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Anais da Sociedade Entomológica do Brasil

Print version ISSN 0301-8059On-line version ISSN 1981-5328

An. Soc. Entomol. Bras. vol.27 no.2 Londrina June 1998

https://doi.org/10.1590/S0301-80591998000200013 

PROTEÇÃO DE PLANTAS

 

Seletividade de agroquímicos ao ácaro predador Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma (Acari: Phytoseiidae)

 

Agrochemical selectivity to predaceous mite Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma (Acari: Phytoseiidae)

 

 

Paulo R. ReisI; Luiz G. ChiavegatoII; Gilberto J. MoraesIII; Everaldo B. AlvesIV; Elber O. SousaIV

IEPAMIG/CRSM, Caixa postal 176, 37200-000, Lavras, MG
IIFCA/UNESP, Caixa postal 237, 18603-970, Botucatu, SP
IIIESALQ/USP, Caixa postal 9, 13418-900, Piracicaba, SP
IVUniversidade Federal de Lavras, Caixa postal 37, 37200-000, Lavras, MG

 

 


RESUMO

Testes de efeito adverso de agroquímicos sobre Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma (Acari: Phytoseiidae) foram conduzidos em laboratório, utilizando o método residual de contato com pulverização em superfície de vidro. Foram testados 42 produtos químicos, a maioria utilizada na citricultura brasileira. A mortalidade e o efeito dos produtos na reprodução do ácaro foram avaliados diariamente durante oito dias. Os produtos foram classificados quanto ao efeito total causado ao ácaro (combinação da mortalidade e efeito na reprodução) em quatro classes de toxicidade propostas pela IOBC/WPRS. Os resultados mostraram que cerca de 26% dos produtos testados foram inócuos (captan, clofentezine, fenbutatin oxide, fosetyl, hexythiazox, hidróxido de cobre, naled, oxicloreto de cobre, óxido cuproso e tetradifon), 14% levemente nocivos (abamectin, chlorothalonil, sulfato de cobre, thiophanate-methyl (PM) e ziram), 7% moderadamente nocivos (enxofre, parathion-methyl e thiophanate-methyl (SC)) e 52% nocivos ao ácaro (acrinathrin, amitraz, azinphos-ethyl, azocyclotin, benomyl, bifenthrin, bromopropylate, carbaryl, carbosulfan, chlorfenapyr, cyhexatin, dicofol, fenpropathrin, fenpyroximate, mancozeb, óleo mineral e vegetal, phosmet, propargite, quinomethionate, triazophos, e vamidothion).

Palavras-chave: Acari, citros, Citrus spp., manejo integrado de pragas, controle biológico, inimigo natural.


ABSTRACT

The side-effects of agrochemical to Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma (Acari: Phytoseiidae) were studied in laboratory using the residual contact spray method in glass surface. Forty-two plant protection products, used in Brazilian citrus orchards, were tested. Mite mortality and fecundity were evaluated for eight days. Tested products were ranked in toxicity classes, according to IOBC/WPRS system, by the total effect (combination of mortality and reproduction effect). The results showed that ca. 26% of the tested products were harmless (captan, clofentezine, fenbutatin oxide, fosetyl, hexythiazox, copper hydroxide, naled, copper oxychloride, cuprous oxide and tetradifon), 14% slightly harmful (abamectin, chlorothalonil, copper sulphate, thiophanate-methyl (PM) and ziram), 7% moderately harmful (sulfur, parathion-methyl and thiophanate-methyl (SC)) and 52% harmful to the mite (acrinathrin, amitraz, azinphos-ethyl, azocyclotin, benomyl, bifenthrin, bromopropylate, carbaryl, carbosulfan, chlorfenapyr, cyhexatin, dicofol, fenpropathrin, fenpyroximate, mancozeb, mineral and vegetable oils, phosmet, propargite, quinomethionate, triazophos and vamidothion).

Key words: Acari, citrus, Citrus spp., integrated pest management, biological control, natural enemy.


 

 

Dos ácaros predadores, os pertencentes à família Phytoseiidae são os mais importantes e mais estudados (McMurtry et al. 1970, Moraes 1991). Segundo Moraes (1992), até 1986 essa família apresentava cerca de 1500 espécies descritas mundialmente, das quais mais de 50 já tinham sido assinaladas no Brasil.

Iphiseiodes zuluagai Denmark & Muma (Acari: Phytoseiidae) é um dos predadores encontrados nas culturas dos citros (Citrus spp.) (Delalibera Jr. et al. não publicado, Moreira et al. não publicado, Sato et al. 1994, Reis 1996) e do café (Coffea arabica) (Pallini Filho et al. 1992), associado ao ácaro-da-leprose Brevipalpus phoenicis (Geijskes) (Acari: Tenuipalpidae) (Gravena 1993, Sato et al. 1994).

Para pleno sucesso do manejo integrado dos ácaros, com o uso de agroquímicos como uma tática, é necessário que os produtos empregados não afetem os ácaros predadores, e os estudos nesse sentido devem ser implementados tanto em laboratório como no campo.

O objetivo desta pesquisa foi conhecer os efeitos causados por agroquímicos sobre I. zuluagai, partindo da hipótese de que entre os produtos fitossanitários utilizados na cultura dos citros, para o controle de pragas e doenças, há aqueles que afetam menos os organismos benéficos (ácaros e outros predadores e parasitóides), controlando entretanto as pragas e doenças alvo.

 

Material e Métodos

Procedimentos Experimentais. Utilizou-se o método residual da pulverização em superfície de vidro, recomendado como padrão para testar, em laboratório, os efeitos adversos a ácaros predadores, pelo Grupo de Trabalho "Pesticidas e Artrópodes Benéficos" da IOBC/WPRS ("International Organization for Biological and Integrated Control of No-xious Animals and Plants/West Paleartic Regional Section") (Overmeer & van Zon 1982, Overmeer 1988, Hassan et al. 1985, 1994).

Lamínulas de vidro (20 x 20 mm), flutuando em água numa placa de Petri (5 x 2 cm), sem tampa, foram usadas como superfície para aplicação dos produtos, e suporte para os ácaros. Nessas condições, a lamínula ficava mais ou menos no centro da placa, não tocando na borda, servindo a água para os ácaros ingerirem e como barreira impedindo a fuga dos mesmos.

Após a aplicação dos agroquímicos as lamínulas foram postas a secar em condições ambientais do laboratório por cerca de uma hora, e posteriormente colocadas sobre a água, recebendo então uma pequena porção de pólen de mamoneira (Ricinus communis) como alimento aos ácaros. Cinco fêmeas acasaladas, provenientes da criação de manutenção, foram transferidas, com pincel, para cada lamínula.

Os produtos foram testados em dois experimentos com cinco tratamentos e em sete com seis tratamentos, todos com seis repetições. Foram testados 42 produtos (Tabela 1), incluindo acaricidas, inseticidas e fungicidas, a maioria recomendada para uso na citricultura (Prates 1991).

Os possíveis efeitos de espalhantes adesivos não foram retratados, tendo em vista que os trabalhos de Nogueira et al. (não publicado), Chiavegato et al. (não publicado) e Ruiz & Matuo (1994) mostraram que tais produtos não afetam a performance dos acaricidas.

Cada teste teve a duração de oito dias, com a contagem diária das fêmeas vivas e do número de ovos postos.

Origem dos Ácaros. Os ácaros utilizados nos testes foram oriundos de criação de manutenção em laboratório (Reis 1996), iniciada com ácaros provenientes de laranjeira 'Valência', (Citrus sinensis) com 12 anos de idade, de pomar nunca pulverizado com defensivos, o que pode ser uma garantia de que o trabalho foi feito com uma população que não apresentava resistência adquirida, por não ter sofrido pressão de seleção, e que apresentava apenas seletividade fisiológica, ou seja, capacidade inerente em resistir ao efeito do agroquímico. A criação em laboratório também permitiu a utilização de fêmeas de idade uniforme.

Aplicação dos Produtos. Foi feita com atomizador manual De Vilbiss nº 15, com o bico voltado para baixo, e a uma altura fixa de 23 cm da lamínula, em local protegido do vento, semelhante a uma torre de pulverização. Cada lamínula recebeu duas aplicações consecutivas, o que promoveu um depósito da calda da ordem de 2,15 ± 0,05 mg/cm2, em conformidade com o proposto pela IOBC/WPRS (Overmeer & van Zon 1982, Overmeer 1988, Hassan et al. 1985, 1994) que é um depósito fresco de 1,5 a 2 mg/cm2 para superfícies de vidro ou folha, o que representa o que ocorre quando é feita uma aplicação nas condições de campo. Essa quantidade de produto foi obtida através de pesagens de uma lamínula logo após a aplicação de calda de oxicloreto de cobre, em balança com precisão de 0,01 mg.

Antes da pulverização de cada produto, o atomizador foi cuidadosamente lavado com água destilada, álcool e acetona. Os primeiros cinco jatos de cada produto foram sempre eliminados, aumentando assim a segurança na ausência de contaminação com o produto anteriormente pulverizado.

O procedimento experimental foi de acordo com a proposição de padronização feita pela IOBC/WPRS para testes de laboratório em estágios suscetíveis de artrópodes (Hassan et al. 1985, 1994), à exceção do estágio do ácaro utilizado para o teste, ou seja: (1) exposição de fêmeas acasaladas do I. zuluagai (a IOBC recomenda o teste em deutoninfas fêmeas de ácaros predadores) a um resíduo fresco e seco da calda do defensivo aplicado em uma superfície de vidro, material inerte que não absorve ou reage com o produto; (2) resíduo fresco da calda de 2,15 ± 0,05 mg/cm2 na superfície de vidro; (3) 100% de exposição ao agroquímico, sem área de refúgio; (4) teste do produto na maior dosagem recomendada; (5) utilização, nos testes, de ácaros criados em laboratório e de idade uniforme; (6) exposição dos ácaros por um período de oito dias antes da avaliação do efeito; (7) ventilação adequada evitando gases tóxicos; (8) testemunha pulverizada com água e (9) uso de pulverizador que proporcionou um depósito reproduzível do agroquímico.

Critérios Utilizados na Avaliação do Efeito dos Agroquímicos. O efeito adverso ou total (E%) foi calculado levando em conta a mortalidade no tratamento, corrigida em função da mortalidade na testemunha, e o efeito na reprodução, conforme Overmeer & van Zon (1982) e Overmeer (1988) e de acordo com a IOBC/WPRS (Hassan et al. 1985, Bakker et al. 1992), sendo E% = 100% - (100% - Mc) x Er, onde Mc = mortalidade corrigida (Abbott 1925) e Er = efeito na reprodução.

Durante oito dias, foram diariamente contadas as fêmeas vivas, e retiradas as mortas, bem como o número de ovos viáveis postos (que deram origem a larvas). O efeito na reprodução (Er) foi obtido pela divisão da produção média de ovos nos tratamentos pela produção média de ovos na testemunha (Er = R Tratamento/R Testemunha). A produção média de ovos (R) foi obtida através da relação: R = número de ovos viáveis/número de fêmeas vivas. Foram considerados como válidos somente os testes em que a mortalidade na testemunha foi no máximo em torno de 20% (Bakker et al. 1992).

Na avaliação da mortalidade, a morte eventual de ácaros na água foi considerada devido ao efeito dos tratamentos, o que foi corrigido pela mortalidade na testemunha, pela mesma causa, quando se procederam os cálculos da mortalidade corrigida.

Os valores dos efeitos totais encontrados para cada produto testado foram classificados nas classes de 1 a 4 conforme critérios estabelecidos pela IOBC/WPRS para enquadrar agroquímicos quanto ao efeito adverso causado a organismos benéficos em testes de laboratório (Bakker et al. 1992, Hassan et al. 1994) sendo: classe 1 = E < 30% (inócuo, não nocivo); classe 2 = 30% < E < 79% (levemente nocivo); classe 3 = 80% < E < 99% (moderadamente nocivo) e classe 4 = E > 99% (nocivo).

 

Resultados e Discussão

O método utilizado para teste de efeito adverso de agroquímicos sobre I. zuluagai mostrou-se adequado, pois as fêmeas dos ácaros permaneceram nas arenas até o final do experimento (oito dias), ovipositando normalmente no tratamento testemunha.

A escolha de um teste residual foi em função do mesmo, segundo Jeppson et al. (1975), fornecer melhores indicações de efetividade de um defensivo em reduzir a população das pragas no campo, quando comparado com métodos de contato direto, devido importantes propriedades do agroquímico, como depósito e persistência, influírem nos resultados. Levou-se em conta também que a reprodutibilidade dos resultados e razoável simplicidade de operações são critérios que também devem ser usados para julgar a adequação de um método, de acordo com Busvine (1958) citado por Dittrich (1962).

Os resultados, para cada produto testado, expressos em mortalidade corrigida (Mc), percentagem de ácaros sobreviventes (100 - Mc), efeito na reprodução (Er), efeito total (E%) e classe de toxicidade ao ácaro estão relatados na Tabela 2.

Mais da metade dos produtos testados (52,4%) foi enquadrada na classe 4, portanto nocivos a I. zuluagai, a maior parte inseticida e acaricida. Cerca de 26% foram enquadrados na classe 1 (inócuos), 14,3% na classe 2 (levemente nocivos) e 7,1% na classe 3 (moderadamente nocivos) (Tabela 3).

 

 

A maioria dos fungicidas foi classificada nas classes 1 e 2 (Tabela 3), representando o grupo de agroquímicos que menor efeito adverso causou a I. zuluagai. Resultados semelhantes foram também relatados para outras espécies de ácaros por Croft & Nelson (1972), Samsoe-Petersen (1983), Tanigoshi & Congdon (1983) e Kovaleski & Brehm (não publicado).

Dos produtos testados, captan, clofentezine, fenbutatin oxide, fosetyl, hexythiazox, hidróxido de cobre, naled, oxicloreto de cobre, óxido cuproso, tetradifon e ziram não afetaram a reprodução de I. zuluagai, apresentando valores de Er próximos de 1 (Tabela 2).

Óleo emulsionável, mineral ou vegetal, foi classificado como nocivo (classe 4) a I. zuluagai, com 100% de mortalidade e de efeito total (Tabela 2), necessitando porém de mais estudos para conclusão definitiva. Deve ser considerado que o método do resíduo em superfície de vidro aparentemente não se mostrou adequado ao teste com óleos, devido à demora que apresentam para secar. Os ácaros colocados sobre a lamínula de vidro tentavam sair e caiam na água que servia de barreira, demonstrando que os produtos atuavam como repelentes ou exerciam algum efeito tóxico ao contato, que afugentava os ácaros, quando não morriam grudados no óleo. Fato semelhante foi constatado por Hoy & Cave (1985) com o ácaro fitófago Tetranychus urticae Koch (Acari: Tetranychidae).

Como 26% dos produtos foram considerados inócuos a I. zuluagai, e levando em conta que produtos atóxicos em laboratório deverão apresentar o mesmo comportamento em condições de campo (Franz et al. 1980, Hassan et al. 1985, Samsoe-Petersen 1990), estes resultados de inocuidade podem ser considerados conclusivos.

Resultados já conclusivos no laboratório (Hassan et al. 1988), reduzem o custo de programas de estudo de seletividade, sendo necessárias pesquisas em condições de campo apenas para o restante dos produtos.

Considerando as conclusões obtidas por Hoy & Conley (1987) de que não somente os defensivos com baixa toxicidade apresentam baixo impacto no campo, mas também aqueles com alto grau de toxicidade em laboratório deverão apresentar alta mortalidade dos predadores em campo (vide também Organisation Européenne et Méditerranéene pour la Protection des Plantes - OEPP 1990, Oomenet al. 1991, Bakker et al. 1992), os resultados obtidos passam a ser conclusivos em 78,6% dos casos, ou seja, 26,2% que apresentaram seletividade fisiológica e mais 52,4% nocivos, o que reduz para 21,4% a necessidade de testes de campo com os produtos estudados, com uma substancial economia.

Entretanto, os produtos nocivos, levemente nocivos e moderadamente nocivos em laboratório poderão em campo apresentar outro tipo de seletividade que não a fisiológica, e portanto há necessidade de serem feitos testes de campo com esses produtos, caso haja interesse na obtenção de resultados sobre outros tipos de seletividade aos ácaros predadores.

Pelas características do teste, semelhante à proposição da IOBC/WPRS (Hassan et al. 1994), o método aqui aplicado pode ser utilizado como possível método padrão para teste residual de laboratório a ácaros predadores.

A IOBC/WPRS recomenda o teste residual para os estágios imaturos dos ácaros, por serem considerados sensíveis, e a duração de cada teste é de duas semanas (a primeira semana é para o estudo da mortalidade das deutoninfas fêmeas e a segunda para reprodução dos sobreviventes após acasalamento). No presente trabalho foram utilizadas fêmeas acasaladas, considerando que são elas as responsáveis pela perpetuação da espécie, e por haver a redução do tempo de teste para uma semana. Embora o teste possa ter sido menos rigoroso, tal procedimento foi adequado porque, segundo Fournier et al. (1987), as fêmeas constituem o estágio mais numeroso e representativo de uma população em equilíbrio.

Os resultados aqui relatados e os encontrados na literatura mostram, pela diversidade e freqüente conflito entre os mesmos, que há necessidade de ser testado cada produto a cada espécie de ácaro predador, ou ainda para cada população, pois, os ácaros podem adquirir resistência a determinados produtos (Croft & Strickler 1983), e populações nativas originalmente suscetíveis (sem seletividade fisiológica) podem se tornar resistentes sob o uso contínuo de determinado produto.

Ainda, a não concordância entre alguns resultados pode ser devida à espécie de ácaro envolvida, ao método de exposição ao agroquímico, e à resistência por ventura já adquirida ao produto no caso de uma mesma espécie apresentar maior e menor suscetibilidade nas pesquisas.

 

Agradecimentos

À Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (FAPEMIG), pelo auxílio financeiro para a realização do trabalho e pela concessão de bolsa de Iniciação Científica ao Everaldo B. Alves e Elber O. Sousa.

 

Literatura Citada

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Recebido em 27/01/97. Aceito em 06/03/98.

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