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Texto & Contexto - Enfermagem

Print version ISSN 0104-0707On-line version ISSN 1980-265X

Texto contexto - enferm. vol.27 no.2 Florianópolis  2018  Epub May 03, 2018

https://doi.org/10.1590/0104-070720180002640014 

Artigo Original

COMPORTAMENTOS DE RISCOS À SAÚDE DE HOMENS DA REGIÃO SUL DO BRASIL

COMPORTAMIENTO DE LOS RIESGOS PARA LA SALUD DE LOS HOMBRES DEL SUR DE BRASIL

Guilherme Oliveira de Arruda1 

Sonia Silva Marcon2 

1Mestre em Enfermagem. Universidade Estadual de Maringá. Maringá, Paraná, Brasil. E-mail: enfgoa@gmail.com

2Doutora em Enfermagem. Universidade Estadual de Maringá. Maringá, Paraná, Brasil. E-mail: soniasilva.marcon@gmail.com


RESUMO

Objetivo:

avaliar a prevalência de comportamentos de riscos à saúde e associar com características sociodemográficas.

Método:

estudo transversal, do tipo inquérito domiciliar, desenvolvido mediante aplicação de instrumentos estruturados, com 421 homens adultos, selecionados a partir de amostragem aleatória sistemática. Foram realizadas a análise univariada e a análise múltipla, por meio de Regressão Logística.

Resultados:

idade entre 40 e 50 anos e as classes econômicas B e C associaram-se ao consumo abusivo de álcool (30,4%); renda de 2,1 a 4,0 salários mínimos, escolaridade superior e ter religião ao tabagismo (19,5%); trabalhar, estar empregado e ter ensino médio/superior à atividade física insuficiente (86,2%); não trabalhar, renda maior que seis salários e não ter plano de saúde à dieta inadequada (39,2%); não ter companheira, religião e ser empregado à situação vacinal inadequada (24,9%); idade entre 50 e 59 anos, estar aposentado/licença médica e ter plano de saúde à não realização de exames (42,3%); renda maior que seis salários e classe econômica C a não realização de lazer (36,3%).

Conclusão:

os comportamentos de risco à saúde estão associados a diferentes fatores a serem considerados na atenção aos homens.

DESCRITORES: Perfil de saúde; Saúde do homem; Adulto; Fatores socioeconômicos; Fatores de risco

RESUMEN

Objetivo:

evaluar la prevalencia de comportamientos de riesgo para la salud y asociarlos con características sociodemográficas.

Método:

un estudio transversal de la encuesta de hogares, desarrollado utilizando instrumentos estructurados, con 421 hombres adultos seleccionados a partir de un muestreo aleatorio sistemático. El análisis univariado y el análisis múltiple se realizaron a través de Regresión logística.

Resultados:

la edad entre 40 y 50 años y las clases económicas se asociaron con el consumo de alcohol (30,4%); ingresos de 2.1 a 4.0 salarios mínimos, educación superior y religión para fumar (19.5%); trabajar, estar empleado y tener educación secundaria/superior a la actividad física insuficiente (86.2%); no funcionaba, ingresos superiores a seis salarios y no tenía un plan de salud para una dieta inadecuada (39.2%); sin pareja, religión y empleado en la situación de vacunación inadecuada (24.9%); edad entre 50 y 59 años, licencia médica/jubilada y seguro de salud para realizar exámenes (42.3%); ingresos superiores a seis salarios y rendimiento de la clase económica C no ocio (36,3%).

Conclusión:

los comportamientos de riesgo para la salud se asocian con diferentes factores a considerar en el cuidado de los hombres.

DESCRITORES: Perfil de Salud; La Salud de los Hombres Adulto; Factores Socioeconómicos; Factores de Riesgo

ABSTRACT

Objective:

to evaluate the prevalence of health risk behaviors and to associate them with sociodemographic characteristics.

Method:

a cross-sectional study of the household survey type, developed using structured instruments, with 421 adult men selected from a systematic random sampling. Univariate analysis and multiple analysis were performed through Logistic Regression.

Results:

being aged between 40 and 50 years old and belonging to the B and C economic classes were associated with alcohol consumption (30.4%); having income from 2.1 to 4.0 minimum wages, higher education and religion were associated to smoking (19.5%); working, being employed and having secondary/higher education were associated to insufficient physical activity (86.2%); not working, income higher than six minimum wages and not having a health insurance were associated to an inadequate diet (39.2%); absence of a partner, religion and being employed were associated to an inadequate vaccination status(24.9%); being aged between 50 and 59 years old, being retired/on a medical leave and having a health insurance were associated to not performing examinations (42.3%); having income higher than six minimum wages and belonging to the C economic class were associated to no leisure time (36.3%).

Conclusion:

health risk behaviors are associated with different factors to be considered in the care of men.

DESCRIPTORS: Health Profile; Men’s health; Adult; Socioeconomic Factors; Risk Factors

INTRODUÇÃO

A sobremortalidade masculina tem suas razões atribuídas a diferenças biológicas e a determinados comportamentos em saúde, distintos dos femininos, sobretudo por questões de gênero.1 Estudo comparativo das causas de morte entre os sexos demonstra que os homens apresentam maior risco para a morte pelas causas evitáveis por ações efetivas de prevenção,1 dentre as quais credita-se grande importância às doenças cardiovasculares, causas externas e, recentemente, às neoplasias, conforme a faixa etária.2

Mais da metade da população masculina brasileira (56%), em 2010, encontrava-se com idade entre 20 e 59 anos, porém, ainda são escassos os estudos que analisam os comportamentos em saúde de homens a partir de outras variáveis socioeconômicas e demográficas, destacando-se que os poucos estudos já realizados se concentram em populações residentes nas capitais brasileiras.2

A Política Nacional de Atenção Integral à Saúde do Homem (PNAISH), embora considerada vanguardista, centra as ações no adoecimento e na medicalização, voltando-se para os problemas masculinos, por exemplo, a disfunção erétil.3 Todavia, os comportamentos masculinos em saúde, aliados à dificuldade dos serviços de saúde em acolher os homens, configuram-se nos principais fatores que afastam os homens da perspectiva preventiva do cuidado.4

O uso abusivo do álcool, o tabagismo, a aversão à adoção de práticas de atividade física, dieta adequada5 e lazer, dentre outros comportamentos ligados mais diretamente à atuação dos profissionais de saúde, por exemplo, a busca por exames preventivos e o uso adequado de medicamentos6, constituem-se em aspectos a serem investigados e caracterizados como forma de direcionar a atuação profissional em saúde do homem. Considerando-se que muitos desses comportamentos são modificáveis, as recomendações para a prevenção de doenças e promoção da saúde devem contemplar a abordagem dos múltiplos fatores associados. Para tanto, toma-se como definição de comportamento em saúde qualquer hábito socialmente construído que afete positiva ou negativamente a saúde, ou seja, como forma de promoção/prevenção ou como fator de risco para sintomas e doenças.7

Nesse sentido, este estudo teve como objetivo avaliar a prevalência de comportamentos de riscos à saúde de homens e associá-los a dados sociodemográficos.

MÉTODO

Estudo transversal (tipo inquérito domiciliar) de base populacional, desenvolvido junto a homens com idade entre 20 e 59 anos, residentes no Município de Maringá-PR. Para o cálculo amostral tomou-se por base a contagem populacional de 2010, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), para homens na mesma faixa etária (103.819), e a divisão de Maringá em 20 áreas, denominadas pelo IBGE de Áreas de Ponderação. Estas são compostas por setores censitários, sendo que os chefes de famílias residentes em determinado setor censitário possuem características socio-ocupacionais semelhantes.

Para a seleção dos indivíduos utilizou-se a técnica de amostragem aleatória sistemática. O tamanho amostral mínimo foi definido com base na fórmula: n=Z2PQ/d2, sendo n=tamanho amostral mínimo; Z=variável reduzida; P=probabilidade de encontrar o fenômeno estudado. Adotou-se 50% para a probabilidade de ocorrência dos eventos de interesse, associado a erro de estimativa de 5% e confiabilidade da amostra em 95%. Foram acrescentados 10% à amostra mínima calculada (383 indivíduos), considerando-se a possibilidade de perdas. Dessa forma, a população efetivamente estudada foi constituída por 421 indivíduos que foram abordados em seus domicílios, conforme as subamostras proporcionais ao número total de homens adultos residentes em cada Área de Ponderação.

Posto isto, de posse do número de indivíduos a serem entrevistados em cada área de ponderação, sortearam-se aleatoriamente as ruas a serem visitadas. Com intervalo predefinido, foi abordado um indivíduo morador a partir da quarta residência à direita da rua. Quando o indivíduo não se encontrava em casa passava-se para a unidade domiciliar seguinte, sendo permitidas até três substituições. As entrevistas foram realizadas predominantemente durante os dias úteis da semana, nos períodos matutino e vespertino, entre os meses de janeiro a julho de 2013.

A variável Classe Econômica foi categorizada em A, B, C e D, com base em pontuações atribuídas ao grau de instrução do chefe da família e a posse de itens domésticos, segundo o Critério de Classificação Econômica Brasil. A variável Religião refere-se ao fato de as pessoas relatarem seguir ou não uma crença religiosa. A Renda Familiar foi categorizada em número de salários mínimos, que à época do estudo, correspondia ao valor de R$ 678,00 (U$ 288,51).

As variáveis de interesse relacionadas aos comportamentos de riscos à saúde foram: uso abusivo de álcool (consumo de cinco doses ou mais de qualquer bebida alcoólica em uma mesma ocasião nos últimos 30 dias (dose=meia garrafa ou uma lata de cerveja, um cálice de vinho ou um drinque de bebida destilada), conforme adotado pelo sistema de Vigilância de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (VIGITEL)8, tabagismo (sim/não para o hábito de fumar atual, independente do número de cigarros, da frequência e da duração do hábito), atividade física insuficiente (menos que 30 minutos, cinco dias por semana),9 dieta inadequada (uso de frutas, verduras e/ou hortaliças menos do que cinco vezes por semana),10 situação vacinal inadequada, quando relatado desconhecimento ou última dose de vacina antitetânica e/ou contra febre amarela há mais de 10 anos, realização rotineira de exames preventivos (sim/não para, pelo menos, um dos seguintes exames: função renal e hepática, perfil lipídico, glicemias, oftalmológicos, odontológicos e de rastreamento para o câncer de próstata), automedicação (sim/não para uso de medicamentos não prescritos) e atividades de lazer (sim/não para as atividades música, cinema, artesanato, internet, passeios, viagens e outros).

Os dados foram coletados mediante instrumento estruturado, elaborado pelos pesquisadores, sendo que, para algumas variáveis de interesse, como o uso abusivo de álcool, tabagismo, atividade física, os mesmos se apoiaram no questionário utilizado na pesquisa intitulada Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas não Transmissíveis por Entrevistas Telefônicas - VIGITEL.

Após o preenchimento, os instrumentos foram conferidos quanto à presença de falhas, antes da compilação em banco de dados, no software Microsoft Office Excel® 2010.

A análise dos dados foi realizada mediante estatística descritiva e inferencial, com o auxílio do programa IBM SPSS® versão 2.0, utilizando-se o teste Qui-quadrado de Pearson para análise univariada, regressão logística múltipla e medida de associação representada pelo Odds Ratio (OR), com respectivo intervalo de confiança de 95%. Na análise múltipla, utilizou-se o método Forward, sendo incluídas as variáveis com valor de p<0,20 e consideradas associadas aquelas com p<0,05. Utilizou-se o teste de Hosmer e Lemeshow (HL) para verificar a qualidade do ajuste do modelo, de modo que quanto mais próximo de 1, melhor a qualidade do ajuste.

O projeto do estudo foi aprovado pelo Comitê Permanente de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Estadual de Maringá (Parecer 162.077/2012). Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido em duas vias.

RESULTADOS

Os indivíduos estudados possuíam idade média de 40,9 anos. A maioria deles era de adeptos à religião (89,8%), inseridos no mercado de trabalho (80,3%), tinham filhos (71,3%) e companheira (67,9%). Mais da metade era da cor branca (58%), da classe econômica B (53%) e não tinha plano de saúde (52,7%). Parcela considerável era de empregadores/autônomos (40,9%), possuía ensino médio completo (36,8%) e renda familiar entre 2,1 e 4 salários mínimos (34%). Quanto à prevalência de comportamentos de risco à saúde, constatou-se que 86,2% deles relatou atividade física insuficiente; 44,7% automedicação; 42,3% não realização de exames de rotina; 39,2% dieta inadequada; 36,3% não realização de atividades de lazer; 30,4% consumo abusivo de álcool; 24,9% situação vacinal inadequada e 19,5% tabagismo.

Na análise univariada constatou-se que as variáveis faixa etária, renda familiar, plano de saúde e classe econômica apresentaram associação significativa ao consumo abusivo de álcool. Em relação ao tabagismo, as variáveis significativamente associadas foram religião, escolaridade, renda familiar, plano de saúde e classe econômica (Tabela 1).

Tabela 1 Análise univariada das variáveis consumo abusivo de álcool e tabagismo em homens adultos, segundo características sociodemográficas, Maringá-PR, 2013 

Características sociodemográficas Consumo abusivo de álcool Tabagismo
n % p n % p
Faixa Etária
20 a 29 39 42,9 0,013 16 17,6 0,959
30 a 39 31 32,6 19 20,0
40 a 49 31 26,3 23 19,5
50 a 59 27 23,1 24 20,5
Cor
Branca 79 32,4 0,301 45 18,4 0,529
Não branca 49 27,7 37 20,9
Situação Conjugal
Sem companheira 48 35,6 0,114 33 24,4 0,077
Com companheira 80 28,0 49 17,1
Ter filhos
Sim 87 29,0 0,324 64 21,3 0,130
Não 41 33,9 18 14,9
Religião
Sim 112 29,6 0,306 67 17,7 0,007
Não 16 37,2 15 34,9
Escolaridade
Até 4ª série 12 24,,0 0,060 15 30,0 0,005
Fundamental 27 27,0 22 22,0
Médio 41 26,5 34 21,9
Superior 45 39,8 10 8,8
Trabalho
Sim 102 30,2 0,839 63 18,6 0,381
Não 26 31,3 19 22,9
Renda Familiar
Até 2 18 25,4 0,016 25 35,2 0,001
2,1 a 4 35 24,5 18 12,6
4,1 a 6 28 29,5 21 22,1
Mais de 6 46 42,0 18 16,1
Status Ocupacional
Empregador/Autônomo 54 31,4 0,554 33 19,2 0,520
Empregado 48 30,6 27 17,2
Aposentado/em licença médica 10 21,3 12 25,5
Desempregado 6 30,0 6 30,0
Estudante/Estagiário 10 40,0 4 16,0
Plano de Saúde
Sim 73 36,7 0,006 30 15,1 0,029
Não 54 24,4 52 23,5
Classe Econômica
Classe A 18 58,1 <0,001 6 19,4 0,003
Classe B 77 34,5 37 16,6
Classe C 29 18,5 33 21,0
Classe D 4 44,4 6 66,7

Em relação à prática de comportamentos de risco, identificou-se que as variáveis faixa etária, escolaridade, trabalho, renda familiar, plano de saúde e classe econômica mostraram-se significativamente associadas, sendo que status ocupacional mostrou-se associado apenas à prática de atividade física insuficiente, enquanto que a não realização de lazer apresentou associação com faixa etária, cor da pele, renda familiar, escolaridade, plano de saúde e classe econômica (Tabela 2).

Tabela 2 Análise univariada das variáveis atividade física insuficiente, dieta inadequada e não realização de lazer de homens adultos, segundo características sociodemográficas. Maringá-PR, 2013 

Características
sociodemográficas
Atividade Física
Insuficiente
Dieta
Inadequada
Não realização
de lazer
n % p n % p n % p
Faixa Etária
20 a 29 74 81,3 0,243 37 40,7 0,751 25 27,5
30 a 39 87 91,6 41 43,2 36 37,9
40 a 49 101 85,6 43 36,4 44 37,3
50 a 59 101 86,3 44 37,6 48 41,0
Cor
Branca 209 85,7 0,692 90 36,9 0,255 77 31,6 0,017
Não branca 154 87,0 75 42,4 76 42,9
Situação Conjugal
Sem companheira 118 87,4 0,628 103 36,0 0,052 47 34,8 0,654
Com companheira 245 85,7 62 45,9 106 37,1
Ter filhos
Sim 260 86,7 0,678 50 41,3 0,570 116 38,7 0,118
Não 103 85,1 115 38,3 37 30,6
Religião
Sim 323 85,4 0,173 146 38,6 0,479 133 35,2 0,143
Não 40 93,0 19 44,2 20 46,5
Escolaridade
Até 4ª série 49 98,0 0,003 26 52,0 0,056 24 48,0 <0,001
Fundamental 90 90,0 44 44,0 50 50,0
Médio 134 86,5 56 36,1 55 35,5
Superior 88 77,9 36 31,9 24 21,2
Trabalho
Sim 303 89,6 <0,001 25 30,1 0,059 125 37,0 0,582
Não 60 72,3 140 41,4 28 33,7
Renda Familiar
Até 2 64 90,1 0,003 33 46,5 <0,001 34 47,9 <0,001
2,1 a 4 122 85,3 70 49,0 65 45,5
4,1 a 6 90 94,7 36 37,9 35 36,8
Mais de 6 87 77,7 26 23,2 19 17,0
Status Ocupacional
Empregador/ Autônomo 160 93,0 0,003 67 39,0 0,693 64 37,2 0,335
Empregado 133 84,7 67 42,7 57 36,3
Aposentado/licença médica 36 76,6 17 36,2 19 40,4
Desempregado 14 70,0 6 30,0 8 40,0
Estudante/ Estagiário 20 80,0 8 32,0 5 20,0
Plano de Saúde
Sim 200 81,4 0,007 61 30,7 <0,001 57 28,6 0,002
Não 162 90,5 104 47,1 96 43,4
Classe Econômica
Classe A 26 83,9 0,009 7 22,6 0,028 2 6,5 <0,001
Classe B 182 81,6 80 35,9 66 29,6
Classe C 147 93,6 73 46,5 80 51,0
Classe D 8 88,9 5 55,6 4 44,4

A situação vacinal inadequada apresentou associação com situação conjugal, religião e renda familiar e não realização de exames preventivos com faixa etária, situação conjugal, filhos, renda familiar, status ocupacional e plano de saúde, enquanto automedicação não apresentou associação com nenhuma variável sociodemográfica (Tabela 3).

Tabela 3 Análise univarida da situação vacinal inadequada, não realização rotineira de exames preventivos e automedicação em homens adultos, segundo características sociodemográficas. Maringá-PR, 2013 

Características
sociodemográficas
Situação Vacinal
Inadequada
Não-realização
de exames
Automedicação
n % p n % p n % p
Faixa Etária
20 a 29 23 25,3 0,588 50 54,9 <0,001 41 45,1 0,969
30 a 39 19 20,0 57 60,0 43 45,3
40 a 49 30 25,4 45 38,1 54 45,8
50 a 59 33 28,2 26 22,2 50 42,7
Cor
Branca 57 23,4 0,379 98 40,2 0,302 112 45,9 0,546
Não branca 48 27,1 80 45,2 76 42,9
Situação Conjugal
Sem companheira 45 33,3 0,006 72 53,3 0,002 61 45,2 0,881
Com companheira 60 21,0 106 37,1 127 44,4
Ter filhos
Sim 75 25,0 0,965 62 38,7 0,018 135 45,0 0,823
Não 225 24,8 51,2 53 43,8
Religião
Sim 88 23,3 0,020 159 42,1 0,789 170 45,0 0,697
Não 17 39,5 19 44,2 18 41,9
Escolaridade
Até 4ª série 16 32,0 0,274 22 44,0 0,910 24 48,0 0,138
Fundamental 28 28,0 45 45,0 35 35,0
Médio 31 20,0 64 41,3 69 44,5
Superior 29 25,7 46 40,7 57 50,4
Trabalho
Sim 78 23,1 0,075 150 44,4 0,079 154 45,6 0,450
Não 27 32,5 28 33,7 34 41,0
Renda Familiar
Até 2 16 22,5 0,042 31 43,7 0,041 31 43,7 0,354
2,1 a 4 47 32,9 65 45,5 60 42,0
4,1 a 6 22 23,2 47 49,5 39 41,1
Mais de 6 20 17,9 35 31,2 58 51,8
Status Ocupacional
Empregador/Autônomo 47 27,3 0,171 83 48,3 0,001 78 45,3 0,779
Empregado 30 19,1 65 41,4 70 44,6
Aposentado/em licença médica 14 29,8 6 12,8 20 42,6
Desempregado 8 40,0 9 45,0 7 35,0
Estudante/ Estagiário 6 24,0 15 60,0 13 52,0
Plano de Saúde
Sim 47 23,6 0,606 69 34,7 0,002 94 47,2 0,333
Não 57 25,8 109 49,3 94 42,5
Classe Econômica
Classe A 3 9,7 0,116 8 25,8 0,149 19 61,3 0,242
Classe B 57 25,6 92 41,3 99 44,4
Classe C 40 25,5 73 46,5 67 42,7
Classe D 5 55,6 5 55,6 3 33,3

Na análise múltipla constatou-se associação de faixa etária e classe econômica com uso abusivo de álcool, sendo que homens com idade entre 40 e 59 anos e de classe econômica B e C mostram-se protegidos. Homens com renda entre 2,1 e 4 salários mínimos, nível superior de escolaridade e que possuem crença religiosa estão mais protegidos em relação ao tabagismo. Homens que trabalham apresentam maior chance de referirem prática de atividade física insuficiente, ao passo que homens com status ocupacional empregado e escolaridade médio/superior apresentam-se protegidos, ou seja, tiveram menor chance de referirem atividade física insuficiente. Em relação à dieta inadequada, os homens que não trabalham e que não possuem plano de saúde apresentam maior chance de ocorrência desse comportamento, e, em contrapartida, homens com maior renda familiar mostram-se protegidos (Tabela 4).

Tabela 4 Análise múltipla dos comportamentos de risco à saúde, segundo características sociodemográficas (variáveis independentes), homens adultos. Maringá-PR, 2013 

Variáveis independentes Comportamentos de risco à saúde
OR (IC 95%) p
Uso Abusivo de Álcool a
Faixa Etária 40 a 49 anos 0,5 (0,3-0,9) 0,017
50 a 59 anos 0,4 (0,2-0,8) 0,007
Classe Econômica Classe B 0,4 (0,2-0,8) 0,011
Classe C 0,2 (0,1-0,4) <0,001
Tabagismob
Renda Familiar 2,1 a 4,0 0,2 (0,1-0,5) <0,001
Escolaridade Superior 0,2 (0,1-0,6) 0,005
Religião Sim 0,4 (0,2-0,7) 0,006
Atividade Física Insuficientec
Trabalho Sim 6,9 (1,4-34,8) 0,020
Status Ocupacional Empregado 0,4 (0,2-0,9) 0,040
Escolaridade Médio 0,2 (0,1-0,7) 0,026
Superior 0,2 (0,1-0,4) 0,007
Dieta Inadequadad
Trabalho Não 1,7 (1,0-2,9) 0,047
Renda Familiar Mais de 6 0,4 (0,2-0,8) 0,014
Plano de Saúde Não 1,6 (1,0-2,5) 0,035
Situação Vacinal Inadequadae
Situação Conjugal Sem companheira 1,9 (1,2-3,2) 0,010
Religião Não 2,0 (1,0-3,9) 0,043
Status Ocupacional Empregado 0,6 (0,3-0,9) 0,040
Não realização rotineira de examesf
Faixa Etária 50 a 59 anos 0,3 (0,2-0,6) 0,002
Status Ocupacional Aposentado/Licença médica 0,2 (0,1-0,6) 0,003
Plano de Saúde Sim 0,5 (0,3-0,7) 0,001
Não realização de lazerg
Renda Familiar Mais de 6 0,4 (0,2-0,8) 0,020
Classe Econômica Classe C 7,8 (1,7-36,5) 0,008

aHL= 0,995; bHL= 0,303; cHL=0,963; dHL=0,943; eHL= 0,978; fHL= 0,648; gHL= 0,976

Para a situação vacinal inadequada, observou-se que homens sem companheira e sem religião apresentaram maior razão de chance para a ocorrência deste achado, ao passo que homens com status ocupacional empregado apresentaram razão de chance indicativa de proteção. No que tange a não realização de exames periódicos, homens com idade entre 50 e 59 anos, com status ocupacional aposentado/em licença médica e com plano de saúde apresentam-se mais protegidos. Homens com renda familiar maior do que seis salários mínimos apresentaram-se protegidos em relação a não realização de lazer. Por outro lado, homens da classe econômica C referiram com maior frequência não realizar lazer (Tabela 4).

DISCUSSÃO

O consumo abusivo de álcool entre os homens constitui fator predisponente às doenças e agravos não transmissíveis (doenças cardiovasculares e causas externas, principalmente). A prevalência encontrada no presente estudo mostrou-se maior do que a identificada na Pesquisa Nacional de Saúde, realizada no Brasil, que foi de 21,6%.11 A constatação de que os homens mais jovens e com maior classe econômica estão mais predispostos ao uso abusivo de álcool, além de corroborar os achados de estudo populacional realizado junto a 5.792 homens na Suiça,12 sinaliza a importância de um direcionamento da atenção à saúde para esses indivíduos. Considerando-se as dificuldades enfrentadas pelos serviços públicos de saúde em alcançar os homens mais jovens, ressalta-se a necessidade de as ações de prevenção e promoção serem implementadas em associação com o setor de saúde suplementar.

No que tange ao tabagismo ressalta-se predominância entre homens de menor renda. Em estudo realizado junto a 7.524 adultos em Israel mostrou que a menor renda familiar e menor nível de escolaridade estiveram associados ao consumo de tabaco pelos homens.13 As populações com menor poder econômico continuam predispostas ao tabagismo, associadas, principalmente, ao início precoce desse hábito, supostamente devido à maior vulnerabilidade e exposição às drogas, de modo geral.14

A despeito de tendências temporais indicarem redução desse hábito entre os homens, salienta-se a necessidade de continuidade das intervenções no sentido de dirimir o hábito de fumar, inclusive com levantamento dos indicadores de tratamento da dependência como forma de avaliação das ações de controle desta epidemia.15 O levantamento dos determinantes sociais e das inter-relações dos homens fumantes também poderá culminar com a readequação das ações implementadas, especialmente as que fazem uso de grupos, conforme assinala estudo realizado no interior de Goiás, que constatou taxa de abandono do cigarro de 78%, após aplicação de Grupos Operativos.16

Todavia, as políticas públicas voltadas para o combate ao tabagismo têm reproduzido ações tradicionais de cunho estritamente científico e prescritivo, entretanto, estudo norte americano realizado a nível nacional, com 6.203 adultos, apontou que o nível de religiosidade esteve associado de forma inversa em relação ao uso de substâncias psicoativas lícitas e ilícitas, o que inclui os derivados do tabaco.17 A associação encontrada no presente estudo, entre religião e menor proporção de tabagismo, pode estar relacionada à crença nos dogmas e possíveis consequências dos erros e pecados, dentre eles, os vícios, como o tabagismo. De modo geral, as religiões primam por comportamentos saudáveis como formas de manutenção da vida.

A prevalência de indivíduos insuficientemente ativos foi muito alta entre os homens em estudo, contudo, mesmo sem considerar atividades ocupacionais, de locomoção ou relativas ao trabalho doméstico. Indiscutíveis são os benefícios da atividade física regular para a saúde de indivíduos adultos, visando, principalmente, à qualidade de vida em idades mais avançadas.18 Na associação da atividade física com o trabalho, razões como a falta de tempo, o excesso de trabalho, o cansaço e a indisposição restringem a prática de atividade física. Além disso, constatou-se associação com o status ocupacional empregado, o que sugere maior disponibilidade para a prática de atividade física pelos homens que não são autônomos, condição esta que leva o homem dedicar grande parte de seu tempo para trabalhar, pois os rendimentos são, em geral, proporcionais ao volume de trabalho realizado. Por fim, a associação da atividade física e homens mais escolarizados, provavelmente decorre do fato destes terem mais acesso a informações sobre os benefícios da prática de atividade física regular e das implicações que a ausência desta prática pode gerar para a saúde.

Aliado à prática de atividade física, estabelecer uma dieta adequada, converge para a prevenção de diversas condições crônicas e eventos cardiovasculares graves.19 Os comportamentos em relação à dieta, considerados inadequados, são mais observados nas Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, onde é maior o consumo de alimentos como carne ou frango com excesso de gordura, leite integral, refrigerante ou suco artificial e alimentos doces, sobretudo, entre homens jovens.20

No entanto, no presente estudo observou-se que os homens com maior renda estavam mais protegidos em relação à dieta inadequada. Esse achado se contrapõe à realidade de Florianópolis-SC que possui estabelecimentos denominados “Diretos do Campo”, que comercializam frutas e verduras a baixo preço, ampliando o acesso da população com restrições econômicas. Em estudo realizado em 18 países de todos os continentes, aponta-se que em regiões com rendas menores, consome-se menos os alimentos citados, devido baixa acessibilidade, sugerindo que estudos futuros investiguem disparidades sociodemográficas que implicam em dieta inadequada.21

Em relação ao achado de que os homens que não trabalhavam referiram mais a dieta inadequada, supõe-se que esse fato possa estar relacionado tanto à dificuldade de acesso aos alimentos recomendados decorrente da limitação financeira quanto ao fato de que, entre os homens que não trabalhavam, estavam estudantes, os quais, às vezes, acabam desenvolvendo hábitos alimentares inadequados. Por sua vez, a associação de dieta inadequada com não ter plano de saúde pode estar relacionada a uma possível interação com a variável renda familiar, a qual pode tornar um indivíduo mais ou menos propenso à adesão a um plano de saúde.

No que tange à situação vacinal constatou-se que praticamente 1/4 da amostra estudada declarou estar com o calendário vacinal incompleto. Destaca-se que embora a vacinação para adultos já estivesse incorporada à rotina dos serviços de saúde com a vacina dupla bacteriana, contra o tétano e a difteria, o calendário oficial para adultos foi legitimado somente em 2004, possibilitando, por exemplo, a imunização contra a febre amarela a cada dez anos.22 Em estudo ecológico, realizado com dados referentes ao município de Maringá, a veracidade dos dados sobre cobertura vacinal em adultos foi questionada, destacando que eles estimam pouco os cuidados voltados à promoção e à proteção da saúde, dentre eles a vacinação,23 além do fato de haver escassez de estudos sobre a situação vacinal em grupos populacionais que não de crianças.24

Desse modo, ressalta-se a necessidade de estratégias na prática assistencial e em pesquisas que investiguem a situação e cobertura vacinal na população adulta, especialmente entre os homens, o que permitirá identificar, entre outros aspectos, desigualdades sociais, econômicas e de gênero no que tange à situação vacinal. Portanto, credita-se mérito à realização do presente estudo por se apontar fatores associados à situação vacinal inadequada para a população masculina adulta, tais como a ausência de companheira e de religião e o status ocupacional desempregado. Portanto, não ter companheira e não ter religião podem predispor a adoção de práticas pouco saudáveis ou até mesmo negligência em relação à própria saúde. Por outro lado, ser empregado, e não autônomo, por exemplo, pode indicar maior disponibilidade para a busca de cuidados, como a imunização. Deste modo, não ter rendimentos fixos, aumenta e/ou incentiva a necessidade de trabalhar além do horário regulamentar. Ademais, algumas empresas exigem a atualização da carteira de vacinação na hora de contratar e/ou nos exames periódicos.

Homens acima dos 50 anos, aposentados ou em licença médica, e com plano de saúde foram os que mais declararam realizar exames preventivos de rotina. Também se constata, na literatura, a associação da idade e da posse de plano de saúde com a realização de exames preventivos, especialmente o de rastreamento do câncer de próstata.25 No que concerne ao status ocupacional destaca-se que a motivação para a realização do exame pode estar relacionada a especificidades do próprio status, como o fato de estar aposentado, inclusive por doença, e pela relativa disponibilidade para o cuidado, e a licença médica que também pode influenciar os hábitos masculinos em relação à procura pelos exames preventivos.

Ter companheira e filhos não se mantiveram associados à realização de exames preventivos, porém, são fatores importantes e que precisam ser mais investigados e considerados por profissionais de saúde nas ações desenvolvidas junto aos homens. Em estudo realizado com homens idosos também foi evidenciado que aqueles com companheira realizavam mais exames periódicos de prevenção,25 o que reitera a força do exemplo e do papel feminino de orientação no comportamento masculino em saúde. Além disso, constatou-se, no presente estudo, que os homens que possuíam filhos referiram significativamente menos a não realização de exames preventivos, o que endossa a importância de se conhecer a rede apoiadora e as inter-relações desses homens adultos. Estudo realizado junto a homens em tratamento de câncer mostrou que as formas de apoio construídas e consolidadas com o tempo impactaram de maneira saudável no decorrer de suas vidas, e que a família foi importante no momento de tomada de decisão quanto à realização de exames.26

A prevalência de automedicação entre os homens foi de 44,7%, menor que a evidenciada em Uganda27 e, em Belém, de 59,3%.28 Em estudo realizado na Guatemala, verificou-se que a automedicação foi maior entre as mulheres.29 Por outro lado, em Aragón-Espanha identificou-se prevalência de 11,5% de automedicação entre mulheres e idosos,30 o que pode sugerir relação inversa entre busca de serviços de saúde e automedicação, considerando-se que mulheres e idosos buscam mais frequentemente esses serviços. Mesmo que não se tenha constatado fatores associados à automedicação, mostra-se necessário o empenho em ações educativas e de vigilância por profissionais de saúde, no sentido de estimular o uso racional de medicamentos e, ainda, combater reações adversas, interações medicamentosas e baixa adesão a terapêuticas prescritas entre homens adultos.

Quanto a não realização de qualquer atividade de lazer, a prevalência encontrada mostra-se relativamente baixa (36,3%). Pesquisa desenvolvida em diferentes países como Alemanha, Itália, Espanha, Estados Unidos da América e países do Reino Unido, mostra que a realização de atividades de lazer, seja passivo ou ativo, foi maior entre os homens do que entre as mulheres, porém, isto tende a ocorrer entre indivíduos idosos.31 Semelhante ao evidenciado em outros comportamentos, a renda familiar e a classe econômica estiveram associadas inversamente a não realização de atividades de lazer, configurando-se em variáveis importantes quando se busca investigar o comportamento em saúde entre os homens.

Os participantes deste estudo pertencentes à classe econômica C apresentaram prevalência e chance maiores de não desenvolverem qualquer atividade de lazer, o que indica a necessidade de atenção a essa parcela da população. Acredita-se que a associação de não lazer com a classe econômica C possa ser explicada pelo menor poder econômico e consequente menor acesso às opções de lazer, e a questões culturais, pois alguns tipos de lazer podem ser praticados sem grandes ou nenhuma demanda financeira.

A disponibilidade da atenção gratuita à saúde para as classes de menor poder econômico e o investimento governamental para ampliação de ações voltadas à população masculina devem colaborar para que os homens menos favorecidos economicamente também possam acessar cuidados preventivos nos serviços de saúde. Destarte, a realização de exames periódicos pode contribuir para a melhora dos indicadores de saúde masculina, especialmente quanto à mortalidade decorrente de doenças cardiovasculares e neoplasias malignas.

CONCLUSÃO

Os resultados do presente estudo apontam para altas prevalências de alguns comportamentos de risco à saúde e, além disso, mostram que diferentes fatores sociodemográficos estão associados a esses comportamentos, de modo a aumentar a chance de ocorrência ou a proteção. De modo geral, os fatores associados aos comportamentos estão relacionados ao trabalho e a questões econômicas, os quais, embora não sejam modificáveis pelos profissionais de saúde, devem ser considerados na implementação das ações em saúde do homem. Ademais, a busca ou disponibilidade de uma rede de suporte para o homem adulto deve ser incorporada ao planejamento das ações.

Ressaltam-se limitações metodológicas que devem ser observadas em investigações futuras sobre o comportamento masculino em saúde, como o tipo de estudo transversal que não permite estabelecer relações de causalidade, a utilização de instrumento de pesquisa não testado, os horários de coleta de dados, que dificultaram contato com homens que trabalhavam. Além disso, considera-se necessário categorizar a variável tabagismo conforme o número de cigarros consumidos diariamente, e substituir renda familiar, por renda per capita.

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Recebido: 02 de Fevereiro de 2015; Aceito: 12 de Maio de 2015

Correspondência: Guilherme Oliveira de Arruda, Rua Dr. Saulo Porto Virmond, n. 768, ap. 104, 87005-090 - Chácara Paulista, Maringá, PR, Brasil. E-mail: enfgoa@gmail.com

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