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Revista Brasileira de Reumatologia

Print version ISSN 0482-5004

Rev. Bras. Reumatol. vol.44 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2004

http://dx.doi.org/10.1590/S0482-50042004000100012 

PAUSA ENTRE CONSULTAS BETWEEN APPOINTMENTS

 

Paul Klee, um artista esclerodérmico

 

 

Percival D. Sampaio-Barros; João Francisco Marques Neto

Disciplina de Reumatologia, Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP)

 

 

A arte é um reflexo do estado de espírito do artista, e muitas vezes demonstra também seu estado físico, refletindo a atividade das doenças sistêmicas que o acometem. O artista Paul Klee (1879-1940), considerado um dos pioneiros da Arte Moderna no século XX, vem sendo tema da campanha de divulgação da "esclerose sistêmica" da Scleroderma Foundation desde 2000 (Figura 1).

 

 

O artista de espírito inquieto, com traços finamente elaborados e coloridos, pode ser observado no quadro Rotes Villenquartier (Subúrbio Vermelho), de 1920 (Figura 2), quando iniciava sua participação no movimento Bauhaus. Sua doença iniciou-se junto com a expansão do nazismo na Alemanha; vários de seus trabalhos foram apresentados na exibição Entartete Kunst (Arte Degenerada), na qual os nazistas procuraram denegrir a Arte Moderna.

 

 

Obrigado a exilar-se na Suíça, evoluiu com garra esclerodérmica, múltiplas úlceras isquêmicas, disfagia (no final da vida, usava somente dieta líquida) e fibrose pulmonar. Após ser acometido pela esclerose sistêmica, Klee evoluiu para um traçado com formas mais simplificadas, como pode ser observado em Fast Getroffen (Nearly Hit) (Figura 3); no entanto, apesar das significativas limitações físicas em seus últimos anos de vida, suas obras conseguiram expressar seus sentimentos sobre a morte e a guerra, refletindo a miséria e o desespero. Durante a Reunião Anual do Colégio Americano de Reumatologia de 2001, em San Francisco, houve uma pequena exposição das obras de Paul Klee no San Francisco Museum of Modern Art.

 

 

 

Responsável: Saul Schaf

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