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Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science

Print version ISSN 1413-9596On-line version ISSN 1678-4456

Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. vol.36 n.1 São Paulo  1999

https://doi.org/10.1590/S1413-95961999000100010 

Efeitos da lasalocida sódica e da proporção concentrado/volumoso sobre o desempenho produtivo de vacas lactantes

Sodium lasalocid and concentrate/roughage ratio effects on productive performance of lactating cows

 

Carlos de Sousa LUCCI1; Paulo Henrique Mazza RODRIGUES1; Laércio MELOTTI1

 

Correspondência para:
Carlos de Sousa Lucci
Departamento de Nutrição e Produção Animal
Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP
Av. Duque de Caxias Norte, 225 – Caixa Postal 23
13630-970 – Pirassununga – SP
e-mail: sandralucci@fmvz.usp.br

 

 

RESUMO

Quatro vacas mestiças Holandesas com peso médio de 470 kg, lactantes com dois meses de paridas, homogêneas em porte, todas dotadas de cânulas de rúmen, foram utilizadas em um delineamento em quadrado latino, para avaliar quatro tratamentos dispostos em arranjo fatorial, como segue: ausência ou presença de lasalocida (200 mg/animal/dia) e duas proporções de concentrado/volumoso (feno): 30%-70% e 60%-40%. Foram medidas as produções de leite e de gordura, consumos de matéria seca, pH do conteúdo do rúmen e taxas de revolução líquida ruminal. O emprego de lasalocida apresentou tendência (dados não-significativos estatisticamente) de aumentar a produção de leite nas rações com 70% de volumoso. O emprego de maior proporção de concentrados (60%) apresentou aumentos (não-significativos estatisticamente) do consumo de MS por quilo de peso ou por quilo de peso metabólico. Estas dietas também aumentaram a produção de leite e a produção de leite corrigida a 4% de gordura, a produção de proteína do leite, e diminuíram a concentração de gordura láctea, bem como o pH do conteúdo ruminal no tempo de 6 horas após a primeira refeição.

UNITERMOS: Lasalocida; Produção de Leite.

 

 

INTRODUÇÃO

Diversos autores destacaram o fato de maiores proporções de concentrados resultarem em aumento do nível de ácido propiônico no rúmen, em relação a dietas contendo menores proporções de concentrados, o que conduziria ao incremento da produção de leite e diminuição nos teores de gordura láctea20. Spiekers et al.29, elevando a quantidade de concentrado de 2,9 para 8,1 kg/vaca/dia, encontraram maiores valores de consumo de matéria seca, produção de leite, teor e percentagem de proteína láctea; resultados similares são descritos por Llamas-Lamas; Combs19 e Tesmann et al.31. A diminuição na percentagem de gordura com a utilização de níveis crescentes de concentrados é referida por Gruber et al.15.

Quanto aos ionóforos, de acordo com Schelling27, têm apresentado modificações em consumo de alimentos; produção de gases; digestibilidade dos nutrientes, utilização da proteína; enchimento e taxas de passagem ruminal. A alteração provocada pelos ionóforos na proporção molar de ácidos graxos voláteis (AGV), incrementando a relação propiônico/acético, pode aumentar a energia metabolizável24, e diminuir o incremento calórico28.

Os efeitos dos ionóforos sobre o consumo de alimentos e desempenho animal têm sido bastante variáveis13. Trabalhos têm demonstrado diminuição na ingestão de matéria seca (MS) em vacas de leite recebendo lasalocida3,10,32; outros experimentos, no entanto, não confirmaram esta ação da lasalocida2,11,13,17.

Os ionóforos têm aumentado a digestibilidade da MS e/ou da matéria orgânica (MO) das dietas. Galloway et al.13, fornecendo lasalocida para bovinos ingerindo dietas volumosas de baixa qualidade, observaram aumento na digestibilidade da fibra em detergente neutro (FDN); Tanner et al.30, ao ministrarem lasalocida para novilhas em pastejo, observaram aumento na digestibilidade da MS e da MO. Já outros trabalhos não mostraram efeitos da lasalocida sobre a digestibilidade da MO ou do amido9 ou da MS33.

Experimentos têm demonstrado efeitos benéficos da lasalocida sobre a utilização da proteína: Johnson Jr. et al.18 registraram inexistência de alteração da digestibilidade da proteína bruta (PB), mas reforçaram a idéia de que o ionóforo protegendo a proteína contra sua degradação no rúmen aumenta o suprimento relativo de aminoácidos para o duodeno. Funk et al.12 explicaram o efeito protéico-protetor dos ionóforos, pelo aumento do suprimento de propionato, o qual, por ser gliconeogênico, diminuiria a utilização da proteína absorvida para gliconeogênese ou oxidação nos tecidos.

Não foram demonstrados efeitos de diferentes níveis de lasalocida sobre as taxas de passagem de sólidos4,13. Maiores proporções de volumosos nas rações têm conduzido a taxas de passagem de sólidos diminuídas e a aumento no fluxo de líquido ruminal7.

Ensaios utilizando ionóforos em animais em lactação são bastante restritos e os resultados, pouco promissores. Johnson Jr. et al.18 observaram diminuição de 20% na produção de leite corrigida a 4% de gordura, 13% na porcentagem de gordura do leite, 27% na produção de gordura e 9% na produção de proteína láctea, ao utilizarem níveis de lasalocida de aproximadamente 550 mg/animal/dia. Dye et al.11 não registraram alteração na produção de leite, mas relataram diminuição linear da porcentagem de gordura láctea com o aumento dos níveis de lasalocida da dieta. Ao realizarem experimentos com a monensina, Brown; Hogue5 e Sauer et al.26 acusaram diminuição nas porcentagens de gordura láctea; Brown; Hogue5 observaram, ainda, aumento da porcentagem de proteína láctea. Por outro lado, Lynch et al.21 descreveram aumento significativo na produção de leite e na de proteína do leite, mas não verificaram alteração nos teores de gordura láctea, ao utilizarem a monensina em vacas em regime exclusivo de pastejo; e Christensen et al.6, usando lasalocida, registraram melhora na eficiência do aproveitamento energético para fins de produção. Beede et al.3; Weiss; Amiet32 e Christensen et al.6 não encontraram alterações significativas na produção ou composição do leite, ao administrarem lasalocida para vacas.

Tanto a lasalocida6,11,18,32 quanto a monensina5,21,26 não apresentaram alterações sobre ganhos de peso quando administradas na dieta de vacas lactantes. Sauer et al.26 encontraram diminuição significativa na ingestão para vacas que receberam nível alto de monensina; a produção de leite não teve alteração, mas a gordura láctea diminuiu somente para fêmeas recebendo baixo nível de monensina; não houve efeito sobre a proteína do leite.

O presente trabalho teve por finalidade estudar os efeitos de diferentes relações concentrado/volumoso e da aplicação da lasalocida sódica em vacas leiteiras.

Os parâmetros avaliados foram: consumo de matéria seca, pH ruminal, proteína láctea, teor de gordura e produção de leite corrigido ou não a 4% de gordura.

 

MATERIAL E MÉTODO

Foram utilizadas quatro fêmeas bovinas mestiças Holando-zebu, com dois meses de lactação, homogêneas em porte e tipo, apresentando cerca de 470 kg de peso, em média, ao início do experimento, sendo todas dotadas de cânulas de rúmen. Os animais permaneceram estabulados em baias individuais. O delineamento experimental foi o quadrado latino 4x423 com arranjo fatorial de tratamentos 2x2, correspondendo à presença ou ausência de lasalocida sódica na dosagem de 200 mg por animal e por dia, e duas proporções de volumoso (feno)/concentrado na dieta: 40%-60% e 70%-30%, com base na MS. A lasalocida foi introduzida no interior do rúmen via fístula ruminal, sempre no momento da primeira refeição do dia. As dietas foram isonitrogenadas, sendo necessário confeccionar duas misturas, uma para a proporção com 30% de concentrado (mistura II), e outra para 60% de concentrado (mistura I), sendo as rações formuladas para atender as exigências de mantença e de produção de leite média (15,0 kg/vaca/dia) em termos protéicos, e adotado o consumo ad libitum. O feno de coast cross, único volumoso utilizado, foi picado grosseiramente em partes de 10 cm, e fornecido em duas porções diárias, às 7 e às 15 horas, imediatamente após o consumo de concentrados. A Tab. 1 fornece as proporções dos ingredientes utilizados nas diferentes misturas de concentrados e suas composições bromatológicas.

 

Tabela 1

Proporções de ingredientes e composição bromatológica das rações, com base na MS. Pirassununga – SP, 1996.

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Composição por kg de mistura mineral: 180g Ca, 90g P, 20g Mg, 20g S, 100g Na, 155g Cl, 3g Zn, 1g Cu, 1,25g Mn, 2g Fe, 0,1g Co, 0,09g I, 0,02g Se, 0,9g F (máximo).

MS=Matéria seca

FDN=Fibra em detergente neutro

NDT=Nutrientes digestíveis totais


PB=Proteína bruta

EE=Extrato etéreo

Ca=Cálcio


FDA=Fibra em detergente ácido

MM=Matéria mineral

P=Fósforo

 

As análises bromatológicas de PB foram conduzidas segundo as normas da AOAC1 e a de FDN segundo Goering; Van Soest14. O pH do rúmen foi tomado imediatamente após a realização de colheita de líquido ruminal. A determinação da taxa de passagem de líquidos pelo rúmen foi feita através da aplicação de 300 g do marcador polietilenoglicol peso molecular 4.000, conforme método descrito por Hyden16. O experimento teve duração de 112 dias, sendo as vacas ordenhadas às 6 horas e às 14 horas, diariamente, registrando-se as quantidades de leite produzidas. As análises estatísticas foram feitas com emprego do "Statistical Analysis System" (SAS25). Os dados referentes a pH foram acrescidos de fator de medidas repetidas no tempo.

 

RESULTADOS E DISCUSSÃO

A Tab. 2 mostra os efeitos obtidos com a aplicação da lasalocida e de diferentes proporções de concentrado/volumoso, e a interação entre esses fatores, sobre a ingestão de MS por vacas lactantes. O consumo de MS é fornecido em quilogramas por animal e por dia, em gramas de MS por quilograma de peso vivo, e em gramas de MS por quilograma de peso metabólico.

 

Tabela 2

Efeitos da lasalocida e proporção volumoso:concentrado sobre consumo de ms (cms), em quilos, consumo de ms em gramas por quilo de peso (cms/kgpv), e consumo de ms em gramas por quilo de peso metabólico (cms/kgp0,75). Coeficientes de variação e probabilidades estatísticas. Pirassununga – SP, 1996.

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1 Linhas com letras sobrescritas diferentes diferem estatisticamente (P<0,05) quando separadas por contrastes ortogonais;
2 Valores de P para efeito da lasalocida (Las), efeito da proporção volumoso:concentrados (Prop) e efeito de interação (L x P);
L0 = sem lasalocida;
L200 = 200 mg lasalocida.

 

Com referência a diferentes proporções concentrado/volumoso, embora os resultados não tenham sido estatisticamente significativos, nota-se tendência acentuada para maiores consumos de MS com o emprego de proporção de 60% de concentrados (p<0,0508) com 2,837 kg contra 2,609 kg de MS/100 kg de peso nas rações com 30% de concentrados. O NRC24 indica o valor de 2,9 kg de MS/100 kg de peso para vacas de 470 kg e nível de 15 kg de leite por dia. Llamas-Lamas; Combs19 já haviam indicado aumento no consumo de MS de rações mais ricas em concentrado. No presente experimento, na dieta contendo 60% de concentrado, a ingestão de alimentos poderia ser regida por fatores metabólicos8. Além disso, o feno utilizado, de qualidade pobre, possivelmente teve papel relevante no consumo de MS pelos animais.

Como resposta à lasalocida, o consumo de MS (Tab. 2) mostrou resultados estatisticamente semelhantes para os tratamentos controle (zero mg) e 200 mg por animal e por dia, iguais a 2,690 kg e 2,757 kg de MS por 100 kg de peso, respectivamente, confirmando os resultados de Beacon et al.2; Jacques et al.17; Galloway et al.13 e Dye et al.11. Entretanto, diferiram dos achados de Weiss; Amiet32; Beede et al.3 e Delcurto et al.10, os quais registraram menor consumo com aplicação de lasalocida. Aliás, Galloway et al.13 já tinham citado informações contraditórias, na literatura, sobre efeitos da lasalocida com respeito ao consumo de alimentos.

Os resultados obtidos para produção de leite, corrigida ou não a 4% de gordura, concentração e produção de gordura no leite, concentração e produção de proteína no leite, encontram-se na Tab. 3.

 

Tabela 3

Efeitos da lasalocida e proporção volumoso:concentrado sobre a produção de leite por vaca e por dia (kg), sobre o leite corrigido a 4% de gordura por vaca e por dia (kg), e respectiva porcentagem, e na quantidade de proteína láctea por vaca e por dia (kg) e respectiva porcentagem. Coeficientes de variação e probabilidades estatísticas. Pirassununga – SP, 1996.

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1 Linhas com letras sobrescritas diferentes diferem estatisticamente (P<0,05) quando separadas por contrastes ortogonais;
2 Valores de P para efeito da lasalocida (Las), efeito da proporção volumoso:concentrados (Prop) e efeito de interação (L x P);
L0 = sem lasalocida;
L200 = 200 mg lasalocida.
Obs: Probabilidade do contraste: Leite – Las (70) = 0,0501.

 

Dietas com 60% de concentrado mostraram maior produção de leite (p<0,0001), de leite corrigido para 4% de gordura (p<0,002) e de proteína láctea (p<0,0001); provocaram também queda na concentração de gordura láctea (p<0,05). Esses fatores foram relacionados na literatura a concentrações mais altas de carboidratos não-estruturais nas rações que resultaram na maior proporção de ácido propiônico produzido no rúmen20. A lasalocida mostrou tendência (p<0,06) para efeito positivo sobre a produção de leite dentro de rações ricas em volumoso (3,7% maior), mas não dentro das ricas em concentrados. Lynch et al.21 já demonstraram que a monensina aumentou em 7% a produção leiteira e em 8% a de proteína láctea de vacas mantidas em regime exclusivo de pastagens. A presença de ionóforos propicia maior disponibilidade de energia metabolizável24 e diminui o incremento calórico das dietas28, fatores que melhoram a eficiência energética. Finalmente, a melhor utilização da proteína por ação da lasalocida poderia ser considerada na tendência apresentada para maiores produções de leite nas rações ricas em volumoso, pelo aumento do suprimento de propionato, o qual, por ser gliconeogênico, diminuiria a utilização da proteína absorvida para gliconeogênese.

Os dados do presente trabalho são similares àqueles encontrados por Christensen et al.6; Beede et al.3; Weiss; Amiet32, onde não foram alteradas a produção e a composição do leite das vacas tratadas por lasalocida.

Os efeitos da lasalocida e das proporções volumoso/concentrado sobre o volume e a taxa de passagem de líquido no rúmen, bem como o fluxo de líquidos por dia e por quilo de MS consumida, e o valor médio pH do conteúdo ruminal, encontram-se na Tab. 4.

 

Tabela 4

Efeitos da lasalocida e proporção volumoso:concentrado sobre o volume líquido ruminal, em litros, taxa de passagem de líquidos (tp), em porcentagem por hora, fluxo de passagem de líquidos por dia (fl), em litros, e fluxo de líquidos por quilo de ms consumida (flms), em litros. Valores de pH do conteúdo ruminal, coeficientes de variação, em porcentagens, e probabilidades estatísticas. Valores estatisticamente significativos (p<0,05) em negrito. Pirassununga – SP, 1996.
Taxa de passagem de líquidos

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1 Linhas com letras sobrescritas diferentes diferem estatisticamente (P<0,05) quando separadas por contrastes ortogonais;
2 Valores de P para efeito da lasalocida (Las), efeito da proporção volumoso:concentrados (Prop) e efeito de interação (L x P);
3 Efeito de tempo significativo (P = 0,0001);
4 Efeito da interação tempo x proporção de vol:con significativo (P = 0,0014).

L0 = sem lasalocida
Prop = proporção

L200 = 200 mg lasalocida
L x P = lasalocida x proporção

Las = lasalocida

 

Observa-se dos dados da Tab. 4 que o fluxo de passagem de líquidos por dia e o fluxo de líquidos por quilo de MS foram maiores nas dietas com 70% de volumoso, respectivamente 172,7 contra 144,0 litros/dia e 14,7 versus 11,2 litros/kg MS. Estes resultados concordam com Church7 na afirmativa de que maior quantia de volumoso incrementa o fluxo líquido ruminal devido a maior salivação. Não foram demonstrados efeitos de diferentes níveis de lasalocida sobre taxas de passagem de sólidos. O pH não mostrou alterações com emprego da lasalocida; a proporção maior de volumoso acusou maior valor de pH apenas 6 horas após a primeira refeição.

 

CONCLUSÕES

Dentro das condições em que foi realizado o presente experimento, as seguintes conclusões podem ser enumeradas: 1) a administração de lasalocida não resultou em alterações sobre a ingestão de MS, como também sobre a produção de leite. Contudo, houve tendência (dados não-significativos estatisticamente) para aumentar a produção de leite nas rações menos energéticas, com 70% de volumoso; 2) o emprego de maior proporção de concentrados (60%) aumentou a produção de leite e a quantidade de proteína láctea do leite, mas diminuiu a concentração de gordura láctea.

 

SUMMARY

Four crossbred Holstein 2 month lactating cows with 470 kg of average live-weight, fitted with rumen canulas, were used in a change over design, in a 2 x 2 factorial arrangement with four treatments: without or with sodium lasalocid (200 mg/cow/day); and two concentrate/roughage ratios: 30%-70% and 60%-40%. Milk and fat production, dry matter consumption, ruminal pH and liquid turnover rates were measured. Lasalocid resulted in higher but not statistically significant increase in milk production with the 70% roughage diet. Rich concentrate diets (60%) resulted in higher, but not statistically significant, dry matter consumption; these diets increased milk, fat corrected milk and milk protein production, and decreased fat milk production, as well as the ruminal pH at 6 hours after the first meal.

UNITERMS: Lasalocid; Milk production.

 

 

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Recebido para publicação: 28/04/1997
Aprovado para publicação: 22/07/1998

 

 

1 Departamento de Nutrição e Produção Animal da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da USP, Pirassununga – SP

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