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Estudos Avançados

versão impressa ISSN 0103-4014versão On-line ISSN 1806-9592

Estud. av. v.12 n.32 São Paulo jan./abr. 1998

https://doi.org/10.1590/S0103-40141998000100001 

EDITORIAL

 

 

À DIFERENÇA DO NÚMERO ANTERIOR de ESTUDOS AVANÇADOS (nº 31), que se concentrou em uma temática enraizadamente nacional (a questão agrária no Brasil), o presente número abre-se decididamente para a dimensão internacional, quer examinando por vários ângulos a situação da Rússia antes e depois do colapso da URSS, quer encaminhando o debate sobre alguns problemas conceituais de âmbito universal como a globalização, o trabalho e o pólo determinismo-livre arbítrio.

O conjunto de artigos que encabeça a revista nos foi cedido quase integralmente pelo boletim comemorativo do 80º aniversário da Revolução de Outubro, editado pelo Centro de Estudos sobre os Países Socialistas em Transformação, aos cuidados de Lenina Pomeranz, a quem a editoria agradece pela solícita cooperação.

Trata-se de páginas de análise, interpretação e julgamento – ainda tacteante e problemático – de um processo social imponente cujas grandezas e misérias se estenderam por todo "o curto século XX", na expressão feliz de Eric Hobsbawn. Para compreender esse processo na sua complexa rede de projetos coletivos e destinos individuais não basta lançar mão do discurso histórico: a ficção torna-se imprescindível, a poesia é necessária; daí a variedade do dossiê Rússia – Política e Cultura, que não só estende de Lenin a Gorbachev como recorre a Maiakovski, a Akhmátova, a Pasternak e a líricos recentes. E aqui o débito maior de ESTUDOS AVANÇADOS vai para um mestre das Letras Russas entre nós, Boris Schnaiderman.

Publicam-se neste número alguns ensaios de caráter polêmico que (esperamos) deveriam provocar os leitores no sentido de abalar certas idées reçues tenazes deste fim de milênio. Assim, o que haverá de realidade por trás da palavra "globalização", hoje moeda corrente no vocabulário econômico e político? É a pergunta a que procura responder o trabalho de Paulo Nogueira Batista Jr., professor-visitante do IEA neste último biênio. Em outro texto, a dicotomia trabalho-lazer é vista pela ótica da filosofia de Simone Weil e repensada por Robert Chenavier à luz da automação e da crise contemporânea do emprego.

Enfim, um espinhoso mas incontornável dilema (determinismo ou livre arbítrio?) é reproposto por um emérito fisiologista da Universidade de São Paulo, Erasmo Garcia Mendes.

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