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Tempo Social

Print version ISSN 0103-2070On-line version ISSN 1809-4554

Tempo soc. vol.1 no.1 São Paulo Jan./June 1989

https://doi.org/10.1590/ts.v1i1.83318 

Articles

Identidade Cultural, Identidade Nacional no Brasil

MARIA ISAURA PEREIRA DE QUEIROZ** 

**Professora Adjunta do Programa de Pós-Graduação do Departamento de Sociologia - FFLCH-USP, Presidente do Centro de Estudos Rurais e Urbanos (CERU).


RESUMO

O problema da identidade cultural no Brasil vem sendo colocado desde os primeiros trabalhos em Ciências Sociais no país, datados do século XIX. No correr do tempo, foi sendo abordado de ângulos diferentes, em ligação íntima com as condições sócio-econômicas nos diversos momentos em que se definia a identidade. Uma observação mais acurada mostra que há urna sinonímia entre os conceitos de identidade cultural e identidade nacional, ao contrário do que ocorre na Europa.

Palavras-Chave: Identidade cultural; identidade nacional: Brasil e Europa

ABSTRACT

The problem of cultural identify in Brazil was established in the XIX century with the first social science studies in the country. Since that time, it has been approached from different angles intimately linked to the socio-economic conditions of the various moments in which that identity has been defined. A more thorough observation demonstrates that, contrary to Europe, there is a synonymity between cultural identity and national identity.

Key words: Cultural Identity; National Identity: Brazil and Europe

Texto completo disponível em PDF.

Conferência de Abertura pronunciada no “Simpósio sobre Identidade Nacional”, organizado pela Associação de Professores de História, dias 26, 27 e 28 de novembro de 1987, Universidade Nova de Lisboa, Portugal.

1NINA RODRIGUES, Raymundo. Os africanos no Brasil. 2ª ed. S.Paulo, Cia. Editora Nacional. 1935. Idem, As coletividades anormaes. Rio de Janeiro, Civilização Brasileira Ed., 1939.

2ROMERO, Sylvio. A filosofia no Brasil (1876); idem, Estudos sobre a poesia popular no Brasil (1888), Petrópolis, Vozes, 1977; idem, Etnografia brasileira (1888).

3CUNHA, Euclydes. Os Sertões (1902). S. Paulo.

4GOBINEAU, Conde de (Joseph Arthur de). Essai sur l’inegalité des races humaines. 5ª ed., Paris, Librairie de Paris, s/d (1854).

5BASTIDE, Roger. Le candomblé de Bahia (Rite Nagô). Paris, Mouton & Cia., 1958: idem, Les religions africaines au Brésil, Paris, Presses Universitaires de France, 1961; idem, Images du nordest mystique en noir et blanc. Nice, Pandora Ed., 1978.

6ANDRADE, Mário de. Macunaíma (1928); idem, Aspectos da literatura brasileira. São Paulo, Livraria Martins Ed., s/d.

7ANDRADE, José Oswald de Sousa - este romancista, ensaísta, teatrólogo, jornalista, lançou em 1924 o Movimento Nativista Pau Brasil por meio de um Manifesto em que explicava suas idéias; mais tarde, em 1927, organiza a Revista de Antropofagia, em que, no Manifesto Antropofágico, mostra como este novo movimento é continuação lógica do anterior. Em 1945, defende na Universidade de São Paulo a tese de livredocência: A Crise da Filosofia Messiânica, em que explica novamente sua visão do mundo antropofágico.

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9BASTIDE, Roger. Les religions africaines au Brésil. Paris, Presses Universitaires de France, 1961

10FRY, Peter. Manchester, sec. XIX; S. Paulo, sec. XX: dois movimentos religiosos. Religião e Sociedade, São Paulo, n.3, out. 1978.

11PEREIRA DE QUEIROZ, Maria Isaura. Religious evolution and creation: the Afro-Brazilian cults. Diogenes, Paris (Unesco), n. 115, 1981.

12BLAY, Eva Alterrnan. Eu não tenho onde morar (Vilas operárias na cidade de S. Paulo). São Paulo, Ed. Nobel, 1985

13MORSE, Richard. Formação histórica de S. Paulo. São Paulo, Difusão Européia do Livro, 1970.

14IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) - Série Estatística - Rio de Janeiro, IBGE, vol. 1, 1986, p. 3, 4, 6.

15MARTIN, Jean Marie. Processus d'industrialisation et développement energétique du Brésil. Paris, Institut des Hautes Études de l'Amerique Latine, 1966.

16PEREIRA DE QUEIROZ, Maria Isaura. Brésil, XIXe siècle: les précurseurs des Sciences Sociales. In: Culture, science et développemlent (Mélanges en l’honneur de Charles Morazé). Toulouse (France), Ed. Privat, 1979; idem, Cientistas sociais e o auto-conhecimento da cultura brasileira através do tempo. Cadernos, São Paulo, Centro de Estudos Rurais e Urbanos, n. 13, 1a série, set. 1980; idem, Balanço da tradição do pensamento sobre cultura e sociedade a partir do sec. XIX no Brasil. Cadernos, São Paulo, Centro de Estudos Rurais e Urbanos, n. 17, 1ª série, set. 1982.

17ORTIZ, Renato. Cultura popular: românticos e folcloristas. São Paulo, Texto n.3, Programa de Estudos Pós-Graduados em Ciências Sociais, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, 1985; idem, Cultura brasileira e identidade nacional. São Paulo, Ed. Brasiliense 1985.

18BAROJA, Julio Caro. El mito del caracter nacional; meditaciones a contrapelo. Madrid, Seminarios y Ediciones S.A., 1970.

19JARDIM DE MORAES, Eduardo. A brasilidade modernista. Rio de Janeiro, Ed. Graal, 1979.

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