SciELO - Scientific Electronic Library Online

 
vol.50 número1Qual a conduta no paciente com neoplasia pulmonar de células não pequenas e metástase cerebral única?Utilização de máscara laríngea. Uma prática habitual em pediatria? índice de autoresíndice de materiabúsqueda de artículos
Home Pagelista alfabética de revistas  

Servicios Personalizados

Revista

Articulo

Indicadores

Links relacionados

Compartir


Revista da Associação Médica Brasileira

versión impresa ISSN 0104-4230versión On-line ISSN 1806-9282

Rev. Assoc. Med. Bras. v.50 n.1 São Paulo  2004

https://doi.org/10.1590/S0104-42302004000100012 

À BEIRA DO LEITO
CLÍNICA CIRÚRGICA

 

Apendicectomia convencional: qual a melhor incisão?

 

 

Elias Jirjoss Ilias; Osvaldo Antonio Prado Castro; Paulo Kassab

 

 

A apendicite aguda é a doença de tratamento operatório mais comum do trato digestivo. Seu diagnóstico é basicamente clínico e os exames de laboratório e de imagem são complementares. A dúvida diagnóstica pode levar o cirurgião a utilizar outros tipos de incisão que não a de McBurney.

A incisão de McBurney deve ser a de escolha para a apendicectomia convencional, por dar uma ótima abordagem do apêndice e ter poucas complicações tardias como as hérnias incisionais.

Quando houver dúvida diagnóstica, principalmente em mulheres, ou quando houver massa palpável no exame clínico, deve-se optar pela incisão paramediana ou mediana. Outro procedimento que pode ajudar na escolha da incisão é a palpação do abdômen com o doente anestesiado. Se for palpável uma massa em fossa ilíaca direita, não se deve realizar a incisão de McBurney, devido a dificuldades de sua ampliação e para a realização de ressecções intestinais.

Nos quadros de dor abdominal com tempo de sintomatologia muito prolongado, o cirurgião deve estar atento para a possibilidade de se tratar de uma apendicite complicada e não utilizar incisões que não permitam a ampliação adequada. O ultra-som de abdômen e a tomografia computadorizada nestes casos ajudam na escolha da melhor incisão, uma vez que podem mostrar abscessos intracavitários, grandes bloqueios de alças intestinais ou líquido livre na cavidade abdominal e pélvica, que normalmente necessitam de incisões amplas para o seu tratamento.

 

Referências

1. Rocha PRS, Marques Filho J, Marques CTM. Apendicite aguda. In: Rocha PRS, Souza C, editores. Abdome agudo. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan; 1982. p.192-207.

2. Bennion RS, Thompson Jr. JE. Appendicitis. In: Fry DE, editor. Surgical infections. Boston: Little, Brown and Company; 1995. p.241-50.

Creative Commons License Todo el contenido de esta revista, excepto dónde está identificado, está bajo una Licencia Creative Commons