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Revista CEFAC

On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.16 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2014

https://doi.org/10.1590/1982-0216201420712 

ARTIGOS ORIGINAIS

Atuação fonoaudiológica na equoterapia

Lila Maria Ornelas Valle 1  

Aparecida Yumi Nishimori 2  

Kátia Nemr 3  

1APAE, Paulínia, SP, Brasil.

2APAE, Pilar do Sul, SP, Brasil.

3Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.


RESUMO

Objetivo

descrever a formação dos fonoaudiólogos que atuam em equoterapia e as linhas gerais da intervenção fonoaudiológica na área proposta pelos mesmos.

Métodos

trata-se de uma pesquisa prospectiva transversal, que foi realizada com fonoaudiólogos que atuam com equoterapia nos centros cadastrados pela Associação Nacional de Equoterapia do estado de São Paulo. Como critérios para inclusão na pesquisa, os fonoaudiólogos participantes deveriam ter realizado algum curso específico de equoterapia e atuar na área há mais de um ano. Os resultados foram apresentados por meio de análise descritiva, divididos em 13 quadros de acordo com as questões realizadas.

Resultados

foram encontrados 47 centros de equoterapia cadastrados. Foi realizado o contato telefônico com todos os centros, e dentre eles 14 não possuíam fonoaudióloga na equipe, 22 não responderam, 11 questionários foram encaminhados e 06 questionários foram respondidos.

Conclusão

o grupo de profissionais apontou que o papel do fonoaudiólogo dentro da equipe de equoterapia, além de atuar diretamente com o praticante, é participar do planejamento terapêutico, esclarecer, mostrar e provar a importância do trabalho fonoaudiológico para a equipe e orientar a família do praticante. Porém, foi constatado que não há procedimentos e fundamentação teórica considerada padrão para a prática fonoaudiológica na equoterapia.

Palavras-Chave: Equoterapia Assistida; Fonoaudiologia; Sistema Estomatognático

ABSTRACT

Purpose

describe the training of audiologists who work in hippotherapy and the outline of speech therapy contribution in the suggested area.

Methods

this is a cross-prospective research, performed by submitting a questionnaire to speech therapists who work with hippotherapy in centers accredited by ANDE – Brazil, in the State of São Paulo. As criteria for inclusion in the research, speech therapists should have attended any hippotherapy specific course and have at least a year of working experience in the area. The results were presented by descriptive analysis, divided into 13 frames according to the submitted questions.

Results

there were 47 hippotherapy centers registered. All the centers were contacted by telephone and among them14 had no speech therapist on their staff, 22 non-respondents, 11 questionnaires were sent, and 06 questionnaires were answered.

Conclusion

the group of professionals indicated that the role of speech therapists in the hippotherapy team, besides working directly with the practitioner, involves treatment planning, clarification, demonstration and proving the importance of speech therapy for the team and providing guidance to the family of the practioner. However, we have found that there is no theoretical basis and procedures considered standard practice for speech therapy in hippotherapy.

Key words: Equine-Assisted Therapy; Speech; Language and Hearing Sciences; Stomatognathic System

INTRODUÇÃO

Equoterapia ”;é um método terapêutico e educacional que utiliza o cavalo dentro de uma abordagem interdisciplinar, nas áreas de saúde, educação e equitação, buscando o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais”;. Ela emprega o cavalo como agente promotor de ganhos físicos, psicológicos e educacionais1,2.

Apesar de existir a muitos anos, a equoterapia passou a ser divulgada no Brasil no início da década de 70, na qual os pioneiros neste trabalho formaram a Associação Nacional de Equoterapia (ANDE, Brasil), situada em Brasília, DF3 - foi reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina como método terapêutico em Sessão Plenária de 09 de abril de 1997, por meio do Parecer 06/97, e também como método educacional pela Divisão de Ensino Especial da Secretaria de Educação do Distrito Federal, Instituição conveniada a ANDE – Brasil.

A equoterapia propõe uma atividade em exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força, tônus muscular, flexibilidade, relaxamento, conscientização do próprio corpo e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio. A interação com o cavalo, incluindo os primeiros contatos, o ato de montar e o manuseio final, desenvolvem novas formas de socialização, autoconfiança e auto-estima1.

São inúmeros os estímulos relacionados ao cavalo. Seu ambiente é natural, diferenciado da área urbana. Há uma riqueza de informações proprioceptivas e cinestésicas, sensações de posição do corpo e de movimentos durante o contato físico entre praticante e o animal4.

O cavalo possui três andaduras naturais: o passo, o trote e o galope.

  • O passo é uma andadura regular, ritmada e uniforme - por esses motivos que ela é a mais indicada para a Equoterapia. O passo é a andadura em que o cavalo produz e transmite ao praticante uma serie de movimentos sequenciados e simultâneos, que tem como resultante um movimento tridimensional – eixo vertical (movimento par cima e para baixo); plano frontal (movimento para direita e para esquerda) e plano sagital (movimento para frente e para trás) – este movimento é completado com pequena torção da bacia do praticante, o qual é provocado pelas inflexões laterais do dorso do cavalo2.

  • O trote e o galope são andaduras saltadas, ou seja, entre uma andadura e outra o cavalo não toca com os seus membros no solo – trote (um tempo de suspensão) e o galope (dois tempos de suspensão). Os movimentos são mais bruscos e rápidos o que exige do praticante mais força para poder acompanhar os movimentos do animal – por este motivo, essas andaduras só podem ser usadas em praticantes na fase pré-esportiva por eles apresentarem boas condições motoras2.

A equoterapia é aplicada por intermédio de programas individualizados organizados de acordo com as necessidades e potencialidades do praticante; e com a finalidade do programa.

Segundo estudo os objetivos a serem alcançados, possuem duas ênfases: a primeira, com intenções especificamente terapêuticas, utilizando técnicas que visem, principalmente, à reabilitação física e/ou mental; e a segunda, com fins educacionais e/ou sociais, com a aplicação de técnicas pedagógicas aliadas às terapêuticas, visando à integração ou reintegração sócio-familiar5.

Atrasos de aquisição de fala e do desenvolvimento cognitivo global, frequentemente, são decorrentes de fatores ambientais, carência de estimulação adequada ou presença de problemas sensoriais associados6.

Em muitos destes casos podem existir alterações de motricidade orofacial, e como a equoterapia influencia a pessoas como um todo, o efeito em sistemas de todo corpo pode ser profundo. Esta nova modalidade de tratamento em fonoaudiologia surge como uma perspectiva para o trabalho de desenvolvimento da linguagem, aspectos cognitivos e funções estomatognáticas7.

O objetivo desta pesquisa foi descrever a formação dos fonoaudiólogos que atuam em equoterapia e as linhas gerais da intervenção fonoaudiológica na área proposta pelos mesmos.

MÉTODOS

O projeto foi aprovado pelo comitê de ética em pesquisa do CEFAC sob o número 005/09 em reunião realizada no dia 09/09/09.

Trata-se de uma pesquisa prospectiva transversal, que foi realizada com fonoaudiólogos que atuam com equoterapia nos centros cadastrados pela ANDE – Brasil do estado de São Paulo. Como critério de inclusão na pesquisa, os fonoaudiólogos participantes deveriam ter realizado algum curso específico de equoterapia e atuar na área ha mais de um ano.

Após encontrar no site da ANDE – Brasil todos os centros de equoterapia cadastrados no estado de São Paulo foi feito um contato via telefone para explicar os objetivos do trabalho. O fonoaudiólogo que aceitou participar da pesquisa recebeu um questionário via e-mail, que deveria ser respondido em até 07 dias e reenviado ao e-mail das pesquisadoras.

Nos centros onde não foi possível a realização do contato telefônico foi realizado um contato via e-mail.

O questionário foi elaborado pelas pesquisadoras com as seguintes questões:

  1. Qual a sua formação acadêmica? (ano de formação, experiência profissional, pós-graduação, curso da ANDE – BR (neste datar) aprimoramentos,...).

  2. A quem a equoterapia é indicada (faixa etária/ patologias)? Há contra indicações?

  3. Quais os procedimentos e fundamentação teórica você aplica como fonoaudióloga (o) na equoterapia?

  4. Quais os objetivos buscados pela fonoaudiologia na equoterapia?

  5. Como se dá o planejamento da fonoterapia na equoterapia quando há outros atendimentos fonoaudiológicos?

  6. Todo praticante é acompanhado por outra equipe além da equipe da equoterapia?

  7. Há algum programa de intervenção específico na área de motricidade orofacial? Como é feito?

  8. Quais os resultados fonoaudiológicos esperados na equoterapia?

  9. E na sua experiência os resultados obtidos tem sido satisfatórios?

  10. Qual o papel do fonoaudiólogo na equipe multiprofissional da equoterapia?

A coleta do material foi realizada via e-mail das pesquisadoras e o consentimento livre e esclarecido foi presumido a partir do interesse dos fonoaudiólogos em participar da pesquisa.

Os resultados foram apresentados por meio de análise descritiva, divididos em 10 Figuras de acordo com as questões realizadas. Cada quadro representa uma questão do questionário e contêm as sínteses das respostas de todos os profissionais que participaram da pesquisa, associadas por semelhança ou palavras chaves.

RESULTADOS

No site da ANDE – Brasil foram encontrados 47 centros de equoterapia cadastrados (filiadas). Foi realizado o contato telefônico com todos os centros, e dentre eles 14 não possuíam fonoaudióloga na equipe, 22 não responderam ao contato telefônico ou via e-mail, 11 questionários foram encaminhados e 06 questionários foram respondidos.

Os resultados estão abaixo em forma de quadros de acordo com as questões do questionário aplicado. Cada Figura representa uma questão e ressalta-se que na primeira questão foi realizado um resumo curricular de cada profissional e a partir da segunda questão as sínteses das respostas das fonoaudiólogas participantes. Para preservar a identidade, elas estão sendo identificadas como Fonoaudióloga A, B, C, D, E, e F.

Qual a sua formação acadêmica? (ano de formação, experiência profissional, pós-graduação, curso da ANDE – Brasil (neste datar) aprimoramentos,...).

Figura 1 Cursos 

A quem a equoterapia é indicada (faixa etária/ patologias)? Há contra indicações?

Figura 2 Indicações, contraindicações e faixa etária 

Quais os procedimentos e fundamentação teórica você aplica como fonoaudióloga (o) na equoterapia?

Figura 3 Procedimentos e fundamentação teórica 

Quais os objetivos buscados pela fonoaudiologia na equoterapia?

Figura 4 Objetivos 

Como se dá o planejamento da fonoterapia na equoterapia quando há outro atendimento fonoaudiológico?

Figura 5 Planejamento terapêutico 

Todo praticante é acompanhado por outra equipe além da equipe da equoterapia?

Figura 6 Acompanhamentos 

Há algum programa de intervenção específico na área de motricidade orofacial? Como é feito?

Figura 7 Motricidade Orofacial 

Quais os resultados fonoaudiológicos esperados na equoterapia?

Figura 8 Resultados esperados 

E na sua experiência os resultados obtidos tem sido satisfatórios?

Figura 9 Resultados obtidos 

Qual o papel do fonoaudiólogo na equipe multiprofissional da equoterapia?

Figura 10 Equipe multiprofissional 

DISCUSSÃO

Todas as fonoaudiólogas que participaram da pesquisa estão atuando com equoterapia e tem algum curso de capacitação na área. A participante B tem diversos cursos para atuar como equoterapeuta, além de ser criadora do Programa de Atendimento Equoterápico nos Distúrbios de Aprendizagem (PAEDA). Contudo, foi observado que apenas uma fonoaudióloga possui título de especialista em motricidade orofacial e duas fonoaudiólogas possuem mestrado na área de equoterapia, sendo que um ainda não foi concluído.

Durante a realização da pesquisa surgiram dificuldades em entrar em contato com os centros de equoterapia, alguns não possuíam linha telefônica no local onde é realizada a prática (em um haras, por exemplo). Em outros, apesar do contato realizado não se obtive respostas em relação ao questionário, mesmo após este ser enviado e ter sido mostrado interesse em participar, muitos questionários não retornaram. Muitos dos centros contatados não retornaram o contato telefônico e/ou e-mail.

Em relação a indicações e contraindicações algumas respostas foram mais específicas do que outras, porém não houve grande divergência entre as respostas encontradas e a literatura. Dentre as indicações para a prática da equoterapia podem ser citadas: paralisia cerebral, acidente vascular cerebral, síndromes neurológicas (Down, West, Rett e outras), traumatismo cranioencefálico, déficits sensoriais, atraso maturativo, lesão raquimedular, autismo, hiperatividade, deficiência mental, alterações do comportamento, dificuldades da aprendizagem ou da linguagem. Existem algumas contraindicações (relativas ou absolutas) para a prática da Equoterapia, são elas: pessoas com síndrome de Down com menos de 03 anos – pela possibilidade de haver um excesso de estímulos que o sistema nervoso pode não absorver; instabilidade atlantoaxial, ferimentos abertos, alergia ao pêlo do cavalo, hiperlordose, luxações do ombro e/ou do quadril, escoliose acima de 40 graus, osteoporose, hérnia de disco, cardiopatias graves, epilepsia não controlada, etc.8.

A pesquisa investigou se há também a indicação médica/ avaliação para praticantes considerados “normais”;, ou seja, sem síndromes, deficiências. Os praticantes com dificuldades de aprendizagem, por exemplo, não necessitam de avaliação médica pra iniciar a prática, mas não se deve desconsiderar que estes podem ter algum tipo de escoliose, luxações, osteoporose, que são considerados contraindicações para a prática de equoterapia. Este parece ser um tema relevante para futuras pesquisas.

Em relação à idade uma participante relatou que realiza atendimento em idades variadas, indicando que acompanha o caso de uma criança de um ano e quatro meses e, até casos com idosos. Houve participante que indicou que a faixa etária é considerada livre, desde que o paciente apresente um laudo médico atestando que é apto fisicamente para realizar a atividade. Apenas uma fonoaudióloga entrevistada relatou que atende paciente com idade menor que 02 anos de idade, pois as outras respostas mostraram que esta é uma contra indicação para a prática da equoterapia. Foi encontrada na literatura, uma pesquisa que analisa os benefícios da equoterapia em um programa de estimulação precoce para o desenvolvimento global do praticante com Síndrome de Down menor dois anos de idade. Por meio das informações e resultados obtidos nesta pesquisa avaliou-se que, respeitando-se as individualidades e, tomando-se as devidas precauções, superam-se as contraindicações que limitam o atendimento equoterápico para a criança em idade cronológica inferior a dois anos e, consequentemente uma intervenção equoterápica planejada e bem estruturada é componente importante para aquisição de novas habilidades e conceitos lógicos sendo instrumento auxiliar para o desenvolvimento global da criança com Síndrome de Down, podendo ser iniciada antes dos dois anos de idade9.

Quanto à fundamentação teórica usada para a equoterapia, foram encontradas respostas variadas sobre adaptações de conceitos como Piaget, Jacob Levy Moreno, Feuerstein, Flavell, abordagens interacionistas, Conceito Neuroevolutivo Bobath e o Conceito de Reabilitação Orofacial e Corporal Castillo Morales - utilizados nos atendimentos clínicos para o atendimento do praticante na equoterapia. Uma participante (D) descreve que a fundamentação teórica ocorre de acordo com as necessidades de cada paciente, mas não foi especificado e outra participante descreve como é realizado o trabalho, mas não especifica a fundamentação teórica utilizada. Segundo a ANDE-Brasil toda atividade equoterápica deve se basear em fundamentos técnico-científicos; com avaliação previa de médico, psicólogo e fisioterapeuta. O planejamento das sessões deve ser elaborado para cada praticante, e as atividades equoterápicas devem ser desenvolvidas por equipe multiprofissional com atuação interdisciplinar que envolva profissionais da saúde, educação e equitação. Não foram encontrados artigos e publicações que citem algum tipo de fundamentação teórica na área de fonoaudiologia na literatura. Esta foi a questão em que mais houve divergências nas respostas. Porem uma participante complementou seu curso básico de equoterapia participando de outros cursos nacionais e internacionais; e ainda é criadora do PAEDA. A ausência de linhas metodológicas bem definidas se deva possivelmente ao fato de ser uma área recente e que necessite de pesquisas que apontem a eficácia dos aspectos fonoaudiológicos trabalhados.

A equoterapia como recurso terapêutico aplicado à facilitação do processo ensino-aprendizagem por meio de atividades em grupo, voltado a classes de educação infantil e ensino fundamental, objetivando integração entre os praticantes deficientes mentais e o ambiente terapêutico, dentro de um contexto lúdico. Pôde-se perceber que o contexto proposto trouxe aumento do potencial de atenção e concentração dos alunos e favoreceu também as noções de socialização e individuação dos mesmos10. Na montaria do cavalo, o praticante vivenciou a superação de seus limites e, com isso, sua capacidade de aprendizagem foi potencializada, o que possibilitou e facilitou sua alfabetização. O conjunto das etapas vivenciadas pelo aluno durante a sessão em grupo trouxe, também, desenvolvimento dos aspectos de linguagem e comunicação, observação e associação de ideias, favorecimento do desenvolvimento físico, emocional e social do aluno, proporcionando-lhe uma atividade agradável sem perder o objetivo terapêutico11.

O cavalo dever se tornar um aliado dentro das sessões para que o praticante se sinta capaz de realizar as atividades propostas. Para obter este aliado é necessário considerar o cavalo um agente de reabilitação por ser um animal dócil, forte e de grande porte, que ser deixa manipular e montar; e que por meio dele é criado um vinculo afetivo importante12. O ambiente terapêutico da equoterapia, como baias, a pista e a natureza e também as atividades de alimentação, escovação, banho e montaria, proporcionam o desenvolvimento da memória, atenção, raciocínio, noção espacial, percepção, noção temporal, condições necessárias para um desenvolvimento da linguagem – este ultimo é um dos objetivos da fonoaudiologia neste tratamento11,13. Segundo Santos (2007) desde o inicio da sessão equoterapêutica, montaria e ao manuseio final desenvolve no praticante novas formas de socialização, autoconfiança e autoestima 3,14,15. Para o praticante é importante o momento de encontro e despedida com o cavalo a cada sessão; e é neste momento que o vinculo criado entre eles é observado3.

Com isso foi comprovado que a equoterapia favorece a alfabetização, a socialização e o desenvolvimento global16 dos alunos portadores de necessidades educativas especiais.

Quando há outros atendimentos fonoaudiológicos, o planejamento da terapia é realizado após trocas de informações com os outros profissionais, com o objetivo de otimizar o que já vem sendo trabalhado em outras terapias e manter estratégias adaptadas para a prática da equoterapia. As respostas das fonoaudiólogas foram semelhantes, e não houve divergências nesta questão.

Quanto ao acompanhamento por outra equipe além da equoterapia não acontece em todos os casos, depende da necessidade de cada praticante e do local onde são realizadas as práticas. Apenas em um local os pacientes são acompanhados por profissionais da área clínica e educacional, pois é uma escola de educação especial. Quando há outros acompanhamentos, estes devem ser realizados em dias diferentes da equoterapia para não ocorrer fadiga muscular.

Outra questão abordada foi se há algum programa de intervenção específico na área de motricidade orofacial e como ele é feito. Das seis respostas recebidas apenas uma disse que há sim esse programa e baseado na linha terapêutica da fonoaudióloga Elisa B. C. Altmann e os procedimentos clínicos realizados são: anamnese; avaliação específica em Fonoaudiologia clínica (avaliação anatomofuncional dos órgãos fonoarticulatórios, quadro fonêmico, avaliação funcional de respiração, mastigação, deglutição, sucção, sopro); avaliação Fonoaudiológica com praticante (montado e no solo – visando verificar os ajustes motores, respiratórios e posturais); discussão de caso clínico em equipe interdisciplinar (estabelecer planejamento terapêutico), tratamento em equoterapia (propriamente dito); supervisão clínica (semanal/ quinzenal) e orientação aos familiares. Apesar de não haver programas de intervenção específicos na área da motricidade orofacial, vários aspectos da área foram citados como objetivos do trabalho; porem a atuação direta não ocorre, pois o objetivo é atingido com os passos do cavalo e seus estímulos tridimensionais, ou seja, conforme o ganho motor postural pode haver uma repercussão na musculatura da face.

Durante o levantamento de literatura, Cantarelli (2006) realizou uma abordagem terapêutica diferenciada, seu objetivo foi avaliar e analisar os resultados obtidos no exame de Eletromiografia do músculo orbicular da boca (feixes superior e inferior), e em outros exames complementares como: cefalometria e avaliação postural global (goniometria), de crianças de 8 a 13 anos de idade, portadores da síndrome da respiração bucal, pré e pós-tratamento em Equoterapia. A partir desta pesquisa, foi possível concluir que existe diferença entre os momentos pré e pós-Equoterapia para os seguintes movimentos: repouso e vedamento em músculo orbicular da boca (feixe inferior). Isto reforçou o fato do tratamento em Equoterapia ter proporcionado estas adequações de postura dos lábios e posição de língua na papila, para que fossem automatizadas. Desta forma, os pacientes portadores da síndrome da respiração bucal obtiveram a efetivação da respiração nasal, a adequação da postura global em função do ângulo da cabeça5.

Durante o seu deslocamento o cavalo produz um movimento tridimensional nos sentidos vertical (para cima e para baixo), horizontal (para frente e para trás) e lateral (para a direita e para a esquerda). Estes movimentos são transmitidos para o praticante, assim, a cada passo o centro de gravidade é deslocado da sua linha média provocando um desequilíbrio que por sua vez provoca um reequilíbrio proporcionando a restauração do centro de gravidade na base de sustentação17. Dessa forma o sistema vestibular é permanentemente solicitado estimulando de modo contínuo suas conexões entre os canais semicirculares, onde as células ciliares e otólitos captam as oscilações da endolinfa provocadas pelos movimentos da cabeça com o cerebelo, tálamo, córtex cerebral, medula espinhal e nervos periféricos nos sentidos ascendentes e descendentes18. A estimulação vestibular lenta promove um relaxamento do tônus muscular de todo o corpo por outro lado, com uma estimulação vestibular rápida há o aumento do tônus da cadeia muscular eretora da coluna vertebral19, promovendo uma melhor sustentação da cabeça em pacientes hipotônicos. O terapeuta pode interferir nessa situação com o tipo de andadura do cavalo. Para tal pesquisa foi utilizado um animal que transpista com alta frequência e amplitude de andadura durante o deslocamento ao passo9.

A primeira manifestação quando um ser humano esta a cavalo é o ajuste tônico. Na verdade, o cavalo nunca está totalmente parado. A troca de apoio das patas, o deslocamento da cabeça ao olhar para os lados, as flexões da coluna, o abaixar e alongar do pescoço, etc., impõe ao praticante um ajuste no seu comportamento muscular, a fim de responder aos desequilíbrios provocados por esses movimentos20-22. Segundo Araújo et al (2010) a equoterapia provocou um aumento da agilidade dos idosos e consequentemente um aumento da atividade cotidiana 23. Botelho, Santos e Santos (2008) destacam também que o movimento tridimensional do cavalo influencia diretamente os músculos da cavidade oral, laringe, músculos de controle postural e respiração24.

Durante a montaria, a mobilização pélvica permite que os órgãos localizados nesta área se acomodem, favorecendo o abaixamento do diafragma. Desta forma, há um aumento no volume inspiratório e relaxamento de cintura escapular, contribuindo para uma respiração abdominal, condição necessária para uma boa qualidade vocal25. A voz é uma área de especialização dentro da fonoaudiologia e este também poderia ser um dos objetivos do trabalho na equoterapia, mas não foi citado por nenhuma das participantes.

As outras respostas relataram que não há essa intervenção específica, pois o ambiente da equoterapia não é adequado para estimulação da cavidade oral, mas que a reorganização neurofuncional ocorre naturalmente com os estímulos tridimensionais emitidos pelo animas e assim é trabalhado o equilíbrio da musculatura crânio – facial o que favorece o desenvolvimento adequado do sistema estomatognático. E também há possibilidade de realização de exercícios para respiradores orais e adequação de tônus por meio de atividades lúdicas e adaptadas para melhor execução. Não são todas as patologias podem ser trabalhadas, como a disfagia, por exemplo, pela dificuldade de manipulação da cavidade oral do praticante.

Durante a prática da equoterapia, muitos resultados esperados foram citados pelas participantes, entre eles estão: vínculo; controle cervical; controle e rotação de tronco; equilíbrio do sistema vestibular; melhor percepção visual, sensorial e auditiva; organização espaço-temporal; autoestima; melhora da capacidade respiratória; adequação das funções estomatognáticas e dos OFAs; melhora da coordenação pneumofonoarticulatória; aumento do vocabulário; adequação da linguagem; desenvolvimento das habilidades cognitivas da base da aprendizagem e as habilidades específicas de leitura e escrita; ganhos no desenvolvimento global; aumento do repertório linguístico; domínio e afetividade do cavalo. Segundo Silveira & Wibelinger (2010) existe uma estimulação permanente e constante dos órgãos do autocontrole o que leva a um aprendizado sensório-motor conseguido com o movimento global de todo o corpo 15,17,21,26-31.

Em geral todas as respostas englobaram a melhoria da qualidade de vida e de comunicação dos praticantes, variando de acordo com a clientela atendida por cada uma das participantes 14,29,32.

De acordo com a experiência de cada uma, os resultados obtidos tem sido satisfatórios, mas nem sempre todos os objetivos são alcançados e os resultados dependem de cada praticante. Foram relatados bons resultados na área da linguagem oral e nos distúrbios de aprendizagem (complementando a fonoaudiologia clínica). A interação do praticante com o animal também foi mostrada como um resultado satisfatório para a intenção comunicativa dos pacientes.

Segundo Negri et al. (2010), trinta minutos de equoterapia não influenciou nas analises dos dados quanto à frequência cardíaca e da sua variabilidade com criança com paralisia cerebral33. Em outra pesquisa, abordando a mesma temática foi constado maior frequência cardíaca em voluntários com paralisia cerebral dependentes de cadeira de rodas22.

Davis et al (2009) não alcançou resultados esperados conforme os critérios da sua metodologia e analise de dados porem os pais e familiares notaram significativos avanços do quadro da criança com paralisia cerebral que era atendido por meio da terapia com cavalo34.

Andrade (2010) relata que em um praticante que apresentava protrusão de língua, respiração oral e ausência de vedamento labial – ressaltando que o mesmo não possuía impedimentos anátomofuncionais para a respiração nasal – após período de reabilitação equoterapêutica e estímulos verbais o praticante apresentou melhora significante nas alterações citadas durante a montaria; entretanto, no solo tais inadequações ainda ocorriam porem em menor frequência35.

O fonoaudiólogo exerce papel muito importante na equipe de equoterapia, pois é dele a função de esclarecer o trabalho fonoaudiológico aos outros profissionais; atuar diretamente com o praticante que apresente alterações fonoaudiológicas e orientar os pais e a equipe quanto a estes aspectos, além de participar das discussões de casos e fortalecer a integração entre o praticante e o animal. Em termos de equipe interdisciplinar, preconiza-se a horizontalização de papéis e respeitando-se a especificidade profissional espera-se que haja consenso em relação a diagnóstico, prognóstico, conduta clínica e alta do cliente. A equipe mínima exigida pela Associação Nacional de Equoterapia à prática equoterápica, é composta por um Psicólogo, um Fisioterapeuta e um Instrutor de Equitação. Poderá fazer parte da equipe o Fonoaudiólogo, o Terapeuta Ocupacional, o Pedagogo, e o Professor de Educação Física. É necessário ainda de uma equipe de apoio, composta do tratador dos animais e um Veterinário1.

No setting equoterapêutico o praticante sente-se útil e “normal”; ao ter de dar o alimento para o cavalo, escova-lo, ou seja, “trabalhando”; no manuseio do animal como qualquer outra pessoa. Neste momento eles fazem parte da equipe de apoio ao ajudar no cuidado do cavalo. Ou seja, cavalo permite que o praticante mostre o que ele é capaz realizar para contribuir nos cuidados do animal e para tirar proveito dos estímulos novos desse diferente setting terapêutico. O cavalo é o mediador das relações familiares – ele auxilia na adequação do comportamento entre o praticante com os seus familiares4. A equoterapia favorece a integração social estimulando as relações interpessoais entre praticante, família, equipe terapêutica e o cavalo 16,36.

Na equoterapia o praticante não deve ser visto como um portador de uma síndrome, doença, transtorno, deficiência, etc., ou ainda como um individuo que necessita de uma melhor postura, de desenvolver a fala, melhorar tônus muscular entre outros. O praticante deve ser visto na equoterapia de forma integral, ou seja, o individuo como um todo, um ser atuante em sua terapia e em sua vida.

O terapeuta que percebe que para o praticante o cavalo é um objeto transicional compreende que na equoterapia o objetivo vai além de utilizar o movimento do cavalo como técnica de reabilitação; ele é um instrumento terapêutico global, que atua em diversas dimensões biopsicossociais37-39. Os benefícios das atividades com o cavalo são atribuídos a uma combinação de estímulos sensoriais gerados pelo movimento produzido pelo passo do cavalo para com os sistemas vitais do ser humano que, em conjunto, resultam em uma integração motora e sensorial ampliada 9,37,40.

A atuação Fonoaudiológica na equoterapia varia conforme o local de atuação, pelos dados colhidos, por ser uma área nova, o fonoaudiólogo ainda esta conhecendo os meios de atuação, porem há profissionais que são especialistas e mestres nesta área. Contudo, o fonoaudiólogo tem potencial para atuar nesta equipe multiprofissional, de ter seu trabalho reconhecido, além de criar protocolos terapêuticos e realizar pesquisas na área mostrando os benefícios oferecidos pelo atendimento neste novo setting terapêutico.

Na reabilitação com cavalos é indispensável à participação de uma equipe interdisciplinar interligando conhecimentos de diversas áreas da saúde para efetivamente propor método terapêutico considerando todos os parâmetros neurológicos, físicos, mentais e sociais.

Assim, pesquisas futuras sobre o tema devem propor protocolos fonoaudiológicos de avaliação e programas de intervenção contemplando as diversas áreas da Fonoaudiologia, incluindo linguagem, voz e motricidade orofacial, com objetivo de facilitar o planejamento e terapia, aperfeiçoar a intervenção e resultados fonoaudiológicos e que futuramente o fonoaudiólogo possa fazer parte da equipe mínima de equoterapia, participando do planejamento terapêutico, realizando orientações aos outros profissionais e familiares dos praticantes sobre a área.

Vale ressaltar a dificuldade em encontrar publicações relacionadas à equoterapia relacionada com fonoaudiologia, especificamente na área da motricidade orofacial. É importante que o profissional que deseja trabalhar na área de reabilitação com o cavalo faça cursos específicos sobre a equoterapia para obter melhor desempenho profissional e que os fonoaudiólogos já atuantes na Equoterapia elaborem pesquisas na área visando maior crescimento, divulgação e reconhecimento da fonoaudiologia junto à equipe multiprofissional.

CONCLUSÃO

Com esta pesquisa, foi possível concluir que apesar dos profissionais terem uma formação na área de equoterapia, são poucos os que se especializaram em áreas da fonoaudiologia, como a motricidade orofacial, linguagem, entre outros; e a intervenção fonoaudiológica poderia ser otimizada com a criação de procedimentos para a prática da equoterapia.

REFERÊNCIAS

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Recebido: 17 de Novembro de 2011; Aceito: 06 de Fevereiro de 2013

Endereço para correspondência: Lila Maria Ornelas Valle Rua Mário Malavazzi, 80 – Monte Alegre III Paulínia - SP CEP: 13.140-000 E-mail: lila_valle@hotmail.com

Conflito de interesses: inexistente

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