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Ciência Rural

Print version ISSN 0103-8478

Cienc. Rural vol.44 no.5 Santa Maria May 2014

https://doi.org/10.1590/S0103-84782014000500021 

ARTIGOS CIENTÍFICOS
CLÍNICA E CIRURGIA

 

A sedação sobre os potenciais evocados auditivos em cães

 

The sedation on the auditory brainstem responses in dogs

 

 

Mariana Isa Poci PalumboI; Mariana Cristina RamosI; Nadia Crosignani OutedaI; Luiz Antonio de Lima ResendeII; José Carlos de Figueiredo PantojaI; Alexandre Secorun BorgesI, 1

IUniversidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (UNESP), Rubião Júnior s/n, 18618-000, Botucatu, SP, Brasil. E-mail: asborges@fmvz.unesp.br
IIDepartamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria, Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB), Botucatu, SP, Brasil

 

 


RESUMO

O potencial evocado auditivo de tronco encefálico (Brainstem Auditory Evoked Potential - BAEP) avalia a atividade elétrica do sistema auditivo, desde a cóclea até o tronco encefálico, permitindo diagnóstico de surdez em cães. Como alguns animais não permitem a obtenção do BAEP sem contenção química, o objetivo deste trabalho foi analisar a influência da sedação com morfina e acepromazinano BAEP de 16 cães com audição normal. Os potenciais foram obtidos antes e durante a sedação com administração intramuscular de morfina (0,5mgkg-1) e acepromazina (0,05mgkg-1). O protocolo de sedação utilizado permitiu contenção efetiva e segurança dos animais. A sedação causou prolongamento nas latências das ondas II, III e intervalos I-III e I-V, mas não dificultou as suas identificações. O uso deste protocolo de sedação não interferiu com a interpretação do potencial evocado e pode ser útil em cães. Pelo que se pode observar na literatura compilada, este é o primeiro estudo avaliando a influência da sedação no BAEP em cães no Brasil.

Palavras-chave: teste eletrofisiológico, anestesia, morfina, acepromazina, audição, medicina veterinária.


ABSTRACT

Brainstem auditory evoked potential (BAEP) reflects the electrical activity along the auditory pathway, from the cochlea to the brainstem, and contributes for the diagnosis of deafness in dogs. BAEP recording may require chemical restraint in some cases, so this study was designed to analyze the impact of sedation with morphine and acepromazine on the BAEP recordings of 16 dogs with normal hearing. BAEPs were recorded before and during sedation with a combination of morphine (0.5mgkg-1) and acepromazine (0.05mgkg-1) given intramuscularly. The protocol employed allowed safe and effective animal restraint. Sedation increased the latency of waves II and III and intervals I-III and I-V but did not interfere with wave identification. and showed to be safe in the dogs tested. Based on the current literature this is the first study which assessed the impact of sedation on BAEPs in dogs in Brazil.

Key words: electrophysiological test, anesthesia, morphine, acepromazine, hearing, veterinary medicine.


 

 

INTRODUÇÃO

A importância da audição no bem-estar e interação social dos cães (COX, 2002) e o notável aumento da preocupação das pessoas com o estado de saúde de seus animais de companhia (COE et al., 2007) estimularam a utilização de técnicas precisas e não invasivas para o diagnóstico de surdez. Um exemplo é o potencial evocado auditivo de tronco encefálico (Brainstem Auditory Evoked Potential - BAEP) (WEBB, 2009).

A audição refere-se à capacidade de percepção dos sons pelos animais. Os sons são vibrações do ambiente que estimulam um conjunto de receptores e geram potenciais de ação que são transmitidos por vias ascendentes até o córtex encefálico, onde a informação é processada e percebida conscientemente (KAY et al., 1984;LENT, 2002).

Não é possível diagnosticar a perda de audição apenas com a inspeção direta de um animal (COX, 2002). No exame clínico, a porção auditiva do oitavo nervo craniano pode ser testada, com o animal de olhos vendados, realizando estímulos auditivos. O animal deve virar a cabeça na direção do som. Lesões bilaterais resultam em ausência de resposta. Entretanto, este tipo de avaliação pode não ser efetivo em situações de lesões unilaterais (MUNRO & COX, 1997; COX, 2002; MARCONDES, 2008). Outro problema é a inviabilidade do teste em filhotes, cães agitados, desatentos ou com alteração do nível de consciência (STRAIN, 1999; PONCELET et al., 2002).

Uma avaliação objetiva e precisa do sistema auditivo inclui a utilização de testes eletrodiagnósticos (STRAIN, 2003; WILSON & MILLS, 2005; MARCONDES, 2008). O BAEP é um teste objetivo e não invasivo que indica a presença ou ausência de função auditiva, sendo considerado o "padrão ouro" nos testes auditivos em animais, detectando a surdez bilateral e unilateral, além de poder ser realizado no animal acordado ou anestesiado (COX, 2002; STRAIN, 2003; WILSON & MILLS, 2005).

O BAEP é um teste eletrodiagnóstico classificado como potencial evocado. Potenciais evocados são respostas elétricas de um sistema sensorial, registrados após estímulos (CHIAPPA, 1997). O BAEP pode ser gravado a partir de um estímulo sonoro aplicado no ouvido por meio de fones (COX, 2002; WILSON & MILLS, 2005), ou através da estimulação direta da cóclea por meio da vibração do osso mastoide com um estimulador ósseo (MUNRO et al., 1997; STRAIN 2003).

As atividades elétricas das vias auditivas são captadas com a utilização de três eletrodos subcutâneos: ativo, referência e terra (WEBB, 2009). A resposta elétrica captada pelos eletrodos é enviada para o pré-amplificador, a diferença de voltagem entre os eletrodos do vértice da cabeça e da orelha testada é amplificada e, em seguida, digitalizada (WILSON & MILLS, 2005).

No resultado final desse processo, é obtido um traçado que consiste de quatro a sete ondas. Cada onda está associada a uma estrutura particular do sistema auditivo (WEBB, 2009). Estudos em cães comparando os resultados do teste com outros achados de diagnóstico mostraram que as ondas I a III são geralmente formadas pela atividade do nervo vestibulococlear, núcleo coclear e complexo olivar superior, respectivamente. Enquanto as ondas IV a VII são formadas pela atividade de uma ou mais das seguintes estruturas: núcleo do lemnisco lateral, colículo inferior ou núcleo geniculado medial (WILSON & MILLS, 2005). Inferências semelhantes foram obtidas em humanos (CHIAPPA, 1997).

O BAEP pode ser utilizado para avaliar a atividade dos neurônios relacionados à audição, mas não pode ser utilizado para comprovar o conceito comportamental de audição, pois seu perfeito funcionamento necessita da integridade de outras estruturas, além das avaliadas nesse teste (WILSON & MILLS, 2005).

O teste auditivo pode ser realizado com o animal acordado (STRAIN, 1999; WEBB, 2009), porém, a sedação pode ser necessária em alguns pacientes, pois os registros podem apresentar interferência pelo excessivo movimento muscular (MYERS et al., 1985), principalmente pelos músculos do pescoço e mandíbula. Isso se deve ao fato de a atividade muscular ser mensurada em milivolts, enquanto a atividade neuronal captada pelo BAEP é mensurada em microvolts (WILSON & MILLS, 2005).

Alguns anestésicos podem alterar a latência e amplitude das ondas, enquanto outros não (WILSON & MILLS, 2005). MARSHALL (1985), relatou a utilização de acepromazina na dose de 0,55mgkg-1 sem alterações nos traçados. MYERS et al. (1985) utilizaram metoxiflurano inalatório a 3% e relataram o prolongamento da latência das ondas. Outros autores (MUNRO & COX, 1997; MUNRO et al., 1997; PONCELET et al., 2002; POMIANOWSKI & ADAMIAK, 2010) utilizaram diferentes protocolos de sedação sem avaliar se houve alguma interferência nos resultados. Tendo em vista que alguns animais não permitem a realização do BAEP sem contenção química, o objetivo deste trabalho foi analisar a influência da sedação com morfina e acepromazina nos potenciais evocados auditivos de tronco encefálico de cães com audição normal.

 

MATERIAL E MÉTODOS

Foram utilizados 16 cães adultos (10 machos e 6 fêmeas) de diferentes raças (13 sem raça definida, 2 labradores e 1 beagle), oriundos de proprietários que forneceram consentimento prévio para participação no experimento. Para evitar alterações decorrentes da idade, apenas animais com idade entre 1 e 5 anos foram incluídos no estudo. Cada cão foi clinicamente avaliado, incluindo realização de exame neurológico, segundo MARCONDES (2008), e exame otoscópico, segundo COLE (2004). Os donos foram questionados sobre histórico de uso de agentes ototóxicos e avaliação subjetiva da audição. Animais com alterações neurológicas, presença de ácaros ou cerúmen em excesso no conduto auditivo externo, ou com qualquer outra anormalidade foram excluídos do estudo. Para avaliar a influência da sedação nos potenciais evocados auditivos, o teste foi realizado antes e 15 minutos após a administração intramuscular de morfina (0,5mgkg-1) e acepromazina (0,05mgkg-1). Todos os animais estavam em jejum alimentar de 8 horas e hídrico de duas horas. Foram avaliadas as frequências cardíaca e respiratória, além da temperatura retal, antes e durante o procedimento. Os animais foram monitorados até a completa recuperação.

Potenciais evocados foram obtidos no Laboratório de Eletroneurodiagnóstico do Departamento de Clínica Veterinária, FMVZ- Unesp-Botucatu. Os animais foram mantidos em posição quadrupedal ou decúbito esternal. Foram utilizados eletrodos monopolares de inserção (spes medica®) e não houve necessidade da realização de tricotomia ou uso de pasta condutora. Os eletrodos de registro foram colocados na região rostral ao tragus da orelha a ser testada (G1) e o de referência (G2) foi posicionado no vértice do crânio (na posição Cz da eletroencefalografia) (KAYet al., 1984). O eletrodo terra foi colocado na região cervical dorsal (EGER & LINDSAY, 1997) (Figuras 1 e 2). Foram utilizados filtros com banda passante de 200Hz a 3.000Hz, sensibilidade de 2,5µVcm-1 e varredura de 1mscm-1. Fones de ouvido externos foram posicionados sobre as orelhas dos animais. Utilizaram-se "cliques" de rarefação de 0,2ms de duração, intensidade de 85dB, apresentados na frequência de 13Hz, com mascaramento de ruído branco contralateral de 40dB. Em cada lado, foram obtidas pelo menos duas séries de 500 promediações, utilizando-se equipamento ViasysHealthcare®, modelo Teca Synergy de dois canais.

 

 

Foram avaliadas as latências em milissegundos das ondas I, II, III e V, bem como dos intervalos I-III, III-V e I-V para cada orelha dos cães. A distribuição das variáveis foi analisada para escolha dos métodos analíticos, as análises gráficas (histogramas e gráficos quantil-quantil) evidenciaram desvios significantes de um padrão Gaussiano de distribuição. Dessa forma, método não paramétrico para medidas repetidas (amostras pareadas) foi adotado para a análise. Foi utilizado o Teste de Postos Sinalizados de Wilcoxon (PROC NPAR1WAY; SAS Institute, 2009) para comparação dos resultados entre os lados esquerdo e direito, e antes e durante a sedação.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Nenhum animal teve complicações e alterações significativas nos parâmetros frequência cardíaca, respiratória e temperatura. Foi possível obtenção de registros de boa qualidade nos 16 animais, em ambas as orelhas, antes e durante a sedação. A figura 3 exemplifica o potencial evocado auditivo obtido antes e durante a sedação em um cão sem raça definida. Não houve diferença estatística significante entre os resultados do lado esquerdo e direito (P>0,36 para todas as variáveis estudadas) e os resultados foram agrupados, totalizando 32 exames. Em todos os exames, foi possível identificação das ondas I, II, III e V. As médias e desvio padrão das latências das ondas antes e durante a sedação estão representados na tabela 1.

 

 

Ao comparar a latência das ondas antes e durante a sedação, observou-se que as latências das ondas II e III, bem como dos intervalos I-III e I-V, foram estatisticamente maiores durante a sedação. Porém, não foram observadas diferenças para as latências das ondas I e V, bem como intervalo III-V.

Não há associação do sexo dos animais com o resultado do BAEP em cães (MARSHALL, 1985) e, por esse motivo, esta variável não foi levada em consideração na identificação das ondas. Sabe-se que a idade pode interferir nos potenciais obtidos. Filhotes de cães e gatos não nascem com o sistema auditivo completamente desenvolvido (MEIJ et al., 1992) e os valores de latências e amplitudes semelhantes a adultos são obtidos com seis a oito semanas de idade (PONCELET et al., 2002). Segundo HAAR et al. (2008), a perda da audição relacionada com a idade em cães acontece por volta dos 8 a 10 anos de idade (surdez senil). Para evitar alterações decorrentes da idade, apenas animais com idades entre 1 e 5 anos foram estudados.Em medicina humana, são usados eletrodos de superfície com discos metálicos aderidos à pele, com auxílio de fita adesiva e com pasta condutiva entre o disco e a pele. O registro dos potenciais requer um contato com baixa impedância entre os eletrodos e a pele do animal. Por ter uma quantidade excessiva de pelos, é difícil conseguir a impedância ideal para registro dos potenciais com uso de eletrodos de superfície em cães (STRAIN, 2011). Por esse motivo, os trabalhos de BAEP em animais utilizam eletrodos de agulha de inserção (MARSHALL, 1985; FAMULA et al., 1996; EGER, LINDSAY, 1997; HAAR et al., 2008). Os cães não demonstraram incômodo com o uso dos eletrodos de inserção no presente estudo.

A maioria dos animais não requer contenção química para a realização do exame, entretanto, o uso de medicação sedativa faz com que o ruído de fundo (da atividade cortical) interfira menos, evitando artefatos e facilitando a identificação das ondas (LASMAR et al., 1994). Observou-se no presente trabalho que a obtenção do BAEP com os animais sedados permitiu a obtenção de traçados com menor interferência. As variações de latências e intervalos entre os grupos acima descritos foram mínimas. As diferenças estatísticas observadas podem ser explicadas pelo fato de os desvios padrão serem muito pequenos, o que aumenta a sensibilidade do teste estatístico para detectar diferenças entre os achados. Também existe a possibilidade de a sedação causar um atraso na velocidade de transmissão dos potenciais de ação, mas seria esperada latência maior de todas as ondas registradas durante a sedação. Acredita-se que essa pequena variação não seja biologicamente relevante e que não interfira na identificação dos animais com surdez, porém, para a interpretação dos resultados, é importante considerar se o animal foi sedado.

Não foram encontrados outros trabalhos com uso de acepromazina e morfina para realização do BAEP em cães. As latências observadas neste estudo foram semelhantes aos resultados descritos por outros autores, que realizaram anestesia com diferentes fármacos para registro do BAEP. KANGet al. (2008) utilizaram medetomidina a 30µgkg-1 pela via intramuscular, PONCELET (2002) e BIANCHI et al. (2006) utilizaram este mesmo fármaco, porém em doses diferentes. HAAR et al. (2008) induziram um plano superficial de anestesia com medetomidina (100µgkg-1 IV) seguido de propofol (1mgkg-1 IV). POMA et al. (2008) utilizou sedação com acepromazina, 0,3mgkg-1 e hidromorfina a 0,1mgkg-1 pela via intravenosa e FAMULA et al. (1996) administrou 0,1mgkg-1, via intravenosa. Esses pesquisadores utilizaram a anestesia nos experimentos, porém, não compararam os valores das latências antes e durante a anestesia.

MYERS et al. (1985) realizaram um trabalho avaliando os efeitos da anestesia com metoxifluorano no BAEP e não observaram diferenças significativas entre as latências das ondas registradas das orelhas direita e esquerda, tanto dos animais anestesiados quanto dos não anestesiados, o que foi compatível com o presente estudo. No presente estudo, a sedação com acepromazina e morfina prolongou a latência das ondas II e III, bem como dos intervalos I-III e I-V. Esse resultado foi diferente do observado por MYERS et al. (1985), que evidenciou aumento significativo das latências de todas as ondas registradas nos animais anestesiados com metoxifluorano.Também foi observado que houve diminuição na variabilidade das latências das ondas durante a sedação. Exceto para a onda II, para a qual a mesma variabilidade foi observada antes e durante a sedação, houve uma diminuição entre 5 e 36% na variabilidade de todas as ondas (Tabela 1), possivelmente, devido à diminuição de interferências que ocorre com o animal acordado.

 

CONCLUSÃO

O protocolo de sedação com morfina (0,5mg kg-1) e acepromazina (0,05mg kg-1) se mostrou útil na realização do BAEP por possibilitar uma contenção efetiva e segura dos cães durante o exame. O uso deste protocolo de sedação não interfere na interpretação do potencial evocado e pode ser útil em cães muito agitados. A sedação causou um prolongamento na latência das ondas II, III e intervalos I-III e I-V, sem dificultar a sua identificação.

 

COMITÊ DE ÉTICA E BIOSSEGURANÇA

O número do protocolo do comitê de ética é: 117/2009.

 

AGRADECIMENTOS

Agradecemos ao apoio fornecido pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) (Processos 2009/12290-8 e 2010/00518-1) e ao Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (Cnpq), pela bolsa de iniciação científica.

 

REFERÊNCIAS

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Recebido 31.10.12
Aprovado 09.10.13
Devolvido pelo autor 11.03.14
CR-2012-1064.R1

 

 

1 Autor para correspondência.

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