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Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.17 no.1 São Paulo Jan./Feb. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0216201520713 

Artigos Originais

Habilidades sociais em estudantes de jornalismo

Lídia Cristina da Silva Teles 1  

Nayara Freitas Fernandes 2  

Dagma Venturini Marques Abramides 1  

1Departamento de Fonoaudiologia - Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo - FOB/USP - Bauru, SP, Brasil.

2Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo - FOB/USP - Bauru, SP, Brasil.


RESUMO

OBJETIVO:

caracterizar o repertório de habilidades sociais de estudantes de Jornalismo.

MÉTODOS:

participaram 89 estudantes de Jornalismo da UNESP/Bauru, sendo 63 do sexo feminino e 26 do masculino, com idades variando entre 18 e 28 anos, os quais responderam ao Inventário de Habilidades Sociais IHS-Del-Prette (Del Prette & Del Prette, 2001).

RESULTADOS:

os dados indicaram que os estudantes do curso de jornalismo apresentaram repertório de habilidades sociais classificados "Bom acima da média" para as o escore global, as habilidades sociais de comunicação (F1), assertivas de enfrentamento (F3), empáticas (F4) e de trabalho (F5). O único fator que apresentou classificação como "Bom abaixo da média" foi as habilidades sociais de civilidade (F2), que corresponde a expressar afeto aos amigos, agradecer, apresentar-se, cumprimentar e despedir-se. Não houve diferença estatiscamente significante entre os cinco fatores estudados e os gêneros com relação aos resultados do escore global e os escores dos cinco fatores do IHS-Del-Prette.

CONCLUSÃO:

Estudantes de jornalismo apresentam habilidades sociais que lhe permitem interações sociais saudáveis, mas estas não se apresentaram no seu potencial máximo. As habilidades sociais que se revelaram com maior necessidade de desenvoltura foram as de "civilidade" e de "expressar sentimentos positivos e negativos".

Palavras-Chave: Fonoaudiologia; Avaliação; Estudantes; Jornalismo

ABSTRACT

PURPOSE:

to characterize the social skills of journalism students.

METHODS:

eighty-nine students of Journalism at UNESP/Bauru, 63 being females and 26 males, aged between 18 and 28 years, who responded to the Social Skills Inventory (SSI) - Del - Prette (Del Prette & Del Prette, 2001), participated in the study.

RESULTS:

the data showed that these journalism students scored "Good above average" for the overall score, the social communication skills (F1), assertive coping (F3), empathy (F4) and work (F5). The only factor to be rated as "Good below average" was the civility social skill (F2), which corresponds to expressing affection to friends, thanking people, introducing oneself, greeting and saying goodbye. There was no statistically significant difference among the five factors studied and genders regarding the results of the overall score and the scores of the five factors of the SSI - Del - Prette.

CONCLUSION:

journalism students present social skills which allow them to have healthy social interactions, however, these skills were not shown in their maximum potential. The social skills which needed greater aplomb were those of "civility" and "expressing positive and negative feelings".

Key words: Speech Pathology; Evaluation; Students; Journalism

Introdução

Indivíduos com maior habilidade social tendem a apresentar relações pessoais e profissionais mais produtivas, satisfatórias e duradouras1. As Habilidades Sociais (HS) são comportamentos específicos que resultam em interações sociais positivas e assertivas de comunicação interpessoal2. É a habilidade da pessoa de emitir comportamentos em um contexto interpessoal que expressa sentimentos, atitudes, desejos, opiniões ou direitos de um modo adequado à situação, respeitando os demais e ainda capaz de resolver os problemas imediatos, com probabilidade de minimizar problemas futuros 3. As habilidades sociais abrangem ainda as habilidades de comunicação, de cooperação e de desempenhos interpessoais nas atividades profissionais 4.

A crescente complexidade das demandas sociais, tanto no nível pessoal quanto profissional, requer cada vez mais das pessoas o aprimoramento das habilidades sociais e de comunicação. No contexto profissional, a competência social tem sido exigida e valorizada em qualquer área de conhecimento.

No caso do jornalista, cuja função é informar e assessorar pessoas, ele precisa ter habilidades sociais elaboradas para conseguir obter as informações de pessoas desconhecidas, de grupos ou empresas e ainda transmiti-las com credibilidade. Portanto, para os jornalistas o desenvolvimento dessas aptidões torna-se indispensável desde a sua formação universitária5 - 7 para que possa alcançar o sucesso profissional.

As habilidades sociais podem ser classificadas conforme o desempenho social de cada indivíduo. Para a caracterização destas habilidades em pesquisas com universitários, Del Prette e Del Prette (2001) 1 desenvolveram e validaram o Inventário de Habilidades Sociais (IHS-Del-Prette) que tem sido comumente utilizado1 , 5 , 7 - 9. Estudos desenvolvidos nesta área demonstraram que as habilidades sociais estão relacionadas não só ao ajustamento acadêmico e ao desempenho profissional, mas também ao bem estar dos universitários1 , 5 , 8 , 10 - 13. Estudo piloto com quatro universitários dos cursos de desenho industrial, engenharia mecânica, química e arquitetura, revelou que as habilidades sociais variaram desde ruins até excelentes8.

O conhecimento das habilidades sociais dos estudantes de jornalismo, permitirá o desenvolvimento de novas estratégias para o desenvolvimento da função comunicativa, pois estas habilidades estão intimamente relacionadas.

Uma vez que a Fonoaudiologia atua no processo de desenvolvimento e aprimoramento da comunicação9 e o conhecimento das habilidades sociais, permitirá a ampliação de novas estratégias conversacionais.

Entretanto, há poucos estudos científicos até o presente momento que descreveram a caracterização das habilidades sociais dos estudantes de jornalismo. Diante do exposto, esta pesquisa teve como objetivo caracterizar o repertório das habilidades sociais dos estudantes de Jornalismo.

Métodos

Trata-se de um estudo exploratório e descritivo, realizado na Faculdade de Odontologia de Bauru da Universidade de São Paulo - Campus Bauru (FOB/USP). Esta pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa da FOB/USP sob protocolo nº 045/2008.

Participaram desta pesquisa 89 estudantes do curso de Jornalismo da Universidade Estadual Paulista "Júlio Mesquita Filho" - UNESP/Bauru, sendo 63 (71%) do sexo feminino e 26 (29%) do masculino, com idades variando entre 18 e 28 anos e média de 21 anos ± 1ano e 10 meses.

Foram adotados os seguintes critérios de seleção para a realização deste estudo: idade igual ou maior a 18 anos e ser aluno do curso de Jornalismo em qualquer período do curso. Estes critérios foram baseados na possibilidade de explorar o conhecimento sobre as habilidades sociais desses universitários no início da sua formação profissional.

O convite para participar do estudo foi realizado pelos pesquisadores nas salas de aula, após a autorização do dirigente da Universidade e dos professores. Os pesquisadores visitaram as salas de aula do primeiro ao quarto anos do curso de Jornalismo, quando foi explicado aos alunos o objetivo do estudo e realizado o convite para participarem. Nenhum aluno recusou-se a participar do estudo.

Para avaliação das habilidades sociais foi utilizado o Inventário de Habilidades Sociais (IHS) de autoria de Del Prette & Del Prette (2001) 5, que tem o objetivo de caracterizar o desempenho social em diferentes situações diárias (trabalho, escola, família) e permite analisar as características psicométricas em população de jovens.

O IHS é composto por 38 itens. Cada um descreve uma situação de demanda de desempenho social e as possíveis reações a ela (nunca ou raramente; com pouca frequência; com regular frequência; muito frequentemente, sempre ou quase sempre). Para a análise dos 38 itens, 31 deles foram divididos em cinco fatores (F1, F2, F3, F4, e F5) e os outros sete foram analisados separadamente, conforme as instruções do manual:

- F1 Habilidades sociais de comunicação: corresponde a fazer e responder perguntas; gratificar e elogiar; pedir e dar feedback nas relações sociais; iniciar, manter e encerrar conversação; (itens 1, 5, 7, 11, 12, 14, 15, 16, 20, 21, 29);

- F2 Habilidades sociais de civilidade: refere-se às habilidades de autoafirmação, podendo-se também relacioná-la a uma parte do conceito de assertividade; dizer por favor; agradecer; apresentar-se; cumprimentar; despedir-se; (itens 3, 6, 8, 10, 28, 30, 35);

- F3 Habilidades sociais assertivas de enfrentamento: supõe conhecimento das normas de relacionamento cotidiano; manifestar opinião, concordar, discordar; fazer, aceitar e recusar pedidos; desculpar-se e admitir falhas; estabelecer relacionamento afetivo/sexual; encerrar relacionamento; expressar raiva e pedir mudança de comportamento; interagir com autoridades; lidar com críticas; (itens 13, 17, 19, 22, 24, 36, 37);

- F4 Habilidades sociais empáticas: retrata situações que envolvem a abordagem a pessoas desconhecidas; parafrasear, refletir sentimentos e expressar apoio; (itens 9, 14, 23, 26);

- F5 Habilidades sociais de trabalho: envolvem reação e o controle da raiva e da agressividade; coordenar grupo; falar em público; resolver problemas, tomar decisões e mediar conflitos; (itens 18, 31, 38).

Os sete itens remanescentes do questionário (2, 4, 25, 27, 32, 33, 34) referem às seguintes situações: "Pedir mudança de conduta de alguém", "Interromper a fala dos outros", "Lidar com críticas justas", "Expressar desagrados a amigos", "Pedir ajuda a amigos", "Negociar uso de preservativo" e "Recusar pedido abusivo".

As questões do IHS foram entregues aos alunos que responderam o questionário na presença dos pesquisadores. Os pesquisadores explicaram as instruções, enfatizando que não existem respostas corretas ou incorretas e reforçaram a necessidade de responder a todos os itens. Os mesmos permaneceram disponíveis para eventuais esclarecimentos e garantiram o anonimato dos respondentes. Em média, o tempo de aplicação do questionário foi de 20 minutos.

Para análise dos dados, calculou-se o escore global (soma das respostas dos 38 itens) e o escore específico dos cinco fatores de cada estudante, segundo as instruções do manual3. Os escores foram convertidos em percentil (P) e divididos conforme a classificação dos percentis proposta pelos autores3, sendo esses: Necessidade de Treinamento (P1 a P25), Bom abaixo da média (P26 a P49), Mediano (P50), Bom acima da média (P51 a P75) e Bastante Elaborado (P>75) (Tabela 1)

Tabela 1: Classificação dos resultados do escore global e dos cinco fatores do Inventário de Habilidades Sociais 

Os sete itens remanescentes do questionário, não incluídos nos cinco fatores, foram analisados separadamente e classificados de acordo com a presença ou ausência de dificuldade em tais comportamentos.

Para análise estatística deste trabalho foi utilizado o teste do Qui-quadrado, teste de Mann-Whitney para proporções, com intuito de verificar as possíveis diferenças entre os estudantes do sexo feminino e do sexo masculino, para cada variável de interesse. Considerou-se o resultado significante o valor de p<0,05.

Cabe destacar que devido a amplitude da idade ser muito pequena a variável idade não obteve efeito significante nos testes para as comparações estatísticas, A distribuição dos alunos por ano por ser homogênea também não foi submetida a análise isolada ou comparativa dos alunos de acordo com o ano frequentado.

Resultados

A análise das habilidades sociais dos estudantes de jornalismo participantes deste estudo, quanto aos cinco fatores do IHS-Del-Prette revelou classificação "bom acima da média" para quatro dos cinco fatores e para o escore global. A descrição dos escores dos cinco fatores e o escore global do IHS-Del-Prette da amostra estão na Tabela 2.

Tabela 2: Valores da média, desvio padrão, mínimo e máximo dos escores dos cinco fatores e do escore global dos estudantes de Jornalismo. 

A comparação dos escores dos cinco fatores e do escore global do IHS-Del-Prette entre os estudantes do sexo feminino e do masculino não revelou diferença entre os eles (Tabela 3).

Tabela 3: Valores médios e desvio padrão dos escores dos cinco fatores e do escore global, de acordo com o gênero dos universitários e a comparação entre eles 

*Teste de Mann-Whitney - p<0,05.

Quanto aos itens remanescentes não incluídos nos cinco fatores no IHS-Del-Prette (Tabela 4) mais de 50 % dos estudantes relataram dificuldade, em dois deles: "interromper a fala de outros" e "expressar desagrado a amigos".

Tabela 4: Porcentagem das respostas quanto à presença ou ausência de dificuldades dos itens que não estão incluídos nos cinco fatores. 

Não houve diferença entre os estudantes do sexo feminino e do masculino quanto aos sete itens do IHS-Del-Prette (Tabela 5).

Tabela 5: Comparação entre os gêneros dos resultados dos sete itens não incluídos nos cinco fatores 

*Teste Qui-Quadrado - p<0,05.

Discussão

A comunicação interpessoal efetiva é obtida por meio das interações sociais de indivíduos com habilidades sociais competentes. Para o desenvolvimento de tais habilidades, é preciso apurar o seu repertório, a fim de identificar quais as habilidades presentes e quais necessitam ser aprimoradas. A partir deste conhecimento o aprimoramento da comunicação oral, necessário para a vida profissional, poderá ser realizado de forma assertiva.

Na presente pesquisa os estudantes de jornalismo apresentaram repertório de habilidades sociais classificado como "Bom acima da média" para o escore global e para quatro dos cinco fatores analisados, sendo estes referentes às habilidades sociais de: comunicação (F1) que requerem fazer e responder perguntas; gratificar e elogiar; pedir e dar feedback nas relações sociais; iniciar, manter e encerrar conversação; assertivas de enfrentamento (F3), estas exigem manifestar opinião, concordar, discordar; fazer, aceitar e recusar pedidos, desculpar-se e admitir falhas, estabelecer relacionamento afetivo/sexual, encerrar relacionamento, expressar raiva e pedir mudança de comportamento, interagir com autoridades e lidar com críticas; empáticas (F4), estas promovem o "traquejo social", abordar pessoas desconhecidas, parafrasear, refletir sentimentos e expressar apoio; e as habilidades sociais de trabalho (F5) que estabelecem a reação e o controle da raiva e da agressividade; coordenar grupo; falar em público; resolver problemas, tomar decisões e mediar conflitos. Este resultado corrobora o estudo com universitário de psicologia, com exceção do F5, classificado naquele estudo como "Bom abaixo da Média".

Os dados positivos do repertório das habilidades sociais destes universitários podem indicar que estes jovens vivenciaram ambiente familiar e contexto social saudáveis, pois a construção de um repertório socialmente habilidoso acontece de forma natural por meio das interações entre pais e filhos, aluno e professor ou entre pares na escola 13. No entanto, para atingir o sucesso profissional é desejável que os universitários ao final do processo da sua formação apresentem um repertório de habilidades sociais classificado como "Bastante Elaborado". Para Del Prette et al. (2004) 1 a formação de ensino superior deveria incluir o desenvolvimento interpessoal como parte dos objetivos acadêmicos, principalmente naquelas áreas cuja atuação depende, criticamente da qualidade das relações profissional-cliente.

No presente estudo, o único fator que apresentou classificação como "Bom abaixo da média" foi o das habilidades sociais de civilidade (F2) que corresponde a habilidades de auto afirmação e assertividade; expressar afeto aos amigos, dizer por favor, agradecer, apresentar-se, cumprimentar e despedir-se. A mesma classificação para F2, foi descrita no estudo com estudantes de psicologia2. O fato desta habilidade social relacionado à civilidade ter apresentado menor desempenho nos estudantes tanto de jornalismo como de psicologia, pode estar relacionado à fase de vida. Sabe-se que este aspecto da habilidade social (F2) é um dos primeiros que se desenvolve, ele é aprendido na infância com a orientação dos pais e educadores: "use as palavrinhas mágicas por favor, obrigado, me desculpe" e ainda "fala bom dia para vovó"; "dá um abraço no titio"; "fala de que você gostou do presente", "peça desculpas pro amigo" entre tantas outras. O que se imagina é que no adulto esta habilidade esteja obrigatoriamente desenvolvida no seu potencial máximo, mas nem sempre é isso que acontece. No caso dos estudantes, estes são na sua maioria, jovens que estão num período de transformação e em busca da sua identidade e nesta fase é comum haver certa tendência a negação dos padrões e regras aprendidos.

Com base nesta compreensão, faz-se necessário trazer para a consciência destes jovens universitários a importância dos aspectos de civilidade na vida profissional, uma vez que pessoas gentis e que respeitam tais regras serão melhor recebidas, mais aceitas e provavelmente, terão melhores oportunidades.

Na presente pesquisa, não houve diferença estatística entre os gêneros com relação aos resultados do escore global e escores dos cinco fatores do IHS-Del-Prette5. Tais achados indicaram que universitários de ambos os sexos são igualmente habilidosos diante de situações de interação social em todos os seus aspectos. Este dado corrobora os estudos realizados com universitários das áreas de Ciências Humanas, Exatas e Biológicas9 e com estudantes de Psicologia2.

Com relação aos sete itens não incluídos nos cinco fatores investigados no IHS, a maioria dos estudantes não apresentou dificuldades para cinco deles, independente do sexo, sendo estes: "pedir mudança de conduta de alguém", "lidar com críticas justas", "pedir ajuda a amigos", "negociar uso de preservativo" e "recusar pedido abusivo". Este resultado demostrou a presença da autoestima, maturidade e segurança destes jovens universitários, tanto do sexo masculino quanto do feminino. Não foram encontrados na literatura estudos que descreveram os resultados destes sete itens de modo específico.

Os dois itens em que a maioria dos estudantes de jornalismo apresentou dificuldade foram "expressar desagrado aos amigos" e "interromper a fala dos outros". A dificuldade nestes aspectos pode surgir da vontade de não agredir o outro ou de evitar conflitos. Apesar de aparentemente positiva esta atitude de não expressar o desagrado e de não interromper da fala do outro, é necessário que ocorra o desenvolvimento destas habilidades de forma assertiva, para fortalecer as relações interpessoais. Isto porque, todas habilidades sociais são fundamentais para o desenvolvimento pleno do ser humano, tanto no âmbito pessoal como no profissional, e estão diretamente relacionadas a desenvoltura da comunicação verbal interpessoal.

O aprimoramento das habilidades sociais permitirá aos jovens universitários estabelecer ao longo de suas vidas relações pessoais e profissionais mais produtivas e duradouras. Uma pessoa que domina a arte do relacionar-se nas diferentes situações, não apenas terá sucesso profissional, mas viverá com melhor qualidade e saberá a arte de ser feliz.

Conclusão

Estudantes de jornalismo apresentam habilidades sociais que lhes permitem interações sociais saudáveis, tanto pessoal como profissional, mas estas não se apresentaram no seu potencial máximo. As habilidades sociais que se revelaram com maior necessidade de desenvoltura foram as de "civilidade" e de "expressar sentimentos positivos e negativos".

O conhecimento do repertório das habilidades sociais de jovens universitários, obtido neste estudo, é de grande a importância para o trabalho fonoaudiológico, pois permitirá o desenvolvimento de novas estratégias de comunicação. Por outro lado o fonoaudiólogo, ao auxiliar no aprimoramento da comunicação interpessoal facilitará expansão das habilidades sociais.

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Fonte de Auxílio: Cnpq/PIBIC

Recebido: 10 de Dezembro de 2013; Aceito: 23 de Abril de 2014

Endereço para correspondência: Lídia Cristina da Silva Teles, Departamento de Fonoaudiologia FOB/USP, Al. Octávio Pinheiro Brisola, 9-75, Bauru - SP - Brasil, CEP:17012-901, E-mail: voz.lidia@gmail.com

Mailing address: Lídia Cristina da Silva Teles, Department of Speech Pathology - FOB/USP, Al. Octávio Pinheiro Brisola, 9-75, Bauru - SP - Brazil, CEP:17012-901, E-mail: voz.lidia@gmail.com

Conflito de interesses: inexistente

Conflict of interest: non-existent

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