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Acta Ortopédica Brasileira

Print version ISSN 1413-7852On-line version ISSN 1809-4406

Acta ortop. bras. vol.14 no.4 São Paulo  2006

https://doi.org/10.1590/S1413-78522006000400004 

ARTIGO ORIGINAL

 

Artroplastia total do joelho assistida por computador

 

 

Roberto Freire da Mota e AlbuquerqueI; Fábio Jansen AngeliniII; José Ricardo PécoraI; Marco Martins AmatuzziIII; Sandra Umeda SasakiIV

IDoutor, Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
IIMédico assistente, Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
IIIProfessor Emérito, Departamento de Ortopedia e Traumatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo
IVPós-graduanda do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clinicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Um dos avanços tecnológicos mais significativos da medicina atual é a cirurgia assistida por computador, sendo que na ortopedia uma das aplicações mais importantes dessa tecnologia é na artroplastia do joelho. A principal contribuição da cirurgia ortopédica assistida por computador (Computer Aided Orthopaedic Surgery’s - CAOS) na artroplastia do joelho é o seu potencial em aprimorar a precisão da implantação das próteses e do alinhamento do membro operado contribuindo para a otimização e longevidade dos resultados. A navegação independente de imagens, baseada em referências anatômicas adquiridas durante o ato cirúrgico através de transmissores de raios infra-vermelho, tem sido a técnica preponderante na artroplastia do joelho. Utilizamos o sistema de navegação para artroplastia total do joelho "OrthoPilot" versão 2.2 para a colocação de 72 próteses de joelho "Search Evolution" da "Aesculap AG CO. KG" com ou sem estabilização posterior em uma série contínua. O objetivo foi aferir a precisão do alinhamento obtido com a navegação através de radiografias panorâmicas obtidas no período pós-operatório. Obtivemos um desvio médio do eixo mecânico nulo de 0,66º com desvio padrão de 0,7º, sendo que 98,6% dos joelhos ficaram dentro de uma margem de erro de 3º e 79,2% com erro inferior a 1º. Concluímos que o sistema é seguro e preciso, não adicionando morbidade à cirurgia convencional.

Descritores: Joelho; Artroplastia do joelho; Prótese do joelho; Cirurgia assistida por computador.


 

 

INTRODUÇÃO

A evolução tecnológica tem marcado a história recente da medicina, revolucionando os meios diagnósticos e terapêuticos em todos os seus campos. Nesse contexto, uma das conquistas mais recentes é a cirurgia assistida por computador (CAS) e na nossa área a cirurgia ortopédica assistida por computador (CAOS). O desenvolvimento e a aplicação clínica de sistemas de cirurgia assistida por computador na ortopedia levou recentemente à fundação de uma sociedade internacional específica, a CAOS - Internacional, cujo Iº Congresso ocorreu em 2001 em Davos, Suíça. Em nosso meio obtivemos o primeiro sistema de cirurgia ortopédica assistida por computador em 1999 no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, doado pela Academia Aesculap. Esse sistema denominado OrthoPilot tem como função a Navegação Cirúrgica em Ortopedia, sendo a sua primeira aplicação a Artroplastia Total do Joelho, com a qual iniciamos a nossa experiência na área. O OrthoPilot foi o primeiro sistema de navegação em artroplastia do joelho a ser amplamente empregado clinicamente, principalmente no Continente Europeu. A navegação consiste orientação da instrumentação cirúrgica fornecendo parâmetros intra-operatórios objetivos ao cirurgião proporcionando precisão e segurança ao ato operatório, possibilitando a realização de procedimentos minimamente invasivos e diminuindo ou eliminando a exposição à radiação. Assim, a navegação é o braço cirúrgico ou intra-operatório da CAOS, que também pode ser aplicada no planejamento cirúrgico, simulação de resultados e robótica. Existem diversas possibilidades de referência para os sistemas de navegação, aqueles baseados em imagens que podem ser adquiridas antes ou durante o ato cirúrgico (tomografia computadorizada (TC), ressomância magnética (RM), fluoroscopia, ultra-sonografia (US), etc) e aqueles que independem de imagem sendo baseados em referências anatômicas obtidas durante o ato cirúrgico. O OrthoPilot se enquadra nesse último grupo, sendo que determinados pontos da anatomia do paciente são transmitidos ao computador durante a operação através de transmissores ativos de infra-vermelho (IV) que são localizados por um sistema de rastreamento ótico semelhante ao funcionamento de um GPS (Figura 1). A posição e movimentação desses pontos é acompanhada em tempo real pelo computador, permitindo a localização do centro das três articulações principais do membro inferior do paciente por um algoritmo matemático aplicado a realização de movimentos padronizados dessas articulações, permitindo assim a reconstrução virtual do eixo mecânico do membro inferior. A associação desse modelo virtual do membro inferior às referências anatômicas obtidas e à presença de transmissores IV (Figura 2) nos guias de corte tibial e femoral permite que os cortes ósseos a serem realizados no procedimento cirúrgico sejam guiados pelo computador com um grau de precisão igual ou menor que 1º. O sistema "enxerga" os guias de corte e sua posição relativa à superfície articular da tíbia e fêmur e ao eixo mecânico do membro inferior e retorna essa informação ao cirurgião no monitor com uma imagem virtual e com parâmetros objetivos sobre o resultado a ser obtido em função da posição dos guia de corte, a saber: espessura do corte e angulação em relação ao eixo mecânico nos planos frontal e sagital (Figura 3). Desse modo não são utilizados os guias de alinhamento convencionais, com referência intra ou extra medular, diminuindo também o risco de complicações trombo-embólicas. Apresentamos os resultados do alinhamento do membro inferior de nossa primeira série de 72 joelhos em 68 pacientes submetidos à artroplastia total do joelho guiados por esse sistema de navegação, operados entre novembro de 2000 e março de 2002. Nosso objetivo inicial foi o de verificar a acurácia do sistema quanto ao alinhamento do eixo mecânico no plano frontal.

 

 

 

 

 

 

MATERIAL E MÉTODO

Foram operados sequencialmente 72 joelhos de 68 pacientes com indicação de artroplastia total do joelho primária (ATJ). Quarenta e nove pacientes eram do sexo feminino e 19 do sexo masculino, a idade média foi de 61,8 anos variando de 26 a 81 anos. Não foram selecionados os casos a serem operados com o sistema de navegação, sendo incluídos todos os casos com indicação de ATJ, independente da etiologia, grau de deformidade ou qualquer outra variável. Dos 72 joelhos 52 eram de pacientes com diagnóstico de artrose e 20 de artrite reumatóide. O desvio médio de eixo pré-operatório foi de 9,25º com desvio padrão de 5,2º variando de 17,3º de varo a 22,5º de valgo, sempre em relação ao eixo mecânico do membro inferior.

Foram utilizados implantes do modelo "Search Classic" da "Aesculap" com ou sem estabilização posterior, conforme a indicação de cada caso. As cirurgias foram todas "navegadas" com o sistema OrthoPilot (Figura 3) com a versão 2.2 do software para artroplastia total do joelho, que utiliza 3 pinos de Schanz modificados para acoplamento dos transmissores de IV, um no fêmur distal e um na tíbia proximal que são introduzidos pela incisão habitual para a artroplastia, e um terceiro parafuso percutaneamente na crista ilíaca como referência para a localização do centro do quadril através das manobras dinâmicas padronizadas pelo sistema. O software é alimentado com informações dinâmicas das 3 articulações do membro inferior operado por meio de movimentos padronizados solicitados pelo sistema e por referências anatômicas estáticas, a saber, ponto mais profundo do platô tibial mais comprometido, centro da superfície articular da tíbia, extremidade distal do fêmur, cortical anterior do fêmur proximalmente à superfície articular, ápice dos maléolos do tornozelo e centro da interlinha articular anterior do tornozelo. Esses pontos têm por função permitir ao software calcular o tamanho do componente femoral, espessura dos cortes em relação às superfícies articulares e cruzar as referências anatômicas com as dinâmicas como forma de aferir e aumentar a confiabilidade do cálculo do centro das articulações.

O corte distal do fêmur e proximal da tíbia foram guiados pelo OrthoPilot visando o alinhamento nulo do eixo mecânico sobrepondo o centro do quadril, joelho e tornozelo em uma linha reta. Os demais cortes foram confeccionados com os guias de corte convencionais específicos para o implante selecionado e sem relação com o alinhamento do membro. O balanço ligamentar foi feito com o controle do OrthoPilot que permite mensurar em graus a abertura em valgo e varo do joelho, fornecendo um parâmetro objetivo para a obtenção do mesmo. O controle do alinhamento durante a cirurgia é contínuo, permitindo a detecção de qualquer alteração que leve a desvios do alinhamento inicial, assim o procedimento é navegado até a implantação e cimentação final dos componentes, quando o alinhamento final é registrado no banco de dados do sistema.

Foram obtidos e registrados o eixo mecânico pré-operatório e pós-operatório através de radiografias panorâmicas dos membros inferiores feitas até 1 mês antes da operação e logo que o paciente fosse capaz de ficar em posição ortostática no período pós-operatório (Figura 4).

 

 

RESULTADOS

Todos os pacientes foram acompanhados durante 1 ano após a operação, os resultados do alinhamento foram obtidos no período pós–operatório precoce, uma vez que o objetivo foi de aferir a precisão do sistema na obtenção do alinhamento desejado. Nesse período nenhum paciente apresentou trombose venosa profunda ou acidentes trombo-embólicos. Um paciente evoluiu com infecção superficial que respondeu à antibioticoterapia oral e um paciente apresentou infecção profunda sendo necessária a retirada da prótese com colocação de espaçador para tratamento da infecção. Não houve complicações relacionadas à utilização do navegador ou da colocação dos pinos de Schanz modificados.

O desvio médio do eixo mecânico nulo foi de 0,66º com desvio padrão de 0,7º, sendo que 98,6% dos joelhos ficaram dentro de uma margem de erro de 3º e 79,2% com erro inferior a 1º. O erro variou de 3,4º de varo a 2,7º de valgo. Se analisarmos os primeiros 20 joelhos, de 19 pacientes, o desvio médio foi de 0,72º com desvio padrão de 0,96º, 95% dos casos com erro inferior a 3º e 80% inferior a 1º. Todos os casos com desvio superior a 3º ocorreram nessa série inicial. No outro extremo, os últimos 20 joelhos da série apresentaram um desvio médio do eixo de 0,52º com desvio padrão de 0,68º, 100% dos casos dentro da margem de 3º e 80% com desvio inferior a 1º (Tabela 1).

 

 

DISCUSSÃO

A artroplastia total do joelho é um procedimento cirúrgico de alta complexidade que exige treinamento extensivo do cirurgião e tem uma longa curva de aprendizado. Ademais os seus resultados e a longevidade dos implantes estão intimamente relacionados à precisão e rigor técnico de sua implantação(1,2, 3,4). O alinhamento adequado dos componentes femoral e tibial ao eixo mecânico do membro inferior certamente são um dos fatores mais importantes sobrevivência dos implantes ao longo do tempo, havendo vários trabalhos que indicam que um desvio superior a 3º implicam em falência prematura e resultados funcionais inferiores(1,3,5-9). Estima-se que cerca de 10% das artroplastias de joelho tenham erro de alinhamento superior a 3º mesmo nas mãos de cirurgiões experientes usando os guias de alinhamento mecânicos mais modernos(9). Evidentemente que outras variáveis estão envolvidas, como o balanceamento das tensões dos ligamentos periféricos bem como do ligamento cruzado posterior quando este é mantido, o desenho e qualidade dos próprios componentes protéticos e a manutenção da altura da interlinha articular entre outros(10).

A implantação das próteses de joelho assistida por computador abre a possibilidade de controlar as variáveis técnicas da implantação com precisão e reprodutibilidade controladas por parâmetros objetivos, mensuráveis e documentados intra-operatoriamente. Essa tecnologia traz a expectativa de aumentar a longevidade dos implantes ao aumentar a precisão do seu alinhamento e do balanceamento ligamentar(3,10-17), encurtar a curva de aprendizado dos cirurgiões e tornar os seus resultados mais homogêneos e menos dependentes das habilidades individuais de cada um. Além disso, será uma ferramenta extremamente valiosa no desenvolvimento das cirurgias minimamente invasivas onde o cirurgião tem menor visão do campo operatório aumentando o risco de imprecisões técnicas. Adicionalmente a eliminação dos guias de alinhamento intra-medulares reduz a incidência de trombo-embolismo(18) e diminui a perda sanguínea intra-operatória (19).

Experimentamos ainda o início do desenvolvimento dos sistemas de cirurgia assistida por computador e certamente muitos dos benefícios esperados ainda estão por vir, com o aprimoramento e evolução dos sistemas e softwares atuais. A versão do software do OrthoPilot (2.2) utilizada nessa série nos oferece o controle do alinhamento dos componentes femoral e tibial com precisão inferior a um grau, auxilia no balanceamento dos ligamentos e na determinação da altura do corte femoral distal e tibial proximal. É nosso objetivo inicial aferir a precisão do alinhamento da prótese no plano frontal.

O OrthoPilot é o sistema de navegação para ATJ com o maior número de casos clínicos e as maiores séries publicadas na literatura internacional(11,17), sendo esta a primeira série em nosso meio. Na literatura internacional a primeira série, com 30 joelhos, foi publicada em 2001 por Mielke et al.(20). Assim iniciamos nossa experiência antes mesmo dessa primeira publicação. Encerramos essa série quando atualizamos o software do navegador para a versão 3.0, ponto inicial de uma nova série a ser relatada em futuro próximo. A tecnologia utilizada, independente de exames de imagem, guiada por transmissores de IV intra-operatórios resultou em sistema simples, ágil, de fácil compreensão e utilização pelo cirurgião independente de qualquer familiaridade com a informática. É uma ferramenta que auxilia o cirurgião a realizar o procedimento com parâmetros e dados objetivos, sem interferir no planejamento ou estratégia cirúrgica.

Os resultados obtidos se assemelham ou superam o alinhamento das séries de maior precisão publicadas na literatura. Um dos diferenciais da ATJ assistida por computador é a redução ou eliminação dos casos de "escape" da zona de segurança de 3º (16,17). Assim na nossa série observamos que embora o número de casos dentro da zona ideal de 1º de precisão se mantenha praticamente inalterado em 80% tanto nos primeiros 20 joelhos, quanto na série completa ou nos últimos 20 joelhos; todos os casos de "escape" ("outliners" na literatura de língua inglesa) ocorreram entre os 20 primeiros joelhos da série. Assim vimos uma rápida curva de aprendizado com pequena interferência nos resultados iniciais e virtual eliminação dos "escapes" à zona de segurança após essa fase inicial.

A presença do controle constante em tempo real do alinhamento do membro, sem que seja necessário montar instrumentos de aferição visual do alinhamento nos permite "enxergar" erros e imprecisões causados por algumas manobras e procedimentos durante a operação nos trazendo ensinamentos que podemos transpor para as cirurgias convencionais. Observamos que a fixação dos guias de corte com pregos introduzidos com o auxílio de martelos provocam desvios significativos da orientação dos mesmos, o que é minimizado com a utilização de pinos rosqueados introduzidos com perfuradores. Aqui uma outra vantagem do navegador, qualquer desvio do posicionamento dos guias de corte durante a sua manipulação e fixação ou após a retirada sistema de sustentação dos mesmos após a sua fixação é detectada imediatamente sem a necessidade de qualquer passo adicional. Habitualmente nos valemos de espaçadores e/ou tensionadores para avaliar os espaços de flexão e extensão bem como o balanço dos ligamentos durante a operação e aqui observamos outra fonte de perda do alinhamento obtido inicialmente, particularmente naqueles casos onde o tecido ósseo é menos rígido, como nos pacientes com doença reumática. Pudemos observar que em alguns casos a introdução do espaçador na fase de teste e balanceamento pode levar a uma compressão no compartimento mais tenso da articulação, deformando a superfície do corte inicial e levando a um desvio do alinhamento final se não houver correção.

A navegação na artroplastia do joelho certamente ainda tem muito que evoluir, versões mais modernas já têm e devem aprimorar o controle sobre o balanceamento dos ligamentos, rotação e dimensionamento dos componentes, alinhamento do aparelho extensor e o desenvolvimento de instrumental mais adequado à cirurgia minimamente invasiva(21-23). Esse último uma das aplicações mais promissoras e significativas da navegação, uma vez que a redução do controle visual nas cirurgias minimamente invasivas pode ser compensado pelo controle virtual obtido com a navegação(22).

Acreditamos que estamos ainda nos primórdios de uma era onde a cirurgia assistida por computador será uma ferramenta fundamental e corriqueira na vida do cirurgião com o desenvolvimento de novas técnicas e instrumentos, promovendo um salto de qualidade em todas as áreas da cirurgia.

 

CONCLUSÕES

• A navegação da artroplastia total do joelho com o OrthoPilot versão 2.2 é precisa, proporcionando alinhamento acurado e reprodutível dos membros operados.

• A navegação com o OrthoPilot versão 2.2 é segura não adicionando morbidade à cirurgia convencional.

 

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Endereço para correspondência:
Av. Nove de Julho, 5.519 cj.41
São Paulo, SP - CEP 01407-200
E-mail: rmotaa@uol.com.br

Trabalho recebido em 30/03/06 aprovado em 28/05/06

 

 

Trabalho desenvolvido no Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo

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