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Revista de Nutrição

Print version ISSN 1415-5273

Rev. Nutr. vol.27 no.5 Campinas Feb. 2015

 

Press Release

Metodologia permite calcular o quanto uma doença custa para o Sistema Único de Saúde: artigo traz as etapas para se obter o custo com o tratamento de uma determinada doença nos hospitais e ambulatórios públicos do Brasil

Michele Lessa de Oliveira


Estudo publicado por pesquisadores da Universidade de Brasília na Revista de Nutrição, volume 27, número 5 de 2014, detalha cada uma das sete etapas para calcular os valores que a saúde pública no Brasil gasta com uma determinada doença e suas complicações. Os pesquisadores adaptaram metodologias de custo da doença à realidade brasileira para facilitar a obtenção dos custos a partir dos dados que estão disponíveis no site do Ministério da Saúde e que são de acesso público.

Os estudos de custo da doença permitem identificar áreas de grande despesa sem o correspondente investimento na prevenção do problema. Eles ajudam os gestores a analisar os principais gastos no orçamento e a identificar áreas que requerem intervenção.

No cálculo do custo de uma doença, é preciso somar os gastos com os serviços de emergência, ambulatório e cuidados domiciliares; custos dos profissionais de saúde e servidores administrativos (salários, pagamento de direitos trabalhistas e capacitação); medicamentos, materiais de consumo, exames laboratoriais, testes e controles; instalações, bem como os serviços de ambulância e transporte, entre outros.

O financiamento do Sistema Único de Saúde é de responsabilidade das três esferas de governo (União, Estados e Municípios), mas, independentemente do nível de governo que execute o pagamento, há um mesmo sistema de informações para os serviços ambulatoriais e outro para o sistema de informações hospitalares. No caso das internações hospitalares, o sistema se utiliza de uma única tabela de preços, definida pelo Ministério da Saúde, para pagamento aos prestadores de serviços. Este sistema informatizado possui dados de cerca de 15,6 milhões de internações ao ano, sendo uma importante fonte de informações.

Quando uma doença pode ser evitada, ao saber o quanto ela custa para o sistema de saúde, os gestores e profissionais podem planejar formas de reverter estes recursos financeiros para a sua prevenção de forma a proporcionar melhor qualidade de vida para os cidadãos brasileiros.

Contato: Michele Lessa de Oliveira Universidade de Brasília Departamento de Nutrição Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte, 70910-900, Brasília, DF, Brasil. E-mails: michele.oliveira@globo.com e leopac@unb.br

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