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Revista Brasileira de Zootecnia

Print version ISSN 1516-3598On-line version ISSN 1806-9290

R. Bras. Zootec. vol.32 no.4 Viçosa July/Aug. 2003

https://doi.org/10.1590/S1516-35982003000400004 

Determinação do consumo, digestibilidade e frações protéicas e de carboidratos do feno de Tifton 85 em diferentes idades de corte1

 

Feed intake, digestibility, protein and carbohydrate fractions of Tifton 85 hay with different harvest ages

 

 

Geane Dias GonçalvesI; Geraldo Tadeu dos SantosII; Clóves Cabreira JobimII; Júlio Cesar DamascenoII; Ulysses CecatoII; Antônio Ferriani BrancoII

IAluna de Pós-Graduação da Universidade Estadual de Maringá. E.mail: geanedg@yahoo.com.br
IIProfessores da Universidade Estadual de Maringá, Avenida Colombo, 5790, CEP: 87020-900, Maringá – PR. Pesquisadores - Bolsistas do CNPq – Brasília, DF. E.mail: gtsantos@uem.br

 

 


RESUMO

Objetivou-se determinar o consumo de matéria seca (MS), a digestibilidade aparente da MS, matéria orgânica (MO), proteína bruta (PB) e fibra em detergente neutro (FDN) e a digestibilidade in vitro da MS (DIVMS) e, também, quantificar as frações de proteína e carboidratos do feno de Tifton 85, cortado aos 28, 42, 63 e 84 dias de crescimento. O delineamento experimental utilizado para a análise dos dados referentes ao consumo e digestibilidade aparente foi em Quadrado Latino 4 x 4 e, para o fator idade de corte, foi usada regressão. Houve decréscimo linear, à medida que se aumentou a idade de corte para o consumo de MS e para a digestibilidade aparente da MS, MO, PB e FDN. Os valores encontrados para a digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) foram bastante próximos aos encontrados para digestibilidade aparente. Para as frações de proteína e carboidratos, observaram-se aumentos para a fração C, com o aumento na idade de corte, que variaram de 17,4 a 22,8 e de 10,9 a 14,3%, respectivamente. Da mesma forma, a fração B3 da proteína aumentou e a B2 apresentou pouca variação, com o aumento da idade de corte, enquanto as frações A e B1 dos carboidratos totais diminuíram. Os resultados referentes ao consumo de MS e digestibilidade da MS foram de 2,4, 2,2, 2,1 e 1,1% e de 60,5, 58,8, 56,3 e 53,8%, para as idades de crescimento de 28, 42, 63 e 84 dias, respectivamente.

Palavras-chave: Cynodon, digestibilidade aparente, DIVMS, fibra em detergente ácido, fibra em detergente neutro, fibra em detergente neutro corrigida para cinza e proteína


ABSTRACT

The objectives of this experiment were to determine dry matter intake (DMI), apparent digestibility of dry matter (ADMD), organic matter (ADOM), neutral detergent fiber (ADNDF), in vitro DM digestibility (IVDMD) and protein and carbohydrate fractions of Bermuda grass hay harvested at 21, 42, 63 and 84 days. The experimental design used to estimate the feed intake and the apparent digestibility was a 4 x 4 Latin square and to evaluate age effect was used regression analysis. Dry matter intake (DMI) and apparent digestibility of DM, OM, CP and NDF showed a negative linear response for harvest age. Results for in vitro DM digestibility (IVDMD) were similar to apparent digestibility. Protein and the carbohydrate C fractions increased with harvest age and average values ranged from 17.4 to 22.8 and 10.9 to 14.3%, respectively. B3 protein fraction increased with harvest age and B2 fraction showed little variation with harvest age. A and B1 carbohydrate fractions decreased with harvest age. Results for DMI were 2.4, 2.2, 2.1 and 1.1% and for IVDMD were 60.5, 58.8, 56.3 and 53.8% for the 28, 42, 63 and 84 days of harvest age, respectively.

Key Words: apparent digestibility, Cynodon, acid detergent fiber, neutral detergent fiber, neutral detergent fiber corrected for ash and protein, IVDMD


 

 

Introdução

Usualmente, a baixa produção e a redução na qualidade da forragem, apresentadas pelas espécies tropicais, durante a época seca do ano, são um dos fatores responsáveis pelos baixos índices de produtividade de leite e carne em quase todo o Brasil. Esse fato leva à necessidade de se armazenarem forragens de alto valor nutricional para alimentar os animais nesta época do ano. Nesse sentido, procura-se por forragens que apresentem altas produções de matéria seca, com boa relação lâmina/colmo e alto valor nutritivo.

O híbrido Tifton 85 (Cynodon spp.) surgiu do cruzamento da sul africana (PI 290884) e Tifton 68, sendo caracterizado pela alta produção de matéria seca e alta digestibilidade (Burton et al., 1993), quando produzida em condições adequadas. Este híbrido apresenta porte alto, rápida taxa de crescimento e boa relação lâmina/colmo, quando comparado aos outros cultivares do gênero Cynodon. Comparado com o Coastal bermuda, o Tifton 85 é 26% mais produtivo e 11% mais digestível, durante a época das chuvas, manejado para produção de feno (Hill et al., 1993).

O consumo e a digestibilidade das diferentes frações da forragem estão ligados à idade da planta, pois, com o avanço no estádio de desenvolvimento, as forrageiras apresentam maiores teores de matéria seca, com baixos teores de proteína e de energia disponíveis e, conseqüentemente, altos teores de parede celular (Van Soest, 1994). Dessa forma, Morrison (1950), citado por Paterson et al. (1994), enfatizou a importância de se realizarem cortes precoces das plantas forrageiras, com o intuito de preservar a digestibilidade, o conteúdo de nutrientes, a ingestão de matéria seca e o desempenho animal. Nesse sentido, Hill et al. (1993) avaliaram cultivares do gênero Cynodon, em parcelas, com quatro cortes, a cada seis semanas, e encontraram valores para a digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) de 60,3 e 54,3% para o Tifton 85 e Coastal, respectivamente.

Assis (1997) também obteve valores semelhantes para a DIVMS e a digestibilidade in vitro da matéria orgânica (DIVMO) do Tifton 85, de 62,8 e 65,2%, sem adubação nitrogenada, e de 61,5 e 64,3%, utilizando 400 kg/N/ha, respectivamente, em três cortes a cada 35 dias. Cáceres et al. (1989) encontraram 62% de digestibilidade aparente da matéria orgânica do capim-bermuda, cortado com 35 dias, durante a época das chuvas. Da mesma forma, Ataíde Jr. et al. (1998), trabalhando com feno de Tifton 85, em diferentes idades de corte (28, 35, 42 e 56 dias), observaram valores que variaram de 63,5 a 59,5%, para a digestibilidade aparente da matéria orgânica, enquanto Rodrigues et al. (1998) encontraram valores de digestibilidade aparente da MS e PB, respectivamente, de 57,2 e 60%, para o cv. Coastcross, e 56,2 e 50,9% para o capim-Tifton 68, em feno produzido no estádio vegetativo.

Durante muitos anos, a composição bromatológica dos alimentos tem sido determinada por meio do sistema de Weende, sem levar em consideração as diferentes frações de carboidratos e de proteína. Porém, um novo sistema foi desenvolvido (The Cornell Net Carbohydrate and Protein System - CNCPS), o qual considera a dinâmica da fermentação ruminal e a perda potencial de nitrogênio, como amônia, na avaliação dos alimentos (Sniffen et al., 1992). Esse sistema classifica os microrganismos ruminais em dois grandes grupos: os fermentadores de carboidratos estruturais, que utilizam amônia como fonte de N, e os fermentadores de carboidratos não-estruturais, que utilizam tanto a amônia como aminoácidos ou peptídios como fonte de N (Russell et al., 1992). Trata-se de um sistema que vem sendo utilizado para avaliar as frações de proteína e carboidratos e as taxas de digestão dos alimentos (Malafaia et al., 1997; Malafaia et al., 1998; Ribeiro et al., 2001), pois, segundo Russell et al. (1992), o N-aminoacídico que alcança os intestinos é de origem microbiano, deduzindo-se que a eficiência do crescimento microbiano pode ter efeito pronunciado sobre o desempenho do animal.

De acordo com Sniffen et al. (1992), os alimentos devem ser fracionados para se obter adequada caracterização dos mesmos. A proteína bruta (PB) pode ser subdividida na fração A, constituída de compostos nitrogenados não-protéicos (NNP); na fração de rápida degradação ruminal, que seria a proteína solúvel (fração B1); nas frações com taxa de degradação intermediária e lenta no rúmen (fração B2 e B3); e fração C, correspondente à proteína insolúvel em detergente ácido, não degradada no rúmen e indigestível nos intestinos. Da mesma forma, os carboidratos totais podem ser subdivididos na fração A, correspondente à fração solúvel, constituída de açúcares de rápida degradação no rúmen; na fração composta de amido e pectina (fração B1); na fração correspondente à porção digestível da parede celular (fração B2); e na fração C, que corresponde à fração não degradável da parede celular.

Assim, objetivou-se, por meio deste trabalho, avaliar o efeito da idade de corte sobre as frações protéicas e de carboidratos do feno de Tifton 85, bem como avaliar a qualidade da forragem em ensaios de digestibilidade com ovinos.

 

Material e Métodos

O experimento foi conduzido na Fazenda Experimental de Iguatemi, da Universidade Estadual de Maringá (UEM) e no Laboratório de Análises de Alimentos e Nutrição Animal do Departamento de Zootecnia da UEM.

O feno de Tifton 85 foi produzido na Fazenda Experimental de Iguatemi, em área estabelecida no final de 1997. Foi efetuado um corte de uniformização, no início da primavera de 1999, e aplicados em dose única, em todas as parcelas, 130 kg/ha de P2O5 (superfosfato simples), 60 kg/ha de N (uréia) e 73 kg/ha de K2O (cloreto de potássio). O cultivar foi cortado com 28, 42, 63 e 84 dias de rebrota, a 10 cm do solo.

Foram utilizados quatro ovinos machos, castrados, em crescimento, sem raça definida, com peso médio de 26 kg, em ensaio de digestibilidade, pelo método de coleta total das fezes. Os animais foram distribuídos, ao acaso, em quatro tratamentos, correspondentes às idades de corte da forrageira.

O delineamento experimental empregado para a análise dos dados referentes ao consumo e à digestibilidade aparente foi em quadrado latino do tipo 4 x 4.

O modelo matemático para análise dos dados foi:

em que: Yijk = observação relativa ao feno K, na linha (animal) i e coluna (período) j; µ = constante geral; Li = efeito do animal i, i = 1, 2, 3, 4; Cj = efeito do período j, j = 1, 2, 3, 4; T(K)ij = efeito do tratamento k do animal i e do período j; k = 1, 2, 3, 4; Eijk = erro aleatório associado a cada observação Yijk.

Os ovinos foram alojados em gaiolas de metabolismo, metálicas, com piso de madeira ripado. Sacolas de napa foram adaptadas aos animais para a coleta das fezes.

O feno de Tifton 85 foi picado em um desintegrador de forragem e fornecido ad libitum, sempre às 8 h. Os animais tiveram livre acesso à água e ao sal mineral.

O consumo de feno foi avaliado por meio de pesagem diária do fornecido e das sobras, cujas amostras foram compostas por animal e por período, armazenadas e congeladas para posteriores análises.

Os animais foram pesados em jejum, no início do experimento e no final de cada semana, durante o período de estudo. Após 14 dias de adaptação dos animais à dieta, foram coletadas as fezes, diariamente, por um período de cinco dias consecutivos, para posteriores análises químicas.

Os teores de matéria seca (MS), matéria orgânica (MO) e proteína bruta (PB) na forragem e nas fezes, foram determinadas segundo a recomendação de Silva (1990) e as análises de fibra em detergente neutro (FDN), segundo a metodologia descrita por Van Soest et al. (1991).

Para determinação da digestibilidade in vitro da matéria seca (DIVMS) e da matéria orgânica (DIVMO), foi empregada a técnica de Tilley & Terry (1963), adaptada para o uso do rúmen artificial, desenvolvida por ANKOM®, conforme descrito por Holden (1999). Para determinar a DIVMS, foram colocados, em cada compartimento (jarro de vidro), no DaisyII da ANKOM®, 250 mg de amostras da forragem, em filtro-náilon (F57 - ANKOM®), lacrados a quente, com solução tampão e líquido ruminal. As amostras foram incubadas por 48 horas a 39ºC, em meio anaeróbio. Após um período de 48 horas de digestão, foram adicionados ácido clorídrico e pepsina (Sigma - 1:10.000), para a segunda etapa da técnica de Tilley & Terry (1963), a fim de se determinar a DIVMS dos fenos.

Para a coleta do líquido ruminal, foi utilizada uma vaca da raça Holandesa, multípara, seca, com peso de aproximadamente 550 kg. O animal foi mantido confinado no sistema "Tie-Stall", com piso de borracha, e solto, nos intervalos de alimentação, em um espaço sombreado para exercícios. A alimentação foi à base de feno de Tifton 85, cortado com 63 dias de idade, fornecido às 8, 14 e 18 h, recebendo água e sal mineral ad libitum. A composição químico-bromatológica do feno está apresentada na Tabela 1. O animal foi adaptado a esta alimentação por um período de 14 dias, antes da coleta do líquido ruminal.

O fracionamento da proteína bruta foi subdividido em: Fração A (nitrogênio não protéico), B1 (peptídeos e oligopeptídeos), B2 (proteína citoplasmática), B3 (proteína insolúvel em detergente neutro) e C (proteína insolúvel em detergente ácido) (Sniffen et al., 1992).

A fração A foi obtida pelo tratamento da amostra (0,5 g) com 50 mL de água destilada, por 30 minutos, e pela adição subseqüente de 10 mL de ácido tricloroacético (TCA) a 10%, por 30 minutos. Após, filtrou-se em papel-filtro (Whatman 54) e determinou-se o nitrogênio residual (Licitra et al., 1996). Pela diferença entre o nitrogênio total e o nitrogênio residual foi obtida a fração A.

A determinação do nitrogênio solúvel total foi realizada incubando-se a amostra (0,5 g) com 50 mL do tampão borato-fosfato e 1 mL de solução de azida sódica (10%). Após três horas de incubação, a amostra residual foi filtrada em papel-filtro e feita a análise do nitrogênio residual insolúvel no tampão borato-fosfato (TBF) (Licitra et al., 1996). A fração B1 foi determinada pela diferença entre a fração nitrogênio solúvel total menos a fração NNP determinada pelo TCA.

Pela diferença entre o nitrogênio insolúvel em detergente neutro (NIDN) e o nitrogênio insolúvel em detergente ácido (NIDA), determinou-se a fração B3 (Sniffen et al., 1992). A fração B2 foi determinada pela diferença entre a fração insolúvel em tampão borato-fosfato e a fração NIDN (Sniffen et al., 1992), enquanto a fração C, pelo nitrogênio insolúvel em detergente ácido (Van Soest et al., 1991).

As frações de carboidratos foram determinadas conforme as recomendações de Sniffen et al. (1992).

A fração C (carboidratos indigeríveis no rúmen) foi obtida pela equação:

A fração B2 (carboidratos de degradação lenta), foi obtida pela equação:

As frações com elevadas taxas de degradação ruminal (fração A + B1) foram determinadas pela diferença entre 100 - (fração C + B2). Os teores de lignina e extrato etéreo (EE) foram determinados segundo os procedimentos analíticos descritos por Silva (1990) e os teores de fibra em detergente neutro (FDN), segundo Van Soest (1991).

 

Resultados e Discussão

Na Tabela 1, são apresentadas a composição bromatológica e a DIVMS dos fenos referentes às idades ao corte.

Os dados de consumo de MS do feno de Tifton 85 foram afetados pela idade de corte (P<0,05) da gramínea. Por meio da análise de regressão, obteve-se a equação para o consumo de MS, em função da idade de corte, em que D corresponde à idade de corte, em dias, e , ao consumo de MS, expresso em porcentagem do peso vivo (PV). O coeficiente de variação (CV) foi de 3,9%. Houve decréscimo linear no consumo de MS, à medida que se aumentou a idade de corte (Figura 1), apresentando valor máximo (2,4% PV) aos 28 dias e mínimo (1,96% PV) aos 84 dias de idade. Esse resultado, aos 28 dias, foi superior ao encontrado por Ataíde Jr. et al. (1998), que encontraram valor de 1,9% de consumo de MS, em relação ao peso vivo para o feno de Tifton 85 cortado com 28 dias de rebrota. No entanto, Rodrigues et al. (1998) obtiveram valores de consumo de MS, em relação ao peso vivo, de 2,1% para o feno do cv. coastcross e 1,93% para o feno de Tifton 68.

 

 

A possível explicação para o decréscimo no consumo de MS, em função da idade de corte, segundo Van Soest (1994), está relacionada ao aumento da lignificação e à redução na digestibilidade da MS, conforme revelam os valores médios de lignina, FDN, FDA e DIVMS apresentados na Tabela 1.

Segundo Mertens (1994), ocorre aumento no consumo de MS, quando a forragem apresenta 30% de FDA, ou menos. Portanto, forragens que apresentam teores de FDA superiores a 40% apresentarão baixo consumo. Verifica-se, na Tabela 1, que em todas as idades de corte os teores de FDA foram superiores aos 40%, apresentando valor máximo aos 84 dias. Para os cultivares Tifton 85, Tifton 44 e coastcross, Gonçalves (2001) registrou teores de FDA aos 21 dias de idade ao corte (34%), dentro dos limites de 30% registrados por Mertens (1994), enquanto, aos 42 (40%), 63 (46%) e 84 dias (46,7%), os teores foram superiores. Já West et al. (1998), trabalhando com feno e silagem de Tifton 85, encontraram valores médios de 35,6 e 39,1%, para os teores de FDA, com idade de corte de 25 e 31 dias, para o feno e a silagem, respectivamente.

Verifica-se na Tabela 1 aumento nos percentuais de parede celular, com valor máximo (79,4%) aos 84 dias e mínimo (77,3%) aos 28 dias de idade de corte. West et al. (1998) encontraram valores médios de FDN na ordem de 76,6 e 72%, para o feno e a silagem de Tifton 85 cortado com 25 e 31 dias de rebrota, respectivamente. Esses autores salientam que o cv. Tifton 85 normalmente apresenta altos teores de FDN, podendo atingir valores de até 80%. Ribeiro et al. (2001) também encontraram valores altos de FDN, entre 76,8 e 81,2%, para fenos de Tifton 85 cortado com 28, 35, 42 e 56 dias. O aumento de parede celular restringe o ataque das enzimas digestivas e, conseqüentemente, diminui a digestibilidade da fibra (Wilkins, 1969) e aumenta o tempo de retenção dos sólidos no rúmen (Thiago, 1984; Minson & Wilson, 1994), levando à redução no consumo. Segundo Beauchemin et al. (1991) e Khorasani (1996), o consumo de MS tem sido associado aos teores de FDN da dieta em oferta.

Os resultados referentes à digestibilidade aparente da MS, MO, PB e FDN revelaram efeito negativo (P<0,05) da idade de corte sobre essas variáveis. De acordo com a análise de regressão, verificam-se as seguintes equações para:

Digestibilidade aparente da MS
= 57,3 - 0,12 (D - ), CV = 5,8%
Digestibilidade aparente da MO
= 58,4 - 0,13 (D - ), CV = 5,1%
Digestibilidade aparente da PB
= 54,6 - 0,24 (D - ), CV = 8,9%
Digestibilidade aparente da MS
= 58,7 - 0,097 (D - ), CV = 4,5%

em que D corresponde à idade de corte, em dias, e , à digestibilidade aparente, expressa em porcentagem.

A representação gráfica da digestibilidade aparente da MS, MO, PB e FDN do feno de Tifton 85, colhido em diferentes idades de corte, encontra-se na Figura 2. Observa-se que, para todas as variáveis estudadas, houve decréscimo linear, à medida que se aumentou a idade de corte, apresentando valores de 60,5; 61,8; 60,9 e 61,2%, respectivamente, para as digestibilidades aparentes da MS, MO, PB e FDN, aos 28 dias de idade.

Os valores obtidos para a DIVMS (Tabela 1) estão bastante próximos aos obtidos para a digestibilidade aparente da MS (Figura 2). Os dados de digestibilidade aparente da MS assemelham-se aos obtidos por Garcell & Poppe (1989), que observaram valores de 61,4 a 50,2%. Hill et al. (1993) observaram valores para a DIVMS do Tifton 85, cortado com 42 dias, bem próximos (60,3%) aos encontrados no presente trabalho para o feno com 28 dias de idade de corte. Já Palhano & Haddad (1992), trabalhando com o cultivar coastcross, em diferentes idades ao corte (20, 30, 40, 50, 60 e 70 dias), obtiveram valores entre 74,5 e 51,2% para a DIVMS nas idades de 20 e 70 dias, respectivamente.

A digestibilidade da fração FDN reduziu (P<0,05) com o avanço na idade de corte e pode ser atribuído às variações na composição da fibra, embora os teores de FDN e lignina tenham apresentado aumentos não muito elevados (Tabela 1). Wests et al. (1998), trabalhando com feno de Tifton 85 cortado com 25 dias, também observaram valores de digestibilidade in vitro da FDN (60,7%) próximos aos encontrados no presente trabalho na idade de corte de 28.

Com relação aos valores para a digestibilidade aparente da PB, os resultados obtidos foram inferiores aos de Ataíde Jr. et al. (1998), que encontraram valores de 71,5 e 64,9%, para o feno de Tifton 85 cortado com 28 e 42 dias de rebrota, respectivamente. As diferenças nos valores de digestibilidade aparente podem ser atribuídas à qualidade de conservação e alterações químicas durante o processo de confecção dos fenos. Os fenos com 28 e 42 dias de idade receberam chuva no início de sua confecção, aparentemente sem comprometer o processo, o que, possivelmente, poderia ter levado à maior taxa de respiração ou lavagem dos componentes solúveis.

Os resultados referentes às frações de PB (A, B1, B2, B3 e C) dos fenos de Tifton 85 apresentaram efeito (P<0,05) da idade de corte (Tabela 2). Por meio da análise de regressão, obteve-se a equação

= 21,5 - 0,06 (D - ) para a fração A,
= 2,5 - 0,07 (D - ) para a fração B1,
= 28,6 - 0,008 (D - ) + 0,003 (D - ) para a fraçã B3 e
= 20+0,09 (D - ) para a fração C. A letra D

corresponde à idade de corte, em dias, e , à fração expressa em porcentagem da PB.

Observa-se que, para as variáveis A e B1 (Tabela 2), houve decréscimo linear, à medida que se aumentou a idade de corte. Os valores máximo e mínimo da fração A (NNP) foram de 23 e 19,8%/Ntotal, respectivamente para os fenos cortados com idades de 28 e 84 dias. Van Soest (1994) afirma que as atividades metabólicas causadas por altas temperaturas e avanço no desenvolvimento das plantas causam decréscimo nas frações solúveis e aumento nos componentes da parede celular. Isto pode explicar os baixos valores nas frações solúveis tanto de proteína (Tabela 2) quanto de carboidratos (Tabela 3), com o avanço na idade de corte dos fenos avaliados.

Os valores da fração A da proteína assemelham-se aos obtidos por Ribeiro et al. (2001) para o cv. Tifton 85 (22,1%) cortado com 35 dias de idade. Porém, quando os mesmos autores aumentaram a idade de corte (42 e 56 dias), os teores foram superiores (25,1 e 35,5%). Já Gonçalves et al. (2001) encontraram valores de 31 a 31,6%, para os cultivares do gênero Cynodon cortados com idades entre 21 e 63 dias. Entretanto, Malafaia et al. (1997) encontraram 17,3% para a fração A do cv. Tifton 85, cortado com 60 dias.

Segundo Russell et al. (1992), fontes de NNP são fundamentais para o bom funcionamento ruminal, pois os microrganismos ruminais, fermentadores de carboidratos estruturais, utilizam amônia como fonte de N. Todavia, altas proporções de NNP podem resultar em perdas nitrogenadas, se houver a falta do esqueleto de carbono prontamente disponível para a síntese de proteína microbiana.

A proporção de proteína solúvel rapidamente degradável no rúmen (B1) foi de 4,4; 3,4; 1,9 e 0,4% para as idades de 28, 42, 63 e 84 dias, respectivamente. Malafaia et al. (1997) observaram valor próximo (2,5%) ao encontrado no presente trabalho, em capim Tifton 85 com idade de corte de 60 dias. Já Ribeiro et al. (2001) encontraram valores de 4,5 a 0,24%, para feno de Tifton 85, com idades de corte de 35 a 56 dias, respectivamente, enquanto Gonçalves et al. (2001) registraram valores de 2,4; 1,3 e 0,45% para cultivares do gênero Cynodon com idades de corte de 21, 42 e 63 dias, respectivamente.

Altas proporções das frações protéicas A + B1 podem levar a perdas de N no rúmen, na forma de amônia, pois proporções elevadas de fração solúvel necessitam de maior suprimento de carboidratos de rápida degradação ruminal para que ocorra o sincronismo de fermentação entre carboidratos e proteína no rúmen (Nocek & Russell, 1988). Verifica-se que os somatórios dessas frações são de 25,5; 25,6; 23 e 20,2% da PB total, para os fenos com as idades de 28, 42, 63 e 84 dias de idade de corte, respectivamente. Estes valores estão próximos aos encontrados por Ribeiro et al. (2001), para o feno de Tifton 85 (26,6%) com idade de corte de 35 dias, porém inferior ao encontrado por Cabral et al. (1999), para o feno de alfafa (32,6%).

Houve efeito quadrático (Tabela 2) para a proporção de proteína insolúvel, com taxa de degradação intermediária (B2), apresentando valor de 31,3 a 31,4%, para as idades de corte de 28 e 84 dias. Da mesma forma, Ribeiro et al. (2001) registraram valor de 31,2% para a fração B2 do feno de Tifton 85, com 56 dias de idade de corte.

Já a proporção de proteína insolúvel, com taxa de degradação lenta (B3), apresentou comportamento linear, à medida que se aumentaram as idades de corte. Os valores de B3 variaram de 25 a 26,2%, para as idades de corte de 28 a 84 dias. Malafaia et al. (1997), trabalhando com Tifton 85 com idade de corte de aproximadamente 60 dias, registraram valor próximo ao encontrado no presente trabalho (26,9%). Gonçalves et al. (2001) também encontraram valores médios de 29 a 24,2% para cultivares de Cynodon (coastcross, Tifton 85 e Tifton 44) em diferentes idades de corte (21, 42 e 63 dias).

A proporção de proteína insolúvel não digerível no rúmen e no intestino (fração C) apresentou comportamento linear (Tabela 2), com valores que variaram de 17,4 a 22,83%, para as idades de corte de 28 a 84 dias, respectivamente. Ribeiro et al. (2001) encontraram valores inferiores (5,7; 6,2; 6,7 e 6,4%) aos encontrados no presente trabalho para o feno de Tifton 85 com idades de corte de 28, 35, 42 e 56 dias, respectivamente. Entretanto, Malafaia et al. (1997) registraram valor de 17% para o Tifton 85 com 60 dias de idade e Gonçalves et al. (2001), valores para cultivares de Cynodon de 22 a 25,7% para as idades de 21 e 42 dias, respectivamente. Essa variabilidade na fração C pode ser explicada, entre outros fatores, pelas mudanças nos fatores ambientais, avanço na idade fisiológica da planta ou por alterações químicas durante o processo de confecção dos fenos (Van Soest, 1994; Rotz & Muck, 1994).

Os resultados referentes às frações de carboidratos totais (A + B1, B2 e C) dos fenos de Tifton 85 foram afetados pela idade de corte (Tabela 3). Por meio de análises de regressão, obtiveram-se as equações para a fração A + B1, para a fração B2 e para a fração C. A letra D corresponde à idade de corte, em dias, e , à fração de carboidratos, expressa em porcentagem.

Observa-se que, para as variáveis A+B1 (Tabela 3), houve decréscimo linear à medida que se aumentou a idade de corte. Os valores da fração A+B1 apresentaram valor máximo (8,3%) aos 28 dias e mínimo (5,5%) aos 84 dias de idade de corte. Ribeiro et al. (2001) registraram valores inferiores (5,4 e 2,7%) aos do presente trabalho, para o feno de Tifton 85 cortado com 28 e 56 dias, respectivamente, porém, Malafaia et al. (1998) encontraram valor próximo (5,5%) para o Tifton 85 cortado com aproximadamente 60 dias. Já Gonçalves (2001) registrou valores para as frações A+B1 de 16,2; 11,6 e 7,03%, para cultivares de Cynodon cortados com 21, 42 e 63 dias de idade, respectivamente.

É importante salientar que os valores encontrados para a fração A+B1 apresentam comportamento decrescente com o avanço na idade de corte, pois os componentes estruturais da parede celular aumentam à medida que a planta se desenvolve, em detrimento dos carboidratos não-estruturais (Van Soest, 1994).

A proporção da fração de carboidratos digeríveis da parede celular (B2) apresentou comportamento quadrático (Tabela 3), à medida que se aumentou a idade de corte. Verifica-se que os valores foram próximos (média de 80,45%), nos fenos de diferentes idades. As forrageiras tropicais, usualmente, apresentam altas proporções de fração B2, o que pode ser explicado pelos altos teores de FDN nestas plantas. O efeito quadrático pode ser atribuído às alterações na composição química da parede celular, em função do avanço na idade ao corte, especialmente os teores de lignina (Tabela 1). Para o mesmo cultivar, Malafaia et al. (1998) encontraram 74,4% da fração B2 com corte aos 60 dias de idade e Ribeiro et al. (2001), valores de 78,6; 80,5; 79,1 e 77,4% para fenos de Tifton 85, com idades de 28, 35, 42 e 56 dias, respectivamente. Da mesma forma, Gonçalves et al. (2001) encontraram valores de 77,8; 78 e 79%, para cultivares de Cynodon, com idades de corte de 21, 42 e 63 dias, respectivamente.

Verifica-se que a proporção indigestível da parede celular (fração C) apresentou comportamento linear com o avanço na idade de corte (Tabela 3), o que pode ser atribuído ao aumento na fração lignina. Os valores da fração C dos fenos apresentaram valor mínimo (10,9%) aos 28 dias e máximo (14,3%) aos 84 dias de idade de corte. Segundo Van Soest (1994), a fração indigestível dos carboidratos totais tende a aumentar com o avanço na maturidade da planta. Malafaia et al. (1998), trabalhando com Tifton 85 com idade de corte de 60 dias, encontraram valor da fração C superior (20,2%) aos obtidos no presente trabalho, para todas as idades de corte. Entretanto, Ribeiro et al. (2001) encontraram valores próximos (13,5; 13,8; 15,6 e 17,8%) para feno de Tifton 85 com idades de corte de 28, 35, 42 e 56 dias, respectivamente. Da mesma forma, Gonçalves et al. (2001) encontrou valores de 6,8; 10,1 e 13,5% para cultivares de Cynodon com idades de corte de 21, 42 e 63 dias, respectivamente.

 

Conclusões

Houve decréscimo no consumo de MS e na digestibilidade aparente da MS, MO, PB e da FDN, com o aumento da idade de corte para o feno de Tifton 85.

A fração indigestível (C) da proteína e dos carboidratos elevou-se com a idade de corte e, por conseguinte, reduziu a qualidade dos fenos.

Diante dos resultados obtidos, a idade de corte recomendada para a produção de feno da Tifton 85 deve ser inferior a 63 dias de crescimento.

 

Literatura Citada

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Recebido em: 24/08/01
Aceito em: 22/11/02

 

 

1 Parte da Dissertação de Mestrado apresentada pela primeira autora à Universidade Estadual de Maringá.

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