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Engenharia Sanitaria e Ambiental

Print version ISSN 1413-4152On-line version ISSN 1809-4457

Eng. Sanit. Ambient. vol.25 no.2 Rio de Janeiro Mar./Apr. 2020  Epub Apr 17, 2020

https://doi.org/10.1590/s1413-41522020185667 

Artigo Técnico

Incidência de resíduos de serviços de saúde em cooperativas de triagem de materiais recicláveis

Incidence of healthcare waste in recycling materials cooperatives

Mateus Torres Nazari1  * 
http://orcid.org/0000-0002-2548-9047

Carolina da Silva Gonçalves2 
http://orcid.org/0000-0002-2403-4905

Pamela Lais Cabral Silva3 
http://orcid.org/0000-0003-4008-8476

Matheus Francisco da Paz4 
http://orcid.org/0000-0003-0314-1290

Tirzah Moreira Siqueira2 
http://orcid.org/0000-0002-6576-0217

Érico Kunde Corrêa2 
http://orcid.org/0000-0001-9191-0779

Luciara Bilhalva Corrêa2 
http://orcid.org/0000-0002-1686-5282

1Universidade de Passo Fundo - Passo Fundo (RS), Brasil.

2Universidade Federal de Pelotas - Pelotas (RS), Brasil.

3Universidade Federal de Viçosa - Viçosa (MG), Brasil.

4Instituto Federal Sul-Rio-Grandense - Pelotas (RS), Brasil.


RESUMO

Os resíduos de serviços de saúde (RSS) são todos aqueles resíduos gerados nos serviços que prestam atendimento à saúde humana ou animal. Os RSS são classificados em cinco grupos (Grupo A, Grupo B, Grupo C, Grupo D e Grupo E), dos quais uma parcela apresenta periculosidade. A legislação brasileira recomenda que os resíduos pertencentes ao Grupo D sejam reciclados. Contudo, com base na má segregação existente, o encaminhamento desses materiais representa riscos aos profissionais que manejam os resíduos intra e extraestabelecimentos de saúde, incluindo os trabalhadores que atuam junto às cooperativas de triagem de materiais recicláveis. Nesse contexto, este trabalho teve como objetivo verificar a presença de RSS destinados inadequadamente às cooperativas de triagem de materiais recicláveis de um município da zona Sul do Rio Grande do Sul. Para tanto, foi realizada uma caracterização quali-quantitativa dos RSS incidentes nas cinco cooperativas do município durante o período de quatro semanas. A partir dos resultados obtidos, verificou-se a presença de RSS no programa de coleta seletiva (PCS) municipal e, também, que a quantidade incidente varia conforme a cooperativa estudada e a semana avaliada. Ao final das caracterizações, foram quantificados 36,23 kg de RSS entre todas as cooperativas. Tais resultados indicam falhas na segregação e na destinação de RSS, seja pela população e/ou pelos estabelecimentos de saúde, além de evidenciarem a fragilidade existente no PCS do município. À vista disso, torna-se necessária a implementação de políticas públicas, tanto educativas quanto de fiscalização, que sejam capazes de assegurar maior segurança no âmbito de trabalho das cooperativas de triagem de materiais recicláveis.

Palavras-chave: coleta seletiva; reciclagem; resíduos sólidos; saúde pública

ABSTRACT

Healthcare waste (HCW) is all the waste generated by human or animal health care activities. HCW is classified into five groups, of which a portion presents hazardousness. Brazilian legislation recommends that waste belonging to Group D be recycled. However, based on the poor existing waste segregation, the forwarding of these materials presents risks to the professionals who handle them inside and out of health care facilities, including the workers within recyclable material waste picker cooperatives. In such a context, this study aimed to investigate the presence of HCW inappropriately sent to waste pickers cooperatives of a municipality in the south of Rio Grande do Sul. To this end, a qualitative and quantitative characterization of HCW incidence in the five cooperatives of the municipality was performed during the period of four weeks. From the results obtained, it was possible to verify the presence of HCW in the municipal selective waste collection program and that HCW quantities vary according to the waste pickers cooperative studied and the week being evaluated. At the end of the characterizations, 36.23 kg of HCW were quantified amongst all the cooperatives. Such results indicate flaws in HCW segregation and destination, either by the population and/or by health care facilities, in addition to showing the fragility in the municipality’s selective waste collection program. In view of this, it is necessary to implement public policies, both educational and supervisory, that can ensure greater safety in the work environment of recyclable material waste picker cooperatives.

Keywords: selective waste collection; recycling; solid waste; public health

INTRODUÇÃO

Diante da necessidade de gerenciar a quantidade crescente de resíduos sólidos urbanos (RSU), os administradores municipais buscam soluções para minimizar a geração e os impactos negativos causados ao meio ambiente. Nesse contexto, a implantação da coleta seletiva contribui efetivamente para diminuir a fração reciclável dos RSU que são destinados a aterros, ao passo que favorecem o surgimento de Centrais de Triagem de Resíduos Recicláveis (ZATTERA et al., 2016).

Os catadores de materiais recicláveis continuam expostos aos resíduos sólidos sem a correta segregação na fonte (HERNANDES et al., 2016). Entre os resíduos inadequados recebidos, há a incidência de resíduos de serviços de saúde (RSS) em cooperativas de triagem de materiais recicláveis (SILVA et al., 2018). Os RSS são definidos como os resíduos provenientes de serviços relacionados ao atendimento à saúde humana ou animal (BRASIL, 2004; 2005a), e são classificados em cinco grupos: Grupo A (resíduos infectantes); Grupo B (resíduos químicos); Grupo C (rejeitos radioativos); Grupo D (resíduos comuns); e Grupo E (materiais perfurocortantes) (BRASIL, 2006).

Segundo Chaerul, Tanaka e Shekdar (2008), de 75 a 90% dos resíduos produzidos a partir de estabelecimentos de saúde não apresentam periculosidade. Essa parcela corresponde aos resíduos sólidos comuns (Grupo D), os quais se assemelham aos resíduos sólidos domésticos (RSD) e, assim, não necessitam de tratamento especial e podem receber a mesma destinação destes (FARZADKIA et al., 2009). A porcentagem restante de RSS (10-25%), que corresponde aos Grupos A, B, C e E, caracteriza-se como resíduos perigosos, conforme as definições da Organização Mundial da Saúde (WHO, 2014), e, em virtude disso, necessitam de cuidados diferenciados.

Os resíduos pertencentes ao Grupo D só devem ser encaminhados para aterro sanitário de RSU quando não forem passíveis de processo de reutilização, recuperação ou reciclagem (BRASIL, 2004; 2005a). No entanto, com base na má segregação existente, o encaminhamento desses materiais representa riscos aos profissionais que manejam esses tipos de resíduo intra e extraestabelecimentos de saúde, incluindo os trabalhadores que atuam junto às cooperativas de triagem de materiais recicláveis (NAIME; SARTOR; GARCIA, 2004). Ao descartar resíduos infectantes e/ou perfurocortantes junto com resíduos sólidos recicláveis, a sociedade fica exposta às consequências de uma ação que pode repercutir na vida dos trabalhadores que sucedem o gerenciamento desses materiais (POLETTO; SCHNEIDER, 2015).

Os RSS geram preocupação por conterem patógenos infecciosos, produtos químicos tóxicos, metais pesados, além de poderem apresentar substâncias genotóxicas ou radioativas (ALAGÖZ; KOCASOY, 2008; PATWARY et al., 2009). Com isso, o gerenciamento inadequado de RSS é capaz de causar inúmeros danos. Entre eles, destacam-se a contaminação do meio ambiente, a ocorrência de acidentes de trabalho envolvendo tanto profissionais da saúde e de limpeza pública quanto catadores de materiais recicláveis, e a propagação de doenças à população em geral, seja por contato direto ou indireto (GARCIA; ZANETTI-RAMOS, 2004). Sendo assim, os riscos ocupacionais, ambientais e sociais provenientes de gerenciamento inadequado de RSS justificam a realização de estudos nessa área (ALVES et al., 2014).

À vista disso, este trabalho teve como objetivo verificar a presença de RSS destinados inadequadamente às cooperativas de triagem de materiais recicláveis de um município da zona Sul do Rio Grande do Sul.

METODOLOGIA

O estudo foi conduzido entre os meses de outubro e novembro de 2016 em cinco cooperativas de triagem de materiais recicláveis pertencentes a um município da zona Sul do Rio Grande do Sul. Para a coleta de dados foi realizada uma caracterização quali-quantitativa dos resíduos sólidos, a qual se baseia na identificação das frações que compõem a amostra e quantifica os materiais em relação ao seu peso (AL-JARALLAHA; ALEISA, 2014).

Os RSS incidentes nas cooperativas foram separados diariamente em sacos etiquetados durante o período de quatro semanas. Esse período de caracterização também foi similar ao estudo realizado por Aduan et al. (2014). Uma vez por semana ocorria a caracterização quali-quantitativa dos resíduos sólidos nas cooperativas.

A coleta de dados foi dividida em duas etapas. A primeira correspondeu à pré-seleção dos RSS pelos trabalhadores. Os resíduos sólidos provenientes da coleta seletiva são, rotineiramente, dispostos nas esteiras, onde os catadores de materiais recicláveis realizam a triagem desses materiais. Durante esse processo, os resíduos sólidos considerados como RSS pelos cooperados foram separados em sacos devidamente etiquetados. Todos os trabalhadores receberam a devida orientação acerca dos resíduos sólidos que são classificados como RSS, principalmente em relação aos riscos inerentes a estes. A separação diária foi proposta em razão do cronograma de recebimento de resíduos sólidos de cada cooperativa, o qual especifica os setores do município atendidos pela coleta seletiva em cada dia da semana e que, posteriormente, encaminham seus resíduos sólidos às cooperativas.

Na segunda etapa, os responsáveis pela pesquisa realizaram a abertura dos sacos para separar novamente os resíduos sólidos, a fim de classificar os RSS em grupos conforme a legislação brasileira (BRASIL, 2004; 2005a) e, com isso, caracterizá-los quali-quantitativamente. Essa etapa foi desenvolvida em duplas: um dos pesquisadores era responsável pelo preenchimento das informações em uma planilha, enquanto o outro abria os sacos e separava os resíduos. Ambos estavam vestidos conforme as medidas de biossegurança recomendadas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (BRASIL, 2005b). Todos os RSS foram assinalados na planilha pela pessoa responsável e, ao lado de cada resíduo, anotava-se seu peso. Antes de iniciar o estudo, realizou-se uma caracterização “teste” para verificar a eficácia da metodologia proposta.

A partir da separação realizada pelos cooperados, os resíduos sólidos foram dispostos em uma lona para que os pesquisadores pudessem separar os RSS e classificá-los de acordo com o Manual de Gerenciamento dos Resíduos de Serviços de Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) (BRASIL, 2006), baseado na Resolução da Diretoria Colegiada (RDC) ANVISA nº 306/2004 (BRASIL, 2004) e na Resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (CONAMA) nº 358/2005 (BRASIL, 2005a). A partir disso, os RSS foram quantificados por meio de sua pesagem, expressa em kg, com auxílio de balança digital (Modelo Prix 3) do fabricante Toledo, devidamente calibrada e registrada no Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (INMETRO).

O delineamento experimental utilizado foi completamente casualizado com três repetições, seguindo arranjo unifatorial, sendo o fator de tratamento a semana de coleta com análise em três dias distintos e a cooperativa estudada, com n = 59. A variável resposta foi a quantidade, em kg, de RSS encontrada nas cooperativas. Os valores atípicos (outliers) foram identificados com a plotagem dos resíduos studentizados externamente (Rstudent) versus valores preditos (variável Y) e, quando apresentaram valores superiores a 2 e inferiores a -2, foram retirados do banco de dados sem comprometer o delineamento experimental. Os dados obtidos tiveram sua normalidade analisada pelo teste de Shapiro-Wilk; a homocedasticidade das amostras, pelo teste de Hartley, e a independência dos resíduos, por análise gráfica. As variáveis foram normalizadas, com constatação do valor p maior que o nível de significância, e, então, submetidas ao teste de variância pelo teste de Tukey (p < 0,05).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A partir da caracterização quali-quantitativa diária dos RSS encontrados nas cooperativas, foi elaborada a Tabela 1, na qual estão dispostos os valores de RSS caracterizados em cada cooperativa nas quatro semanas analisadas.

Tabela 1 - Quantidade de resíduos de serviços de saúde (em kg) nas cooperativas durante o período analisado. 

Coop. 1 Coop. 2 Coop. 3 Coop. 4 Coop. 5
Semana 1 1,490 0,118 5,536 2,894 0
Semana 2 2,752 0,238 11,406 1,512 0
Semana 3 1,174 0,234 5,776 0 0
Semana 4 0,302 0,538 2,260 0 0
Total 5,718 1,128 24,978 4,406 0

Coop.: cooperativa.

Durante o processo de triagem, os catadores de materiais recicláveis entram em contato direto com os resíduos sólidos provenientes do programa de coleta seletiva. Com base na Tabela 1, verifica-se a presença de RSS em quase todas as cooperativas do município de Pelotas, Rio Grande do Sul. Em razão de suas características químicas, físicas e biológicas, os RSS apresentam riscos que comprometem a biossegurança tanto dentro quanto fora dos estabelecimentos de saúde (ARAÚJO; JERÔNIMO, 2012). Sendo assim, torna-se necessária a segregação adequada dos materiais nas fontes geradoras, no intuito de evitar também a exposição dos catadores de materiais recicláveis a esses resíduos perigosos.

Na Tabela 1, ainda é possível observar que a quantidade de RSS incidente entre as cooperativas difere numericamente. A Cooperativa 5 não apresentou incidência desse tipo de resíduo durante todo o período de análise deste trabalho. Isso pode estar relacionado ao fato de que a maior parte do resíduo triado provém do serviço prestado pela própria cooperativa, visto que ela coleta materiais recicláveis em estabelecimentos que a contratam para esse serviço. Em contrapartida, identificaram-se quantidades expressivas de RSS em algumas cooperativas, com destaque à Cooperativa 3, onde foram identificados e quantificados quase 25 kg de RSS. Diante disso, pode-se inferir que algumas fontes geradoras de RSS estão encaminhando esses resíduos à coleta seletiva municipal e, dessa forma, expondo os catadores de materiais recicláveis aos RSS durante o processo de triagem.

Para Pires (2015), a inserção dos catadores na coleta seletiva está limitada à característica dos resíduos que eles irão manipular. A autora ainda ressalta que não há justificativa para o encaminhamento de resíduos perigosos às associações de catadores, já que eles podem oferecer riscos a esses trabalhadores.

Ao final das caracterizações foram quantificados 36,23 kg de RSS entre todas as cooperativas durante o período estudado. Em razão da presença de resíduos perigosos misturados com materiais recicláveis, os resultados evidenciam uma segregação incorreta por parte dos geradores. Para Schneider et al. (2004), o despreparo dos profissionais de saúde quanto ao processo de segregação de resíduos resulta no gerenciamento inadequado de RSS.

O gerenciamento de RSS constitui um conjunto de procedimentos de gestão, planejados e implementados a partir de bases científicas e técnicas, normativas e legais, com o objetivo de minimizar a produção de resíduos e proporcionar aos resíduos gerados um encaminhamento seguro, de forma eficiente, visando à proteção dos trabalhadores, à preservação da saúde pública, dos recursos naturais e do meio ambiente (BRASIL, 2004; 2006). Apesar do gerenciamento de RSS estar evoluindo em razão do estreitamento das ações por parte da ANVISA e do CONAMA, por meio de suas resoluções, fiscalização e controle (SCHNEIDER; STEDILE, 2015), os resultados demonstram que há muito a se avançar para alcançar uma gestão adequada de RSS.

A legislação brasileira recomenda a reciclagem dos componentes do Grupo D, desde que não estejam contaminados com materiais biológicos (BRASIL, 2004). Além de não atender ao previsto em lei, a destinação inadequada desses resíduos resulta em impactos ambientais adversos, interfere na saúde da população em geral e, principalmente, coloca em risco os profissionais envolvidos nas diferentes etapas do gerenciamento.

A segregação consiste na separação dos resíduos, seja por grupos, seja por subgrupos de classificação, no momento e no local de sua geração (BRASIL, 2004). Essa etapa é uma das mais importantes do gerenciamento de RSS (ADUAN et al., 2014), sendo responsabilidade de todos os geradores e profissionais de saúde, e sua implementação faz parte do exercício de cidadania (ALVES et al., 2014).

A partir da Tabela 2 é possível verificar que houve diferença estatística na incidência de RSS entre as semanas 2 e 4 na Cooperativa 1, com maior quantidade de RSS na semana 2 (p < 0,05). Em contrapartida, na Cooperativa 2 não houve diferença significativa entre as semanas avaliadas (p > 0,05). Já a Cooperativa 3 apresentou diferença estatística entre as semanas 2, 3 e 4, sendo a segunda semana também a de maior presença de RSS (p < 0,05). Dessa forma, observa-se que, além de apresentar maior quantidade de RSS na semana 2, as Cooperativas 1 e 3 apresentaram menor incidência desse resíduo na semana 4.

Tabela 2 - Valor médio diário da incidência de resíduos de serviços de saúde nas cooperativas analisadas. 

Coop. 1 Coop. 2 Coop. 3
Semana 1 0,372 ± 0,257abB 0,029 ± 0,015nsB 1,002 ± 0,413bcA
Semana 2 0,659 ± 0,328Ab 0,119 ± 0,0103nsB 2,354 ± 0,474Aa
Semana 3 0,391 ± 0,234abB 0,078 ± 0,090nsB 1,1552 ± 0,267bA
Semana 4 0,060 ± 0,011bB 0,079 ± 0,0504nsB 0,452 ± 0,141cA

Coop.: cooperativa; ns: não significativo. Letras minúsculas diferentes na coluna diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05). Letras maiúsculas diferentes na linha diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).

Ao realizar a comparação entre as cooperativas, a Tabela 2 mostra que a Cooperativa 3 se difere significativamente das Cooperativas 1 e 2, apresentando maior quantidade de RSS ao longo das quatro semanas (p < 0,05). É importante destacar que a Cooperativa 4 não teve repetibilidade biológica dos dados para a avaliação semanal, necessária para um teste de comparação de médias. Já a Cooperativa 5 não apresentou incidência de RSS no período estudado.

Os RSS representam uma fonte de riscos à saúde pública em razão de suas características tóxicas e/ou patogênicas, principalmente quando há falta de procedimentos técnicos adequados no manejo das diferentes frações geradas (BELTRAME et al., 2012). Para Silva (2014), é imprescindível implementar políticas de proteção aos profissionais da saúde. Para tanto, o autor enfatiza que é necessária a criação de procedimentos operacionais padrão para que, com isso, os trabalhadores exerçam as exigências da biossegurança e se tenha uma sustentabilidade no ambiente de trabalho. A Tabela 3 apresenta o comparativo realizado entre o valor médio diário de RSS incidente nas cooperativas durante as quatro semanas analisadas.

Tabela 3 - Comparativo entre a média total diária de resíduos de serviços de saúde encontrados nas cooperativas. 

Cooperativa Valor total de resíduos
1 0,371 ± 0,245ab
2 0,076 ± 0,037b
3 1,124 ± 0,801ª
4 0,756 ± 1,070ab

Letras diferentes na coluna diferem entre si pelo teste de Tukey (p < 0,05).

Quanto à média diária de RSS, observa-se na Tabela 3 que a Cooperativa 3 apresentou diferença significativa na incidência de RSS em relação à Cooperativa 2. Já as Cooperativas 1 e 4 não se diferem estatisticamente das Cooperativas 2 e 3. A diferença na quantidade de RSS verificada entre as cooperativas pode estar relacionada às diferentes rotas percorridas pelo caminhão da coleta seletiva. A partir disso, é possível inferir que determinados bairros são mais problemáticos quanto à segregação inadequada de resíduos recicláveis e descarte incorreto de RSS.

Por serem fontes potenciais de microrganismos patogênicos, o manuseio, o tratamento e/ou o descarte inadequados dos RSS podem ocasionar a disseminação de doenças infectocontagiosas (BRASIL, 2006). Dessa forma, Farzadkia et al. (2009) enfatizam que a manipulação dos RSS exige uma capacitação específica para os profissionais de saúde, conforme os riscos e as responsabilidades individuais dos trabalhadores. À vista disso, a segregação deve ser realizada na fonte de geração e também está condicionada à prévia capacitação do pessoal de serviço (BRASIL, 2006), o que influencia positivamente na gestão dos RSS.

A legislação brasileira preconiza que todo gerador de RSS deve elaborar seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde (PGRSS), além de realizar seu monitoramento e sua avaliação (BRASIL, 2004). Além disso, essa resolução estabelece que todos os profissionais que trabalham no serviço (até os que atuam temporariamente ou não estejam diretamente envolvidos nas atividades de gerenciamento de resíduos) devem conhecer o sistema adotado para o gerenciamento de RSS; a prática de segregação de resíduos; reconhecer os símbolos, as expressões, os padrões de cores adotados; entre outros fatores indispensáveis à completa integração do PGRSS. Sendo assim, esse plano deve se constituir de ações efetivas nas fontes geradoras, indo além de um documento exigido pelos órgãos licenciadores e fiscalizadores - todas as etapas e as ações propostas devem ser rigorosamente implementadas, monitoradas e avaliadas de forma contínua nos estabelecimentos geradores.

A adequada segregação é essencial para otimizar a coleta seletiva, uma vez que são transportados mais recicláveis do que rejeitos, facilitando o processo de triagem (BESEN et al., 2016). A Figura 1 mostra a porcentagem total de RSS caracterizada nas cooperativas, sendo esses resíduos classificados por grupos conforme a legislação brasileira (BRASIL, 2006).

Figura 1 - Percentual de resíduos de serviços de saúde classificado por grupos entre todas as cooperativas. 

Como pode ser observado na Figura 1, a partir dos resíduos classificados como RSS pelos cooperados, verificou-se que mais da metade desse montante pertencia ao Grupo D, e que, se não estivesse misturada com resíduos potencialmente infectantes, poderia ser reciclada. Os resíduos que compõem o Grupo A foram uns dos mais incidentes nas cooperativas estudadas, e com base no seu potencial patogênico, trazem riscos à saúde dos trabalhadores. O Grupo E foi o de menor incidência entre os RSS, porém esses resíduos oferecem maiores riscos à saúde dos cooperados, uma vez que eles chegam misturados com os materiais recicláveis e, muitas vezes, passam despercebidos pelos catadores de materiais recicláveis durante o processo de triagem em virtude de seu tamanho. A quantificação do Grupo B foi limitada pelo fato de que alguns componentes desse grupo eram líquidos presentes em embalagens, o que inviabilizou sua quantificação individualizada.

Em seu estudo, Alves et al. (2014) verificaram que apenas 5,71 kg (34,1%) dos resíduos descartados como infectantes por algumas unidades básicas de saúde de Goiânia, Goiás, realmente pertenciam a esse grupo. Além disso, constataram que o peso real dos resíduos comuns (Grupo D) produzidos foi de 45,81 kg, e 63% desse total era passível de reciclagem. Contudo, essa porção foi armazenada com os resíduos infecciosos, tornando-a não reciclável. Consequentemente, isso ampliou a quantidade de resíduos do Grupo A, trazendo aumento nos encargos financeiros e ambientais. Os autores inferem que essa falha está relacionada à falta de conhecimento dos profissionais de saúde acerca do gerenciamento de resíduos, à inexistência de PGRSS e de um profissional responsável pela gestão dos RSS nas unidades avaliadas.

Os perfurocortantes constituem-se como uma das maiores preocupações entre os RSS, uma vez que apresentam riscos de ferimentos, infecções biológicas e estão relacionados aos maiores índices de transmissão de microrganismos, principalmente do vírus da imunodeficiência humana e do vírus da hepatite B (GESSNER et al., 2013). Esses resíduos foram frequentemente encontrados durante as caracterizações, a maioria sem qualquer tipo de proteção das áreas cortantes ou perfurantes. Ao final do estudo, foi quantificado 1,2 kg de componentes do Grupo E, o que indica a prevalência do descarte inadequado desse material perigoso. Sendo assim, os catadores de materiais recicláveis estão expostos a riscos de acidentes com perfurocortantes durante a triagem dos resíduos. Na Tabela 4 estão dispostos todos os RSS encontrados na Cooperativa 1, sua quantificação, em kg, e sua frequência de incidência durante o período de caracterização.

Tabela 4 - Quantidade (em kg) e frequência de incidência de resíduos de serviços de saúde na Cooperativa 1 durante quatro semanas. 

Resíduo Quantidade (kg) Frequência (%)
Embalagem de medicamento 2,22 100
Vidro de remédio vazio 9,064 68
Comprimido de medicamento 0,576 68
Seringa 0,276 63
Frasco plástico com medicamento 1,324 53
Caixa de remédio 1,022 47
Frasco plástico de medicamento vazio 0,794 47
Vidro de remédio com medicamento líquido 4,366 42
Agulhas 0,562 42
Seringa com agulha 0,18 42
Embalagem de dieta via sonda 0,708 26
Caneta aplicadora de insulina 0,134 26
Bolsa de hemodiálise peritoneal 2,362 21
Ampola de vidro vazia 0,496 21
Ampola de vidro com conteúdo 0,202 21
Aplicador ginecológico 0,304 16
Caneta de tatuagem (biqueira) 0,076 11
Embalagem de medicamento para asma 0,052 11
Restaurador universal 0,016 11
Dispositivo de coleta de sangue a vácuo 0,012 11
Filmes radiográficos 0,142 5
Controlador de fluxo intravenoso 0,08 5
Garrote para coleta de sangue 0,01 5
Total 24,978 -

Verifica-se na Tabela 4 a presença e a especificidade de alguns RSS, como bolsa de hemodiálise peritoneal, caneta de tatuagem, controlador de fluxo intravenoso e dispositivo de coleta de sangue a vácuo. A partir da incidência desses materiais é possível inferir que, possivelmente, estabelecimentos de saúde estejam destinando resíduos inadequados à coleta seletiva. Nesse sentido, fica evidente o despreparo dos profissionais de saúde quanto ao descarte de RSS, a irresponsabilidade dos estabelecimentos de saúde no que tange ao gerenciamento de seus resíduos, bem como a falta de fiscalização eficiente por parte do poder público. Diante disso, mostra-se imprescindível um gerenciamento adequado, eficiente e responsável desses materiais por parte dos geradores em todas as etapas do processo (SCHNEIDER et al., 2004).

A Cooperativa 1 apresentou maior incidência de embalagens de medicamentos, vidros de remédios vazios e comprimidos de medicamentos, encontrados, respectivamente, em 100%, 68% e 68% das caracterizações realizadas. Além dos estabelecimentos de saúde, esses resíduos também são gerados em ambientes domiciliares. De modo geral, isso faz com que as residências também contribuam para a incidência de RSS nas cooperativas por meio de descarte inadequado.

Hammes, Stedile e Camardelo (2016) observaram que resíduos sólidos orgânicos, aparelhos eletrônicos, madeira, pano, trapo, borracha e outros materiais de difícil reciclabilidade são encontrados em meio aos resíduos sólidos recicláveis. Analogamente às associações de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, todo material que não tem valor comercial para a reciclagem e/ou não pode ser reciclado é considerado rejeito pela cooperativa e, em virtude disso, é encaminhado para disposição final em aterro sanitário. Contudo, a disposição final dos RSS deve considerar a classificação desses resíduos presente na Resolução CONAMA nº 358/2005 (BRASIL, 2005a) e na RDC nº 306/2004 (BRASIL, 2004), visto que esse tipo de resíduo pode ser considerado desde altamente perigoso até equiparado aos resíduos domiciliares. A Tabela 5 apresenta todos os RSS encontrados na Cooperativa 2, sua quantificação, em kg, e sua frequência de incidência durante o período caracterizado.

Tabela 5 - Quantidade (em kg) e frequência de incidência de resíduos de serviços de saúde na Cooperativa 2 durante quatro semanas. 

Resíduo Quantidade (kg) Frequência (%)
Embalagem de medicamento 2,458 94
Comprimido de medicamento 0,452 61
Frasco plástico de medicamento vazio 0,33 56
Vidro de remédio vazio 1,324 33
Vidro de remédio com conteúdo 0,934 22
Seringa com agulha 0,018 17
Frasco plástico com medicamento 0,106 11
Embalagem de medicamento para asma 0,054 11
Espéculo 0,02 6
Aplicador ginecológico 0,01 6
Caixa de remédio 0,006 6
Seringa 0,004 6
Embalagem de seringa 0,002 6
Total 5,718 -

Observa-se na Tabela 5 que embalagens de medicamentos e comprimidos foram os resíduos que tiveram a maior incidência na Cooperativa 2, sendo as embalagens de medicamento os maiores também em peso. Em seu estudo, Pinto et al. (2014) observaram que, entre 613 entrevistados, a maioria faz o descarte dos medicamentos vencidos de sua residência de forma ambientalmente incorreta. Os autores verificaram que essa quantidade correspondia a 91% do total de entrevistados, somando porcentagem de disposição efetuada no lixo comum, no reciclável e na água corrente, sendo que somente 4% destina os medicamentos adequadamente em postos de saúde, farmácias ou centros comunitários.

O descarte inadequado de medicamentos, principalmente nos resíduos sólidos comuns ou na rede de esgoto, pode contaminar o solo, as águas superficiais e subterrâneas (PINTO et al., 2014). Quando expostas a condições adversas de umidade, temperatura e luz, essas substâncias químicas podem se transformar em substâncias tóxicas e afetar o equilíbrio do meio ambiente, alterando ciclos biogeoquímicos, interferindo nas teias e nas cadeias alimentares (PINTO et al., 2014). Na Tabela 6 estão dispostos todos os RSS encontrados na Cooperativa 3, sua quantificação, em kg, e sua frequência de incidência durante o período de caracterização.

Tabela 6 - Quantidade (em kg) e frequência de incidência de resíduos de serviços de saúde na Cooperativa 3 durante quatro semanas. 

Resíduo Quantidade (kg) Frequência (%)
Seringa com agulha 0,124 58
Agulhas 0,016 32
Caixa de remédio 0,072 21
Frasco plástico com medicamento 0,384 16
Frasco plástico de medicamento vazio 0,1 16
Ampola de vidro vazia 0,058 16
Seringa 0,042 16
Teste de diabete 0,01 16
Embalagem de medicamento 0,01 16
Bolsa de hemodiálise peritoneal 0,086 11
Aplicador ginecológico 0,074 11
Luva cirúrgica 0,054 11
Embalagem de medicamento para asma 0,04 11
Comprimido de medicamento 0,02 11
Embalagem de seringa 0,006 11
Ampola de vidro com conteúdo 0,022 5
Escalpe 0,01 5
Total 1,128

A Tabela 6 mostra que agulhas e seringas com agulhas foram encontradas, respectivamente, em 58% e 32% dos dias caracterizados na Cooperativa 3, e as seringas com agulhas foram o segundo maior resíduo quantificado em relação ao peso. Dessa forma, é possível perceber que nessa cooperativa incidem os RSS que oferecem maiores riscos à saúde dos trabalhadores.

Segundo a OMS (2015), cerca de 16 bilhões de injeções são administradas anualmente em todo o mundo e nem todas as agulhas e as seringas recebem a destinação final adequada. Isso gera riscos de lesões e infecções, além de acarretar em oportunidades de reutilização. A OMS ainda relata que, em 2010, as injeções consideradas sem segurança eram responsáveis por 33.800 novas infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV), o transmissor da AIDS; 1,7 milhão de pessoas foram infectadas pelo vírus da hepatite B (HBV); e outras 315 mil, pelo vírus da hepatite C (HCV). Além disso, ao se lesionar com uma agulha usada em um paciente que esteja contaminado, uma pessoa tem riscos de 30%, 1,8% e 0,3% de contrair HBV, HCV e HIV, respectivamente (WHO, 2015). A Tabela 7 apresenta todos os RSS encontrados na Cooperativa 4, sua quantificação, em kg, e sua frequência de incidência.

Tabela 7 - Quantidade (em kg) e frequência de incidência de resíduos de serviços de saúde na Cooperativa 4 durante quatro semanas. 

Resíduo Quantidade (kg) Frequência (%)
Bolsa de hemodiálise peritoneal 4,388 11
Seringa com agulha 0,018 5
Total 4,406 -

É possível observar na Tabela 7 que a Cooperativa 4 apresenta maior quantidade e frequência de bolsa de hemodiálise peritoneal, um resíduo muito específico de estabelecimentos prestadores de serviços de saúde. Essa especificidade reforça a hipótese de que esse tipo de gerador esteja encaminhando resíduos incorretos à coleta seletiva municipal.

Diante dos RSS caracterizados, torna-se necessária a efetivação do programa de educação continuada previsto nos PGRSS para informar, orientar e atualizar os profissionais da saúde acerca do tema, bem como realizar a adequação das unidades de saúde em sua estrutura física, entre outros aspectos (FREITAS; SILVA, 2012). Conforme a legislação brasileira, o programa de educação continuada visa orientar, motivar, conscientizar e informar permanentemente todos os trabalhadores envolvidos sobre os riscos e os procedimentos adequados para o manejo de RSS. Ademais, os serviços geradores de RSS são responsáveis por realizar a manutenção desse programa, independentemente do vínculo empregatício dos profissionais (BRASIL, 2004). O sucesso desse programa depende da participação consciente e da cooperação de todo o pessoal envolvido no processo (BRASIL, 2006).

Hammes, Stedile e Camardelo (2016) constataram que 19% dos catadores entrevistados sofreram algum acidente de trabalho. Esses profissionais consideram acidentes de trabalho os eventos com consequências graves e, para eles, arranhões, cortes, quedas e dores nas costas fazem parte da rotina de trabalho. De acordo com os autores, esses acontecimentos podem ser evitados com a utilização de equipamentos de proteção individual e melhores condições no ambiente de trabalho. Além disso, 63,1% dos catadores associados relataram não contribuir com o Instituto Nacional de Seguro Social (INSS). Com isso, esses trabalhadores estão em permanente risco social, uma vez que, se adoecerem ou sofrerem acidente, ficarão sem rendimentos.

As dificuldades mais citadas pelos profissionais entrevistados por Hammes, Stedile e Camardelo (2016) dizem respeito à valorização do trabalho e ao reconhecimento por parte da sociedade (43,1%), porque esta ainda encaminha resíduos incorretos às cooperativas. A segregação inadequada é a segunda maior dificuldade relatada pelos trabalhadores (36,2%). A identificação de RSS em cooperativas de triagem de materiais recicláveis evidencia a fragilidade existente nos programas de coleta seletiva (PCS) municipal. As consequências da presença de RSS nas cooperativas são inúmeras, uma vez que a saúde e a integridade física dos cooperados são comprometidas quando eles entram em contato direto com esses resíduos.

CONCLUSÕES

A pesquisa permitiu verificar a presença de RSS no PCS municipal, e a quantidade de resíduos sólidos incidente varia conforme a cooperativa estudada e a semana avaliada. Constatou-se, também, que resíduos dos Grupos D, A, B e E foram, respectivamente, os mais encontrados entre as cooperativas. Diante disso, é possível concluir que há falhas na segregação e na destinação desse tipo de resíduo, seja pela população e/ou pelos estabelecimentos de saúde. A ocorrência de RSS no PCS apresenta riscos à saúde de todos os profissionais envolvidos no manejo de resíduos, principalmente dos catadores.

Nesse sentido, são fundamentais ações conjuntas entre órgãos fiscalizatórios, instituições de ensino, estabelecimentos públicos e privados da área da saúde, para elaboração, operação e monitoramento dos planos de gerenciamento de RSS, junto a programas de educação ambiental, visando minimizar riscos à saúde pública e ao meio ambiente. Sobretudo, torna-se necessária a implementação de políticas públicas capazes de assegurar maior segurança aos trabalhadores das cooperativas de triagem de materiais recicláveis, uma vez que estes desempenham um serviço fundamental à sociedade e ao meio ambiente.

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1Reg. ABES: 185667

Recebido: 25 de Setembro de 2017; Aceito: 04 de Fevereiro de 2019

*Autor correspondente: nazari.eas@gmail.com

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