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Revista CEFAC

Print version ISSN 1516-1846On-line version ISSN 1982-0216

Rev. CEFAC vol.17 no.4 São Paulo July/Aug. 2015

https://doi.org/10.1590/1982-0216201517411014 

RELATOS DE CASOS

Atuação fonoaudiológica na hidrocefalia congênita com derivação ventrículo peritoneal: relato de caso

Nayana Thaysse Araújo Muniz1 

Maria Luiza de Faria Paiva1 

Lúcia Inês de Araújo1 

1Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, Goiânia - GO - Brasil.


Resumo:

A Hidrocefalia é definida como um transtorno na hidrodinâmica liquórica, com aumento do seu volume no compartimento intracraniano, da dilatação ventricular e da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia é feito com uso de válvulas de derivação periventricular (shunt). Se não for tratada, a criança com hidrocefalia poderá apresentar macrocefalia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, infecções, meningites, dificuldades para aprender e alimentar-se (disfagia). Este estudo busca relatar as principais alterações fonoaudiológicas encontradas em um indivíduo diagnosticado com hidrocefalia congênita, tratada tardiamente com derivação ventrículo peritoneal. Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo dos dados contidos no prontuário. O paciente apresentou alterações de órgãos fonoarticulatórios, sialorréia, apertamento mandibular e Disfagia Orofaríngea Neurogênica de grau Moderado/Severo. Foram realizados exercícios de estimulação profunda, crioterapia, pontos motores da face, manobras facilitadoras da deglutição e correção postural durante a oferta de via oral. A literatura para atuação fonoaudiológica na hidrocefalia é escassa, porém, com este relato de caso, foi possível relatar as principais alterações fonoaudiológicas e intervenções terapêuticas encontradas na Hidrocefalia Congênita.

Descritores: Hidrocefalia; Fonoaudiologia; Transtornos da Deglutição

Resumo:

A Hidrocefalia é definida como um transtorno na hidrodinâmica liquórica, com aumento do seu volume no compartimento intracraniano, da dilatação ventricular e da pressão intracraniana. O tratamento da hidrocefalia é feito com uso de válvulas de derivação periventricular (shunt). Se não for tratada, a criança com hidrocefalia poderá apresentar macrocefalia, retardo do desenvolvimento neuropsicomotor, infecções, meningites, dificuldades para aprender e alimentar-se (disfagia). Este estudo busca relatar as principais alterações fonoaudiológicas encontradas em um indivíduo diagnosticado com hidrocefalia congênita, tratada tardiamente com derivação ventrículo peritoneal. Trata-se de um estudo retrospectivo, descritivo dos dados contidos no prontuário. O paciente apresentou alterações de órgãos fonoarticulatórios, sialorréia, apertamento mandibular e Disfagia Orofaríngea Neurogênica de grau Moderado/Severo. Foram realizados exercícios de estimulação profunda, crioterapia, pontos motores da face, manobras facilitadoras da deglutição e correção postural durante a oferta de via oral. A literatura para atuação fonoaudiológica na hidrocefalia é escassa, porém, com este relato de caso, foi possível relatar as principais alterações fonoaudiológicas e intervenções terapêuticas encontradas na Hidrocefalia Congênita.

Descritores: Hidrocefalia; Fonoaudiologia; Transtornos da Deglutição

Introdução

Malformações Congênitas do Sistema Nervoso Central são alterações mais comuns na área de Neurocirurgia Infantil1 4, dados disponíveis revelam que as taxas de malformações congênitas, na população dos Estados Unidos, é de 1:1.000 nascidos vivos2. Segundo o ECLAMC - Estudio Colaborativo Latinoamericano De Malformaciones Congenitas (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Venezuela, Bolívia e Uruguai) - o número de malformados, nascidos no ano de 2008, foi de 4.8215, sendo que, no Brasil a taxa de incidência é variada, ocorrendo de 0,83:1.000 a 1,87:1.0003. Dentre essas anomalias se destacam os defeitos do tubo neural, mielomeningocele e hidrocefalia2 4.

A Hidrocefalia é a malformação mais comum6, ocorrendo em 0,3 a 1,0:2.000 partos7 e pode ser definida por um distúrbio na circulação liquórica, que gera aumento de volume e pressão intraventricular do líquido cefalorraquidiano (LCR), levando à dilatação dos ventrículos e compressão do tecido nervoso3 6 8. Sua etiologia pode estar relacionada a fatores genéticos tais como: obstrução do aqueduto de Sylvius, síndrome de Dandy-Walker, malformação de Arnold Chiari, agenesia cerebelar e espinha bífida; como também a fatores infecciosos: toxoplasmose, citomegalovirose e sífilis, ou ainda, a hemorragia intracraniana, herança multifatorial ou anomalia congênita3 7 8.

O diagnóstico pode ser feito ainda durante a gestação pela ultrassonografia (USG), pela punção do cordão umbilical ou pela análise de cariótipo por meio da coleta de sangue3 6 7 9, ou após o nascimento, pela Tomografia Computadorizada de Crânio (TCC) ou a Ressonância Magnética (RM)6.

O tratamento da hidrocefalia congênita é feito, na maioria dos casos, com uso de válvulas de derivação periventricular (shunt), que é um mecanismo no qual o excesso de líquido é derivado unidirecionalmente para outras cavidades do corpo (átrio e peritôneo, por exemplo)10.

Se não for tratada, a criança com hidrocefalia pode apresentar macrocefalia, grave retardo mental, deficiências físicas, mau funcionamento dos shunts, infecções, meningites, atraso no desenvolvimento neuropsicomotor, problemas de aprendizagem e visuais, como também, dificuldades para alimentar-se, vômito persistente e/ou convulsões, além de alterações orais, de higiene bucal e até disfagia6 10 12, que é um distúrbio da deglutição em que há descontrole na coordenação da respiração e alimentação, decorrentes de danos neurológicos congênitos ou adquiridos13.

A saúde dos pacientes com hidrocefalia exige cuidados especiais, visando à prevenção de complicações pós-operatórias e diminuição das sequelas12.

A atuação fonoaudiológica em hospitais é responsável pelo atendimento ao paciente ainda no leito, de forma precoce, preventiva, intensiva, pré e pós-cirúrgica, com respaldo técnico à equipe interdisciplinar, com o objetivo de impedir ou minimizar as sequelas dos quadros neurológicos na alimentação (disfagia) e/ou comunicação13 14. Este estudo busca relatar as principais alterações fonoaudiológicas encontradas em um indivíduo diagnosticado com hidrocefalia congênita, tratada tardiamente com derivação ventrículo peritoneal.

Apresentação do Caso

O presente estudo analisou um paciente do sexo masculino, 1 ano e 1 mês de idade, diagnosticado com hidrocefalia congênita, que deu entrada no serviço de urgência pediátrica de um hospital universitário da cidade de Goiânia-GO, em outubro de 2012. Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos do Hospital das Clínicas da universidade Federal de Goiás, sob protocolo nº. 556.373.

Na história da gestação, a mãe da criança relatou que não fez pré-natal porque a família rejeitou a gestação e lhe causou um quadro depressivo. A mãe informou também que, na família, houve um caso de hidrocefalia em um primo de terceiro grau. A bisavó materna e a tia-avó tinham crises epilépticas.

Segundo a mãe, após uma gestação difícil, foi realizada uma USG de emergência, onde detectou-se a hidrocefalia fetal. Já com 40 semanas e 3 dias de gestação, foi realizado parto cesárea, o recém-nascido (RN) pesou 2.535g, perímetro cefálico (PC) medindo 35cm, estatura de 45,5cm e índice de APGAR 7 e 9 para o primeiro e quinto minutos, respectivamente. Foi comprovada hidrocefalia acentuada pela USG transfontanela. Foi observado sinal de icterícia neonatal fisiológica e o RN foi encaminhado à UTIN (Unidade de Terapia Intensiva Neonatal). Após 15 dias na UTIN, o RN recebeu alta hospitalar sem orientações quanto à medicação ou tratamento cirúrgico da hidrocefalia para instalação da Derivação Ventriculoperitoneal (DVP).

Na internação hospitalar, a criança pesava 15Kg, com PC = 89cm, frequência cardíaca (FC) de 108 bpm e frequência respiratória de 24 irpm. Ao exame do desenvolvimento neuropsicomotor (DNPM), criança não fixava o olhar, não articulava palavras, gritava bastante, não engatinhava, não andava e não sentava. Na escala Glasgow, o índice foi igual a 13 que indica lesão neurológica mínima.

Foi solicitada avaliação fonoaudiológica, pois mãe referiu que a criança apresentava dificuldade de alimentação para dieta pastosa. Ao exame físico estava acordado, gemente, com hipertonia em membros inferiores e superiores, nível de saturação de oxigênio (Sat O2) = 86%, FC = 54bpm.

A atuação fonoaudiológica foi realizada dois dias antes da cirurgia para colocação da DVP, com o objetivo de avaliar órgãos miofuncionais, identificar alterações na dinâmica da deglutição, caracterizar sinais clínicos sugestivos de penetração/aspiração, presença ou não de disfagia e estabelecer condutas a partir desses resultados.

A criança apresentou reflexo patológico de mordida, a postura de língua em repouso esteve entre as arcadas e os lábios entreabertos, dentição decídua em mau estado de conservação, bochechas simétricas e hipotônicas e a respiração tipo mista. A mobilidade dos órgãos fonoarticulatórios (OFAS) era limitada e realizava movimentos mastigatórios verticalizados e, na ausculta cervical, evidenciou-se estase de saliva/secreção em região laríngea, não se descartando risco para aspiração. Não houve desconforto respiratório.

Na avaliação clínica da deglutição, foi utilizada dieta líquido-pastosa (vitamina de banana com espessante), oferecida na colher: o paciente não apresentou captação do alimento, o vedamento labial foi ineficaz, protrusão lingual exacerbada durante a mastigação, deglutição presente, escape oral anterior, restos alimentares em cavidade oral após a deglutição e a ausculta cervical evidenciou estase de alimento em região laríngea com presença de engasgos. Com a consistência pastosa, apresentou as características anteriores, mas não foi detectado estase alimentar ou engasgo.

Diante dos resultados obtidos na avaliação, foi possível formular a hipótese diagnóstica em deglutição funcional para consistência pastosa e disfagia orofaríngea neurogênica de grau moderado para líquido pastosa. Na conduta fonoaudiológica foi indicada dieta líquida pastosa espessada para uma alimentação segura e exercícios fonoaudiológicos foram realizados na tentativa de reabilitação do paciente, tais como: estimulação profunda de OFAS, crioterapia, pontos motores da face (ativação neuromuscular), exercícios ativos, manobras facilitadoras da deglutição e correção postural durante a oferta da dieta por via oral decorrente da dificuldade gerada pelo crescimento acentuado do PC e o peso da cabeça.

A cirurgia para colocação da DVP foi realizada dois dias depois. Ao cabo de 11 dias, o PC havia diminuído cerca de 10 cm e o paciente estava se alimentando com dieta pastosa por via oral (VO) sem intercorrências. Houve programação de alta hospitalar pela equipe e o paciente foi liberado para sua cidade com relatório de encaminhamento para fonoaudiologia.

Com 1 ano e 4 meses, o paciente retornou à unidade de urgência, com infecção na DVP e história de perda de peso, dor abdominal, dificuldade em aceitar a dieta por VO e com relato de não ter realizado o acompanhamento fonoaudiológico em sua cidade.

Na avaliação fonoaudiológica foram observados apertamento mandibular, quebras dentárias e em mau estado de conservação, sialorréia importante, além de gemência e recusa da dieta, com alteração da Sat O2 antes, durante e após a deglutição, sendo compatível com o quadro de Disfagia Orofaríngea Neurogênica de grau Moderado/Severo e indicação de dieta por Sonda Naso-entérica (SNE).

Resultados

Foram elaborados novos planos terapêuticos com o objetivo de diminuir a sialorréia e melhorar o padrão oromiofuncional, enquanto a equipe médica investigava a infecção da DVP.

Após 19 dias de internação por quadro infeccioso diagnosticado como meningite, recebeu também, intervenções fonoaudiológicas diárias, observou-se diminuição importante da sialorréia. No mesmo dia, houve queda de Sat O2, acompanhada de cianose, que gerou a necessidade de oximetria contínua e oferta de O2 por cateter nasal. A terapia fonoaudiológica foi suspensa e, não obtendo melhora do quadro de disfagia, o paciente continuou em uso de SNE. Foi realizado tratamento antibioterápico por 53, quando houve melhora da infecção, o paciente foi encaminhado novamente para sua cidade e para atendimento ambulatorial com neuropediatra. Não houveram mais atendimentos fonoaudiológicos registrados desde então.

Discussão

O pré-natal é um seguimento importante e pode detectar alterações fetais durante a gestação1 3 6 7 9, no entanto, a mãe do paciente deste caso não realizou o pré-natal, descobrindo a Hidrocefalia apenas algumas horas antes do parto.

Segundo a distribuição por gênero, há diversos estudos que identificam leve predominância do sexo masculino para a Hidrocefalia Congênita1 15, sendo exclusiva no período fetal3 6 9 15 17, inserindo este relato do caso dentro dos achados. A média de idade gestacional (IG) encontrada foi 36,6 semanas7, sendo a IG do caso acima da média (40,3 semanas) e o PC do caso (35cm) esteve dentro dos limiares (26cm a 57cm) encontrados na literatura7.

Todas as alterações neurológicas encontradas no caso, desde o DNPM até as habilidades de falar ou alimentar-se foram descritas na literatura, com algum tipo de alteração ou incapacidade6 10 11 13 18.

A descrição da atuação fonoaudiológica na literatura é encontrada em patologias neurológicas como a Paralisia Cerebral19, com a caracterização das funções do Sistema Estomatognático e reabilitação da disfagia, porém não foi encontrado nenhum estudo que investigasse, na Hidrocefalia Congênita, as alterações de deglutição ou disfagia. Apenas um estudo evidenciou alterações fonoaudiológicas do perfil comunicativo e orofacial na Hidrocefalia, com relato de alteração de tônus muscular orofacial e estratégias utilizadas para adequá-lo 20.

O protocolo brasileiro Protocolo Fonoaudiológico de Avaliação do Risco para Disfagia (PARD) tem sido utilizado no meio fonoaudiológico para investigação de distúrbios da degltuição21. Não foi descrita a utilização deste protocolo durante o levantamento de dados, todavia foi possível a comparação dos dados do prontuário em conformidade com os parâmetros utilizados no PARD.

Segundo o National Institute of Neurological Disorders and Stroke - NINDS, infecções nas válvulas de derivação são comumente encontradas e, dentre as mais conhecidas, está a meningite22, como ocorrido no paciente deste estudo.

Crianças com desenvolvimento motor global alterado podem apresentar alterações no desenvolvimento do controle motor oral, influenciando negativamente o desempenho das funções alimentares de mastigação e deglutição e consequentemente do controle de deglutição de saliva23, propiciando a sialorréia, como foi encontrado no caso descrito.

As intervenções terapêuticas realizadas pelo fonoaudiólogo, segundo a American Speech-Language-Hearing Association - ASHA, podem envolver a instrução para a oferta da dieta e/ou modificação da consistência da mesma, a estimulação de OFAS e o uso de utensílios adaptativos de alimentação e/ou nutrição alternativa24, justificando a utilização das estratégias e vias alternativas de alimentação com o paciente deste relato.

A prevenção de complicações pós-operatórias deve ser realizada de forma interdisciplinar, visando melhor qualidade de vida quanto à hidratação corpórea, nutrição, via de alimentação segura e eficaz (caso haja dano neurológico), prevenção de úlceras por pressão na cabeça e cuidados com a pele11 22 24.

Considerações Finais

A atuação do fonoaudiólogo na equipe inter e multidisciplinar, mostrou diferencial no cuidado ao paciente portador de Hidrocefalia Congênita, em que se pôde observar melhora temporária devido à piora do quadro neurológico, porém, vale ressaltar que, é de suma importância esta atuação com objetivo de minimizar sequelas e/ou manter funções orais, com foco numa melhor qualidade de vida. As complicações do quadro do paciente e a dificuldade de assistência pela distância da sua cidade de origem interromperam a continuidade da intervenção.

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Recebido: 01 de Julho de 2014; Aceito: 28 de Janeiro de 2015

Endereço para correspondência/Mailing address: Nayana Thaysse Araújo Muniz, Hospital das Clínicas, Setor de Fonoaudiologia. 1ª avenida, s/nº. Setor Leste Universitário, Goiânia - GO - Brasil, CEP 74605-050, E-mail: nayanamuniz@gmail.com

Conflito de interesses: inexistente

Conflict of interest: non-existent

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