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Brazilian Journal of Veterinary Research and Animal Science

Print version ISSN 1413-9596On-line version ISSN 1678-4456

Braz. J. Vet. Res. Anim. Sci. vol.41 no.4 São Paulo July/Aug. 2004

https://doi.org/10.1590/S1413-95962004000400005 

Ocorrência de sorotipos exóticos de Salmonella encontrados em cães assintomáticos nos distritos do município de Ilhéus / BA – Brasil

 

Occurrence of exotic Salmonella serovar in assymptomatic dogs in Ilheus City / BA – Brazil

 

 

Bianca Mendes MacielI; Ronaldo Costa Argôlo FilhoI; Edmilson Santos de FreitasI; Flávia Fernandez KruschewskyII; Brena Farias SantosII; Graziella Dias RochaII; Rita Maria Costa WetlerII; Luci Ana Fernandes MartinsI

IDepartamento de Ciências Agrárias e Ambientais da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus – BA
IIDepartamento de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Santa Cruz, Ilhéus – BA

Endereço para correspondência

 

 


RESUMO

Amostras fecais de cães provenientes de distritos carentes do Município de Ilhéus / BA foram analisadas para a presença de Salmonella spp durante o período de junho de 2001 a abril de 2002. Dezoito (9,47%) dos 190 animais foram considerados positivos sendo que 66,6% destes casos ocorreram com animais até 1 ano de idade, 56% se alimentavam com comida caseira, 66% tinham acesso à fonte de água não tratada e 67% possuía comportamento domiciliar. A sintomatologia da doença não foi percebida em 83,3% dos animais. A S. Gafsa representou o sorotipo mais prevalente (38,9%), seguido pela S. Rubislaw (27,8), S. Carrau (16,7%) e S. enterica subsp. Houtenae (11,1%). Uma cepa não pôde ser identificada. O antibiograma revelou a gentamicina como sendo a droga mais potente, in vitro, para o tratamento das salmonelas encontradas na região de Ilhéus, seguida pela ampicilina. Nossos resultados confirmam que cães representam um importante reservatório de sorotipos exóticos de Salmonella e que ocorre padrões diferentes de sensibilidade a antibióticos entre eles.

Palavras-chave: Salmonella spp. Resistência a antibióticos. Portador assintomático.


ABSTRACT

Fecal samples from dogs residing in areas of poor living conditions in Ilhéus city / BA were examined for Salmonella spp from June 2001 to April 2002. Eighteen (9.47%) of 190 animals were found to be positive. 66.6% of those samples were taken from one year old puppies, 56% of the positive animals were fed by table scrap, 66% did not drink treated water and 67% had a domiciliary behavior. Symptoms of salmonellosis were not present in 83% of all positive animals. S. Gafsa represented the most prevalent serovar (38.9%), followed by S. Rubislaw (27.8%), S. Carrau (16.7%) and S. enterica subsp. Houtenae (11.1%). One sample could not be identified. Gentamicin was the most potent in vitro drug for the treatment of salmonelosis, followed by ampicilin. Our results confirmed that dogs represent an important reservoir of exotic Salmonella serovars and that there are different patterns of sensitivity to drugs among them.

Key-words: Salmonella spp. Antibiotic resistance assymptomatic carrier.


 

 

Introdução

As Salmonella spp são bactérias entéricas, freqüentemente associadas a enfermidades transmitidas por alimentos, podendo estar presentes no trato intestinal de animais de sangue quente e frio.1 Baseado nas publicações do Center for Disease Control and Prevention (CDC), Salmonella foi a principal causa de surtos de infecções alimentares nos Estados Unidos entre 1973 e 1987.2 Nos últimos anos, tem-se percebido que a freqüência de infecções por Salmonella spp tem aumentado tanto em humanos quanto em animais.3 A principal via de infecção da salmonelose é a oral, pela ingestão de produtos de origem animal mal cozidos e fontes de água contaminadas com fezes de animais infectados.

Salmonella spp são comumente isoladas de cães, sendo o número de animais infectados muito mais elevado que a incidência da doença clínica.4 Estima-se que 36% dos cães sejam portadores assintomáticos da bactéria.5 Nestes animais, os sinais clínicos da doença variam de acordo com o número de microrganismos infectantes, com o estado imunológico e com fatores adversos como enfermidades intercorrentes.6 Animais jovens ou idosos são os mais acometidos pela bactéria, aumentando a gravidade da infecção.3 Os sintomas da salmonelose nesta espécie são: vômitos, dores abdominais, diarréias, febre entre 40 e 41º C, depressão e anorexia.6 Há relato de aborto causado por S. Montevideo em cadela foxhound.7

Acima de 2.200 sorotipos de Salmonella foram identificados, sendo a maioria potenciais patógenos animais e humanos. Embora não ocorra especificidade entre os sorotipos e os hospedeiros, algumas cepas são adaptadas a certas espécies animais.8 No Brasil, Salmonella enterica sorotipo Enteritidis tem sido considerado prevalente desde a década de 80 e está associado ao consumo de aves e ovos. S. enterica subsp houtenae foi detectada em menos de 1% dos isolados em um estudo realizado na cidade de São Paulo – Brasil entre os anos de 1996 a 2000.1,9 Os répteis, como cobras e iguanas, podem ser importantes portadores dos sorotipos Gafsa e Rubislaw.10,11 Salmonella Rubislaw já causou meningite e morte de um bebê de 3 semanas de idade na Inglaterra no ano de 2000. Isolados do mesmo sorotipo foram encontrados no bebedouro do réptil que a família da criança havia pegado para criar.12 Nos Estados Unidos, este sorotipo é considerado incomum, porém era freqüente na Flórida entre os anos de 1993 e 1996.13

No Brasil, poucos estudos epidemiológicos têm sido realizados demonstrando a prevalência de Salmonella spp em animais de companhia. Em sociedades mais carentes, os hábitos de higiene não são praticados por toda a comunidade. Freqüentemente, os animais são alimentados com carne e vísceras cruas ou mal cozidas, podendo assim contrair o agente e contaminar o ambiente e fontes de água. Em locais onde a água utilizada na alimentação humana não é tratada, esta contaminação pode constituir um grande risco para a Saúde Pública. Nos últimos anos, tem-se percebido que a freqüência de infecções por Salmonella spp tem aumentado tanto em humanos quanto em animais, merecendo um comentário especial no que diz respeito à transmissão zoonótica a partir do cão. A carência de pesquisas de prevalência de Salmonella spp em cães no município de Ilhéus / BA, como também em diversas regiões do país, motivou-nos a estudar tal assunto, a fim de verificar os sorotipos mais freqüentes isolados de cães nesta região.

 

Materiais e Métodos

Cadastro dos animais: Cada animal foi cadastrado em uma ficha própria contendo nome e endereço do proprietário, resenha e os dados clínicos do animal.

Colheita de amostras fecais: 190 amostras fecais de cães (120 machos e 70 fêmeas) provenientes do atendimento ambulatorial da Universidade Estadual de Santa Cruz (Hospital de Medicina Veterinária) e dos distritos do Município de Ilhéus / BA, foram colhidas através de swab retal durante o período de junho de 2001 a abril de 2002, e enviadas ao laboratório de Microbiologia da Universidade sob refrigeração.

A metodologia de isolamento e identificação utilizada foi uma adaptação da APHA.14

Pré-enriquecimento: As amostras fecais foram pré-enriquecidas em 2 mL de água peptonada tamponada (BPW) [Merck] e incubadas a 43°C por 24 h.

Enriquecimento seletivo: 1 mL das amostras pré-enriquecidas foi inoculado em 9 mL de caldo tetrationato [Merck] e caldo selenito-cistina [Merck] e incubadas a 43°C por 24 h. Os meios seletivos de isolamento em placa foram: agar verde brilhante (BGA) [Merck], agar xilose tergitol 4 (XLT4) [Merck], agar Salmonella-Shigella (SS) [Merck]e agar MacConkey [Merck]. As placas foram incubadas a 43°C por 24 h.

Após a identificação bioquímica e sorológica, as cepas foram inoculadas em agar tripticato de soja (TSA) [Merck] e enviadas para sorotipagem ao laboratório de enterobactérias da Fundação Oswaldo Cruz / RJ.

Antibiograma: A verificação da susceptibilidade dos isolado de Salmonella a diferentes antibióticos foi realizada pelo método de ágar-difusão em Agar Mueller-Hinton [MERCK] utilizando discos de ampicilina (AMP 10 mcg - CECON), cloranfenicol (CLO 30 mcg - CECON), estreptomicina (ET 10 mcg - CECON), sulfonamida (SF 300 mcg - CECON), tetraciclina (TET 30mcg - CECON) e gentamicina (GEN 10mcg - CECON).

Análise estatística: A análise estatística descritiva não paramétrica foi realizada pelo teste de qui-quadrado, com nível de significância de 5% de probabilidade, e determinação do intervalo de confiança para proporção populacional de animais positivos para Salmonella.

 

Resultados

Amostras fecais de 190 cães (120 machos e 70 fêmeas), provenientes de distritos do Município de Ilhéus / BA, foram analisadas para a presença de Salmonella spp durante o período de junho de 2001 a abril de 2002. As regiões estudadas eram carentes, não possuindo saneamento básico, e os cães atendidos pertenciam à população com baixo poder aquisitivo. Os dados etológicos (Figura 1) mostraram que a média de animais até um ano de idade era de 42,32%, variando entre 34,78% em Vila Cachoeira e 52,63% no Salobrinho. A grande maioria dos animais se alimentava com comida caseira, perfazendo uma média de 81,56% do total de cães estudados. Os animais atendidos na região de Ponta do Ramo contrastaram com os demais quanto à ingestão de água tratada (30,77%) e quanto ao seu comportamento, sendo domiciliar em 33,33%. Nas demais regiões, as porcentagens ficaram em média 71,96% e 72,58% para estes aspectos respectivamente.

 

 

Foram considerados positivos para a presença de Salmonella spp 18 animais (9,47%). Os resultados apresentados na figura 2 demonstraram que 66,6% destes casos ocorreram com animais até um ano de idade, 56% se alimentavam com comida caseira, 66% tinham acesso à fonte de água não tratada e 67% possuía comportamento domiciliar, sendo estes, animais cujo acesso à rua ocorria apenas na presença de seu dono. A sintomatologia da doença não foi percebida em 83,3% dos casos, sendo o vômito diagnosticado em dois animais e a presença do vômito juntamente com diarréia diagnosticada em um animal com dois meses de idade. Para este último, a sintomatologia foi relacionada à bactéria devido ao animal ser muito jovem.

 

 

A tabela 1 demonstra a distribuição de Salmonella enterica por região estudada, onde 38,9% representam Salmonella Gafsa, 27,8% S. Rubislaw, 16,7% S. Carrau e 11,1% S. houtenae. Um sorotipo (5,5%) não pôde ser caracterizado. Salmonella enterica subsp. houtenae foi encontrada apenas na região do Banco da Vitória onde a prevalência foi considerada baixa (4,0%). O sorotipo Rubislaw representou 50% dos casos encontrados nas regiões de Ponta do Ramo e Salobrinho. Esta última correspondeu à região onde a prevalência foi mais elevada (21,1%) e possuiu a maior distribuição dos sorotipos, porém, o número de amostra foi baixo. Isto significa que se aumentar a quantidade de amostras a serem analisadas, provavelmente a prevalência também irá aumentar. Em Vila Cachoeira, o único sorotipo presente foi S Gafsa, representando 8,7% da prevalência para esta região. Apenas dois animais provenientes do Jardim Savóia e Praia do Norte foram atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual de Santa Cruz, sendo estas amostras insignificantes estatisticamente para determinação da prevalência de Salmonella nestes locais.

 

 

De acordo com a análise estatística descritiva não paramétrica, o intervalo de confiança para a proporção populacional de 9,47% de animais positivos para cada 190 animais analisados, é caracterizado na fórmula IC(95%) = [5,30% = p = 13,64%], onde 5,3% representa o limite inferior e 13,64% o limite superior em um nível de significância de 5%. Este dado significa que a cada 190 amostras fecais analisadas no Município de Ilhéus, a prevalência esperada de animais positivos para Salmonella pode variar entre 5,3% (10 animais) a 13,65% (26 animais).

A análise do antibiograma (Tabela 2) revelou sensibilidade de 88,88% das amostras bacterianas a gentamicina e variação na resistência aos antibióticos ampicilina, cloranfenicol, estreptomicina, sulfonamida e tetraciclina. A Salmonella Rubislaw, presente nas regiões de Olivença, Ponta do Ramo e Salobrinho, apresentou resistência aos cinco últimos antibióticos. O mesmo resultado foi observado com relação às amostras de S. Carrau presentes no Salobrinho, porém, na região da Ponta do Ramo, este sorotipo foi sensível a ampicilina. A susceptibilidade da S. Gafsa a estes antibióticos foi bastante divergente entre as regiões de Ponta do Ramo, Jardim Savóia, Praia do Norte e Vila Cachoeira. O único animal atendido na Praia do Norte era portador de três cepas diferentes de S. Gafsa, todas sensíveis a ampicilina e gentamicina, uma ao cloranfenicol e outra sensível a sulfonamida. Salmonella enterica subsp. houtenae, encontrada na região do Banco da Vitória, apresentou resistência à estreptomicina e gentamicina, sendo o único isolado resistente a este último antibiótico. Dos sorotipos encontrados na cidade de Ilhéus / BA (Tabela 1), a S. Rubislaw foi o que apresentou maior resistência aos antibióticos testados e a subespécie houtenae foi a mais sensível. A gentamicina e ampicilina demonstraram ser os antibióticos que melhor inibiram o crescimento das salmonelas in vitro, porém, alguns isolados apresentaram resistência.

 

Discussão

Os cães podem representar importantes reservatórios de Samonella spp, principalmente quando ocorre ausência de sintomatologia. A salmonelose canina não é comum, mas pode ser severa de acordo com o número de microrganismos infectantes, com o estado imunológico do animal e com fatores adversos como enfermidades intercorrentes.4,6 A idade (idosos ou muito jovens) também representa um fator que aumenta a patogenicidade da infecção por esta bactéria.3

Salmonella spp pode ser isolada de cães sadios em uma taxa acima de 36%.5 Em um estudo realizado em 1979 na cidade de Salvador / BA, 39,65% dos cães eram portadores assintomáticos de Salmonella, constituindo um grave problema para a Saúde Publica.15 No presente estudo, a prevalência de Salmonella em cães oriundos de sete localidades do Município de Ilhéus / BA foi de 9,47% de um total de 190 animais estudados. Esta prevalência, embora menor que a esperada, continua representando um alerta quanto à forma de criação dos animais de companhia, pois 83,3% dos cães positivos eram portadores assintomáticos. Esta prevalência provavelmente aumentaria se o número de animais analisados fosse maior, principalmente, devido ao hábito alimentar dos cães ser basicamente de comida caseira de origem animal.

A sorotipagem das cepas de Salmonella representa um importante instrumento epidemiológico que permite avaliar a prevalência de determinados sorotipos, e auxiliar num possível programa de controle das salmoneloses.16 Em um estudo realizado pelo Instituto Adolfo Lutz durante o período de 1996 a 2000, Salmonella enterica subsp. enterica sorotipo Enteritidis foi o sorotipo mais prevalente oriundo de diversas fontes de alimentos na cidade de São Paulo – Brasil.9 O mesmo sorotipo tem sido o mais relacionado a toxinfecções alimentares desde 1994 nesta mesma cidade.1,16 Em nosso trabalho, encontramos somente sorotipos exóticos de salmonela, a S. Enteritidis não foi encontrada em nenhuma das localidades estudadas. A S. Gafsa representou o sorotipo mais prevalente (38,9%), seguido pela S. Rubislaw (27,8%), S. Carrau (16,7%) e S. enterica subsp. houtenae (11,1%). O sorotipo Gafsa foi descrito anteriormente em cobra na Tunísia,11 o sorotipo Rubislaw está associado a salmonelose em répteis5,10 e já foi descrito, também, em gambás saudáveis no Texas.17 No Brasil, S. enterica subsp. houtenae representou menos que 1% dos isolados oriundos de diversas fontes de alimentos no Estado de São Paulo9 e foi descrita em tratos biliares de gambás selvagens sendo um reservatório deste agente.18 Neste trabalho, esta cepa foi encontrada somente na região do Banco da Vitória, sendo a única presente nesta região. Baseado na revisão feita, este é o primeiro trabalho que relata a presença das cepas de Salmonella enterica sorotipo Gafsa, S. enterica sorotipo Rubislaw, S. enterica sorotipo Carrau e S. enterica subsp. houtenae em cães. Este dado sugere que provavelmente estas amostras sejam as mais prevalentes em fontes de alimentos na região, necessitando de um estudo mais detalhado em relação à prevalência dos sorotipos de Salmonella em alimentos. Outro fato pode ser relacionado à condição geográfica de Ilhéus, por ser uma cidade com grande extensão de Mata Atlântica, muitos cães convivem em mesmo habitat que répteis selvagens, podendo ocorrer transmissão indireta do patógenos pelas fezes.

O teste de sensibilidade a antibióticos revelou a gentamicina como sendo a droga mais potente, in vitro, para o tratamento das salmonelas encontradas na região de Ilhéus, exceto para S. enterica subsp. houtenae. Porém, este antibiótico não é utilizado freqüentemente para o tratamento de infecções intestinais. A ampicilina foi o segundo antibiótico mais potente, entretanto algumas cepas como S. Rubislaw, S. Gafsa e S. Carrau foram resistentes a esta droga. O único animal atendido na Praia do Norte era portador de três cepas diferentes de S. Gafsa, com diferentes padrões de sensibilidade a antibióticos. Este dado sugere que genes de resistência a antibióticos estejam sendo transferidos entre as cepas, o que representa um dado importante quanto à diversidade genética entre organismos de mesma sorotipagem e quanto à importância da realização do antibiograma para um direcionamento específico do tratamento.

Os resultados do presente estudo indicam que os cães representam um importante reservatório de sorotipos exóticos de Salmonella na região e que ocorre padrões diferentes de sensibilidade a antibióticos entre as estirpes isoladas.

 

Agradecimentos

Os autores agradecem a UESC pelo apoio financeiro na realização deste trabalho, e ao laboratório de enterobactérias da FIOCRUZ pela sorotipificação dos isolados.

 

Referências

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Endereço para correspondência
BIANCA MENDES MACIEL
Departamento de Ciências Agrárias e Ambientais
Universidade Estadual de Santa Cruz
Rod. Ilhéus-Itabuna, Km 16 - Salobrinho
45650-000 - Ilhéus - BA
caimbi@uol.com.br

Recebido para publicação: 24/06/2003
Aprovado para publicação: 18/05/2004

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