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Revista da Associação Médica Brasileira

Print version ISSN 0104-4230

Rev. Assoc. Med. Bras. vol.57 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2011

https://doi.org/10.1590/S0104-42302011000100016 

ARTIGO ORIGINAL

 

Excesso de peso e adiposidade central em adultos de Teresina-PI

 

 

Lorena Guimarães Martins HolandaI; Maria do Carmo de Carvalho e MartinsII; Manoel Dias de Souza FilhoIII; Cecília Maria Resende Gonçalves de CarvalhoIV; Regina Célia de AssisV; Lívia Maria Moura LealI; Lorena Patrícia Leal MesquitaI; Emanuella Machado CostaI

IGraduação em Medicina pela Universidade Federal do Piauí - UFPI, Teresina, PI
IIDoutorado em Ciências Biológicas; Professora do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, UFPI; Professora do Departamento de Biofísica e Fisiologia, UFPI e Professora da Faculdade NOVAFAPI, Teresina,PI
IIIMestrado em Ciências e Saúde; Professor da UFPI, Campus Ministro Reis Veloso, Parnaíba, PI
IVDoutorado em Ciência da Nutrição pela Universidade Estadual de Campinas; Professora do Programa de Pós-Graduação em Alimentos e Nutrição, UFPI; Professora do Departamento de Nutrição da UFPI, Teresina, PI
VDoutorado em Bioquímica pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo -USP; Professora do Departamento de Bioquímica e Farmacologia da UFPI, Teresina, PI

Correspondência para

 

 


RESUMO

OBJETIVO: Determinar a prevalência de excesso de peso e adiposidade abdominal em adultos residentes na zona urbana da cidade de Teresina-PI.
MÉTODOS: Estudo transversal com amostra probabilística por conglomerados. Foram avaliados 464 adultos, entre 20 e 59 anos, residentes na zona urbana do município de Teresina-PI. O estado nutricional foi classificado com base no Índice de Massa Corporal (IMC), e o acúmulo de gordura abdominal foi estimado pela medida da circunferência da cintura. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p<0,05).
RESULTADOS: As prevalências de sobrepeso e obesidade segundo IMC foram, respectivamente, de 30% e 7,7%. Houve aumento na proporção de sobrepeso e obesidade entre os homens com o aumento da renda familiar. Maiores proporções de obesidade abdominal foram encontradas entre os indivíduos na faixa etária de 50 a 59 anos, com relação conjugal estável e não fumantes. Não houve associação entre a renda individual ou familiar com a presença de obesidade abdominal na população.
CONCLUSÃO: A prevalência de excesso de peso na população do estudo segue tendência nacional. As proporções de sobrepeso e de obesidade foram maiores entre os homens e aumentaram com a idade. Mulheres e indivíduos com união conjugal estável mostraram maior tendência à obesidade abdominal.

Unitermos: Sobrepeso; obesidade; índice de massa corporal; circunferência da cintura.


 

 

Introdução

A obesidade é uma doença crônica que se constitui em reconhecido fator de risco para muitas outras doenças debilitantes e de alto custo social, como diabetes tipo 2, hipertensão arterial, acidentes vasculares cerebrais, cardiopatias, dislipidemias e alguns tipos de câncer1.

O padrão de distribuição da gordura corporal pode revelar alguma predisposição do indivíduo para o desenvolvimento de complicações, sendo amplamente conhecido que a distribuição central de adiposidade está associada a distúrbios metabólicos e a risco cardiovascular2. Nesse sentido, tem sido demonstrado que a obesidade abdominal pode elevar em até dez vezes o risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2, além de também constituir-se em fator de risco para hipertensão arterial em adultos com idade entre 20 e 45 anos3.

As prevalências de excesso de peso e obesidade são universalmente crescentes, atingindo segundo estimativas da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF), respectivamente, cerca de 40% e 12,7% da população adulta brasileira em 2002-20034. A prevalência elevada de sobrepeso, tanto em países em desenvolvimento como nos desenvolvidos, está associada a uma elevada incidência de várias patologias clínicas e cirúrgicas5.

A antropometria é o método mais utilizado no diagnóstico da obesidade por ser o mais barato, não invasivo, universalmente aplicável e com boa aceitação pela população6. Entre os indicadores antropométricos mais utilizados estão o Índice de Massa Corporal e a circunferência da cintura. Em nível populacional, a medida da circunferência da cintura tem a vantagem de ser prática e de fácil utilização em estudos de grande escala, bem como nas ações de promoção à saúde, possibilitando identificar níveis de intervenção na população7.

Dessa forma, o propósito do presente estudo é identificar a prevalência de excesso de peso e adiposidade central em adultos da zona urbana da cidade de Teresina-PI.

 

Métodos

O presente trabalho constitui-se em um estudo transversal de base domiciliar, com amostragem probabilística por conglomerados. O cálculo do tamanho da amostra baseouse em resultado da POF, que estimou em 40% a prevalência de excesso de peso para a população adulta do Brasil4. Foi estabelecido nível de confiança de 95% e margem de erro de 3%. A amostra foi distribuída em cinco estratos ordenados segundo zoneamento fornecido pelo Censo8, e esses redistribuídos em conglomerados correspondentes aos bairros de cada zona de Teresina-PI.

As variáveis estudadas foram divididas em dois blocos. No primeiro estavam as variáveis de natureza sociodemográfica como idade, sexo, estado civil, religião, raça, número de pessoas residentes no domicílio, grau de instrução e renda familiar e individual. No segundo bloco, estavam as variáveis antropométricas, ou seja, peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC) e circunferência da cintura (CC).

As medidas de peso e estatura foram realizadas com o indivíduo descalço e usando roupas leves. A estatura foi aferida para os 0,5 cm mais próximos, com uma fita métrica fixada verticalmente em uma parede de modo a fazer um ângulo de 90º com o piso. O peso foi medido em uma balança portátil, previamente aferida para os 0,1 kg mais próximos. A CC foi obtida utilizando-se fita métrica inelástica, com escala de 0,5 cm colocada sem fazer pressão, em plano horizontal na menor circunferência entre a porção inferior da última costela e a crista ilíaca9.

O estado nutricional global foi classificado a partir do Índice de Massa Corporal (IMC) com base nos pontos de corte propostos pela OMS10, sendo peso normal definido como IMC >18,5 e < 25kg/m2; sobrepeso como IMC > 25 e < 30kg/m2 e obesidade como IMC > 30 kg/m2. O termo excesso de peso foi utilizado para agrupamento formado pelos indivíduos com sobrepeso ou obesidade, ou seja, indivíduos com IMC > 25kg/m2 .

Em caráter complementar, utilizou-se a circunferência da cintura (CC) com o objetivo de identificar o padrão de distribuição da massa adiposa, a qual além de estar correlacionada com a massa de gordura abdominal (subcutânea e intra-abdominal), é considerada como indicador do risco para doenças cardiometabólicas11. A circunferência da cintura foi classificada, segundo os pontos de corte sugeridos pela OMS10, como aumentada quando maior ou igual a 80 cm para as mulheres e maior ou igual a 94 cm para os homens, e muito aumentada quando maior ou igual a 88 cm para as mulheres e maior ou igual a 102 cm para os homens.

O projeto do estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal do Piauí. O estudo foi realizado respeitando as recomendações da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde sobre pesquisa envolvendo seres humanos12 e o determinado na Declaração de Helsinki13. Os participantes do estudo assinaram um termo de consentimento livre e esclarecido, após esclarecimentos sobre objetivos do estudo e possíveis benefícios e riscos atrelados à sua execução.

Os dados foram processados nos programas BioEstat 5.014 e EpiInfo 6.04b15. O nível de significância foi estabelecido em 5% (p<0,05) e foram utilizados os testes estatísticos de Análise de Variância (ANOVA), Teste post-hoc de Tukey e Quiquadrado.

 

Resultados

Fizeram parte do estudo 464 indivíduos de 20 a 59 anos, com média de idade de 35,82 anos, sendo a maioria do sexo feminino (64,6%). Ao avaliar a distribuição da população estudada em relação ao estado nutricional, observou- se que 30% e 7,7% dos adultos apresentavam, respectivamente, sobrepeso e obesidade. Em relação ao gênero, a proporção de indivíduos com excesso de peso, ou seja, IMC acima de 25 kg/m2, foi de 35,4% para mulheres e 42% para homens (Tabela 1).

A Tabela 2 mostra a distribuição da prevalência de sobrepeso e obesidade baseada no IMC por característica socioeconômica da população, segundo gênero. Entre os indivíduos que possuíam união conjugal estável, 44,8% (p=0,014) das mulheres apresentavam excesso de peso, sendo essa proporção entre os homens de 54,8% (p=0,0008). Não houve associação entre renda individual com a prevalência de sobrepeso e obesidade para homens ou mulheres, mas foi observado aumento na proporção de sobrepeso e obesidade entre os homens com o aumento da renda familiar (p=0,02).

Observou-se também que entre as mulheres de 50 a 59 anos a proporção de sobrepeso e obesidade foi de 70,5% (p=0,0001), enquanto nessa mesma faixa etária a proporção de sobrepeso e obesidade entre os homens foi de 50%. Na faixa etária de 40 a 49 anos, a proporção de indivíduos do sexo masculino com sobrepeso e obesidade foi de 59,1% (p=0,027) (Tabela 2).

Verificou-se ainda que 57,4% das mulheres que praticavam atividade física eram obesas ou estavam com sobrepeso (p=0,0006), mas essa relação positiva não foi encontrada entre os homens (p=0,57). Entre as mulheres que concluíram o ensino superior, cerca de 24% apresentavam IMC acima de 25 kg/m2, embora essa proporção tenha sido maior entre as mulheres que não atingiram esse grau de escolaridade (41,6%) (p=0,02). Entre os homens, a escolaridade não mostrou associação com o IMC (p=0,71) (Tabela 2).

Ainda em relação aos resultados apresentados na Tabela 2, observou-se entre as mulheres fumantes proporção de sobrepeso e obesidade de 24,1% (p=0,0008), sendo tal proporção igual a 61,7% entre as não fumantes. Em relação aos não fumantes do sexo masculino, cerca de 60% apresentavam IMC acima de 25 kg/m2 e entre os fumantes a proporção foi de 36,4% (p=0,04). Quanto aos antecedentes familiares de obesidade, não foi encontrada associação com as características de sobrepeso e obesidade (p>0,05).

A Tabela 3 apresenta a distribuição da prevalência de obesidade abdominal na população estudada em ambos os sexos, observando-se maiores proporções de obesidade abdominal entre os indivíduos na faixa etária de 50 a 59 anos, com união conjugal estável e não fumantes (p<0,05). Além disso, não foi observada associação entre a renda individual ou familiar com a presença de obesidade abdominal na população (p>0,05).

A análise dos resultados apresentados na Tabela 3 revela que 61,3% das praticantes de atividade física (p=0,0002) e 43,6% das mulheres que não concluíram o ensino superior (p=0,01) apresentavam obesidade abdominal. Além disso, entre os indivíduos do sexo masculino foi encontrada associação entre antecedente familiar de obesidade e presença de obesidade abdominal (p=0,04), mas tal relação não estava presente entre as mulheres (p=0,62).

 

Discussão

A OMS16 considera o sobrepeso e a obesidade como os principais problemas de saúde pública da população mundial, atingindo todas as faixas etárias. No presente estudo, as prevalências de sobrepeso (30%) e obesidade (7,7%) observadas foram concordantes com o padrão nacional4.

Os resultados da POF na população masculina revelaram prevalências de excesso de peso e obesidade de 41% e 8,9%, respectivamente. Na população feminina, 40% das mulheres têm excesso de peso e 13,1% são obesas4. No presente estudo, ao analisar as proporções de sobrepeso e obesidade entre os sexos, observou-se que cerca de 28% das mulheres e 33,5% dos homens tinham sobrepeso, enquanto pouco mais de 7% das mulheres e 8,5% dos homens eram obesos. Tais resultados foram inferiores aos encontrados por Gigante et al.17 no estudo sobre a prevalência de excesso de peso e obesidade e fatores associados no Brasil, em que 39% das mulheres e 47% dos homens tinham sobrepeso e, em ambos os sexos, 11% dos indivíduos eram obesos.

Observou-se ainda que as proporções de sobrepeso e obesidade aumentaram com a idade, sendo esta característica proporcionalmente maior entre as mulheres. Tais resultados estão em concordância com os dados da POF 2002-2003, em que a relação da obesidade com a idade reproduz, em parte, o padrão para o excesso de peso, o qual tende a aumentar com a idade, de modo mais lento e prolongado para as mulheres (20 a 64 anos) e de modo mais rápido para os homens (20 a 54 anos) 4.

Francischi et al3 justificam o ganho de peso com o envelhecimento em razão de fatores como declínio na taxa de metabolismo basal em consequência da perda de massa muscular, diminuição da prática de atividades físicas e aumento no consumo alimentar.

Quando se estuda a estratificação por renda, verifica-se incremento da prevalência de sobrepeso e obesidade com o aumento de renda para homens, achado também descrito por Abrantes et al18. Por outro lado, Monteiro et al.19 observaram maior prevalência de sobrepeso ou obesidade entre famílias de mais baixa renda.

No presente estudo a prevalência de sobrepeso e obesidade, identificada tanto pelo IMC quanto pela medida da CC, foi maior entre aqueles que possuíam união conjugal estável, sem diferenças entre os sexos. A influência da condição conjugal sobre o estado nutricional não está esclarecida, pois em alguns estudos, como o de Sarturi et al.20, não foram encontradas evidências de relação positiva entre essas variáveis, enquanto em outros, como o de Rosmond e Björntorp, utilizando a relação cintura/quadril, demonstrou-se que as mulheres casadas apresentavam maior risco de obesidade21.

A prática de exercício físico esteve relacionada a maior prevalência de sobrepeso e obesidade em mulheres, mas tal associação não foi encontrada entre os homens. Esse achado provavelmente justifica-se pelo fato de muitas pessoas iniciarem sua atividade física por estarem com excesso de peso. Mesmo assim, esses indivíduos seriam beneficiados por essa prática, uma vez que indivíduos fisicamente ativos apresentam melhora na sensibilidade à ação da insulina, na tolerância à glicose e no metabolismo lipídico e menor morbidade e mortalidade que os sedentários22.

Foi observada associação inversa entre excesso de peso e escolaridade entre as mulheres, de modo semelhante ao encontrado no estudo de Gigante et al.17, porém o grau de escolaridade não esteve associado com o excesso de peso entre os homens.

A deposição de gordura na região abdominal é fator de risco cardiovascular e de distúrbio na homeostase glicose- insulina mais grave do que a obesidade generalizada23. E tem sido demonstrada associação positiva entre o aumento da circunferência da cintura com maiores níveis de pressão arterial24. Neste estudo, a presença de obesidade abdominal avaliada por meio da circunferência da cintura esteve relacionada com gênero e idade, corroborando com o observado por Martins et al.25, que encontraram aumento da prevalência de obesidade abdominal com a idade, além de maior prevalência entre as mulheres. Diferente do estudo de Veras et al.26 entre estudantes universitários, em que não foi demonstrada relação da obesidade abdominal com o sexo dos participantes.

Observou-se forte concordância entre a classificação de obesidade pelo IMC e CC entre as mulheres. Fato também observado por Velásquez-Meléndez et al.23 que relataram concordância de mais de 80% entre o sobrepeso e obesidade determinados pelo IMC e CC em mulheres.

Em relação à prática de exercício, o presente estudo diverge dos demais, pois verificou-se maior prevalência de obesidade abdominal entre os praticantes de atividade física, enquanto na literatura observa-se relação entre a obesidade e o sedentarismo27. Como citado anteriormente, esse resultado provavelmente está relacionado ao fato de que os praticantes de atividade física geralmente já possuíam problemas com o peso.

No presente estudo, o hábito de fumar mostrou-se associado à obesidade classificada tanto pelo IMC quanto pela medida da CC, encontrando-se maiores prevalências de obesidade entre não fumantes. Outros estudos também têm descrito maiores prevalências de obesidade entre não fumantes e ex-fumantes. Contudo, tais dados devem ser analisados com cautela, pois não há evidência conclusiva de ligação direta entre o tabagismo, a facilitação da perda de peso e a manutenção do peso corporal em estado estável ou de grande efeito de parar de fumar sobre o ganho de peso corporal28. Por outro lado, mesmo que o tabagismo exercesse efeito comprovado sobre o ganho de peso, tal efeito seria menor que os benefícios associados aos hábitos de vida mais saudáveis, entre eles o abandono do vício2.

 

Conclusão

A prevalência de sobrepeso e obesidade na população da zona urbana de Teresina-PI segue a tendência brasileira, enquadrando-se como grupo alvo de ações de saúde destinadas ao controle de doenças e agravos não transmissíveis. As proporções de sobrepeso e a obesidade foram maiores no sexo masculino e aumentaram com a idade, principalmente entre as mulheres. As mulheres mostraram maior tendência à obesidade abdominal, assim como os indivíduos com união conjugal estável.

 

Referências

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Correspondência para:
Manoel Dias de Souza Filho
Rua Equador, n. 118 - Conjunto Jardim Esperança 3 - Ceará
Parnaíba-PI, CEP: 64.215-620
Tel: (86)9924-3868
manoelfilhoprofessor@hotmail.com; manoeldias@ufpi.edu.br

Artigo recebido: 24/07/2010
Aceito para publicação: 30/09/2010
Conflito de interesses: Não há.

 

 

Trabalho realizado na Universidade Federal do Piauí - UFPI, Teresina, PI

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