificando durante todo o ano. Amostras de T. subulata têm sido identificadas erroneamente como Turnera ulmifolia L., espécie que não ocorre no Brasil (Arbo, 2005). Na Paraíba T. subulata é encontrada em todo Estado, ocorrendo em margens de caminhos, terrenos baldios e também como invasora de culturas, caracterizando-se como uma espécie ruderal.

Descrição anatômica: A lâmina foliar de Turnera subulata, em vista frontal, é anfi-hipoestomática, com estômatos do tipo paracítico, cuja epiderme possui células de paredes anticlinais ondeadas, em ambas as faces (Fig. 6 A-B). Em secção transversal, a epiderme é unisseriada revestida por uma camada cuticular nas paredes periclinais externas. As células estomáticas estão inseridas ao nível ou ligeiramente proeminentes em relação às células epidérmicas. Em ambas as faces, a epiderme possui, principalmente, na face adaxial, tricomas simples eglandulares, (unicelulares), e glandulares (microcapitados).

A lâmina foliar, em secção transversal, apresenta mesofilo isobilateral (Fig. 6 C), com o parênquima paliçádico 1-2- seriado, dependendo da porção examinada, e o parênquima esponjoso 2-3- seriado. Ao longo do mesofilo ocorrem pequenos feixes vasculares e idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa.

O bordo foliar, em secção transversal (Fig. 6 D), apresenta-se agudo, com epiderme unisseriada semelhante à epiderme do mesofilo. O tamanho e a forma das células do parênquima paliçádico e esponjoso são menores que as do mesofilo.

A nervura principal, em secção transversal (Fig. 7 A-C), exibe contorno biconvexo, sendo mais amplo e proeminente na face abaxial. A epiderme é unisseriada, com células de paredes periclinais apresentando uma camada cuticular espessa. Abaixo da epiderme, evidencia-se o colênquima do tipo angular, 2-3 estratificado (Fig. 7 F), e idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa (Fig. 7 E), que formam uma bainha delimitando o sistema vascular (Fig.7 C). O sistema vascular é colateral (Fig. 7 A-C), formado por 1-2 feixes, sendo o central em forma de semi-arco, e um lateral, circular. O floema se dispõe em grupos de 3-5-estratos celulares, separados por células parênquimáticas. Um câmbio vascular formado por dois estratos de células tabulares separa o floema do xilema (Fig. 7 D). O xilema é formado por 4-7 elementos xilemáticos dispostos radialmente, separados por células parenquimáticas (Fig. 7 D).

Nectários extraflorais (Fig. 8 A-B) cupuliformes foram observados na união da lâmina foliar com o pecíolo. Em secção transversal, apresentam uma concavidade central, formada de células nectaríferas, com 2-3- estratos de células paliçádicas, recobertas por cutícula delgada (Fig. 8). Nas porções laterais evidencia-se uma epiderme unisseriada e em seu interior, as células parênquimáticas apresentam idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa, e vascularização.

O pecíolo, em secção transversal (Fig. 9 A-C), apresenta contorno biconvexo a plano convexo, com nectários extraflorais na porção distal com tricomas simples eglandulares, unicelulares e glandulares, microcapitados. A epiderme é unisseriada, revestida por uma camada de cutícula, e abaixo da epiderme, evidencia-se o colênquima do tipo angular (Fig. 9 F) formado por 2-3 estratos de células, contínuas, onde se observa a presença de idioblastos contendo cristais, do tipo drusa (Fig. 9 E). Próximo ao sistema vascular, estão presentes células esclerificadas isoladas ou em feixes (Fig. 9 D). O sistema vascular é do tipo colateral (Fig. 9 A-C), constituído de 1-3 feixes, com o central em forma de semi-arco e os laterais em forma circular, sendo um feixe central na porção distal e três nas porções mediana e proximal. Em folhas férteis observou-se uma variação de 3-5 feixes, com a porção mediana seguindo o padrão de 3 e 5 feixes nas porções proximais e distais (Fig. 10 A-C). O floema é formado por 3-6- estratos de células intercaladas por raios parenquimáticos. Em seqüência ao floema, observa-se o câmbio vascular biestratificado (Fig. 9 E), e o xilema, formado por séries de 4-8 elementos de xilema, separado por células parênquimáticas (Fig. 10 D). O sistema vascular está circundado por uma bainha de idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio, do tipo drusa, semelhante ao da nervura principal.

Material examinado: BRASIL. Paraíba: Cabaceiras, Boqueirão, 29/VII/1993, fl.fr., Agra et al. 2238 (JPB); 30/VII/1993, fl.fr., Agra et al. 2218 (JPB); Sitio Bravo, 18/II/ 1992, fl.fr., Nascimento et Matias 35 (JPB); Cabedelo, Camboinha, 15/IX/1974, fl.fr., Xavier s.n. (JPB); João Pessoa, Cabo Branco, 06/III/2006, fl.fr., Agra et Barbosa 6742 (JPB); ibid. Mangabeira 12/IV/2005, fl., Agra et Barbosa 6273 (JPB).

Etnomedicina: De acordo com Arbo (2005) as folhas de Turnera subulata são usadas para o tratamento de tumores.

Testes Histoquímicos

Os testes histoquímicos evidenciaram ao longo de toda a lâmina foliar e nos pecíolos de T. chamaedrifolia e T. subulata os seguintes conteúdos: paredes cutinizadas, epidermes suberificadas, cristais de oxalato de cálcio, células esclerenquimáticas e xilemáticas lignificadas (Fig. 11 A-D).

 

DISCUSSÃO

Os caracteres morfológicos das folhas e flores foram relevantes para a diferenciação entre as duas espécies estudadas. Em Turnera chamaedrifolia, a ausência de nectários extraflorais, o pecíolo alado, a corola pequena e amarela, os estiletes glabros e o estigma pauci-ramuloso, foram característicos para esta espécie, os quais, de acordo com Arbo (2000), são distintivos para a série Papillifera. Por outro lado, a presença de nectários extraflorais na união da base da lâmina foliar com o pecíolo de Turnera subulata, em conjunto com o pecíolo canaletado, a corola branco-amarelada com máculas púrpuras, estiletes pilosos e o estigma penicelado, são caracteres referidos por Arbo (2005) para a série Turnera.

Com relação à anatomia, Turnera chamaedrifolia e Turnera subulata compartilham alguns caracteres tais como: a epiderme unisseriada com paredes celulares anticlinais ondeadas e estômatos do tipo paracítico, tricomas eglandulares unicelulares, e drusas circundando o sistema vascular. Estômatos do tipo paracítico e os padrões de distribuição hipoestomática e anfi-hipoestomática são referidos para Turneraceae por Metcalfe e Chalk (1957).

A morfologia dos tricomas coincide com as observações de González e Arbo (2004), que referiram a presença de tricomas eglandulares, unicelulares, para T. chamaedrifolia e T subulata, como também a presença de tricomas glandulares, capitado-estipitados, em T. chamaedrifolia, e o tipo microcapitado em representantes da série Turnera, à qual pertence T. subulata.

O mesofilo foi outro caráter distintivo entre as duas espécies. Em T. chamaedrifolia apresentou-se do tipo dorsiventral, que é comum em espécies da família Turneraceae, segundo Metcalfe e Chalk (1957), e também referido por González e Arbo (2005) para outras espécies de Turnera. Por outro lado, T. subulata apresentou o tipo isobilateral, é mais raro em Turnera, somente referido por Metcalfe e Chalk (1957) para três táxons (T. diffusa Willd. ex. Schult., T. hermanioides Cambess. e T. ulmifolia L.). De acordo com James et al. (1999) a variação da estrutura do mesofilo pode esta ligada ao período de maturação das folhas, onde folhas juvenis são comumente dorsiventrais em contraste com as folhas adultas que seguem o padrão isobilateral. Entretanto, os padrões observados nas duas espécies do presente estudo, não apóiam a hipótese de James et al. (1999), uma vez que os padrões dorsiventral, (T. chamaedrifolia) e isobilateral (T. subulata) foram observados tanto em folhas jovens quanto adultas.

A presença de idioblastos contendo cristais de oxalato de cálcio no mesofilo e próximo ao sistema condutor, observada em ambas as espécies, é comum em Turneraceae, já referida também por vários autores, dentre os quais destacam-se Metcalfe e Chalk (1957), Vicente et al. (1999) e González e Arbo (2005).

Com relação à vascularização do pecíolo, as principais diferenças estão relacionadas ao número de feixes das porções proximais e distais que variou de 1-3. Em ambas, o número de feixes da porção mediana foi constante com três feixes em cada espécie, diferindo do padrão de um único feixe para essa região, observado por Metcalfe e Chalk (1957), para o gênero Turnera. Entretanto, em T. subulata, na planta fértil, observou-se uma variação no número de feixes da porção proximal, que apresentou cinco feixes, sendo dois correspondentes aos do pedicelo.

 

CONCLUSÕES

Os caracteres morfológicos das folhas de Turnera chamaedrifolia e Turnera subulata, como a presença ou ausência de nectários extraflorais e a morfologia do pecíolo, em conjunto com os caracteres anatômicos da epiderme e seus anexos, do mesofilo e da vascularização do pecíolo, revelaram graus distintivos e diagnósticos para separar as espécies estudadas.

 

AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem ao CNPq/PIBIC, pelo apoio financeiro; Dr. Isac Almeida de Medeiros, Diretor do Laboratório de Tecnologia Farmacêutica (LTF), pelo apoio institucional; aos curadores dos herbários EAN, IPA e JPB, pelo livre acesso as suas dependências; à Dulce G. Oliveira, pelo apoio técnico; à Patrícia Freitas, pelas ilustrações.

 

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Recebido em 31/08/06. Aceito em 23/03/07

 

 

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