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CERNE

versão impressa ISSN 0104-7760

CERNE vol.20 no.1 Lavras jan./mar. 2014

https://doi.org/10.1590/S0104-77602014000100018 

Miniestaquia de Eucalyptus benthamii: efeito do genótipo, AIB, zinco, boro e coletas de brotações

 

Mini-cutting of Eucalyptus benthamii: effect of the genotype, IBA, zinc, boron and shoots collection

 

 

Gilvano Ebling BrondaniI, *; Francisco José Benedini BaccarinII; Tábata BergonciII; Antonio Natal GonçalvesII; Marcilio de AlmeidaII

IUniversidade Federal de Mato Grosso - Cuiabá, Mato Grosso, Brasil
IIUniversidade de São Paulo - Piracicaba, São Paulo, Brasil

 

 


RESUMO

Objetivou-se avaliar o enraizamento adventício em miniestacas de Eucalyptus benthamii em relação ao genótipo, concentrações de Zn e B, coleta de brotações e aplicação de AIB. As brotações foram oriundas de minicepas fertirrigadas com soluções nutritivas variando nas concentrações de Zn e B (S1 - isento de Zn e B, S2 - 0,5 mg L-1 de Zn, S3 - 0,5 mg L-1 de B, S4 - 0,5 mg L-1 de Zn e B, S5 - 1,0 mg L-1 de Zn e B, S6 - 2,0 mg L-1 de Zn e B). A região basal da miniestaca foi imersa durante 10 s em solução contendo 2.000 mg L-1 de AIB, sendo uma solução isenta de AIB utilizada como controle. Avaliaram-se a sobrevivência das miniestacas na saída da casa de vegetação, na saída da casa de sombra e em área de pleno sol. Em área de pleno sol foram avaliadas apenas as miniestacas enraizadas, e destas, o comprimento total do sistema radicial. O enraizamento adventício em miniestacas de Eucalyptus benthamii dependeu do material genético, da coleta de brotações, da aplicação de AIB e das concentrações de Zn e B. A porcentagem de enraizamento foi baixa, sendo que os materiais genéticos foram considerados de difícil propagação pela miniestaquia. Em termos gerais, as miniestacas obtidas de minicepas fertirrigadas com as soluções nutritivas S5 (1,0 mg L-1 de Zn e B) e S6 (2,0 mg L-1 de Zn e B) associadas a presença de AIB na concentração de 2.000 mg L-1 apresentaram os maiores índices de enraizamento.

Palavras-chave: Miniestaquia, rizogênese, clonagem, ácido indolbutírico.


ABSTRACT

The aim of this study was to evaluate the induction of adventitious rooting in Eucalyptus benthamii mini-cuttings regarding to genotype, Zn and B concentrations, shoot collections and IBA application. Shoots for the mini-cuttings confection were collected from mini-stumps fertigated with nutrient solutions containing different concentrations of Zn and B (S1 - free of Zn and B, S2 - 0.5 mg L-1 Zn, S3 - 0.5 mg L-1 B, S4 - 0.5 mg L-1 Zn and B, S5 - 1.0 mg L-1 Zn and B, S6 - 2.0 mg L-1 Zn and B). The basal portion of the mini-cuttings was immersed for 10 s in a solution containing 2,000 mg L-1IBA. A free IBA solution was used as control. The mini-cuttings survival in greenhouse, shade-house and in full sun area were evaluated. In full sun area, only the rooted mini-cuttings were evaluated, and of these, the total length of the root system was measured. The adventitious rooting of Eucalyptus benthamii mini-cuttings depended of the genotype, Zn and B concentrations, shoots collections and IBA application. In general, the adventitious rooting percentage was low, and the genotypes were considered difficult to propagation by mini-cuttings technique. The mini-cuttings collected of mini-stumps fertigated with nutrient solutions S5 (1.0 mg L-1 Zn and B) and S6 (2.0 mg L-1 Zn and B) associated with the presence of IBA in the concentration of 2,000 mg L-1 presented the greater adventitious rooting percentage.

Key words: Mini-cutting technique, rhyzogenesis, cloning, indole-3-butyric acid.


 

 

1 INTRODUÇÃO

A técnica de miniestaquia é a mais utilizada pelas grandes empresas florestais para a clonagem de genótipos selecionados de Eucalyptus, possibilitando consideráveis ganhos de produtividade decorrentes do aumento dos índices de enraizamento e da redução do tempo na formação da muda em comparação com a estaquia (ALFENAS et al., 2004). Contudo, existem espécies consideradas de difícil enraizamento, tal como o Eucalyptus benthamii (GRAÇA et al., 1999), que apesar de ser uma espécie de interesse para a composição de plantios florestais homogêneos em regiões mais frias, ainda não existe protocolo eficiente para a obtenção em larga escala de mudas clonais.

Em sistemas de minijardins clonais os nutrientes são fornecidos, preferencialmente, por gotejamento a cada minicepa, regulando a vazão e concentração de nutrientes para garantir a produção de brotações com qualidade nutricional adequada (HIGASHI et al., 2002), sendo que o Zn e B são micronutrientes que se destacam em relação a rizogênese (CUNHA et al., 2009). Seguindo esse princípio, Cunha et al. (2005) avaliaram a produção e sobrevivência de minicepas de Eucalyptus benthamii conduzidas em sistemas de minijardins clonais em hidroponia e tubete. Os autores concluíram que ambos os tipos de manejo foram tecnicamente viáveis para a produção de brotações para a confecção de miniestacas durante todo o ano. Contudo, o efeito da composição da solução nutritiva em relação aos índices de enraizamento não foi avaliado. Higashi et al. (2002) salientam que não existe uma solução nutritiva padrão que possa ser aplicada para todas as espécies florestais em condições de cultivo intensivo, sendo que os nutrientes necessários para o desenvolvimento são os mesmos, porém as quantidades exigidas para cada espécie são diferenciadas.

Aplicações de fitorreguladores promovem efeitos positivos à rizogênese em espécies difíceis de enraizar, sendo que o ácido indolbutírico (AIB) é o mais utilizado (ALMEIDA et al., 2007; BRONDANI et al., 2010a; DIAS et al., 2012; TRUEMAN; ADKINS, 2013; WENDLING et al., 2000; WENDLING; XAVIER, 2005). As concentrações de AIB para induzir a rizogênese variam muito entre as espécies de Eucalyptus (ALMEIDA et al., 2007; BRONDANI et al., 2010a; BRONDANI et al., 2010b; CORRÊA; FETT-NETO, 2004; TITON et al., 2003; WENDLING et al., 2000), sendo necessário estabelecer concentrações ideais de acordo com cada situação de manejo no viveiro e tipo de material genético. Com base no exposto, objetivou-se avaliar o enraizamento adventício em miniestacas de Eucalyptus benthamii em relação ao genótipo, coleta de brotações, aplicação de AIB e concentrações de Zn e B.

 

2 MATERIAL E MÉTODOS

2.1 Constituição do minijardim clonal

As unidades experimentais foram compostas por mudas clonais de Eucalyptus benthamii (clones BP101, BP118 e BP120) propagadas pelo processo de miniestaquia (ALFENAS et al., 2004) e cultivadas em vasos plásticos (18 x 16 x 45 cm) com duas aberturas na porção inferior (Figura 1 A). O substrato foi composto por areia, fração fina (0,10 mm < diâmetro de partícula < 0,25 mm), o qual foi lavado com água deionizada por cinco vezes, seguido de autoclavagem durante 20 minutos a 121°C (1,0 kgf cm2). Nos vasos foram plantadas seis mudas no espaçamento 10 x 8 cm, sendo duas mudas de cada clone dispostas sequencialmente. Após sete dias efetuou-se a quebra do caule das mudas a 10 cm acima da base com a finalidade induzir o crescimento de brotações axilares (Figura 1 B), sendo realizada poda da parte aérea a 7 cm acima da base da muda para a formação da minicepa (Figura 1 C-D).

 


 

2.2 Manejo das minicepas

O minijardim clonal foi instalado em condições de estufa recoberta com polietileno transparente e composta por dois sistemas de ventiladores. A cada sete dias adicionou-se 100 mL de solução nutritiva básica por minicepa (Tabela 1), sendo realizada irrigação com água deionizada diariamente. A cada semana foi realizada lavagem da areia com água deionizada para evitar a salinização.

 

 

2.3 Coleta das brotações e preparo das miniestacas

As miniestacas foram preparadas com um corte reto na região basal, mantendo-se o ápice, dois pares de folhas (50% da área total foliar) e dois pares de gemas sem as folhas na porção inferior, apresentando comprimento médio de 7 cm (± 2 cm).

2.4 Variação de Zn e B na solução nutritiva

Diferentes concentrações de zinco (Zn) e boro (B) foram fornecidas via solução nutritiva (S1 - isento de Zn e B, S2 - 0,5 mg L-1 de Zn, S3 - 0,5 mg L-1 de B, S4 - 0,5 mg L-1 de Zn e B, S5 - 1,0 mg L-1 de Zn e B, S6 - 2,0 mg L-1 de Zn e B). O Zn foi fornecido na forma de sulfato de zinco (ZnSO4.7H2O / 287,54) e o B foi fornecido na forma de ácido bórico (H3BO3 / 61,83).

2.5 Aplicação de AIB

A região basal da miniestaca foi imersa durante 10 s em solução hidroalcoólica (1:1, água:álcool, v/v) nas concentrações de 0 (isento de AIB) ou 2.000 mg L-1 de AIB. Ao longo do experimento avaliaram-se a sobrevivência das miniestacas na saída da casa de vegetação (SCV), na saída da casa de sombra (SCS) e em área de pleno sol (APS). Em área de pleno sol (APS) foram avaliadas apenas as miniestacas enraizadas, e destas, o comprimento total do sistema radicial (CTSR) a partir do software SIARCS (EMBRAPA, 1996).

2.6 Condições de enraizamento

As miniestacas foram inseridas a 2 cm de profundidade em substrato (vermiculita média e substrato a base de casca de pinus decomposta, 2:1, v/v) que foi distribuído em tubete cônico (55 cm3). As miniestacas permaneceram entre 35 a 42 dias em casa de vegetação automatizada com nebulização intermitente. Após, as miniestacas foram transferidas para casa de sombra (sombrite de 50%), onde permaneceram por 14 a 21 dias. Após o processo de aclimatação, as miniestacas foram transferidas para uma área de pleno sol, visando a rustificação e crescimento por 30 dias. Da casa de sombra até a avaliação em área de pleno sol, as miniestacas receberam fertirrigação semanal (2 L m-2) com a solução nutritiva básica (Tabela 1), acrescida de 0,1 mg L-1 de Zn e 0,1 mg L-1 de B. Os valores da temperatura do ar (máxima, média e mínima) foram coletados diariamente.

2.7 Delineamento experimental e análise estatística dos dados

O experimento foi conduzido no delineamento inteiramente casualizado em arranjo fatorial (3x8x6x2) com parcelas subdivididas no tempo, sendo os fatores constituídos por três clones, oito coletas de brotações, seis combinações de Zn e B, na ausência e presença de AIB, com cinco repetições de 10 a 20 miniestacas por repetição. Os dados mensurados foram submetidos ao teste de Hartley (P<0,05) e Lilliefors (P<0,05) previamente à análise de variância (ANOVA, P<0,05 e P<0,01), sendo as médias comparadas pelo teste de Tukey (P<0,05). Realizou-se análise de correlação de Pearson (P<0,01 e P<0,05) das médias das temperaturas máximas, médias e mínimas com os dados biométricos.

 

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO

De acordo com a análise de variância houve interação significativa entre a coleta de brotações, clone, solução nutritiva e regulador de crescimento para a sobrevivência na saída da casa de vegetação (SCV), sobrevivência na saída da casa de sombra (SCS), enraizamento em área a pleno sol (EPS) e comprimento total do sistema radicial (CTSR) de miniestacas de Eucalyptus benthamii. A sobrevivência das miniestacas na saída da casa de vegetação (Tabela 2), sobrevivência na saída da casa de sombra (Tabela 3) e enraizamento das miniestacas em área de pleno sol (Tabela 4) apresentaram grande variabilidade de resposta.

Em termos gerais os valores da SCV foram elevados, sendo que a média foi de 90,8% (Tabela 2). Os índices da SCV para Eucalyptus benthamii podem ser considerados elevados para a miniestaquia de Eucalyptus (ALFENAS et al., 2004). Segundo Wendling e Xavier (2005) geralmente os índices de SCV são elevados devido às condições ambientais (como a luz, umidade e temperatura) serem controladas adequadamente para garantir a sobrevivência dos propágulos até a indução do enraizamento. Valores elevados da sobrevivência miniestacas de Eucalyptus na saída da casa de vegetação foram reportados em vários trabalhos, e geralmente situam-se acima de 85%, como o observado para E. grandis x E. globulus, E. urophylla x E. globulus (BORGES et al., 2011); E. grandis x E. urophylla (GOULART et al., 2010), E. cloeziana (ALMEIDA et al., 2007), E. grandis (TITON et al., 2003; WENDLING; XAVIER, 2005) e E. benthamii x E. dunnii (BRONDANI et al., 2010a; BRONDANI et al., 2010b).

Os valores da SCS foram reduzidos, denotando elevada sensibilidade das miniestacas de Eucalyptus benthamii às alterações ambientais (umidade relativa do ar, temperatura e irrigação) durante a fase de aclimatação (chegando a ocorrer mais de 85% de mortalidade). A média geral da SCS foi de 64,3% (Tabela 3). Geralmente, as maiores diferenças entre as espécies, variedades ou híbridos de Eucalyptus são mais pronunciadas durante a fase de aclimatação em casa de sombra, onde que os índices de sobrevivência podem variar de 0 a 100% (ALFENAS et al., 2004). Ao considerar as espécies de Eucalyptus subtropicais, as diferenças de enraizamento são ainda maiores, podendo ocorrer até a perda total do material (BRONDANI et al., 2010a; BRONDANI et al., 2010b; CORRÊA; FETT-NETO, 2004). O fato da elevada sensibilidade das miniestacas de E. benthamii durante oprocesso de aclimatação denota a necessidade do desenvolvimento de um novo tipo de manejo (tanto na casa de vegetação quanto na casa de sombra) para minimizar as perdas.

A porcentagem de enraizamento apresentou valores reduzidos (Tabela 4) ao comparar com os índices apresentados para outras espécies de Eucalyptus propagadas pela técnica de miniestaquia, tais como o E. grandis x E. urophylla (GOULART et al., 2010) e E. grandis (TITON et al., 2003; WENDLING; XAVIER, 2005). Em termos médios, a porcentagem de enraizamento foi de 43,5%, sendo considerada uma espécie de difícil enraizamento. Apesar dos valores reduzidos de enraizamento, a média geral do CTSR foi de 125,0 cm e, as soluções S5 e S6 apresentaram os maiores valores para o CTSR (Tabela 5).

A correlação das temperaturas máximas, médias e mínimas com a SCV foi negativa, o que denota redução do enraizamento das miniestacas em casa de vegetação quando submetidas a elevadas temperaturas. O CTSR não apresentou correlação com os dados de temperatura da casa de vegetação, denotando pouca influência em termos da qualidade do sistema radicial (Tabela 6). Em termos gerais, a aplicação de AIB na concentração de 2.000 mg L-1 favoreceu a SCV, SCS, EPS e o CTSR para todos os materiais genéticos e as soluções S5 e S6 tenderam a favorecer os maiores valores de enraizamento. O pouco conhecimento a respeito dos fatores fisiológicos e ambientais que envolvem o enraizamento adventício em propágulos limitam a produção de mudas clonais de espécies florestais consideradas de difícil propagação.

 

 

A mortalidade das miniestacas de E. benthamii chegou a ser superior a 80% nas estações mais quentes, o que pode ser confirmado pela correlação negativa dos valores de temperatura com a sobrevivência durante a saída da casa de vegetação (Tabela 6), sendo esse comportamento semelhante ao observado para E. benthamii x E. dunnii (BRONDANI et al., 2010b). A elevada temperatura pode desnaturar enzimas, reduzir a absorção de nutrientes e alterar o metabolismo, o que prejudica o enraizamento adventício (CORRÊA; FETT-NETO, 2004), além de reduzir a capacidade morfogênica dos tecidos e favorecer a indução de calo na região basal (HARTMANN et al., 2011). A temperatura ótima para o enraizamento adventício varia entre as espécies, sendo alta para espécies tropicais e baixa para subtropicais (CORRÊA; FETT-NETO, 2004). Além disso, a presença de AIB na concentração de 2.000 mg L-1 apresentou acréscimos ao enraizamento adventício das miniestacas de E. benthamii, sendo que o seu efeito indutivo ficou condicionado as concentrações de Zn e B das soluções nutritivas que interferiram na qualidade nutricional da miniestaca, corroborando as observações de Schwambach et al. (2005) ao avaliarem o enraizamento de microestacas E. globulus.

De acordo com as observações de Schwambach et al. (2005) a deficiência de Zn pode ter reduzido a biossíntese de triptofano, e dessa forma, influenciado a redução dos teores endógenos das auxinas, dificultando o enraizamento das microestacas. Essa hipótese está de acordo no que tange a correlação do estado nutricional do propágulo com o aumento dos índices de enraizamento pela aplicação de regulador de crescimento (CUNHA et al., 2009; SCHWAMBACH et al., 2005). Sabe-se que o Zn é requerido para síntese de triptofano (POLLMANN et al., 2009) e as concentrações adequadas desse microelemento na miniestaca pode ter favorecido a síntese de auxinas endógenas promovendo a rizogênese nas miniestacas de E. benthamii. Esses resultados sugerem que os efeitos do AIB em nível morfogenético também estão associados aos aspectos nutricionais que as minicepas são condicionadas em sistemas de minijardins clonais, regulando a indução da formação de calo e/ou de raiz adventícia.

 

4 CONCLUSÕES

O enraizamento adventício em miniestacas de Eucalyptus benthamii dependeu do material genético, da coleta de brotações, da aplicação de AIB e concentrações de Zn e B. Os valores da porcentagem de enraizamento de Eucalyptus benthamii foram baixos, sendo os materiais genéticos considerados de difícil propagação pela miniestaquia. As miniestacas obtidas de minicepas que receberam as soluções nutritivas S5 (1,0 mg L-1 de Zn e B) e S6 (2,0 mg L-1 de Zn e B) associadas a presença de AIB na concentração de 2.000 mg L-1 apresentaram os maiores índices de enraizamento.

 

5 AGRADECIMENTOS

Os autores agradecem agradecemos à FAPESP, CAPES e Planflora Mudas Florestais pelo apoio concedido.

 

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Recebido: 25 de novembro de 2011
Aceito: 21 de agosto de 2013

 

 

* Autor para correspondência: gebrondani@yahoo.com.br

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