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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478On-line version ISSN 1678-4596

Cienc. Rural vol.38 no.4 Santa Maria July 2008

http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782008000400015 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
CLÍNICA E CIRURGIA

 

Equilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico em eqüinos com cólica

 

Acid-base and hidroelectrolytic balance in colic horses

 

 

Paula Alessandra Di FilippoI, 1; Aureo Evangelista SantanaII; Gener Tadeu PereiraIII

IPrograma de Pós-graduação em Cirurgia Veterinária, Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias, Universidade Estadual Paulista (FCAV/UNESP). Via de Acesso Prof. Paulo Donato Castellane, s/n, 14884-900, Jaboticabal, SP, Brasil. E-mail: paula_difilippo@yahoo.com.br
IIDepartamento de Clínica e Cirurgia Veterinária, FCAV, UNESP, Jaboticabal, SP, Brasil
IIIDepartamento de Ciências Exatas, FCAV/UNESP, Jaboticabal SP, Brasil

 

 


RESUMO

Foram utilizados setenta eqüinos distribuídos em três grupos experimentais, G1 (vinte eqüinos hígidos), G2 (vinte e cinco eqüinos com cólica, os quais passaram por tratamento clínico ou cirúrgico e sobreviveram) e G3 (vinte e cinco eqüinos com cólica, os quais passaram por tratamento clínico ou cirúrgico e foram a óbito ou foram sacrificados). Amostras de sangue foram obtidas em dez diferentes momentos, mediante punção da jugular, para estudo do equilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico. Os eqüinos com cólica apresentaram diminuição (P<0,05) nos valores do pH(v), principalmente os animais do G3, a qual, associada com a diminuição da pCO2(v), cBase(v) e cHCO-3(vP), confirmou a acidose metabólica, que teve como origem a produção aumentada de lactato durante a glicólise anaeróbica decorrente da hipovolemia. Adicionalmente apresentaram hiponatremia, hipocalemia e hipercloremia. A presença e a magnitude dos desequilíbrios contribuíram substancialmente com o prognóstico dos animais com cólica.

Palavras-chave: eqüino, abdômen agudo, hemogasometria.


ABSTRACT

Seventy horses were distributed into three experimental groups ad follows: G1, twenty healthy animals; G2, twenty-five colic horses that survived after clinical or surgical treatment; and G3, twenty-five colic horses that were sacrificed or died after clinical or surgical treatment. Blood samples were taken from the jugular vein to assess acid-base balance and water-electrolyte balance. Colic horses had lower pH(v) (P<0.05), mainly G3 animals. Acidosis was confirmed by the lower pH(v) associated with decreased pCO2(v), cBase(v) and cHCO-3(vP), which was probably due to an increased production of lactate during anaerobic glycolysis as a result from hypovolemia. Furthermore, hyponatremia, hypokalemia and hyperchloremia were detected. The presence and the extent of the imbalances contributed substantially to the prognosis of colic horses.

Key words: horses, acute abdomen, blood gas analysis.


 

 

INTRODUÇÃO

Por possuir peculiaridades anatômicas em seu aparelho digestório, a espécie eqüina apresenta predisposição a alterações morfofisiológicas graves, responsáveis por sinais de dores abdominais intensas, conhecidas como cólica ou abdômen agudo (PEIRÓ & MENDES, 2004). Apesar dos avanços em relação aos métodos de diagnóstico, técnicas anestésicas, cirúrgicas e acompanhamento intensivo no pós-operatório, a mortalidade permanece alta (THOEFNER et al., 2003). Em eqüinos com cólica, as alterações ocorridas nas alças intestinais repercutem diretamente na composição dos fluidos orgânicos (VALADÃO et al., 1996), alterando-os na dependência do tempo, localização e gravidade do processo obstrutivo (NAPPERT & JOHNSON, 2001). De acordo com JOHNSON (1995) a identificação e a caracterização dos desequilíbrios metabólicos, são importantes ao manejo adequado do paciente sob tratamento clínico ou cirúrgico com quadro de abdômen agudo. O objetivo do presente estudo foi verificar as alterações no equilíbrio ácido-base e hidroeletrolítico em eqüinos com cólica, investigando se tal conhecimento pode auxiliar no prognóstico.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Utilizaram-se 70 eqüinos, de diferentes raças, idades e sexos, os quais constituíram três grupos experimentais: grupo 1 ou controle (G1): vinte eqüinos hígidos; grupo 2 (G2): vinte e cinco eqüinos com cólica que passaram por tratamento clínico (n=7) ou cirúrgico (n=18) e sobreviveram; grupo 3 (G3): vinte e cinco eqüinos com cólica que passaram por tratamento clínico (n=2) ou cirúrgico (n=23) e foram a óbito (n=5) ou foram sacrificados (n=20).

As amostras de sangue foram obtidas mediante punção da jugular, com agulha 25x8, em seringas plásticas descartáveis, em 10 diferentes momentos, imediatamente após a chegada dos animais ao hospital veterinário (T0) e, seqüencialmente 6, 12, 24, 48, 72, 96, 120, 168 e 240 horas após o término do procedimento inicial de atendimento.

Para a análise hemogasométrica, utilizaram-se amostras de sangue venoso colhidas anaerobicamente, em seringas plásticas descartáveis de 1mL, previamente heparinizadas e acondicionadas em água com gelo e encaminhadas imediatamente para a análise das seguintes variáveis: pH - pH(v), pressão parcial de oxigênio - pO2(v), pressão parcial do dióxido de carbono - pCO2(v), concentração de bicarbonato no plasma - cHCO-3(vP) e concentração de base titulável – cBase(v). Essas análises foram realizadas em aparelho de hemogasometriaa, com calibração automática.

Para o exame hidroeletrolítico, foram utilizadas amostras de sangue colhidas em frascos sem anticoagulante. Ato contínuo, as amostras foram centrifugadas a 800G por cinco minutos e, após sinérese, o soro obtido foi acondicionado em tubos do tipo eppendorf, identificados e armazenados a -20°C até o momento das determinações. O íon cloreto foi analisado com o auxílio de reagentes para diagnósticosb e posterior leitura espectrofotométricac já, os íons sódio e potássio foram determinados com o auxílio de reagentes para diagnósticod e posterior leitura em Seletor de íonse. O volume globular foi obtido em tubos de microhematócrito centrifugados a 14.000G por cinco minutos com posterior leitura em escala especial. As amostras de sangue dos animais controle foram similarmente colhidas e analisadas.

Utilizou-se um delineamento experimental inteiramente casualizado, com três grupos e dez repetições. Quando se constatou significância entre os grupos, dentro de cada momento, aplicou-se o teste de Tukey (P<0,05) para comparação das médias (SAMPAIO, 2002), através do programa estatístico SASf.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Os dados relativos aos achados clínico-cirúrgicos, o tratamento efetuado e os resultados em animais dos grupos G2 e G3 estão agrupados na tabela 1.

Os resultados dos valores do pH(v), pO2(v), pCO2(v), cHCO-3(vP), cBase(v), volume globular, sódio, potássio e cloreto, com as respectivas médias, erros-padrão e estatística calculada estão expressos nas tabelas 2 a 4. Nos eqüinos dos grupos G2 e G3 observou-se a diminuição nos valores do pH(v), a qual, associada com a diminuição da cHCO-3(vP) e cBase(v) (Tabela 2), confirmou a acidose metabólica, que teve como origem a hipovolemia (Tabela 3). A hipovolemia decorrente da desidratação induz a baixa perfusão tecidual, resultando em limitado fornecimento de oxigênio aos tecidos e diminuição na excreção de íon H+ pelos túbulos renais. A hipóxia tecidual aumenta a biossíntese do ácido lático originário do metabolismo anaeróbico (glicólise), liberando-o mais rapidamente do que ele pode ser oxidado ou reconvertido em glicose ou glicogênio pelo fígado (NAPPERT & JOHNSON, 2001).

Os resultados obtidos corroboram os resultados de LARSEN (1994), que verificou acidose metabólica, relacionada à hipovolemia, em 66,7% dos eqüinos com cólica. No entanto, os resultados diferem dos resultados de DATT & USENIK (1974) e de SVENDSEN et al. (1979), que observaram alcalose metabólica em eqüinos com cólica induzida experimentalmente e justificaram este quadro pelo seqüestro de ácido clorídrico no estômago. Entretanto, esses autores verificaram que, com a evolução do quadro, os animais passaram a apresentar acidose metabólica decorrente do agravamento da hipovolemia.

No presente trabalho, acredita-se que a alcalose metabólica não tenha sido detectada em função do grau de evolução da cólica. Adicionalmente, observou-se que os animais do G2 e do G3 passaram a aumentar a taxa de reabsorção do bicarbonato, visando à correção da acidose metabólica, porém, com marcante diferença entre os grupos, o que, segundo GRULKE et al. (2003), pode ocorrer por comprometimento da função renal e/ou pancreática, comum em eqüinos com cólica em função da hipovolemia e da absorção de toxinas. De acordo com esses autores, a injúria pancreática, além de alterar a produção e a liberação da insulina, libera tripsina, para a cavidade peritoneal e para o plasma. A tripsina por ativar ainda mais a cascata inflamatória e os leucócitos, facilita a ocorrência de falência múltipla de órgãos, o que pode ter contribuído para a não-recuperação dos animais do G3.

Na tabela 2, constatam-se valores baixos na pO2(v) nos animais do G3, nos T48 e T96. Esses valores baixos foram conseqüência da hipovolemia. Nos T168 e T240, apesar dos animais continuarem desidratados (Tabela 3), os valores da pO2(v) elevaram-se. Segundo HOGMAN et al. (1986), quando o pH do sangue atinge determinado grau de acidemia, diminui a afinidade da hemoglobina pelo oxigênio e, se esta afinidade diminui, ocorre maior liberação de O2 (efeito Borh), ocasionando aumento da pO2(v), o que justifica os resultados obtidos nos eqüinos desse grupo.

Observou-se, nos momentos T12, T24, T96, T120 e T240, nos animais do G2 e G3, diminuição da pCO2(v), caracterizando a presença da alcalose respiratória. Corroborando essa afirmação, havia acidose metabólica confirmada pela cHCO-3(vP) e cBase(vP) (Tabela 2). Segundo JONHSON (1995), a alcalose respiratória geralmente ocorre como mecanismo de compensação imediata da acidose metabólica ou como alteração primária nas afecções pulmonares. Os pulmões, juntamente com os rins, são os principais órgãos envolvidos na regulação do equilíbrio ácido-base. No entanto, a resposta respiratória compensatória ocorre por curto período de tempo e a correção a longo prazo requer a excreção de íons H+ e a retenção de bicarbonato pelos rins (CARLSON, 1989).

Neste ensaio a restauração hídrica e conseqüentemente do equilíbrio ácido-base foi observada somente nos animais do G2, provavelmente em função da integridade e da perfusão renal. Corroborando estes achados, NAPPERT & JOHNSON (2001), verificaram que os eqüinos que foram a óbito ou foram sacrificados apresentaram maior dificuldade em corrigir a acidose metabólica.

Os animais do G3 apresentaram azotemia pré-renal persistente (concentração da creatinina sérica >2mg dL-1) mesmo sob constante correção do déficit hídrico que, segundo SOUTHWOOD (2006), pode ser indicativa de prejuízo renal.

A regulação do equilíbrio ácido-base é intimamente dependente do balanço de fluidos e eletrólitos, em que os rins possuem função significativa na manutenção da concentração fisiológica de vários eletrólitos plasmáticos. Dentre estes eletrólitos, destacam-se o sódio, o potássio e o cloreto (ROSE, 1981).

Na tabela 4, constata-se diminuição nos valores do sódio nos animais dos grupos G2 e G3, que teve como provável origem a perda de fluidos contendo sódio, via gastrintestinal ou renal, como foi descrito por ROSE (1981).

Observou-se aumento no teor sérico do cloreto, nos animais do G2 e G3 (Tabela 4), que, segundo JOHNSON (1995), é uma desordem metabólica comum em eqüinos com acidose metabólica, oriunda da perda de bicarbonato via gastrintestinal ou renal, a qual promove aumento nos teores de cloreto visando manter o equilíbrio de cargas negativas.

Constatou-se diminuição nos valores do potássio (hipocalemia) nos animais do G2, nos T0 e T6 (Tabela 4). Segundo FETTMAN (2004), a hipocalemia pode estar associada à concentração de hormônios como a insulina e as catecolaminas. A excitação, a dor e o estresse, comuns em eqüinos com cólica, desencadeiam a liberação de catecolaminas levando à hiperglicemia. A hiperglicemia induz a hiperinsulinemia e conseqüente hipocalemia. Corroborando esses mecanismos, observou-se hiperglicemia (P<0,05) nos animais do G2, nos T0 e T6.

Ademais, como o potássio é absorvido por processo ativo principalmente no intestino delgado, se existir quantidade elevada de sódio no intestino grosso, decorrente de processos patológicos, pode ocorrer absorção compensatória deste íon associada à secreção de potássio no cólon, resultando na perda de potássio nas fezes (FETTMAN, 2004).

No mesmo sentido, a reabsorção de sódio pelo epitélio do túbulo renal distal se associa a secreção de potássio e o aumento de sódio no túbulo distal também pode aumentar a perda urinária de potássio. A presença de ânions não-absorvíveis no fluido do túbulo distal (incluindo sulfatos, fosfatos, ou lactato) diminui a absorção de potássio (FETTMAN, 2004).

A atividade mineralocorticóide constitui um dos principais mecanismos reguladores da dinâmica do potássio pelos rins, sendo que a secreção de aldosterona pode ocorrer em resposta à hipovolemia e perda de íon sódio ou ser mediada pela liberação de renina e ativação da angiotensina. A diminuição do pH sangüíneo pode estimular diretamente a secreção de aldosterona pela adrenal. O aumento da concentração dos mineralocorticóides é necessário para promover a reabsorção renal de sódio e a secreção de prótons pelos túbulos distais, restaurando o equilíbrio ácido-base (FETTMAN, 2004).

 

CONCLUSÕES

Os eqüinos com cólica desenvolvem acidose metabólica decorrente da hipovolemia. A magnitude e a persistência das alterações relacionam-se negativamente com a recuperação dos animais com cólica. Os resultados mostram que a avaliação seriada dos parâmetros do equilíbrio ácido-base e do hidroeletrolítico podem ser úteis na definição do prognóstico dos animais com cólica.

 

AGRADECIMENTO

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), pelo financiamento integral a esta pesquisa (processos no. 03/09844-5 e 04/08662-3).

 

COMISSÃO DE ÉTICA

Aprovado pela Comissão de Ética e Bem-Estar Animal (CEBEA), protocolo no 013332-07.

 

FONTES DE AQUISIÇÃO

aAGS-12 - Drake - Solução Cal I, Cal II, solução de limpeza, gás alto (CO2) e gás baixo (O2).

bLabtest – Labtest Diagnóstica S.A., Lagoa Santa – MG.

cLabquest - CELM, modelo E-225-D.

dISELAB - Drake.

eSeletor de íons Iselabe.

fStatistical Analysis of System - versão 8.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido para publicação 29.12.06
Aprovado em 24.10.07

 

 

1 Autor para correspondência.

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