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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707

Texto contexto - enferm. vol.22 no.3 Florianópolis July./Sept. 2013

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-07072013000300033 

REVISÃO DE LITERATURA

 

A sexualidade da mulher com câncer de mama: análise da produção científica de enfermagem

 

Sexualidad de la mujer con cáncer de mama: análisis de la producción científica de enfermería

 

 

Simone Mara de Araújo FerreiraI; Marislei Sanches PanobiancoII; Thaís de Oliveira GozzoIII; Ana Maria de AlmeidaIV

IMestranda do Programa de Pós-Graduação Enfermagem em Saúde Pública da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (EERP) da Universidade de São Paulo (USP). Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: sisicg@yahoo.com.br
IIDoutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da EERP/USP. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: marislei@eerp.usp.br
IIIDoutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da EERP/USP. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: thaisog@eerp.usp.br
IVDoutora em Enfermagem. Professora Associado do Departamento de Enfermagem Materno-Infantil e Saúde Pública da Brasil. Ribeirão Preto, São Paulo, Brasil. E-mail: amalmeid@eerp.usp.br

Correspondência

 

 


RESUMO

Revisão integrativa que objetivou analisar o conhecimento produzido pela enfermagem brasileira sobre a sexualidade de mulheres com câncer de mama, visando a melhoria do cuidado de enfermagem. Foi utilizada a busca simultânea por palavras, em todas as bases de dados indexadas na Biblioteca Virtual da Saúde. Incluíram-se 10 artigos publicados a partir do ano 2000, cuja autoria fosse atribuída ao profissional enfermeiro. Os resultados mostraram que a sexualidade das mulheres, muitas vezes, está restrita à prática sexual, e apenas alguns relatos mostram a sexualidade como algo mais abrangente. As mulheres acometidas pelo câncer de mama apresentam comprometimento no exercício da sexualidade, e o apoio do companheiro auxilia no enfrentamento, sendo percebido como muito significativo em todas as etapas da doença. A análise dos estudos evidencia uma assistência de enfermagem que não contempla esse aspecto do cuidado, necessitando de reestruturação. Essa assistência deve ser estendida aos parceiros e deve ultrapassar a dimensão biológica.

Descritores: Neoplasias da mama. Sexualidade. Enfermagem.


RESUMEN

Revisión integrativa que tuvo por como objetivo analizar el conocimiento producido por la enfermería brasileña sobre la sexualidad de mujeres con cáncer de mama, con la finalidad de obtener subsidios para ofrecer una asistencia de calidad. Fue utilizada una busca simultánea por palabras, en todas las bases de datos indexadas en la BVS. Se incluyeron 10 artículos publicados a partir del año 2000, en cuya autoría constaban enfermeros. Los resultados mostraron que la sexualidad de las mujeres muchas veces está restricta a la práctica sexual y apenas unos relatos muestran la sexualidad como algo más integral. Las mujeres afectadas por cáncer de mama presentan dificultad en el ejercicio de la sexualidad y el apoyo del compañero ayuda a hacer ese enfrentamiento, siendo percibido como de extrema significancia en todas las etapas de la enfermedad. El análisis de los resultados evidencia una asistencia de Enfermería que no contempla este aspecto del cuidado, evidenciándose las necesidad de una reestructuración. Esa asistencia debe ser extendida a los compañeros y debe ultrapasar la dimensión biológica.

Descriptores: Neoplasias de mama. Sexualidad. Enfermería.


 

 

INTRODUÇÃO

O diagnóstico do câncer de mama, assim como todo o percurso da doença, é permeado por muitas inquietações relacionadas à morte, às mutilações e à dor, constituindo-se num período marcado por muita angústia, sofrimento e ansiedade.1

O tratamento se dá, principalmente, através de cirurgia, radioterapia e quimioterapia, e cerca de 50% das mulheres sobreviverão por pelo menos 15 anos.2 Sobreviver a esse acontecimento significa ajustar-se à nova condição, permeada por sequelas de âmbito físico e psicossocial, com repercussões negativas na sexualidade e na função sexual.

A mutilação decorrente do procedimento cirúrgico causa inibição, durante a relação sexual, e gera sentimentos de vergonha, angústia e constrangimento.3 A mastectomia pode ser descrita como um assalto dramático no corpo, situação que, sem dúvida, afeta a concepção da mulher enquanto ser sexual.4

Os efeitos secundários da quimioterapia tais como fadiga, alopecia, constipação, náuseas, vômitos e ganho de peso, entre outros, contribuem para alterar a função sexual, uma vez que diminuem a libido feminina e a capacidade de a mulher engajar-se na atividade sexual.5

Poucos profissionais de saúde valorizam os sentimentos de baixa autoestima e os aspectos relacionados à sexualidade da mulher com câncer de mama.6 Situação semelhante acontece na prática de enfermagem, onde a sexualidade é tratada como uma questão invisível e, ao mesmo tempo, oculta. É como se ela não existisse, fosse ignorada e, quando aparece, por motivos pouco conhecidos, não é explorada.7

Considerando que os tratamentos do câncer de mama podem repercutir na sexualidade da mulher, torna-se necessária uma mudança na prática assistencial. Destaca-se, assim, a necessidade de um olhar mais ampliado a essa problemática de modo que as vivências, os significados e as experiências vividas por essas mulheres possam ser contempladas nas práticas assistenciais de enfermagem.

O enfermeiro precisa identificar os problemas decorrentes do processo de adoecimento e implementar cuidados que visem à promoção da saúde sexual das pacientes.8 Entretanto, observa-se que aspectos relacionados à sexualidade são pouco explorados na prática clinica, bem como, apenas mais recentemente, passou a ser objeto de pesquisa pela enfermagem.

Considerando que esses cuidados e intervenções precisam ser baseados em evidências científicas, permitindo uma prática fundamentada no conhecimento científico produzido, o presente estudo teve como objetivo analisar o conhecimento produzido pela enfermagem brasileira sobre a sexualidade de mulheres com câncer de mama, visando a melhoria do cuidado de enfermagem.

 

MÉTODO

O método de pesquisa utilizado foi a revisão integrativa da literatura que, por meio de uma análise crítica dos estudos, permite a síntese geral a respeito de uma área de conhecimento, além de apontar lacunas. Trata-se de um método de condensação de pesquisas anteriores, em que conclusões são estabelecidas proporcionando um entendimento mais abrangente do fenômeno em estudo.9

Para guiar o presente estudo, formularam-se as seguintes questões: a sexualidade tem sido objeto de produção de conhecimento na enfermagem? Qual o conhecimento produzido pela Enfermagem brasileira acerca da sexualidade de mulheres com câncer de mama?

O levantamento foi realizado entre os meses de fevereiro e março de 2010 e utilizaram-se as seguintes palavras-chave relacionadas ao tema: câncer de mama (sinônimo do descritor em português neoplasias da mama), sexualidade e enfermagem. Para ampliar a busca de artigos, foi feita a combinação entre as palavras.

Os critérios de inclusão das publicações selecionadas para a presente revisão foram: produção brasileira; artigos cuja autoria incluísse o enfermeiro; publicação a partir do ano 2000; e artigos disponibilizados na íntegra. Foram excluídos os artigos que tratavam outros tipos de câncer que não o de mama, produções de outras categorias profissionais, dissertações, teses e livros ou capítulo de livro.

A fonte de dados bibliográficos foi a Biblioteca Virtual em Saúde (BVS) com acesso via internet. Foi utilizada a busca simultânea por palavras, em todas as bases de dados indexadas na BVS (BDENF - Base de Dados de Enfermagem; LILACS - Literatura Latino-Americana e do Caribe em Ciências da Saúde; MEDLINE - Literature Analysis and Retrieval System on-line; Coleciona SUS - Coleção Nacional das Fontes de Informações do SUS; MS - Acervo da Biblioteca do Ministério da Saúde; e WHOLIS - Sistema de Informação da Biblioteca da OMS).

No quadro 1 estão apresentados os números de artigos encontrados em cada base de dados, conforme palavras utilizadas.

Após a leitura criteriosa do título e resumo, para verificar a adequação com a questão norteadora e critérios de inclusão, a amostra resultou num total de 10 artigos, localizados nas bases de dados BDENF e LILACS. Nas demais bases de dados da BVS, não foram encontrados artigos que respondessem aos critérios de inclusão exigidos neste estudo. Vale destacar que alguns estavam indexados em mais de uma base de dados.

Os artigos incluídos na revisão foram lidos na íntegra, categorizados e avaliados com o auxílio de um instrumento de coleta de dados, previamente elaborado,9 que possui os seguintes itens: identificação, instituição-sede do estudo, tipo de revista científica, características metodológicas do estudo e avaliação do rigor metodológico. Os mesmos foram analisados, e a síntese foi realizada de maneira descritiva por meio de categorias temáticas, utilizando-se a técnica de Análise de Conteúdo. Esse processo utiliza grande raciocínio indutivo, pelo qual temas e categorias emergem dos dados por meio de um exame criterioso e por constantes comparações.10

 

RESULTADOS

De acordo com o local em que foram desenvolvidos, três artigos tiveram como cenários de estudo serviços especializados e vinculados a universidades, seis foram desenvolvidos em hospitais e um em um instituto de prevenção.

Com relação ao periódico, os estudos foram publicados em nove periódicos diferentes, sendo sete de enfermagem e dois interdisciplinares.

Em relação aos sujeitos de estudo, nove artigos tiveram como amostra mulheres mastectomizadas. O número de participantes variou de cinco a 24. Apenas um estudo teve como sujeitos de pesquisa os parceiros dessas mulheres. A identificação e as características metodológicas dos 10 artigos selecionados estão apresentadas no quadro 2.

Os estudos buscaram conhecer os problemas enfrentados pela mulher mastectomizada, no seu contexto de vida, e a influência da mastectomia no desempenho de papéis, identificando as alterações ocorridas, assim como mecanismos de enfrentamento e rede de apoio. Alguns foram mais direcionados à percepção da sexualidade, buscando compreender o significado da mama na vida sexual e como as mulheres percebem o corpo após o procedimento. O estudo que abordou os parceiros buscou identificar o tipo de suporte oferecido e como eles percebem esse apoio.

Os temas abordados, nos artigos analisados, foram agrupados e subdivididos nas categorias temáticas: Conceito de sexualidade; Suporte do parceiro; e Alterações da sexualidade decorrentes do câncer de mama. O quadro 3 mostra a síntese do conhecimento, de acordo com as categorias.

 

DISCUSSÃO

Os estudos analisados nesta revisão evidenciam que a maioria das mulheres tem uma visão da sexualidade centrada nos órgãos genitais e no relacionamento sexual. O conceito e o significado que elas atribuem à sexualidade são expressos em grande parte por um conceito reduzido ao ato sexual em si,11 ou mesmo reduzido ao seio.19 Quando são questionadas em como se sentem sexualmente após a mastectomia, as mulheres expressam uma sexualidade que para ser vivida necessita do outro, uma vez que as respostas trazem sempre a figura do parceiro.13 A falta de apropriação do próprio corpo ou mesmo a descrença na capacidade de obter prazer sozinha parecem levar as mulheres a colocarem a sua sexualidade "na mão do outro".21

Alguns relatos trazem a associação da sexualidade com imagem corporal,11 sendo manifestada por sentimentos como amor, apoio e preocupação demonstrados pelo parceiro.13 Nessa perspectiva mais ampliada, a sexualidade também engloba, além do sexo, o companheirismo, o amor, a aceitação e a felicidade.20

Nota-se, também, um conceito de sexualidade atrelado à dominação de gênero.20 A sexualidade desvincula-se totalmente de uma expressão natural do ser humano e passa a ser vivida como uma obrigação social onde não existem escolhas. Não obstante toda a dificuldade que a mulher esteja enfrentando em decorrência do câncer de mama, ela não pode esquecer o seu papel social enquanto esposa que, entre outras funções, implica servir sexualmente seu companheiro. Essa questão relaciona-se com as concepções da sexualidade feminina na sociedade. A mulher não possui autonomia na vivência da sua sexualidade e diante disso apresenta dificuldade em assumir para o companheiro a sua indisposição para o ato.22

Esse posicionamento assumido pelas mulheres denota que o controle masculino sobre a sexualidade da mulher ainda vigora, persistindo as assimetrias de gênero.21 Essa pressão social tende a dificultar a retomada da atividade sexual pela mulher que tem a necessidade básica de intimidade, o qual inclui mutualismo, respeito e comunicação.

A presença de um físico perfeito aparece como uma condição social e cultural para que se tenha um desempenho sexual satisfatório. Consequentemente, a ausência parcial ou total da mama implica um comprometimento da sexualidade. A perda da mama é muito significativa e gera muita dificuldade de aceitação pela própria mulher que demonstra sentimentos de insatisfação, ao perceber seu corpo alterado.20 É necessário um grande esforço para aceitar a atual condição, pois o "vazio" ocasionado pela ausência da mama transcende o corpo físico.19

O constrangimento torna-se ainda maior pela incerteza de como essa nova imagem será recebida pelo parceiro.19 As mulheres evitam a exposição e, em alguns casos, acreditam não mais servir para seus companheiros,13 temendo, inclusive, ser abandonadas por eles. As mamas representam a feminilidade, e a sua ausência pode significar interrupção da vida amorosa. Sem elas, as mulheres sentem-se excluídas da sociedade e rejeitadas sexualmente.19

O apoio do companheiro parece influenciar muito na vivência da sexualidade da mulher com câncer de mama e foi percebido como muito significativo, em todas as etapas da doença. Nos estudos analisados, as mulheres falam de uma sexualidade que para ser vivida necessita do outro e, consequentemente, se vêem ameaçadas quando o outro sinaliza falta de compreensão e ameaça abandoná-la diante das circunstâncias.

Quando ela conta com a compreensão e dedicação do parceiro, sente-se mais segura e consegue lidar melhor com a situação.19 Desfrutar da companhia significa carinho e atenção.13 Quando o companheiro consegue olhar para a região operada e aceita a nova imagem da mulher, é como se extinguisse o risco de abandono, tão temido.20

Por outro lado, a indiferença e o temor de ser rejeitada e abandonada agravam ainda mais a auto-organização e a reestruturação. A falta de compreensão do parceiro significa fracasso no enfrentamento. A opinião e a posição do parceiro são tão significativas que, quando a mulher não possui parceiro, ela se sente aliviada pelo fato de não ser cobrada e de não ter de dar satisfação.19

As mulheres acometidas pelo câncer de mama apresentam um comprometimento no exercício da sexualidade, em decorrência da mutilação e alterações na imagem corporal, dor, fadiga, mal-estar após a quimioterapia, perda do desejo sexual, estresse emocional e pelo medo de agravar a atual condição.

Muitas vezes as mulheres sentem-se constrangidas e com vergonha do companheiro e evitam a relação sexual já que, expor sua deformidade é algo considerado doloroso.12 Com essa visão de distanciamento dos parceiros que, às vezes, é equivocada, as mulheres incorporam um sentimento de que há desinteresse e repulsa dos mesmos e acabam se afastando emocional e sexualmente. O desejo sexual pode ser afetado pela insatisfação com o próprio corpo e pela não aceitação da perda da mama. É como se as alterações fossem limitantes para o exercício da sexualidade.15,17,20 Inicialmente existem outras preocupações que visam à recuperação, e a sexualidade volta a ser vivida ou mesmo sentida após algum tempo.13

A análise dos estudos evidencia uma assistência que não contempla esse aspecto do cuidado, necessitando de uma reestruturação da assistência prestada.19 A enfermagem pode contribuir na promoção da saúde sexual,15 iniciando a abordagem da sexualidade da mulher com câncer de mama. Para isso torna-se necessário quebrar preconceitos13 e transpor barreiras culturais que impedem uma comunicação aberta e clara sobre sexualidade e problemas sexuais. Os profissionais de saúde precisam sensibilizar-se pela necessidade de ajustamento psicossocial dessas mulheres.20 Uma formação adequada também é preeminente, para que os enfermeiros possam prestar um cuidado holístico, com detecção precoce e prevenção de problemas sexuais.23

A sexualidade não é um conceito que pode ser considerado separado da saúde, consistindo num fator central para a manutenção do bem-estar e do autoconceito.24 Portanto, precisa ser incorporada nas discussões e fazer parte do cuidado, evitando que os pacientes fiquem repletos de preocupações, sentindo-se sozinhos e desamparados.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS

O diagnóstico e os tratamentos para o câncer de mama afetam a sexualidade da mulher, tanto na dimensão física quanto emocional. Muitas mulheres precisam de auxílio para superar o trauma da doença e do tratamento e para retomar a prática da sexualidade, de forma plena.

Torna-se imprescindível a elaboração de um plano de cuidados para essa mulher, com atuação direta nas questões de sexualidade. Essa assistência deve ser estendida aos parceiros que precisam ser estimulados a estarem mais próximos da mulher e a participarem de todo o processo, uma vez observada a importância de tal apoio. A enfermagem precisa reconhecer no parceiro sexual um suporte e trabalhar as dificuldades encontradas por eles, ao lidarem com a doença das suas parceiras, tornando-os elementos de apoio durante a reabilitação.

Essa reestruturação da assistência prestada exige um cuidado que ultrapasse a dimensão biológica e compreenda a mulher em todos os aspectos. Requer a presença de uma equipe multiprofissional.

Os estudos sobre a sexualidade de mulheres com câncer de mama são geralmente descritivos, sendo escassos estudos que retratem evidências fortes, ou seja, estudos sobre intervenções ou mesmo de avaliação. Pelo número reduzido de artigos encontrados, tendo como autor dos estudos o profissional enfermeiro, evidencia-se a falta de produção científica nacional sobre a temática.

 

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Correspondência:
Ana Maria de Almeida
Universidade de São Paulo. Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto
Av. Bandeirantes, 3900 - Monte Alegre
14040-902, Ribeirão Preto, SP, Brasil
E-mail: amalmeid@eerp.usp.br

Recebido: 14 de Julho de 2011
Aprovação: 14 de Março de 2012

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