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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707On-line version ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.27 no.2 Florianópolis  2018  Epub May 03, 2018

http://dx.doi.org/10.1590/0104-070720180003970016 

Artigo Original

O OLHAR DOS ENFERMEIROS PORTUGUESES SOBRE OS CONCEITOS METAPARADIGMÁTICOS DE ENFERMAGEM

LA OPINIÓN DE LOS ENFERMEROS PORTUGUESES SOBRE LOS CONCEPTOS METAPARADIGMÁTICOS DE ENFERMERÍA

Olga Maria Pimenta Lopes Ribeiro1 

Maria Manuela Ferreira Pereira da Silva Martins2 

Daisy Maria Rizatto Tronchin3 

Elaine Cristina Novatzki Forte4 

1Doutora em Ciências da Enfermagem. Universidade do Porto, Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar. Porto, Portugal. Email: olgaribeiro25@hotmail.com

2Doutora em Ciências da Enfermagem. Professora, Escola Superior de Enfermagem do Porto. Porto, Portugal. Email: mmartins@esenf.pt

3Doutora em Enfermagem. Professora do Departamento de Orientação Profissional da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo. São Paulo, São Paulo, Brasil. Email: daisyrt@usp.br

4Doutora em Enfermagem, Universidade Federal de Santa Catarina. Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. Email: elainecnforte@gmail.com


RESUMO

Objetivo:

identificar o grau de concordância de enfermeiros sobre os conceitos que formam o metaparadigma de enfermagem e sua aplicação à prática profissional.

Método:

estudo exploratório, descritivo, quantitativo, realizado entre julho de 2015 e março de 2016, em 36 instituições hospitalares de Portugal Continental, com a participação de 3.451 enfermeiros. Os dados foram coletados por meio de um questionário composto por duas partes, sendo uma sobre a caracterização dos participantes e outra sobre as concepções de enfermagem, pessoa, saúde e ambiente, à luz de 13 teóricas de enfermagem. A concordância com os referidos conceitos metaparadigmáticos foi avaliada por escala do tipo Likert.

Resultados:

a análise evidenciou uma amostra majoritariamente feminina (77,1%), com média etária de 36,4 anos. Quanto à formação profissional, 76,3% enfermeiros, 19,9% enfermeiros especialistas e 3,8% enfermeiros gestores. As concepções que obtiveram maior concordância foram as de Virginia Henderson, Afaf Meleis, Dorothea Orem, Madeleine Leninger e Callista Roy. Os enfermeiros qualificaram as concepções de Virginia Henderson e Afaf Meleis, relativamente aos quatro conceitos metaparadigmáticos, como “totalmente de acordo com a sua prática”.

Conclusão:

a congruência constatada entre os conceitos estabelecidos pelos modelos teóricos e a prática dos enfermeiros constitui uma oportunidade para a evolução de uma lógica marcada pelo pressuposto de “fazer pelo cliente o que ele não pode fazer”, à luz de Virginia Henderson, para uma lógica centrada no pressuposto de “fazer com o cliente”, no âmbito dos seus processos de transição, claramente influenciada pela perspetiva de Afaf Meleis.

DESCRITORES: Modelos de enfermagem; Pacientes; Ambiente; Saúde; Enfermagem

RESUMEN

Objetivo:

identificar el grado de concordancia de los enfermeros sobre los conceptos que forman el metaparadigma de enfermería y su aplicación para la práctica profesional.

Método:

estudio exploratorio, descriptivo y cuantitativo realizado entre Julio del 2015 y Marzo del 2016 en 36 instituciones hospitalarias de Portugal Continental y con la participación de 3.451 enfermeros. Los datos fueron obtenidos por medio de un cuestionario compuesto por dos partes siendo una de ellas sobre la caracterización de los participantes y la otra sobre las concepciones de la enfermería, persona, salud y ambiente a la luz de 13 teóricas de la enfermería. La concordancia con los referidos conceptos metaparadigmáticos fue evaluada por la escala de tipo Likert.

Resultados:

el análisis evidenció que la muestra es mayormente femenina (77,1%) y con un promedio de 36,4 años. En relación a la formación profesional: 76,3% son enfermeros, 19,9% son enfermeros especialistas y 3,8% son enfermeros gestores. Las concepciones que obtuvieron mayor concordancia fueron las de Virginia Henderson, Afaf Meleis, Dorothea Orem, Madeleine Leninger y Callista Roy. Los enfermeros calificaron las concepciones de Virginia Henderson y Afaf Meleis, relacionadas con los cuatro conceptos metaparadigmáticos, como “totalmente de acuerdo con su práctica”.

Conclusiones:

la congruencia constatada entre los conceptos establecidos por los modelos teóricos y la práctica de los enfermeros constituyen una oportunidad para la evolución de una lógica marcada por el presupuesto de “hacer por el cliente lo que el mismo no puede hacer” a la luz de Virginia Henderson, para una lógica centrada en el presupuesto de “hacer con el cliente”, en el ámbito de sus procesos de transición y claramente influenciados por la perspectiva de Afaf Meleis.

DESCRIPTORES: Modelos de enfermería; Pacientes; Ambiente; Salud; Enfermería

ABSTRACT

Objective:

to identify the level of agreement between the concepts that nurses have about the nursing metaparadigm and the application of these ideas in professional practice.

Methods:

Exploratory, descriptive and quantitative study, carried out from July 2015 to March 2016 in 36 hospital institutions in Continental Portugal, with the participation of 3,451 nurses. Data were collected through the application of a questionnaire with two parts, one regarding the characterization of the participants and another about personal, health, environment and nursing conceptions according to 13 nursing theoreticians. Agreement with the mentioned metaparadigmatic concepts was evaluated through a Likert scale.

Results:

analysis showed that the sample was predominantly made up of women (77.1%), with an average age of 36.4 years. As for professional training, 76.3% were nurses, 19.9% specialized nurses and 3.8% nurse managers. The conceptions that obtained higher agreement were those by Virginia Henderson, Afaf Meleis, Dorothea Orem, Madeleine Leininger, and Callista Roy. Nurses qualified the conceptions of Virginia Henderson and Afaf Meleis as “totally in line with their practice” regarding the four metaparadigmatic concepts.

Conclusion:

the congruence verified between the concepts established by theoretical models and the practice of nurses is an opportunity to evolve a logic marked by the assumption of “doing for clients what they cannot do by themselves”, as advocated by Virginia Henderson, to a reasoning centered on the principle “do with clients”, in the context of their transitions, influenced by Afaf Meleis’s approach.

DESCRIPTORS: Nursing models; Patients; Environment; Health; Nursing

INTRODUÇÃO

Muitos estudiosos acreditam que a prática orientada pelas teorias seja o futuro da enfermagem. As teorias oferecem estrutura e organização ao conhecimento de enfermagem, dão aos enfermeiros uma perspectiva de como visualizar a situação do paciente, proporcionando, simultaneamente, um modo sistemático de coletar os dados. Neste sentido, as teorias permitem que os enfermeiros se concentrem em informações importantes, deixando de lado dados irrelevantes. Além de facilitar a análise e interpretação dos dados, uma perspectiva teórica possibilita que o enfermeiro planeje e implemente o cuidado de forma sistemática e intencional.1

Antes do desenvolvimento das teorias, a enfermagem era subordinada à medicina. A prática de enfermagem era prescrita por outros e realçada pelas tarefas, de caráter ritualista. Neste contexto, o trabalho inicial dos teóricos visou esclarecer o que distinguia a enfermagem da mera realização de tarefas.1

Historicamente, foi a partir de Florence Nightingale que surgiu a preocupação da enfermagem com as questões teóricas.2 E a verdade é que a maioria dos estudiosos de enfermagem credita à Florence Nightingale o papel de primeira teórica moderna da enfermagem.1

Apesar da forte influência de Florence Nightingale, a enfermagem assumiu uma orientação profissional dirigida para o imediatismo e os enfermeiros acostumaram-se a exercer a profissão centralizando as suas ações mais na doença do que no cliente.3

Depois de Florence Nightingale, cerca de um século depois, até que outros estudiosos desenvolvessem trabalhos filosóficos e teóricos para descrever e definir a enfermagem e orientar sua prática.1

As diferentes conceituações de enfermagem que foram surgindo deram origem a diferentes paradigmas: categorização, integração e transformação.4 O paradigma da categorização, cronologicamente localizado no século XVIII/XIX, caracterizou-se por perspectivar os fenômenos de uma forma simples, isolados do contexto. Podemos enquadrar neste paradigma o chamado modelo biomédico, em que a concepção de cuidados de enfermagem corresponde à execução do que foi prescrito ou delegado pelo médico. Esta abordagem dominou as práticas de enfermagem e as mentalidades durante todo o século XX. Em Portugal, a investigação efetuada nesta área tem revelado que, apesar do caminho percorrido, mantém-se a percepção de que o modelo biomédico, no qual os enfermeiros atribuem as prioridades à gestão de sinais e sintomas das doenças e às atividades de colaboração com a medicina, é dominante e que há dificuldades em introduzir aspectos característicos dos modelos expostos, que emergiram do desenvolvimento disciplinar da enfermagem, nos modelos em uso nas práticas profissionais.5-6

O paradigma da integração deu início na década de 1950 e influenciou a orientação dos cuidados para a pessoa, diferenciando a enfermagem da medicina. Neste paradigma, o grande objetivo dos cuidados de enfermagem era a manutenção da saúde da pessoa em todas as dimensões: biopsicosocioespiritual e cultural, surgindo o conceito de holismo. No âmbito deste paradigma, assistiu-se à emergência de modelos conceituais que se dividiram em quatro escolas de pensamento: a escola das necessidades, cujas teóricas de referência são a Virginia Henderson, Dorothea Orem e Faye Abdellah; a escola da interação, reportada a Hildegard Peplau, Ida Orlando, Joyce Travelbee, Ernestine Wiedenbach e Imogene King; a escola dos efeitos desejados ou dos resultados, na qual se evidenciam Dorothy Johnson, Lydia Hall, Myra Levine, Callista Roy e Betty Neuman e, por fim, a escola da promoção da saúde, relativamente à qual se destaca Moyra Allen.4

Por último, o paradigma da transformação, na década de 1970, surgiu num contexto em que se reconhecia nas pessoas a capacidade e a possibilidade de serem agentes e parceiros nas decisões de saúde que lhes dizem respeito e que, inicialmente, eram de única e exclusiva responsabilidade dos profissionais de saúde. No âmbito deste paradigma, emergiram duas escolas de pensamento: a escola do ser humano unitário, que tem como teóricas mais conhecidas Martha Rogers, Margaret Newman e Rosemarie Rizzo Parse, e a escola do cuidar, relativamente à qual se destacam Madeleine Leininger, Jean Watson e Roach.4

No início dos anos 1980, inúmeros estudiosos de enfermagem detectaram que os fenômenos dominantes da ciência de enfermagem giravam em torno dos conceitos de pessoa, saúde, ambiente e enfermagem. Em 1978, Fawcett escreveu pela primeira vez sobre os conceitos centrais da enfermagem, formalizando-os em 1984 como o metaparadigma de enfermagem.1

Entende-se desta forma que as teorias de enfermagem têm sido um contributo essencial para a formação de uma base sólida de conhecimento, capaz de organizar o mundo fenomenal da enfermagem em torno de quatro conceitos centrais – enfermagem, pessoa, saúde e ambiente,7 constituindo-se como referenciais fundamentais à disciplina e à prática profissional de enfermagem.8

Mais recentemente, Afaf Meleis defendeu que “transição” constitui um conceito central em enfermagem. Na perspetiva da autora, a disciplina de enfermagem está relacionada com as experiências humanas de transição, nas quais a saúde e o bem-estar podem ser considerados resultados da sua intervenção. Nesse sentido, o desafio para os enfermeiros é entender os processos de transição e desenvolver terapêuticas efetivas que ajudem as pessoas a recuperar a estabilidade e o bem-estar.9

De fato, o pensamento teórico em enfermagem evoluiu e, atualmente, continua a evoluir num percurso de significativa riqueza conceptual, que deveria ser apropriada pelos enfermeiros.10 No entanto, apesar de longas décadas marcadas pelo desenvolvimento e evolução das teorias de enfermagem, continua a prevalecer nos enfermeiros a ideia de que as teorias são irrelevantes para a concepção e execução dos cuidados de enfermagem, a que se acrescenta a dificuldade dos enfermeiros integrarem os modelos teóricos na sua prática.2

Todavia, atualmente, é consensual a necessidade dos enfermeiros definirem uma linha de pensamento que fundamente e determine um novo rumo para a prática de enfermagem. O fato das teorias de enfermagem fornecerem uma estrutura para definir esse novo rumo, impõe-se como um desafio. Importa, contudo, ter em consideração que para eleger as teorias que melhor fundamentem a prática de cuidados, é preciso que haja congruência entre os conceitos estabelecidos pelos modelos teóricos (enfermagem, pessoa, saúde e ambiente) e o contexto de trabalho dos enfermeiros.2,11

Neste sentido, é nosso propósito identificar o grau de concordância de enfermeiros que atuam no hospital com os conceitos que formam o metaparadigma da enfermagem: pessoa, saúde, ambiente e enfermagem, à luz de diversas teorias de enfermagem.

MÉTODO

Trata-se de um estudo exploratório, descritivo e de abordagem quantitativa, realizado em 36 das 38 instituições hospitalares consideradas como Entidades Públicas Empresariais (EPE) existentes em Portugal Continental, mais especificamente em Centros Hospitalares EPE, Hospitais EPE e Unidades Locais de Saúde EPE, dos 18 distritos de Portugal Continental, entre julho de 2015 e março de 2016. Importa referir que este estudo faz parte de uma investigação mais ampla, realizada no contexto nacional, sobre “Os contextos da prática hospitalar e as concepções dos enfermeiros”.

A população do estudo foi composta pelos enfermeiros que exerciam funções há mais de seis meses nos departamentos de especialidades médicas, especialidades cirúrgicas e de medicina intensiva e urgência, em cada uma das 36 instituições hospitalares EPE. Atendendo a especificidade dos contextos, foram excluídos do estudo os enfermeiros que exerciam funções em serviços dos departamentos de saúde da mulher e da criança e de saúde mental e psiquiatria, em blocos operatórios e serviços de ambulatório. Foram ainda excluídos os enfermeiros que, mesmo trabalhando nos departamentos incluídos no estudo, se encontravam de licença ou de férias, bem como os enfermeiros que tinham menos de seis meses de trabalho efetivo. Tendo em consideração os serviços de cada instituição hospitalar em que o estudo foi autorizado, a população acessível correspondeu a 10.013 enfermeiros. Perante a impossibilidade de estudar a totalidade da população, foi constituída uma amostra, com técnica de amostragem não probabilística por conveniência. Os 3.451 enfermeiros que participaram do estudo, representam os serviços de especialidades médicas, especialidades cirúrgicas, medicina intensiva e urgência das 36 instituições hospitalares.

No âmbito do estudo, como instrumento de coleta de dados, foi usado o questionário “Concepções e práticas dos enfermeiros: contributos para a qualidade dos cuidados” constituído por duas partes: Caracterização do respondente e Concepções dos enfermeiros. Nesse questionário construído pelos investigadores, a validade do construto da segunda parte assenta nas concepções de enfermagem, pessoa, saúde e ambiente de 13 teóricas de enfermagem: Florence Nightingale, Virginia Henderson, Dorothea Orem, Hildegard Peplau, Imogene King, Callista Roy, Betty Neuman, Moyra Allen, Martha Rogers, Rosemarie Parse, Madaleine Leininger, Jean Watson e Afaf Meleis. A opção por estas teóricas de enfermagem está relacionada com o fato de serem as abordadas ao longo dos cursos de licenciatura e pós-licenciaturas na área de enfermagem e, para além disso, decorrente da revisão de literatura efetuada, são as mais frequentemente usadas pelos enfermeiros portugueses, no âmbito de processos de investigação. Na circunstância do preenchimento do questionário, era solicitado aos enfermeiros que expressassem a sua opinião sobre os enunciados de cada teórica de enfermagem, relativamente aos quatro conceitos metaparadigmáticos. A escala de respostas do tipo Likert variava entre 1 e 5, sendo que 1 correspondia a “está totalmente em desacordo com a minha prática”, 2 “está em desacordo com a minha prática”, 3 “não tenho opinião”, 4 “está de acordo com a minha prática” e 5 “está totalmente de acordo com a minha prática”.

Para o tratamento dos dados utilizou-se o programa estatístico, Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 22.0. Para além da análise descritiva, com o objetivo de determinar quais os atributos de caracterização que afetam significativamente o grau de concordância, ajustou-se para cada concepção um modelo de regressão logística de multicategoria ou modelo de regressão ordinal (modelo de regressão logística acumulado para respostas ordinais), uma vez que a resposta (o grau de concordância) é uma variável qualitativa ordinal. Este modelo permitiu concluir quais os atributos de caracterização que efetivamente influenciam o grau de concordância com cada concepção e em que sentido. É interessante salientar que as variáveis que mais frequentemente afetaram o grau de concordância foram a região, o serviço, o gênero, a formação profissional e o tempo de exercício profissional. Atendendo à impossibilidade de abordar todos os resultados, neste artigo apenas foram incluídos os dados que emergiram da análise descritiva.

Importa referir que o estudo foi aprovado pelas comissões de ética e pelos conselhos de administração das 36 instituições hospitalares envolvidas e todas enquadradas no modelo de gestão de Entidade Pública Empresarial. Os enfermeiros que exerciam funções nos serviços onde se realizou o estudo foram esclarecidos sobre os objetivos, bem como sobre os procedimentos inerentes à investigação. Ficou claro que a participação seria voluntária, podendo desistir a qualquer momento, sem que por isso viessem a ser prejudicados. Aos enfermeiros que aceitaram participar do estudo foi solicitado que assinassem o consentimento livre e informado, tendo sido garantida a confidencialidade e o anonimato na utilização e divulgação das informações obtidas.

RESULTADOS

A amostra, constituída por 3.451 enfermeiros, foi majoritariamente feminina (77,1%), com uma média etária de 36,4 anos (DP=8,3), sendo a idade mínima de 22 anos e a idade máxima de 62 anos. O estado civil majoritário foi casado/união de fato (61,1%), seguindo-se o de solteiro (33,8%), o de divorciado (4,7%) e o de viúvo (0,3%). Quanto à condição em que exercem a profissão, 76,3% enfermeiros, 19,9% enfermeiros especialistas e 3,8% enfermeiros gestores. No que concerne ao tempo de exercício profissional dos enfermeiros, média de 12,2 anos (DP=7,7), sendo o tempo mínimo de um e o máximo de 39 anos. Quanto ao tempo de exercício profissional dos enfermeiros especialistas, média de 15,7 anos (DP=7,2), sendo o tempo mínimo de um e o máximo de 37 anos. Em relação ao tempo de exercício profissional dos enfermeiros gestores, média de 27,2 anos (DP=6,2), sendo o tempo mínimo de 11 e o máximo de 38 anos.

Relativamente à área da especialidade, verificou que predomina a enfermagem de reabilitação (44,6%), seguindo-se a enfermagem médico-cirúrgica (37,8%), a enfermagem comunitária (8%), a enfermagem de saúde mental e psiquiatria (5,4%), a enfermagem de saúde infantil e pediatria (2,5%) e a enfermagem de saúde materna e obstetrícia (1,7%). A maioria dos inquiridos possuía a licenciatura (88,0%), seguindo-se o mestrado (10,7%), o bacharelado (1,1%) e o doutoramento (0,2%).

Atendendo ao objetivo do estudo, com a aplicação do questionário foi possível perceber as tendências dos enfermeiros portugueses relativamente às concepções de enfermagem, pessoa, saúde e ambiente. Neste sentido, no que concerne à concepção de enfermagem, os resultados obtidos estão apresentados na tabela 1.

Tabela 1 Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros pelas diferentes concepções de enfermagem. Porto, Portugal, 2016. (n=3451) 

Concepções de Enfermagem Está totalmente em desacordo com a minha prática Está em desacordo com a minha prática Não tenho opinião Está de acordo com a minha prática Está totalmente de acordo com a minha prática
n % n % n % n % n %
Florence Nightingale 33 1,0 496 14,4 566 16,4 1572 45,6 784 22,7
Virginia Henderson 9 0,3 80 2,3 228 6,6 1891 54,8 1243 36,0
Dorothea Orem 31 0,9 175 5,1 485 14,1 1822 52,8 938 27,2
Hildegard Peplau 9 0,3 343 9,9 967 28,0 1629 47,2 503 14,6
Imogene King 12 0,3 367 10,6 1049 30,4 1595 46,2 428 12,4
Callista Roy 4 0,1 69 2,0 491 14,2 2050 59,4 837 24,3
Betty Neuman 21 0,6 471 13,6 1088 31,5 1514 43,9 357 10,3
Moyra Allen 20 0,6 404 11,7 1154 33,4 1545 44,8 328 9,5
Martha Rogers 11 0,3 155 4,5 837 24,3 1941 56,2 507 14,7
Rosemarie Parse 22 0,6 473 13,7 1280 37,1 1325 38,4 351 10,2
Madeleine Leininger 9 0,3 69 2,0 470 13,6 2021 58,6 882 25,6
Jean Watson 26 0,8 406 11,8 1037 30,0 1533 44,4 449 13,0
Afaf Meleis 11 0,3 73 2,1 571 16,5 1786 51,8 1010 29,3

No que se refere ao conceito de enfermagem, as concepções que segundo os enfermeiros estão mais de acordo com a sua prática, são as concepções de Virginia Henderson (90,8%), de Madeleine Leininger (84,2%), de Callista Roy (83,7%), de Afaf Meleis (81,1%) e de Dorothea Orem (80%). Como se pode observar na tabela 1, os enfermeiros identificaram como “totalmente de acordo com a sua prática” as concepções de Virginia Henderson (36%), de Afaf Meleis (29,3%), de Dorothea Orem (27,2%), de Madeleine Leininger (25,6%) e de Callista Roy (24,3%).

Relativamente à concepção dos enfermeiros, os resultados obtidos estão apresentados na tabela 2.

Tabela 2 Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros pelas diferentes concepções. Porto, Portugal, 2016. (n=3451) 

Concepções de Pessoa Está totalmente em desacordo com a minha prática Está em desacordo com a minha prática Não tenho opinião Está de acordo com a minha prática Está totalmente de acordo com a minha prática
n % n % n % n % n %
Florence Nightingale 12 0,3 408 11,8 483 14,0 1512 43,8 1036 30,0
Virginia Henderson 5 0,1 55 1,6 188 5,4 1820 52,7 1383 40,1
Dorothea Orem 6 0,2 84 2,4 529 15,3 1907 55,3 925 26,8
Hildegard Peplau 5 0,1 105 3,0 1027 29,8 1599 46,3 715 20,7
Imogene King 10 0,3 291 8,4 958 27,8 1599 46,3 593 17,2
Callista Roy 8 0,2 79 2,3 629 18,2 1949 56,5 786 22,8
Betty Neuman 5 0,1 76 2,2 1104 32,0 1666 48,3 600 17,4
Moyra Allen 14 0,4 296 8,6 1054 30,5 1591 46,1 496 14,4
Martha Rogers 11 0,3 120 3,5 988 28,6 1822 52,8 510 14,8
Rosemarie Parse 16 0,5 345 10,0 1181 34,2 1474 42,7 435 12,6
Madeleine Leininger 7 0,2 80 2,3 431 12,5 2037 59,0 896 26,0
Jean Watson 15 0,4 148 4,3 1231 35,7 1573 45,6 484 14,0
Afaf Meleis 2 0,1 31 0,9 364 10,5 1769 51,3 1285 37,2

Em relação ao conceito de pessoa, as concepções que segundo os enfermeiros estão mais de acordo com a sua prática, são as concepções de Virginia Henderson (92,8%), de Afaf Meleis (88,5%), de Madeleine Leininger (85%), de Dorothea Orem (82,1%) e de Callista Roy (79,3%). Como se pode constatar pela tabela 2, os enfermeiros identificaram como “totalmente de acordo com a sua prática” as concepções de Virginia Henderson (40,1%), de Afaf Meleis (37,2%), de Florence Nightingale (30%), de Dorothea Orem (26,8%) e de Madeleine Leininger (26%).

Os resultados obtidos em relação à concepção de saúde estão apresentados na tabela 3.

Tabela 3 Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros pelas diferentes concepções de saúde. Porto, Portugal, 2016. (n=3451) 

Concepções de Ambiente Está totalmente em desacordo com a minha prática Está em desacordo com a minha prática Não tenho opinião Está de acordo com a minha prática Está totalmente de acordo com a minha prática
n % n % n % n % n %
Florence Nightingale 84 2,4 581 16,8 579 16,8 1557 45,1 650 18,8
Virginia Henderson 29 0,8 202 5,9 436 12,6 1878 54,4 906 26,3
Dorothea Orem 14 0,4 113 3,3 538 15,6 1918 55,6 868 25,2
Hildegard Peplau 11 0,3 161 4,7 1304 37,8 1546 44,8 429 12,4
Imogene King 6 0,2 281 8,1 1098 31,8 1611 46,7 455 13,2
Callista Roy 8 0,2 90 2,6 687 19,9 1948 56,4 718 20,8
Betty Neuman 16 0,5 176 5,1 1044 30,3 1766 51,2 449 13,0
Moyra Allen 42 1,2 417 12,1 1474 42,7 1211 35,1 307 8,9
Martha Rogers 24 0,7 386 11,2 1239 35,9 1414 41,0 388 11,2
Rosemarie Parse 21 0,6 395 11,4 1276 37,0 1364 39,5 395 11,4
Madeleine Leininger 15 0,4 138 4,0 660 19,1 2002 58,0 636 18,4
Jean Watson 10 0,3 155 4,5 1025 29,7 1678 48,6 583 16,9
Afaf Meleis 12 0,3 59 1,7 350 10,1 1781 51,6 1249 36,2

Relativamente ao conceito de saúde, as concepções que segundo os enfermeiros estão mais de acordo com a sua prática, são as concepções de Afaf Meleis (87,8%), de Dorothea Orem (80,8%), de Virginia Henderson (80,7%), de Callista Roy (77,2%) e de Madeleine Leininger (76,4%). Como está evidenciado na tabela 3, os enfermeiros identificam como “totalmente de acordo com a sua prática” as concepções de Afaf Meleis (36,2%), de Virginia Henderson (26,3%), de Dorothea Orem (25,2%), de Callista Roy (20,8%) e de Florence Nightingale (18,8%).

No que concerne à concepção de ambiente, os resultados obtidos estão apresentados na tabela 4.

Tabela 4 Distribuição numérica e percentual dos enfermeiros pelas diferentes concepções de ambiente. Porto, Portugal, 2016. (n=3451) 

Concepções de Ambiente Está totalmente em desacordo com a minha prática Está em desacordo com a minha prática Não tenho opinião Está de acordo com a minha prática Está totalmente de acordo com a minha prática
n % n % n % n % n %
Florence Nightingale 36 1,0 456 13,2 563 16,3 1767 51,2 629 18,2
Virginia Henderson 7 0,2 60 1,7 263 7,6 2054 59,5 1067 30,9
Dorothea Orem 10 0,3 48 1,4 310 9,0 2060 59,7 1023 29,6
Hildegard Peplau 14 0,4 149 4,3 1229 35,6 1620 46,9 439 12,7
Imogene King 23 0,7 129 3,7 1322 38,3 1544 44,7 433 12,5
Callista Roy 4 0,1 49 1,4 533 15,4 1929 55,9 936 27,1
Betty Neuman 8 0,2 55 1,6 701 20,3 2012 58,3 675 19,6
Moyra Allen 48 1,4 449 13,0 1232 35,7 1368 39,6 354 10,3
Martha Rogers 31 0,9 369 10,7 1266 36,7 1412 40,9 373 10,8
Rosemarie Parse 29 0,8 197 5,7 1486 43,1 1355 39,3 384 11,1
Madeleine Leininger 5 0,1 43 1,2 429 12,4 2142 62,1 832 24,1
Jean Watson 19 0,6 113 3,3 892 25,8 1852 53,7 575 16,7
Afaf Meleis 6 0,2 28 0,8 294 8,5 1851 53,6 1272 36,9

Acerca do conceito de ambiente, as concepções que segundo os enfermeiros estão mais de acordo com a sua prática, são as concepções de Afaf Meleis (90,5%), de Virginia Henderson (90,4%), de Dorothea Orem (89,3%), de Madeleine Leininger (86,2%) e de Callista Roy (83%). Como se pode observar na tabela 4, os enfermeiros identificam como “totalmente de acordo com a sua prática” as concepções de Afaf Meleis (36,9%), de Virginia Henderson (30,9%), de Dorothea Orem (29,6%), de Callista Roy (27,1%) e de Madeleine Leininger (24,1%).

DISCUSSÃO

No âmbito das reflexões sobre o sentido de direção para o desenvolvimento da profissão e da disciplina de enfermagem, têm vindo a ser vislumbradas duas opções: uma no sentido de uma prática avançada, que significa maior competência para um desempenho centrado numa lógica executiva, frequentemente baseada no modelo biomédico, ou o sentido de uma enfermagem avançada, que significa maior competência para o desempenho centrado numa lógica conceitual e baseado em teorias de enfermagem.5

Inerente ao processo de escolher uma ou mais teorias de enfermagem para fundamentar a prática, espera-se que os enfermeiros reconheçam a importância das teorias de enfermagem, avaliando os conceitos estabelecidos por quem as desenvolveu e a congruência deles com o seu cotidiano de trabalho.3 Decorrente dos resultados obtidos nesta investigação, é interessante verificar que a opção pelas concepções que mais se adequam à prática, seja majoritariamente a mesma, isto é, quando um enfermeiro adota uma teoria de enfermagem, adota-a quase sempre em relação a todos os conceitos: enfermagem, pessoa, saúde e ambiente.

Neste sentido, no estudo ficou claro que as concepções que obtiveram maior concordância foram as de Virginia Henderson, Afaf Meleis, Dorothea Orem, Madeleine Leninger e Callista Roy. A congruência observada nos resultados torna-os mais consistentes e deixa claro que os enfermeiros enfocam o seu papel na satisfação das necessidades fundamentais e das necessidades de autocuidado; na facilitação dos processos e das experiências humanas de transição; nas atividades de assistir, apoiar e capacitar as pessoas a manter ou readquirir o bem-estar de formas culturalmente significativas, bem como nas capacidades de adaptação das pessoas, enfatizando a promoção da saúde, a estabilidade, a homeostasia e a qualidade de vida.

Em 2013, num estudo realizado na Polônia, os investigadores constataram que na prática de enfermagem do país são usados, com maior frequência, os contributos de Florence Nightingale, de Dorothea Orem e de Virginia Henderson. Decorrente da análise dos resultados, os autores concluíram que a teórica mais importante na criação da enfermagem contemporânea continua a ser Florence Nightingale.12

Numa investigação realizada em seis unidades de saúde, cujo principal objetivo era conhecer o posicionamento dos enfermeiros em relação ao conceito de ambiente, ficou evidenciado que os enfermeiros majoritariamente se identificavam com as concepções de ambiente de Callista Roy (52,9%) e Virginia Henderson (52,5%).13 Apesar de pertencerem a momentos históricos diferentes, estando Roy inserida na escola dos efeitos desejados ou dos resultados e Henderson na escola das necessidades, os autores acreditaram que a semelhança no conteúdo das duas concepções reforçava ainda mais a orientação dos enfermeiros. Importa referir que, no presente estudo, a concepção de ambiente de Callista Roy também foi uma das que obteve maior concordância por parte dos enfermeiros.

À semelhança do que aconteceu noutros países, em Portugal a teoria das necessidades de Virginia Henderson teve um forte enraizamento no desenvolvimento da enfermagem, e este estudo veio comprovar que os princípios incorporados pelas 14 necessidades ainda prevalecem no século XXI. Uma percentagem muito elevada de enfermeiros portugueses evidenciou a sua concordância relativamente à visão clara de Virginia Henderson de que a enfermagem se caracteriza pela assistência à pessoa, doente ou saudável, no desempenho das atividades que contribuem para a sua saúde ou recuperação, que ela realizaria sem auxílio caso tivesse força, desejo ou conhecimento necessários.1

Os resultados enunciados vêm fortalecer a ideia de que a teoria que tem vindo a moldar o exercício profissional dos enfermeiros portugueses é a teoria das necessidades, de Virginia Henderson. É com base nesse referencial teórico que os enfermeiros vão validando as necessidades e os problemas dos clientes e, relativamente aos quais planejam as intervenções intencionalmente direcionadas para a substituição da pessoa naquilo que ela não pode fazer, ou seja, no que a torna dependente.

Esta não é uma realidade exclusivamente portuguesa, uma vez que em nível internacional e, independentemente dos contextos clínicos, a teoria das necessidades, de Virginia Henderson, tem sido implementada no sentido de nortear a prática.14-15

Quanto aos resultados obtidos relativamente às concepções de Afaf Meleis, são várias as justificativas possíveis. Por um lado, o investimento formativo efetuado nos últimos anos relativamente ao referencial teórico de Afaf Meleis. Por outro lado, a confirmação pelas investigações realizadas em Portugal de que a teoria das transições é amplamente aplicável, tendo um contributo essencial na fundamentação e orientação da prática de enfermagem. Nesta perspectiva, o contributo dos enfermeiros será significativo se estiver vinculado ao diagnóstico e tratamento das respostas humanas às transições geradas pelos processos do desenvolvimento ou por eventos significativos da vida que exigem adaptação, de que são exemplo as situações de doença.5-6

Segundo alguns autores, tem sido escassa a produção científica sobre as teorias de enfermagem11,16 e, de fato, a inexistência de estudos no âmbito do realizado, dificultaram a discussão dos resultados. No entanto, espera-se que esta investigação motive a reflexão sobre esta temática.

Acreditamos que a prática dos enfermeiros e a sua capacidade para sustentar essa prática depende dos conhecimentos relevantes de enfermagem, ou seja, dos conhecimentos que advêm dos modelos e das teorias de enfermagem. Apesar da maior parte dos enfermeiros continuar julgando pouco relevante o contributo dos modelos de enfermagem para a prática, a procura de modelos que tragam empenho e fortalecimento aos enfermeiros deve continuar,17 na expectativa de fortalecer o caráter disciplinar da profissão.10 Neste sentido, a utilização de modelos teóricos como referencial para estruturar o cuidado pode constituir um excelente desafio.18 Na verdade, o recurso a teorias para orientar a prática contribuirá para uma enfermagem mais eficiente e efetiva, onde a coleta e organização dos dados, a formulação dos diagnósticos de enfermagem, o planejamento das intervenções e a definição dos resultados, terão por base o mesmo fio condutor.

Dos resultados obtidos com esta investigação fica a tendência dos enfermeiros portugueses quanto às concepções teóricas que mais estão de acordo com a sua prática em contexto hospitalar, bem como uma oportunidade para se refletir na potencialidade das mesmas passarem a subsidiar os modelos da assistência de enfermagem em uso.

CONCLUSÃO

Decorrente dos resultados obtidos na investigação, é curioso verificar que quando um enfermeiro se identifica com um referencial teórico de enfermagem, identifica-se quase sempre em relação a todos os conceitos metaparadigmáticos: enfermagem, pessoa, saúde e ambiente. Neste sentido, ficou evidente que as conceções que obtiveram maior concordância foram as de Virginia Henderson, Afaf Meleis, Dorothea Orem, Madeleine Leininger e Callista Roy.

O fato dos enfermeiros majoritariamente qualificarem as concepções de Virginia Henderson e de Afaf Meleis relativamente aos quatro conceitos metaparadigmáticos, como “totalmente de acordo com a sua prática”, para além de refletir a importância da teoria das necessidades de Virginia Henderson, no desenvolvimento disciplinar da enfermagem em Portugal, poderá constituir, no caso da teoria das transições de Afaf Meleis, uma oportunidade para a mudança no paradigma da enfermagem.

Atendendo a que a prática profissional é influenciada pelos referenciais teóricos com os quais os enfermeiros se identificam, os resultados obtidos denotam a evolução de uma lógica marcada pelo pressuposto de “fazer pelo cliente o que ele não pode fazer”, para uma lógica centrada no pressuposto de “fazer com o cliente”, no âmbito dos seus processos de transição.

Apesar do conteúdo relacionado com as teorias de enfermagem estar incorporado em todos os níveis de ensino, os resultados revelam a necessidade de os mesmos serem abordados com a preocupação de maior proximidade aos contextos da prática, o que facilitaria a sua incorporação e implementação em prol de uma prática profissional mais sistematizada e intencional.

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Recebido: 06 de Outubro de 2016; Aceito: 08 de Junho de 2017

Correspondência: Olga Maria Pimenta Lopes Ribeiro, Rua Companhia dos Caulinos, 358, 3º direito traseiras, 4460-205 Senhora da Hora, Matosinhos, Portugal, E- mail: olgaribeiro25@hotmail.com

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