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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.41 no.3 Santa Maria Mar. 2011

https://doi.org/10.1590/S0103-84782011010300001 

Equinos são submetidos à hipóxia, simulando o que acontece na altitude

 

 

Pesquisadores da UFSM, de Santa Maria, Rio Grande do Sul, testaram a resposta de equinos sadios, não submetidos a exercício, expostos a sessões de hipóxia normobárica, isto é, eles respiravam ar através de uma máscara contendo baixas concentrações de oxigênio. A pesquisa foi publicada no periódico Ciência Rural, número 41, (3) de março de 2011.

O experimento avaliou oito cavalos normais, sem raça definida, submetidos a 43 sessões de hipóxia normobárica induzida por um equipamento especial com duração de uma hora durante o mês de janeiro. Foram avaliados os níveis de cortisol no soro, a curva de glicose e a secreção de insulina. Amostras sanguíneas foram coletadas antes e a cada 15 minutos durante as sessões.

Os resultados indicam que a exposição às sessões de hipóxia normobárica não altera a curva glicêmica de equinos, enquanto aumenta a secreção de insulina e diminui a frequência cardíaca e o cortisol no soro sanguineo. Segundo o pesquisador Flávio Desessards de La Corte, essas respostas sugerem que o cavalo tem capacidade de se adaptar a ambientes de baixa concentração de oxigênio, como locais mais altos como as montanhas.

O uso de um sistema que simula a altitude tem sido proposto como método auxiliar na preparação de atletas humanos. Esta técnica já foi utilizada até em cavalos, embora não existam estudos que avaliem os indivíduos nestas situações. De acordo com Flávio De La Corte, esse trabalho é pioneiro e sua inovação está justamente em examinar o comportamento destes animais expostos à hipóxia (baixa concentração de oxigênio no sangue) induzida por equipamentos.

Dados desta pesquisa podem colaborar em investigações de novas terapias e na elaboração de protocolos para testar medicamentos. Além disso, o estudo permite aprofundar os estudos sobre fisiologia dos animais sem causar danos a eles.

 

 

Contato:
Flávio Desessards De La Corte
Universidade Federal de Santa Maria
e-mail: delacorte2005@yahoo.com.br

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