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Saúde em Debate

versão impressa ISSN 0103-1104versão On-line ISSN 2358-2898

Saúde debate vol.39 no.105 Rio de Janeiro abr./jun. 2015

https://doi.org/10.1590/0103-110420151050002020 

Revisão

Fatores associados à depressão em idosos institucionalizados: revisão integrativa

Factors associated with depression in institutionalized elders: integrative review

Isabelle Rayanne Alves Pimentel da Nóbrega 1  

Márcia Carréra Campos Leal 2  

Ana Paula de Oliveira Marques 3  

Júlia de Cássia Miguel Vieira 4  

1Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) - Recife (PE), Brasil. isabelle_rayanne@hotmail.com

2Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Medicina Social - Recife (PE), Brasil. marciacarrera@hotmail.com

3Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Departamento de Medicina Social - Recife (PE), Brasil. marquesap@hotmail.com

4Universidade do Porto (UP), Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar - Porto, Portugal. july_nurse21@hotmail.com


RESUMO

A presente revisão integrativa da literatura objetivou verificar o conhecimento científico produzido relacionado aos fatores significativamente associados à sintomatologia depressiva em idosos residentes em Instituições de Longa Permanência. Foram consultadas as bases de dados Lilacs, Medline e Ibecs, entre 2002 e 2012, cuja amostra de vinte artigos identificou seis grupos de fatores associados à depressão em idosos institucionalizados: sociodemográficos, condições de saúde, capacidade funcional, comportamento, cognição e medicamentos. Espera-se que os resultados desta revisão contribuam para a reflexão sobre as práticas de saúde destinadas aos idosos que vivem no âmbito institucional.

Palavras-Chave: Idoso; Depressão; Instituição de longa permanência para idosos

ABSTRACT

This integrative literature review aimed to assess the scientific knowledge related to factors significantly associated with depressive symptoms in elderly residents in long-stay institutions. The databases Lilacs, Medline and Ibecs were consulted from 2002 to 2012, which provided a twenty articles sample that allowed us to identify six main groups of factors associated with depression among institutionalized elders: sociodemographic, health status, functional ability, behavior, cognition and drugs. It is expected that the results of this review may contribute to the debate on health practices for older people living in institutional ambience.

Key words: Aged; Depression; Homes for the aged

Introdução

O envelhecimento populacional é um fenômeno de abrangência mundial, sendo atualmente mais expressivo e impactante nos países em desenvolvimento (BATISTA ET AL., 2008). No Brasil, o crescimento abrupto da população idosa resulta da combina ção de variáveis estritamente demográficas com as profundas alterações sociais e culturais ocorridas, que simultaneamente configuram-se como causa e consequência (CRUZ; CAETANO; LEITE, 2010).

Em 2011, dos estimados 195,2 milhões de habitantes do País, 12,1% eram de pessoas com 60 anos ou mais de idade (IBGE, 2012). Projeções apontam que em 2050 esse contingente atingirá 38 milhões de idosos, superando a proporção de jovens na população (BRASIL, 2012).

As mudanças no perfil etário brasileiro, entretanto, não têm sido devidamente acompanhadas de reorganização das políticas públicas, estando ainda o setor da saúde despreparado para atender à demanda de uma população cada vez mais envelhecida e com uma sobrecarga de doenças crônico-degenerativas que levam a limitações funcionais e cognitivas (SAMPAIO ET AL., 2009; VALCARENGHI, 2011).

A instabilidade econômica e o agravamento das condições de saúde geralmente trazem o idoso para mais perto de seus familiares, que nem sempre aceitam ou estão aptos à função de cuidadores, aumentando a demanda por Instituições de Longa Permanência para Idosos (Ilpi) (GALHARDO; MARIOSA; TAKATA, 2010). Essas instituições, governamentais ou não, possuem caráter residencial e são destinadas ao domicílio coletivo de pessoas idosas, com ou sem suporte familiar, em condições de liberdade, dignidade e cidadania, oferecendo-lhes alimentação, moradia e lazer (BRASIL, 2005).

No entanto, em muitas delas, a falta de estrutura física adequada e recursos humanos capacitados, aliada à assistência caritativa e protecionista, frequentemente insensíveis às potencialidades do idoso e à sua liberdade de escolha, pode aumentar o quadro de dependência, o isolamento social e a falta de perspectivas para uma vida ativa e com qualidade (SOUZA ET AL., 2011).

O contexto institucional também favorece ao idoso vivenciar perdas em vários aspectos da vida, aumentando a vulnerabilidade a quadros depressivos que podem desencadear desordens psiquiátricas, perda da autonomia e agravamento de quadros patológicos preexistentes (CARREIRA ET AL., 2011).

A depressão caracteriza-se como um distúrbio de natureza multifatorial da área afetiva ou do humor, que exerce forte impacto funcional e envolve inúmeros aspectos de ordem biológica, psicológica e social, tendo como principais sintomas o humor deprimido e a perda de interesse ou prazer em quase todas as atividades (CARREIRA ET AL., 2011).

Atualmente, é apontada como o quarto maior agente incapacitante das funções sociais e de outras atividades da vida cotidiana, sendo responsável por cerca de 850 mil mortes a cada ano (GIAVONI ET AL., 2008). Também é considerada a enfermidade mental de maior prevalência em nível mundial e estima-se que em 2020 será a segunda causa global de incapacidade (GONZÁLEZ ET AL., 2010).

Na população idosa, essa é uma doença comum, recorrente e frequentemente subdiagnosticada e subtratada, principalmente em nível de cuidados de saúde primários (MEDEIROS, 2010). Epidemiologicamente, estima-se que aproximadamente 15% dos idosos apresentam sintomas de depressão, sendo essa prevalência maior nas populações institucionalizadas (SANTANA; BARBOZA FILHO, 2007; PÓVOA ET AL., 2009; SIQUEIRA ET AL., 2009).

Nessa fase da vida, a sintomatologia depressiva é permeada por elementos que dizem respeito não apenas à doença, mas às oscilações sentimentais próprias do envelhecimento e ao contexto social marcado pelo culto aos valores da juventude (HARTMANN JUNIOR; SILVA; BASTOS, 2009). É também no indivíduo idoso que a depressão tem pior prognóstico e maior incidência de suicídios, podendo, quando duradouros, interferir na sua capacidade funcional, de autocuidado e nas suas relações sociais (FERNANDES; NASCIMENTO; COSTA, 2010).

Vários autores têm estudado os estados depressivos nos idosos. No entanto, a maioria dos artigos enfoca os fatores biológicos da doença, com pouco destaque para os aspectos psicossociais associados ao transtorno (HARTMANN JUNIOR; SILVA; BASTOS, 2009).

Frente a essa problemática e à relevância do tema exposto, justifica-se a necessidade de buscar evidências que apontem quais os fatores associados à depressão em pessoas idosas que vivem no ambiente institucional, no intuito de condensar e disseminar o conhecimento produzido a respeito e auxiliar na melhoria da atenção ofertada a esses indivíduos.

O presente estudo teve como objetivo verificar o conhecimento científico produzido relacionado aos fatores significativamente associados à sintomatologia depressiva em pessoas idosas residentes em Ilpi.

Procedimentos metodológicos

Dentre os métodos de revisão de literatura, o presente estudo adotou a modalidade integrativa, que é considerada a mais ampla abordagem metodológica referente às revisões por permi tir a inclusão de estudos experimentais e não experimentais, combinando dados teóricos e empíricos, no intuito de fornecer uma vasta compreensão sobre o fenômeno analisado (SOUZA; SILVA; CARVALHO, 2010).

A revisão integrativa da literatura é comumente empregada na análise de conceitos, revisão de teorias ou evidências e síntese do conhecimento sobre determinado assunto, permitindo identificar lacunas que precisam ser preenchidas com a realização de novos estudos, sendo também bastante plausível na busca de evidências para a prática clínica dos profissionais da área de saúde (OLIVEIRA, 2008; FARIA, 2010).

Para o desenvolvimento desta revisão, foram percorridas as seguintes etapas: 1) definição do tema e formulação da questão norteadora, 2) escolha das bases de dados eletrônicos utilizadas na pesquisa, 3) estabelecimento dos critérios de inclusão e exclusão, 4) definição dos descritores, 5) pré-seleção dos artigos, 6) avaliação dos estudos pré-selecionados e seleção dos estudos incluídos na revisão, 7) interpretação dos resultados e 8) apresentação da revisão integrativa.

A coleta de dados ocorreu durante o mês de janeiro de 2013 e foi norteada pela seguinte pergunta: 'Quais as evidências científicas que retratam os fatores significativamente associados à depressão em pessoas idosas institucionalizadas?' Foram empregados os Descritores em Ciências da Saúde (DeCS): idoso, depressão e instituição de longa permanência para idosos. Os critérios de inclusão adotados foram:

  • ser artigo e ter sido publicado entre os anos de 2002 e 2012 nas bases de dados Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (Lilacs), Medical Literature and Retrieval System Online (Medline) e Índice Bibliográfico Español em Ciencias de la Salud (Ibecs);

  • ter sido divulgado em língua portuguesa, inglesa ou espanhola;

  • estar disponível na íntegra;

  • apresentar em seus resultados fatores significativamente associados à sintomatologia depressiva em pessoas idosas institucionalizadas.

Seguindo critérios de exclusão, foram desconsideradas publicações referentes a teses, dissertações, resumos de congressos, anais, editoriais, comentários e opiniões, artigos de revisão, estudos que incluíssem em sua amostra pessoas com idade inferior a 60 anos e que encontrassem associação estatística não significativa entre depressão e os fatores estudados.

A estratégia de busca utilizada combinou dois ou mais descritores por meio do conector 'and' no campo 'descritor de assunto'. A partir daí, foi realizada a pré-seleção dos artigos relacionados ao tema por meio da leitura criteriosa dos títulos e resumos, a fim de verificar a adequação dos estudos aos critérios de inclusão.

Os artigos pré-selecionados foram lidos na íntegra e aqueles selecionados para a revisão foram analisados a partir de dois instrumentos. O primeiro, adaptado do Critical Apppraisal Skills Programme (Casp) - Programa de habilidades em leitura crítica, integrante do Public Health Resource Unit (PHRU), elaborado pela Universidade de Oxford, em 1993 (LONDON, 2002). O instrumento foi eleito devido à proposta de análise objetiva, sistemática e de fácil entendimento. Este consiste em 10 itens (máximo 10 pontos), abrangendo: 1) objetivo, 2) adequação metodológica, 3) apresentação dos procedimentos teóricos e metodológicos, 4) seleção da amostra, 5) procedimento para a coleta de dados, 6) relação entre o pesquisador e pesquisados, 7) consideração dos aspectos éticos, 8) procedimento para a análise dos dados, 9) apresentação dos resultados e 10) importância da pesquisa. Os estudos foram classificados de acordo com as seguintes pontuações: 6 a 10 pontos - boa qualidade metodológica e viés reduzido; e mínima de 5 pontos - qualidade metodológica satisfatória, porém com risco de viés aumentado. Neste estudo, optou-se por utilizar apenas os artigos classificados de 6 a 10 pontos.

O segundo instrumento correspondeu à Classificação Hierárquica das Evidências para Avaliação de Estudos, baseado na categorização da Agency for Healthcare Research and Quality (AHRQ), onde a qualidade das evidências é classificada em sete níveis: I) revisão sistemática ou metanálise, II) ensaios clínicos randomizados, III) ensaio clínico sem randomização, IV) estudos de coorte e de caso-controle, V) revisão sistemática de estudos descritivos e qualitativos, VI) único estudo descritivo ou qualitativo e VII) opinião de autoridades e/ou relatório de comitês de especialidades (MELNYK ET AL., 2010). Atendendo aos critérios de exclusão, foram considerados apenas os estudos com níveis II, III, IV e VI de evidência.

A análise dos artigos ocorreu de forma descritiva, de acordo com o instrumento de coleta de dados, permitindo verificar as seguintes características de cada pesquisa: autoria, periódico, país de origem, idioma, delineamento da pesquisa, ano da publicação, instrumento utilizado e fatores associados à depressão.

Resultados e discussão

Na presente revisão integrativa, foram analisados vinte artigos que atenderam aos critérios de inclusão previamente estabelecidos. A tabela 1 apresenta os resultados das buscas pelos descritores de acordo com as bases de dados.

Tabela 1. Distribuição dos artigos encontrados e selecionados por base de dados. Recife (PE), 2013 

Base de dados Encontrados Pré-secionados Excluídos Analisados o
Ibecs 13 0 - -
Lilacs 786 5 4 1
Medline 27069 28 9 19
Total 27868 33 13 20

Fonte: Elaboração própria

Dentre os artigos analisados, quatro apresentam médicos como autores, um é de autoria de dois enfermeiros e uma estatística e nos demais não foi possível identificar a categoria profissional dos autores.

Em relação aos tipos de periódicos nos quais foram publicados os artigos incluídos na revisão, onze faziam parte de revistas de psiquiatria geriátrica, dois de revistas de psiquiatria geral, três foram publicados em revistas sobre envelhecimento, geriatria e gerontologia, dois em revistas de nutrição, um em revista médica e um em revista de enfermagem clínica.

Quanto ao país de origem das pesquisas, oito artigos são provenientes de países europeus, cinco de países asiáticos, três são originários da América do Norte (Estados Unidos), três da América do Sul (sendo dois destes do Brasil) e um foi realizado na Oceania (Austrália).

Apenas um artigo, aquele publicado na base Lilacs, estava no idioma espanhol, sendo as demais publicações de língua inglesa. Em relação às instituições de origem das pesquisas, dos vinte artigos, somente um estava vinculado a um centro de estudos, enquanto os demais foram promovidos por universidades e/ou hospitais.

No que se refere ao delineamento da pesquisa, apenas um estudo era do tipo coorte prospectiva (nível IV de evidência) enquanto os demais eram descritivos transversais (nível VI de evidência). Dentre os estudos transversais, quatro baseavam-se na análise de dados secundários, provenientes de pesquisas prévias. Segundo Toledo (2008), a análise do desenho é importante, visto que aponta a ótica em que o problema foi analisado.

Dentro do intervalo cronológico considerado na revisão, apenas os anos de 2002 e 2011 não apresentaram estudos compatíveis com os critérios de inclusão, o que demonstra a constante atualização desta temática.

O quadro 1 apresenta uma síntese da caracterização dos artigos segundo título, autores, periódico onde foi publicado, país de origem do estudo, delineamento da pesquisa e ano da publicação.

Quadro 1. Distribuição dos artigos incluídos na revisão integrativa segundo título, autor, periódico, país de origem, delineamento da pesquisa e ano da publicação 

A partir da leitura minuciosa dos artigos analisados, foi possível identificar quais fatores encontravam-se significativamente associados aos sintomas depressivos nos idosos vivendo em condição de institucionalização. O quadro 2 apresenta, para cada estudo incluído na revisão, os instrumentos utilizados na detecção de sintomatologia depressiva, bem como os resultados referentes aos testes de associação feitos para os fatores investigados.

Quadro 2. Distribuição dos artigos incluídos na revisão integrativa segundo instrumento utilizado na coleta de dados e resultados referentes aos fatores associados à depressão em idosos institucionalizados 

A Escala de Depressão Geriátrica (EDG) foi o instrumento mais utilizado nos estudos analisados, tanto na versão de 30 itens (5 artigos), como de 15 itens (7 artigos) e 10 itens (1 artigo). Desenvolvida por Yesavage et al. (1983), é um dos instrumentos mais frequentemente aplicados por incluir uma pequena variação das respostas (sim/não), não necessitar de um profissional da área da saúde mental para sua aplicação e poder ser autoaplicada ou aplicada por um entrevistador treinado. Sua versão original com 30 itens vem cedendo espaço para a versão curta de 15 itens por reduzir significativamente o tempo gasto na aplicação e por ser confiável e válida entre idosos em diversas situações, sendo também recomendada para populações institucionalizadas (JONGENELIS ET AL., 2005).

A Escala Cornell de Depressão em Demência, segundo instrumento mais utilizado (3 artigos), foi desenvolvida por Alexopoulos et al. em 1988 e avalia alterações de humor, comportamento e distúrbios físicos e de ideação em pessoas com prejuízo cognitivo a partir de 19 itens aplicados pelo entrevistador ao paciente e ao cuidador, podendo também ser utilizada em indivíduos sem demência (PARADELA, 2011).

Observou-se também que em dois estudos (17 e 18) foram utilizados instrumentos que não são específicos para a avaliação da depressão, o Minimum Data Set e o InterRAI Long-Term Care Facilities Assessment System, os quais são formulários de coleta de dados que fornecem um panorama geral acerca das condições de saúde dos indivíduos residentes em instalações de longo prazo (BALLER ET AL., 2010; HOOVER ET AL., 2010).

Quanto ao objetivo desta revisão, percebeu-se que a maioria dos estudos testou a associação de sintomas depressivos com diversos tipos de variáveis, explorando uma ampla gama de aspectos relacionados à institucionalização. Ressalta-se a impossibilidade de estabelecer uma sequência temporal entre as associações encontradas, uma vez que a maioria das pesquisas apresentou delineamento transversal. A análise dos artigos permitiu a seleção de 6 fatores principais associados à depressão:

Fator 1: aspectos sociodemográficos. Os fatores sociodemográficos que apresentaram algum tipo de associação foram a idade (6 estudos), a escolaridade (4 estudos), a autopercepção de situação financeira ruim (2 estudos) e o sexo feminino (1 estudo). Houve divergências quanto à associação com a idade e escolaridade. No entanto, na maioria dos estudos, os idosos depressivos tinham menos idade (02, 08, 10, 11, 13) e baixo nível de escolaridade (03, 04, 07). Os eventos estressores da vida, possivelmente, são mais esperados e, por isso, melhor tolerados por idosos mais velhos, podendo, dessa maneira, não mais evocar depressão nesses indivíduos (EISSES ET AL., 2004). Além disso, os idosos com menos idade que vivem em Ilpi geralmente são os que apresentam mais doenças graves ou comprometimento cognitivo severo e, por isso, podem ser mais propensos a desenvolver sintomatologia depressiva (MCDOUGALL ET AL., 2007). O grau de instrução, associado à depressão, pode ser justificado por uma reação em cadeia, em que o baixo nível de escolaridade pode levar à inadequação de renda e impedir o acesso a cuidados de saúde, lazer e apoio social (KU; LIU; TSAI, 2006).

Fator 2: condições de saúde. A depressão foi mais frequentemente associada à autopercepção de saúde ruim (03, 04, 07, 19), à dor (02, 08, 18), à deficiência visual (02, 03, 08), à presença de comorbidades (18, 19), ao Acidente Vascular Cerebral (AVC) (07,08) e ao maior risco de desnutrição (15,16).

A autoavaliação da saúde é uma variável complexa que capta múltiplas dimensões da relação entre saúde física e outras características pessoais e sociais (DAMIÁN; BARRIUSO; VALDERRAMA-GAMA, 2008). No idoso, a autopercepção de saúde é influenciada pelas condições de suporte familiar, estado conjugal, oportunidades de educação e emprego, renda, capacidade funcional, condições crônicas de saúde, estilo de vida, dentre outros (HARTMANN, 2008). O processo de institucionalização favorece a vivência de perdas em vários desses aspectos da vida, aumentando a vulnerabilidade a quadros depressivos e contribuindo para uma pior percepção do estado de saúde (CARREIRA ET AL., 2011).

A dor é uma experiência vital que afeta de maneira integral o ser, ocasionando sofrimento, que quando prolongado e severo, como na maioria dos casos de dor crônica, afeta a qualidade de vida de quem a sofre de maneira sig nificativa, gerando maior risco de comorbidade psiquiátrica, podendo esta relação ser de dupla via, sendo a dor fator de risco ou consequência de transtornos psíquicos (SERRANO, 2011). Em pessoas idosas, os mecanismos de cronificação da dor estão relacionados à diminuição da capacidade de adaptação que acompanha o envelhecimento, ao aumento da sensibilidade dolorosa, às comorbidades médicas e psiquiátricas e ao isolamento social (KARP ET AL., 2008).

Idosos com déficits visuais estão mais propensos a desenvolver quadros depressivos, uma vez que podem precisar alterar seu estilo de vida e sua independência funcional, requerendo mais assistência nas atividades básicas de vida diária, quando comparados com aqueles que não têm tal deficiência (MACEDO ET AL., 2008).

A associação entre doenças crônicas e sintomas depressivos é bimodal, de modo que a depressão pode precipitar o surgimento de doenças crônicas ou estas podem exacerbar sintomas depressivos por meio dos efeitos diretos na função cerebral ou através de alterações psicológicas e psicossociais (DUARTE; REGO, 2007).

A depressão está diretamente relacionada ao estado nutricional, uma vez que interfere no centro de controle neural, responsável pela fome, ansiedade e compulsões alimentares, podendo levar à desnutrição ou à obesidade (PEIXOTO, 2006). As questões econômicas, sociais, biológicas, psíquicas e alimentares também são determinantes do estado nutricional dos indivíduos idosos institucionalizados, tendo a depressão sido identificada como a maior causa de perda de peso nesse grupo populacional (VALENÇA; ANDRADE, 2011).

A relação entre depressão e AVC é complexa e também pode ocorrer nos dois sentidos. O surgimento de quadro depressivo em pacientes pós-AVC tende a ser visto como uma reação psicológica compreensível resultante da perda ou das incapacidades associadas à doença, sendo, por este motivo, subdiagnosticado (TERRONI, 2009). No primeiro ano após o AVC, considerado o período agudo, a depressão é a complicação psiquiátrica mais prevalente e a que tem sido mais associada a um pior prognóstico, uma vez que os pacientes com essa complicação apresentam recuperação funcional mais lenta, comprometimento das atividades da vida diária, internação hospitalar mais longa na fase aguda e maior mortalidade (SOUZA; TORQUATO JUNIOR; SOARES, 2010).

Fator 3: capacidade funcional. Baixa capacidade ou incapacidade funcional (02, 03, 04, 07, 11, 13, 19) e limitação funcional pela dor (12) foram significativamente associados à sintomatologia depressiva nos idosos institucionalizados. Define-se como capacidade funcional a condição que o indivíduo possui de viver de maneira autônoma e de se relacionar em seu meio (NOGUEIRA ET AL., 2010). Pessoas idosas com depressão tendem a apresentar maior comprometimento físico, social e funcional, afetando sua qualidade de vida, cursando em redução ou perda da independência funcional (SANTOS ET AL., 2012).

Fator 4: comportamento. Vários tipos de comportamento foram associados à depressão, desde agressão física, abuso verbal e agir psicótico (01), neuroticismo (02), pensamentos suicidas recentes (03), indisponibilidade em ajudar aos outros e em participar de atividades, dificuldade em resolver problemas e em estabelecer bons relacionamentos (10). Dentre esses fatores, a ideação suicida, tentativas de suicídio e o suicídio merecem especial atenção, uma vez que representam instâncias da vida - expectativas, doença, sofrimento - que se tornaram difíceis de suportar, representando o auge da insatisfação com o viver (GREK, 2007). Investigações a respeito da ideação suicida são problemáticas, uma vez que esse fenômeno é pouco perguntado por pesquisadores e também muito pouco relatado pelos idosos, e, quando isso ocorre, pode ser confundido com processos depressivos (MINAYO; CAVALCANTE, 2010). A população institucionalizada tende a declarar com mais frequência a presença de pensamentos suicidas do que a não institucionalizada (ALMEIDA; QUINTÃO, 2012).

Fator 5: cognição. Os estudos também apresentaram divergências quanto a este aspecto. Em quatro deles, a depressão foi associada a um pior estado cognitivo (04, 05, 13, 14) e em duas pesquisas a um melhor estado cognitivo (12, 18). A grande frequência de queixas cognitivas em idosos depressivos levou à criação do termo pseudodemência depressiva, caso em que os sintomas de depressão são acompanhados pelas dificuldades de concentração e atenção e pela falta de memória (BANHATO, 2011). Muitas alterações cognitivas observadas em idosos com depressão se assemelham às observadas em quadros demenciais, enquanto outras se assemelham ao envelhecimento normal (ÁVILLA; BOTINO, 2006).

Fator 6: medicamentos. A polifarmácia (19) e o uso de antidepressivos e de psicotrópicos (18) foram associados à sintomatologia depressiva. Os pacientes internados em Ilpi merecem atenção especial quanto ao consumo de psicofármacos, tendo em vista seu uso corriqueiro em quadros demenciais, depressões e distúrbios comportamentais (LUCCHETTI ET AL., 2010). Estima-se que a prevalência de psicofármacos em asilados chegue a 63%, sendo esses medicamentos usualmente prescritos por médicos não psiquiatras em decorrência da necessidade de controle comportamental, presença de sintomas de depressão e transtornos do sono (STELLA ET AL., 2006).

Outros fatores associados encontrados nos estudos incluídos na revisão que merecem destaque foram: a solidão (02, 08), depressão prévia (08, 10) e a falta de apoio social (02) ou insatisfação com o mesmo (04). Na velhice, o fenômeno depressivo em si pode representar a recorrência de episódios anteriores que se manifestaram em outras épocas da vida: pode ser a continuidade de uma depressão crônica anterior do tipo Distimia, pode ser uma depressão reativa, pode ainda surgir como consequência do prejuízo na qualidade de vida proporcionada por alguma outra doença orgânica concomitante ou, simplesmente, pode ser um episódio originado após os 60 anos (MARINHO, 2010).

Vivenciar a solidão pode indicar uma rede social insatisfatória e tem sido um dos fatores de risco para a depressão mais citado pelos diferentes investigadores, além de um dos principais motivos para a admissão em instituições (VAZ; GASPAR, 2011). Os eventos estressores, como o luto, situações em que há dificuldade de se estabelecer relações interpessoais e a falta de apoio social e familiar, também podem contribuir para a manifestação de sintomas depressivos (WHO, 2012).

Considerações finais

A presente revisão integrativa possibilitou caracterizar a produção científica acerca dos fatores significativamente associados à depressão em idosos institucionalizados. Apesar do considerável número de artigos incluídos, percebe-se uma lacuna com relação à categorização dos estudos devido à escassez de pesquisas de intervenção que retratassem evidências fortes, pois a maioria dos estudos encontrados tem delineamento transversal, classificado como nível VI de evidência, o que é considerado fraco.

Detectou-se, também, a baixa produção científica tanto no Brasil quanto na América Latina, sendo apenas dois artigos originários de pesquisas realizadas no Brasil, fazendo-se necessária uma maior reflexão sobre a relevância da temática no País, para que novos estudos sejam desenvolvidos e divulgados.

Durante a pré-seleção dos artigos, observou-se que muitos deles foram excluídos da revisão por não utilizarem técnicas estatísticas para testar hipóteses de associação da depressão com os fatores investigados. Os métodos estatísticos devem ser valorizados uma vez que aumentam a credibilidade das pesquisas e servem de base para as tomadas de decisões por parte dos gestores.

Além disso, outros estudos, apesar de terem sido realizados em Ilpi, incluíram pessoas não idosas na amostra, descaracterizando o perfil do público-alvo desses locais.

Quanto aos instrumentos utilizados na detecção da depressão, observou-se que, apesar da ampla disponibilidade de instrumentos destinados a este fim na psiquiatria geriátrica, dois estudos utilizaram instrumentos de avaliação geral do estado de saúde, o que de certa maneira minimiza o poder de comparação dos resultados com aqueles estudos que utilizaram instrumentos específicos.

A variação dos fatores associados à depressão justifica-se pelas diferentes características das populações de cada país, pelos objetivos específicos de cada pesquisa, pelos instrumentos utilizados e pelas técnicas de amostragem, o que resultou em algumas divergências de resultados para fatores semelhantes.

Essa observação é importante, uma vez que o intuito dessa revisão foi condensar as evidências científicas a respeito da temática em questão, cabendo aos profissionais da saúde que lidam com pessoas idosas institucionalizadas utilizar-se destes resultados no aprimoramento de suas práticas, valorizando as formas de investigação da depressão e dos possíveis fatores associados, considerando as particularidades e o contexto biopsicossocial e cultural de cada indivíduo.

Referências

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Suporte financeiro: não houve

Recebido: Dezembro de 2013; Aceito: Agosto de 2014

Conflito de interesses: inexistente

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